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5. TARTIŞMA VE ÖNERİLER 99

5.1 Tartışma 99

5.1.2 Riskli davranışlar ölçeği sonuçları 102

Os resultados levaram a concluir que a argila esmectita é um eficiente adsorvente para remoção de corantes têxteis em soluções aquosas.

Foram construídos dois planejamentos fatoriais (22 e 24-1) para estudar as argilas esmectitas em suas formas (“in-natura”, ativada quimicamente e ativada termicamente), assim como, realizados os respectivos estudos cinéticos e de equilíbrio de adsorção.

Os resultados obtidos no presente trabalho a partir da realização do planejamento fatorial 22 levam a concluir que os valores de 96, 96,5 e 95,8% correspondentes aos percentuais de remoção para as argilas esmectitas “in-natura”, quimicamente e termicamente ativadas, respectivamente, mostram que os processos de ativação utilizados não aumentaram efetivamente o poder de adsorção da argila esmectita. Dessa forma, a utilização da argila esmectita em sua forma “in-natura”, implica em uma adsorção eficiente e sem os custos gerados pela ativação.

Em termos de quantidade adsorvida destacam-se os valores de 4,80, 4,84 e 4,74 (mg/g), para as argilas “in-natura”, quimicamente e termicamente ativadas, respectivamente. As análises estatísticas demonstraram que o NaCl é a variável mais estatisticamente significante para as argilas esmectitas “in-natura” e quimicamente ativada, confirmando sua função como agente fixador e transportador do corante nos poros da argila. A relação linear entre as variáveis x e y para as argilas “in-natura” e termicamente ativadas, não mostram tendência à normalidade. Essa normalidade só é percebida nos resultados para a argila quimicamente ativada. Logo, pode-se considerar a significância estatística nos dados apresentados para as três argilas “in-natura”, quimicamente ativadas e termicamente ativadas e assim como, se dizer que apenas os dados para as argilas “in-natura” e termicamente ativadas são preditivos, o que não se aplica a argila quimicamente ativada.

Verifica-se que o modelo de monocamada de Langmuir, levou a resultados satisfatórios para os estudos utilizando as argilas “in-natura” e quimicamente ativada de acordo com o parâmetro RL observado de 0,91 e 1, respectivamente. Este parâmetro se mostrou favorável, uma vez que os parâmetros RL de 0,91 e 1, se encontram entre 0 e 1. A argila termicamente ativada de acordo com o parâmetro RL observado de 1,96, não se mostra favorável, uma vez que ultrapassa o limite entre 0 e 1. Em relação ao R2 os melhores ajustes obtidos foram para as argilas quimicamente e termicamente ativadas, a adsorção se mostrou

Geraldo Martins Rodrigues Filho, setembro/2012. Tese de Doutorado/PPGEQ/UFRN favorável, uma vez que os R2 foramde 1 e 1, para as duas argilas, respectivamente. O R2 da

argila “in-natura” de 0,14 mostrou que os dados desta argila não se ajustaram bem ao modelo de acordo com este parêmetro. Sendo que a isoterma de adsorção de Langmuir representa de um modo adequado um processo de adsorção, então um gráfico deverá resultar numa reta.

Pode-se observar ainda que, o modelo de adsorção de Freundlich se ajusta melhor aos estudos realizados com as três argilas, sendo os valores de R² iguais a 0,96, 0,95 e 0,97 para as argilas esmectitas “in-natura”, quimicamente e termicamente ativadas, respectivamente. Com valores de n iguais a 1,035, 1,049 e 5,115 e KF (mg.g-1mg.L-1) de 4,806, 2,226 e 5,096, para as argilas esmectitas “in-natura”, ativada quimicamente e ativada termicamente, respectivamente. Quanto maior for os valores de n, mais favorável é o processo de adsorção. Valores, n > 1 representam condição de adsorção favorável.

Os dados de equilíbrio cinético ajustaram-se bem à isoterma de Freundlich, o modelo de Freundlich admite que a energia de adsorção não seja constante, devido à heterogeneidade da superfície, com uma distribuição exponencial de sítios ativos e frequêntemente se mostra superior à equação de Langmuir para adsorção de cátions e ânions pelas argilas. O modelo cinético que melhor se adequou aos resultados foi o modelo pseudo-segunda ordem.

Pode-se concluir que os dados das argilas “in-natura”, quimicamente ativada e termicamente ativada, são estatisticamente significantes, assim como, preditivos, com exceção dos valores para a argila quimicamente ativada.

