• Sonuç bulunamadı

5. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

5.1. Bitkisel Üretimde Arpaya Yer Veren Tarım İşletmeleri İle Yapılan Anket

5.1.2. İncelenen İşletmelerin Sermaye Yapısı

5.1.2.4. Pasif Sermaye

As equações a serem estimadas avaliam de que modo a taxa de royalties e a propensão a adotar o sistema de franquias é afetada por aspectos de risco, perigo moral e restrição de capital. Nesta seção, discutimos brevemente a seleção das variáveis a serem utilizadas como proxy para estes aspectos e como elas foram desenvolvidas.

• Medindo o risco

Existem diversas maneiras de medir o fator risco, a mais comum é a do cálculo agregado com base na proporção de lojas descontinuadas do setor de um determinado franqueado. Apesar de não medir o efeito aleatório de risco diretamente este, em tese, capturaria o risco de falência que seria interpretado como a medida de risco do setor. Embora seja o modelo mais direto, nota-se algumas distorções que enfraquecem a robustez da variável a exemplo do fechamento de unidades proveniente de motivos não associados ao risco aleatório. Empiricamente observa- se alguns casos como o de uma eventual mudança de ponto comercial visando um aluguel mais econômico ou local com maior visibilidade pelo franqueado, ou devido a alterações societárias nas unidades franqueadas que obriga o encerramento contratual e a assinatura de um novo com outro CNPJ, ou ainda quando uma

unidade prestes a falir passa para as mãos do franqueador devido a crença deste na incapacidade de gestão do franqueado que passaria a ser revertida com a aquisição.

No caso brasileiro, com base nos dados de vendas utilizamos de uma adaptação do modelo proposto por Martin (1988), calculando a variância no faturamento médio por setor. Sendo assim, obtemos a média dos faturamentos entre os anos de 2001 e 2012 e os desvios padrão destes valores. Em seguida calculamos o coeficiente de variação dividindo o desvio padrão pelo faturamento médio. médio o faturament padrão desvio iação de e coeficient var =

Conforme as previsões teóricas do modelo exposto no capítulo 2, poderia ser esperada uma relação negativa entre risco e incentivos. Desta forma, setores com maior coeficiente de variação deveriam cobrar maiores taxas de royalties. Espera- se também que setores de maior risco tenham menor percentual de unidades franqueadas.

• Medindo o risco moral pelo franqueado

Para conseguir captar este comportamento, criamos duas variáveis que refletissem a importância do esforço do agente no resultado do negócio. Na primeira temos o índice de produtividade por funcionário (ind_prod_func), onde divide-se o número médio de funcionários por unidade, pelo faturamento bruto médio. Esta variável serve de proxy para a importância do esforço dos funcionários no resultado das vendas, supondo-se que exista uma correlação entre produtividade e esforço. Desta forma, espera-se que quanto maior a produtividade, menor deve ser a taxa de

royalties cobrada do franqueado para dar incentivos a este monitorar seus

empregados. Do mesmo modo, como visto na teoria de agência, quanto mais importante o input do agente no resultado da unidade, maior o custo de monitoramento deste, o que implica que o percentual de unidades franqueadas deverá ser maior.

médio o faturament unidade por médio os funcionári de n func prod ind o = _ _

Em segundo lugar, ainda visando captar o risco moral do franqueado, utilizamos o índice de treinamento (tr) através de uma variável dummy, sendo 1 quando este é ofertado e 0 quando não é disponibilizado. Da mesma forma que na variável anterior, esperamos que quando este for igual a 1, haja o impacto negativo na taxa de royalties e menor o número de unidades próprias.

• Risco moral pelo franqueador

Neste caso, para determinar a importância dos inputs do franqueador no resultado do negócio, utilizamos também de duas variáveis: tempo de funcionamento da rede e percentual deste período sem franquear. Para calcular o primeiro indicador utilizamos o tempo médio da empresa, ou idade média e para a segunda variável analisamos o percentual do tempo em que a rede existe sem utilizar das franquias como forma de expansão.

(

)

marca da existência de tempo fundação de ano franquia da inicio franquear sem tempo do = − %

Sendo assim, entende-se que o tempo é um fator proporcional a importância dos inputs do franqueador, pois quanto maior o tempo, maior a importância para a marca no primeiro caso e maior a dificuldade de se “criar” uma rede de franquias no segundo. Espera-se portanto que, quanto maior este indicador maior a taxa de

royalties cobrada do agente.

• Restrição de Capital

Sob a ótica da Teoria de Restrição de Capital, temos duas variáveis possíveis para captar os seus efeitos. Uma primeira mede a disponibilidade de financiamento oferecido pelo franqueador (fi) através de uma variável dummy onde 1 = disponibiliza e 0 = não disponibiliza. Entende-se que neste caso se o principal oferece financiamento, este não encontra-se em situação de restrição de recursos financeiros. Neste caso, a teoria sugere que devemos esperar um número menor de lojas franqueadas e também que, não é necessário dar incentivos para a participação dos franqueados na rede, ou seja, os royalties tendem a ser maiores.

Em segundo lugar utilizamos a variável tempo de existência da empresa (idade), conforme demonstrado anteriormente é calculado subtraindo o ano de análise dos dados (2012) do ano de fundação do negócio. Esperamos, sob o ponto de vista da restrição de capital que quanto maior o tempo, maior a disponibilidade de acesso a recursos financeiros pelo franqueador e assim, menor o percentual de unidades franqueadas e também maiores valores para royalties. Vale ressaltar que consideramos sob o ponto de vista empírico que as redes associadas a ABF possuem algum critério de seleção e, portanto, não utilizam o sistema de franquias como mecanismo para ganhar dinheiro via financiamento de franqueados, ou seja, através de uma atividade comercial “disfarçada” o que poderia enviesar a nossa análise.