2.1. Ekonomik Bağımlılık Teoremi
3.1.3. Peronizm Sonrası Arjantin Siyaseti ve Ekonomik
Um dos grandes desafios que o sistema internacional reservou ao Governo Imperial foi à posição durante a Guerra Franco-Prussiana. O Brasil, em 14 de agosto de 1870, recebeu um comunicado do Sr. Hocmelle, encarregado de negócios da França, que por ordem do seu governo, declarava que para defender a honra e o interesse dos franceses, seu governo viu-se na necessidade de declarar guerra à Prússia e seus aliados que lhe prestavam auxílio. O Imperador dos franceses deu ordem afim de que, durante a guerra, os comandantes de suas forças de terra e de mar que conservassem neutras as regras do direito internacional, e se conformem especialmente aos princípios assistidos na declaração do Congresso de Paris, de 16 de Abril de 1856.27
O Brasil respondeu que declarava manter a mais “escrupulosa neutralidade”, como era do interesse do Brasil. (RRNE, 1870, p.7) A autoridade
Imperial declarava lamentar profundamente que o desentendimento entre a França e a Prússia não pudesse ser resolvida de forma pacífica e amigável. De acordo com circular expedida aos presidentes das províncias de 27 de Agosto de 1870, o Imperador determinou que fosse cumprido por todas elas o mais rigoroso processo de neutralidade, incluindo auxílio às embarcações litigantes, uso do telégrafo para anunciar a chegada e partida de navios de alguns dos lados ou qualquer outro ato que pudesse comprometer a posição oficial do país. (RRNE, 1870, p.7)
Durante o conflito, vários problemas na condição de país neutro constrangeram o Brasil e criaram zonas de atrito com os países litigantes. Em um
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Congresso de Paris, de 16 de Abril de 1856: 1º O corso é e fica proibido; 2º O pavilhão neutro cobre a mercadoria inimiga, com exceção do contrabando de guerra; 3º A mercadoria neutra, com exceção do contrabando de guerra, não pode ser apresada sob pavilhão inimigo. 4º Os bloqueios, para serem obrigatórios, devem ser efetivos, isto é, mantidos por força suficiente para proibir o acesso ao litoral inimigo.
deles, no dia 14 de Setembro de 1870, entraram no porto do Rio de Janeiro os navios mercantes alemães Lucie e Concordia, que haviam sido apreendidos pelo navio de guerra francês Hamelin. Esse fato originou uma discussão diplomática entre o governo Imperial e as legações prussianas e francesas.
Além dessa problemática, ocorreu em 17 de Outubro do mesmo ano um caso de dezoito passaportes, dados pelo cônsul da França a cidadãos franceses, com a declaração de que estes se achavam contratados para o serviço militar, e que deviam apresentar-se ao seu país à autoridade competente. O chefe de polícia entendeu que devia recusar o visto, por ser contra a neutralidade do Brasil, uma vez que não era lícito a nenhum agente de qualquer um dos beligerantes arregimentarem forças militares do seu governo por meio de recrutamento ou de contratos semelhantes no território brasileiro.
Com o avançar das tropas prussianas, o corpo diplomático manifestou ao Conde de Bismark, por intermédio do seu ministro dos negócios estrangeiros, o desejo de serem avisados no caso de bombardeamento de Paris e habilitados para se retirarem da cidade, assim como de que lhes fossem autorizado expedir cada semana um correio exclusivamente diplomático. O Chanceler Alemão respondeu que não poderia por questões militares avisar sobre a ocupação e confrontos em Paris e que autorizaria a saída de cartas abertas dos agentes diplomáticos, uma vez que seu conteúdo não resultasse inconveniente ao serviço militar.
