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2. Kavramsal Çerçeve

2.2. Psikolojik Sermaye Kavramı

2.2.3. Psikolojik sermayenin bileşenleri

Na Grammatica Expositiva – Curso Elementar (E.C.P.)18

, na sua 29ª. ed. (s./d.), o gramático, também, organiza a sua obra didática de gramática distribuindo-a em duas partes: “lexeologia” e “syntaxe”.

Na “lexeologia”, a obra está dividida em dois subgrupos: “phonologia” e “morphologia que, por sua vez, apresentam subdivisões. Há três componentes na “phonologia”, assim denominados: “phonetica”, “prosódia” e “orthographia”, que se subdividem sucessivamente. A “morphologia” está dividida em duas partes: “taxeonomia” e “etymologia” com suas respectivas subdivisões.

Na “syntaxe”, a gramática aborda os elementos inter-oracionais (coordenação e subordinação) e elementos intra-oracionais (membros essenciais; membros complementares e membros acessórios da oração), tratando basicamente da concordância e da regência do verbo com o nome e da regência de colocação da ordem dos termos na oração.

Em suas cento e cinqüenta e nove páginas (159 p.), a obra didática propõe questionário sobre o conteúdo no final de cada página. Para cada lição completa de um conteúdo, há, o que E.C.P. designa, “exercício analytico” de fixação.

A ortografia da Grammatica Expositiva está, notoriamente, inserida no contexto do período pseudo-etimológico da Língua Portuguesa19. Ela, de acordo com o que o autor menciona, está “adaptada ao 1º anno dos

18 Colocamos, nos anexos, as cópias das duas páginas escolhidas aleatoriamente no corpo da obra e o índice. 19 A gramática (E.C.P.) que analisamos é da 29ª. ed. (s./ d.), está inserida no contexto do português moderno, porém

está compilada seguindo a orientação do período pseudo-etimológico do português prescrevendo, ainda nesta direção, as suas regras ortográficas (consoantes geminadas; consoantes duplas etc.).

Gymnasios e aos Cursos das Escolas Complementares”. Por isso observamos a razão do seu didatismo.

A seguir, exporemos junto ao autor da “Grammatica”, em seu prólogo, o plano de elaboração dela. Por ser didática, ela persegue o caminho da clareza estabelecendo relações comparativas entre os elementos gramaticais mínimos ─ letra e som ─ entre os elementos gramaticais intermediários ─ palavra e idéia ─ e entre os elementos gramaticais superiores ─ frase e pensamento ─ gramática e língua.

Além disso, há, ainda, a inclusão de elementos que remetem a questões de moral, para que se possa lapidar “o caráter moral do alumno”; para tanto, notamos a presença de tais elementos em toda obra referindo- se às noções “da moral e da religião, na história de nossa pátria, na vida do lar [...]”.Para facilitar a comparação do estudo da língua com a gramática, o educador acrescenta, no final de sua gramática, um glossário das palavras que estão marcadas no texto com asterisco; que leva o aluno a familiarizar- se progressivamente com o domínio da gramática da língua padrão.

Acrescentando ao que foi exposto, notamos a ocorrência de elementos filológicos – metaplasmos ─ que saltam imediatamente aos nossos olhos, para introduzir aos iniciados dos estudos de gramática um pouco sobre o processo de evolução da língua vernácula.

A gramática (E.C.P.), pelo seu caráter didático, mostra-se bastante prática, quando propõe uma série de exercícios de fixação e compreensão dos elementos de gramática. Assim, ela constitui um recurso pedagógico para o ensino do português.

Percebemos, assim, que a linguagem, a língua e a gramática estão entre si correlacionadas. Quando falamos de linguagem, subentendemos que estamos tratando, no mais elevado nível de abstração, de um modo de

ser do homem como entidade capaz de expressar e comunicar ao outro as suas idéias e sentimentos. O homem operacionaliza a sua ação de linguagem pela língua, ou seja, pelo sistema de código que desencadeia o processo da comunicação; mas para que isso aconteça é necessária a organização entre os falantes de um conjunto de regras operacionais, tornando possível o uso do discurso de maneira individual. A gramática, portanto, elucida as regras internalizadas na língua.

A partir das generalidades expostas, entendemos o entrelaçamento entre a linguagem, a língua e a gramática enquanto unidade de comunicação, agrupando uma variedade de elementos orientando o seu uso. À medida que o homem muda a sua concepção de ser, altera a sua relação com a linguagem, com a língua e com a produção gramatical, pois a alteração está na reordenação de elementos capazes de aperfeiçoarem cada vez mais o processo de comunicação, sem, todavia, transformar o sistema da língua. Isso posto, percebemos, neste capítulo, a ocorrência natural da posição de não ruptura dos teóricos e gramáticos entre si, nos contextos históricos, referentes à linguagem, a língua e a gramática. Cada um ─ teórico e/ ou gramático─ apresenta a sua contribuição de elementos que complementam a descrição/ explicação das formas de entendimento da linguagem, da língua e da gramática.

No próximo capítulo, apresenmtaremos a análise do corpus da pesquisa, apontando as relações comparativas dos elementos explicativos/ descritivos de gramática (ortoepia, ortografia, morfologia e sintaxe), ocorrentes na Seleta e nas gramáticas de C.P., de E.C.P. e de Bechara.