O estudo a partir do planejamento fatorial 24-1 demonstra, mais uma vez que, a argila esmectita é um eficiente adsorvente para remoção de corantes têxteis em soluções aquosas. Assim, os principais envolvidos no processo aniônico de adsorção do corante Amarelo Reativo BF-4G 200% em argila esmectita, podem ser a atração nas bordas quebradas de partículas de argila. Ocorrência de interações de baixas energias, decorrente de adsorções em sítios ácidos fracos, além de menores intensidades em sítios mais energéticos. É por isso que, embora as condições de pH ácido fossem para aumentar a remoção do corante, a grande eficiência de adsorção foi ainda obtida em pH natural.

A fluorescência de raios-X mostrou que os principais constituintes das argilas “in- natura”, quimicamente e termicamente ativadas são: Al2O3, SiO2 eFe2O3, logo se entende que

a amostra de argila esmectita utilizada no estudo é principalmente um silicato de alumínio e ferro.

Embora a argila apresente uma capacidade de troca catiônica e, portanto, deva repelir as moléculas aniônicas, as experiências mostraram uma grande capacidade de adsorção do corante aniônico.

Geraldo Martins Rodrigues Filho, setembro/2012. Tese de Doutorado/PPGEQ/UFRN Foi observado que em concentrações de até 500 mg/L se obtém elevados percentuais

de remoção de cor (92,37, 90,92 e 93,40 %) e quantidade adsorvida (230,94, 227,31 e 233,50 mg/g), para as argilas “in-natura”, ativada quimicamente e ativada termicamente, respectivamente. Por meio dos dados obtidos é possível concluir que a argila esmectita ativada termicamente possui uma maior quantidade adsorvida para o corante estudado em concentrações de até 500 mg/L, relativamente às demais argilas estudadas.

A relação linear entre as variáveis x e y para a argila “in-natura” mostra tendência a normalidade. Essa normalidade só não é percebida nos resultados para as argilas quimicamente e termicamente ativadas. Consequentemente, não se pode considerar a significância estatística nos dados apresentados para as três argilas “in-natura”, quimicamente ativadas e termicamente ativadas e assim como, se dizer que os dados para as argilas “in- natura”, quimicamente ativada e termicamente ativadas são preditivos.

Pode-se concluir que os dados das argilas “in-natura”, quimicamente ativada e termicamente ativada, não são estatisticamente significantes, assim como, não são preditivos.

O modelo de equilíbrio cinético que melhor se adequou aos resultados foi o modelo pseudo-segunda ordem. Com os valores de R2 apresentados para as argilas “in-natura”, quimicamente ativada e termicamente ativada de 1, 0,9 e 1, respectivamente e de qexp 137,25,

136,43 e 139,82 mg-1 próximos aos valores de qcal de 136,98, 136,98 e 138,88 mg-1, verifica-

se que a modelagem pseudo-segunda-ordem é a que melhor se adequa ao processo de adsorção estudado. Os dados cinéticos ajustaram-se bem à isoterma de Langmuir.

Em comparação com entre os planejamentos 22 e 24-1, a argila esmectita teve um bom potencial para adsorver moléculas de corante aniônico. Por isso, pode ser uma alternativa promissora de adsorvente de baixo custo para remoção de corantes reativos aniônicos de águas residuais corantes.

Além disso, a interação entre os grupos funcionais sobre a superfície adsorvente e o adsorvato deve aumentar à medida que a temperatura sobe. Portanto, os aspectos acima conduzem a um aumento na remoção. Inúmeros estudos acerca das propriedades coloidais das argilas em suspensão aquosa mostram que a adição de eletrólitos diminui a repulsão eletrostática entre as cargas residuais presentes nas folhas devido ao efeito de força iônica. Como resultado tem-se a compressão das camadas, resultando em partículas com capacidade de inchamento menor e com um número maior de folhas associadas, fazendo com que o tamanho das partículas aumente. Nesse sentido, a adição de uma quantidade adequada de eletrólito às suspensões de argila acelera os processos de associação das partículas.

Geraldo Martins Rodrigues Filho, setembro/2012. Tese de Doutorado/PPGEQ/UFRN Portanto, o efeito de íons em adsorção de corante não pode ser desprezado. Pode ser

atribuída também, as propriedades de textura da argila, em que os agregados de poros podem ser expandidos quando imersos em uma solução aquosa, aumentando assim seu volume.

Os resultados indicaram que a adição de cátions aumenta a adsorção de corantes aniônicos. Para o NaCl, um aumento adsorção do corante resultou de um aumento nas atrações eletrostáticas entre o ânion do corante. Ou seja, com um aumento na atração eletrostática, predominaram um aumento na remoção, a adsorção do corante Amerelo reativo BF-4G é aumentada.

O processo de adsorcão apresentado apresenta-se viável para a implantacão do procedimento na indústria têxtil de pequeno e médio porte, visando a diminuicão da concentracão do corante, minimizando assim, a contaminacão nos efluentes.

Geraldo Martins Rodrigues Filho, setembro/2012. Tese de Doutorado/PPGEQ/UFRN

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