Os membros do corpo diplomático mandaram então uma nota coletiva ao Conde Bismarck, na qual disseram que aceitariam de bom grado as ordens, porém, era impossível para eles, por conta do compromisso da confidencialidade dos dados, mandarem cartas abertas, ficando então impossível encaminhar relatórios oficiais com os respectivos governos. (RRNE, 1871, p.23-26)
Com o bombardeamento de Paris, em outra nota coletiva, datada em 13 de Janeiro de 1871, o corpo diplomático denunciando à Bismarck os desastrosos efeitos do bombardeamento da cidade, pediu intervenção para que as autoridades militares providenciassem aos súditos das potências neutras
meios de salvarem seus familiares e pertences. A resposta do Chanceler ponderou que a reclamação do corpo diplomático não encontrava nos princípios de direito internacional suficiente base para sua justificação. Sua nota afirmava que as pessoas que estabeleciam residência em uma região de guerra e nela permaneceram por livre vontade durante as operações de guerra deviam estar preparadas para os inconvenientes que dela resultassem. Bismarck reitera que não faltaram avisos e recomendações aos súditos das potências neutras para deixarem a cidade, sendo que depois destes e durante meses, permitiu-se que os neutros atravessassem as fronteiras sem outra condição além de provarem sua nacionalidade e identidade. (RRNE, 1871, p.23-26)
As informações de Bismarck rebatem a acusação feita pelo governo Imperial que foi recusada a alguns brasileiros a permissão de sair de Paris. O caso ocorreu em 21 de Novembro, quando se vendo prolongar o cerco, foi solicitado o pedido e recusado por Bismarck com o argumento de que houve sequências de abusos resultantes de anteriores concessões, portanto, as autoridades militares resolveram não renová-las.
A guerra trouxe como resultado a queda de Napoleão III e sua dinastia. Em nota, o Sr. Julio Favre, ministro dos negócios estrangeiros, comunicou o fato ao representante do Brasil em Paris. No dia 4 de Abril de 1871, a mesma legação comunicou que tendo sido declarada a deposição da dinastia, fora proclamada a República; e que a Assembleia Constituinte nomeou em 17 de Março o Sr. Thiers Chefe do Poder Executivo e Presidente do Conselho. Em resposta a esse comunicado e satisfazendo ao pedido francês, o Brasil reconheceu o novo governo adotado pela França.
Com a nova reorganização do poder na Europa, mudou também a atuação da Alemanha em escala global. Do ponto de vista político, as relações do Império com a Alemanha, especialmente comerciais, eram uma prova do caráter multifacetado do sistema que emergiu nas décadas de 1870 e 1880. Se culturalmente a preferência das elites imperiais sempre foi pela França e politicamente as relações mais estreitas eram para com a Inglaterra, a Alemanha
despontava naqueles anos como um competidor à altura do desafio. O Brasil parecia também estar disposto a ampliar seu intercâmbio com outros polos de poder, e dentro das possibilidades escapar da alternativa britânica. A Alemanha empenhando-se na concorrência com a Inglaterra, logo após o conflito contra a França, faz do Império Brasileiro mais um dos cenários em que se desenrolaria o conflito econômico das grandes potências. (CAMPOS, 2004, p.253-254)
Com o progresso originado pela unificação política, apesar da constante oposição inglesa, houve espetacular crescimento da marinha mercante alemã, cabendo a Hamburgo um papel decisivo nos contatos com o Brasil. Em 1867 fundou-se a Hamburg-Sued, cujos vapores, a partir de 1871, levavam pela primeira vez a bandeira de Hamburgo ao Atlântico Sul e mais onze empresas diversas. Em 1876, estenderam-se suas linhas ao Brasil o Norddeutscher Lloyd, que foi fundada em Bremen, pelo Consul H. H. Meyer, em 1857. Nessa época já se encontrava o Brasil integrado a navegação no amplo episódio de concorrência teuto-britânica, que ajudaria a culminar na guerra de 1914. Não apenas empreendimentos procedentes da Alemanha, mas também de alguns alemães radicados no Brasil, e passou-se depois da unificação a aumentar o intercâmbio entre os dois países e com o resto da Europa Central, incluindo o Império Austro- Húngaro, denotando um Universalismo com gênese na conjuntura ímpar do período.
As atividades desses empreendimentos se expandiram de tal forma que, mesmo levando em conta o papel secundário do Brasil nos interesses comerciais alemães, especialmente comparados à África, acabou por desempenhar um papel importante na luta global por novos mercados. Em vários produtos importados pelo Brasil, especialmente vinculados à indústria açucareira no Nordeste, até importações de artigos como louças, vidros, entre outros, cada vez mais as mercadorias alemãs passaram a rivalizar com qualquer outro nos portos do Império, especialmente em Santos. No âmbito da exportação, o tabaco e o café foram os principais itens, apesar do pessimismo do Império com a capacidade de absorção daquele mercado dos produtos brasileiros. (CAMPOS, 2004, p.259-266)