Apresentamos, no capítulo anterior, as partes que compõem as obras de Clemente Pinto e Eduardo Carlos Pereira e passamos a fazer aqui algumas considerações pertinentes à gramática, aplicadas ou não à Seleta (livro de leitura) em que apontamos observações de prosódia, ortoépia, ”lexiologia” e sintaxe feitas por Clemente Pinto, a partir das notas de rodapé. Para tanto, estabelecemos algumas comparações com a Gramática Expositiva: Curso Elementar (s./d.), de Eduardo Carlos Pereira1

; e, em seguida, buscamos a aproximação com Evanildo Bechara (2005), a partir de sua Moderna Gramática Portuguesa

Ao trabalharmos com as gramáticas de C.P. e E.C.P., procuramos fazer a aplicação do princípio da imanência, da HL e, quando trabalhamos com a gramática de Bechara, relacionada à gramática de C.P., procuramos aplicar o princípio da adequação, da HL. A operacionalização da análise da pesquisa ocorre mediante o uso dos seguintes parâmetros de análise: notas ortoépicas e ortográficas; questões morfológicas e taxionômicas; relacionamento intra e inter-oracional das ocorrências sintáticas prescritivas. O corpus desta pesquisa (gramática de C.P.) remete-nos, metodologicamente, à busca de epistemologia própria inscrita no princípio

da imanência que revela a descrição e/ ou explicação dos fatos lingüísticos em questão; e o princípio da adequação mediante a aproximação histórica das ocorrências lingüísticas abordadas.

Antes de procedermos à análise dos dados de nossa pesquisa, remetemo-nos, inicialmente, à organização da Grammatica Expositiva: Curso Elementar (s./ d.), de E.C.P. a partir da qual ainda tecemos alguns paralelos organizacionais com a gramática Língua Materna: Primeiro e Segundo Anno de Grammatica - 2º Curso (1907), de C.P.

A primeira observação, que merece atenção quando tomamos as gramáticas de C.P. e E.C.P., é a coincidência de serem publicadas no mesmo ano – 1907 -; porém, em meses distintos: a gramática de C.P. em novembro e a gramática de E.C.P. em dezembro2.-.

Vejamos outras observações de contrastes a respeito:

a) C.P. e E.C.P. dividem a gramática em duas partes: lexeologia e syntaxe.

b) C.P. e E.C.P. estabelecem correspondência entre a teoria gramatical e a proposição de exercícios práticos.

c) E.C.P. estende-se mais na abordagem teórica, quando trata dos elementos de descrição referentes à fonologia que a engloba, neste contexto, a fonética. Tudo isso faz parte da lexeologia. Ao contrário, C.P. aborda a questão da fonética de forma mais sintética.

d) E.C.P. e C.P apresentam, por sua vez, oito classes gramaticais, a saber: substantivo; adjetivo; pronome; verbo; advérbio; preposição; conjunção e interjeição.

1 Adiante apresentamos um maior detalhamento dessa gramática e relacionamos com a gramática de C.P. 2 Conforme já afirmamos, não dispomos da 1ª. ed.; e sim da 29. ed. (s./d.).

e) Quanto à sintaxe, E.C.P. estende-se um pouco mais em relação à C.P., quando descreve e classifica as regras sintáticas de uso da língua padrão.

f) E.C.P. destina a sua gramática aos adolescentes – 1º anno dos gymnasios e C.P. destina-a aos educandos do 5º ano primário, ou seja, àqueles que ultrapassaram os primeiros passos no estudo da gramática (A Língua Materna: 1º Curso) que atende “aquelles que ensaiam os primeiros passos no estudo da gramática”3. (prólogo). Diante do exposto, a gramática de E.C.P. ([s./d.], p.160) apresenta a seguinte organização: L E X E O L O G I A S Y N T A X E

C.P. não apresenta, em sua gramática, as denominações fonologia e fonétic,a quando trata dos fonemas. Ele não distingue prosódia de ortoépia, ou seja, designa-as como sinônimas uma da outra.

3 Atende o 4º ano primário (atualmente, ensino fundamental). fonologia fonética prosódia ortografia fonemas consoantes vogais sílabas metaplasmos notações regras morfologia

taxeonomia palavras variáveis: subst., adj., pron., verbo palavras invariáveis: adv., prep., conj., int. etimologia derivação

composição

proposição em si: declar., interrog., exclam., imp., opt.

membros da proposição: suj., pred., compl. concordânciaregência colocação período gramatical simplescomposto

complexo

proposição independenteprincipal subordinada

Outro dado importante, em E.C.P., é a presença, mesmo que introdutória, dos metaplasmos (ausentes em C.P.).

Quanto à morfologia, C.P. denomina o referido estudo em classificação das palavras (taxeonomia – E.C.P.); distribui a mesma em derivação e composição dos substantivos e adjetivos (etymologia – E.C.P.). Percebemos, assim, a forma mais apurada de E.C.P. na terminologia gramatical. C.P. deixa de apresentar, em sua gramática, o aspecto sintático da regência verbal que é contemplado na gramática de E.C.P. Resumindo: a gramática de E.C.P., embora básica, apresenta mais dados descritivos do que a gramática de C.P.

Não é nosso intuito, aqui, abordar todos os aspectos das gramáticas de C.P. e E.C.P., mas apresentar uma amostragem que dê conta da noção geral das partes da gramática (fonética/ fonologia; morfologia e sintaxe). Para tanto, partimos das ocorrências nas notas de rodapé, enfatizando as mais significativas da Seleta, confrontando-as com as gramáticas de C.P e E.C.P, para adequarmos, temporalmente ─ o período vai de 1907 a 1961 ─ com a gramática de Bechara (2005)4.