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4.1. Türkiye Ekonomisi

4.1.1. Cumhuriyetin Kurulması ve Kapitalizme Geçiş

As relações foram amistosas entre o Governo Imperial e o Governo da França durante os últimos anos da monarquia, salvo os pequenos problemas durante a Guerra Franco-Prussiana e algumas questões de limites. Do ponto de vista das relações culturais, a influência francesa foi sentida durante todo o século XIX e é muito anterior ao período de Universalismo dos anos 1870-1889. Especialmente nas artes plásticas, a vinda da Missão Francesa no começo do século e sua permanência durante todo o período Imperial promoveram com êxito o ensino de esquemas acadêmicos no desenho, na pintura, na escultura e na arquitetura. (BOSI, 2012, p.227-228)

Na elite Imperial, as representações externas dominantes em todos os aspectos da vida social e cultural pertenciam à França. A literatura consumida no país, artigo de luxo em uma sociedade composta de uma pequena elite cercada por analfabetos, era prioritariamente francesa, sendo que mesmo os romances ingleses eram traduções francesas. Com exceção de Darwin e Spencer, os pensadores franceses como Auguste Comte, Ernest Renan Arthur, Conde de Gobineau, predominavam na vida intelectual da fase final do Império. Apenas a ópera italiana era mais apreciada do que a francesa nos teatros cariocas e de outras cidades brasileiras. Na moda, as tendências parisienses eram as mais procuradas na Rua do Ouvidor, no centro do Rio de Janeiro. (BETHELL, 2012, p.153)

Grandes políticos, letrados e até o Imperador tinham grande fascínio pela representatividade da França na história. A capital francesa, Paris, exercia grande admiração entre a elite Imperial. Joaquim Nabuco, apesar da sua notória preferencia por Londres, afirmava ser quase impossível chegar pela primeira vez em Paris e tornar-se indiferente ao maravilhoso que o surpreende a cada passo. Independente do seu gosto pessoal reconhecia que Paris “foi, e é (era) a paixão cosmopolita em redor de nós”. (NABUCO, 1963, p. 50-84)

Nas trocas comerciais, a supremacia das importações francesas feitas pelo Império eram de artigos que vestiam e alimentavam o brasileiro, além de itens para uso doméstico e nas estruturas de produção aqui residentes. As mercadorias variavam, com preeminência de manufaturas e tecidos, além de vinhos, manteiga, vestes e produtos industrializados em geral. As exportações acompanhavam o resto das operações com as potências centrais, com grande primazia do café, conquistando em alguns exercícios fiscais, inclusive, superávit nas relações comerciais. (DEVEZA, 2004, p.198-200)

No campo diplomático, o Governo Francês, por meio da legação brasileira em Paris, solicitou ao Governo Imperial que auxiliasse na comissão mista para tratar de reclamações de nacionais francesas que sofreram perdas durante a Guerra de Secessão Americana. A comissão mista seria composta por três membros, sendo um francês e outro americano, e o terceiro nomeado por uma terceira potência, nesse caso por comum acordo indicado pelo Imperador do Brasil. O governo Imperial aceitou o convite e os trabalhos se estenderam até 31 de Março de 1883, e a escolha do Império recaiu sobre o Barão de Arinos, ministro plenipotenciário em Bruxelas, mostrando o prestígio externo do Império e o alcance do Universalismo do período. (RRNE, 1879, p.11-12)

Em outra oportunidade, o Governo Francês, por meio da sua legação no Rio de Janeiro, em detrimento de uma guerra da França contra a China, classificou o arroz entre os artigos de contrabando, mas que, para não prejudicar o comércio dos países neutros, admitia que continuasse a ser livre a comercialização destinada apenas aos portos do Sul do Império Chinês. O Império, não entendendo o arroz por artigo reputado à guerra, ou seja, sairiam das regras conveniadas em artigos anteriores entre os dois países, julgou do seu dever chamar atenção dos franceses sobre a matéria em nota do dia 24 de Abril de 188528. Apesar de nessa correspondência reafirmar essa resolução, não

comprometia os interesses do Império, uma vez que parecia improvável que

navios brasileiros fossem a China e ali se empregassem no transporte de arroz; ainda assim, pedia atenção para que se evitasse qualquer situação que pudesse comprometer interesses brasileiros legítimos na região. (RRNE, 1884, Anexo I, p.57-58)

Por fim, houve um incidente em 1886, classificado por Delgado de Carvalho como “um acontecimento mais cômico do que sério no Amapá”. O incidente tem origens que remontam o período colonial e estava em litígio as áreas na fronteira norte do país com a Guiana Francesa. A questão teve início quando um geógrafo francês, Jules Gros, fundou uma república no contestado: a República do Cunani, com um Ministério e uma ordem honorífica, a “Estrela do Cunani”. A nova vizinha do Brasil teve pouca duração, mas motivou alguns protestos da parte do Governo Francês que tomou para si a defesa da região, não gerando grandes consequências. (CARVALHO, 1959, p.203)

Por fim, no apagar das luzes do regime monárquico, o Brasil teria uma participação importante na Exposição Universal de Paris, em 1889. Originalmente concebida em um formato nacional, no intuito de comemorar o centenário da Revolução Francesa, foi fortemente criticada pelos monarquistas e passou a sofrer o boicote das principais casas reais da Europa. O Império havia por um decreto de 1888 autorizado a criação de uma comissão para o evento, com um gasto de até 300 contos de réis, mas chegou a hesitar quanto a sua participação. Depois de muita discussão, e com restrições orçamentárias, o Brasil, a última monarquia da América, aceitou participar da exposição. (ALMEIDA, 2001, p.240- 242)

Para a exposição, a comissão brasileira preparou uma grande obra de apresentação do Brasil, Le Brésil em 1889, além de um pavilhão em três andares de ferro e vidro, inaugurado em 14 de Junho de 1889. O projeto foi assinado pelo renomado arquiteto francês Louis Dauvergue, ocupando 1.2 mil metros quadrados em uma ótima localização perto da Torre Eiffel, mostrando um país progressista, recém-emancipado da questão escravista, em pleno desenvolvimento econômico e moderno. O sucesso e a impressão positiva causada foram tão grandes, a

ponto de ter ocorrido uma verdadeira consternação da opinião pública francesa com a queda da monarquia, já nos momentos finais da exposição na capital parisiense.