• Sonuç bulunamadı

AK PARTİ’NİN İÇİNDEKİ AKP’LİLER

de meu grupinho.

No Regulamento (CEARÁ, 1959) os artigos 48º - 50º trazem normas sobre a questão da aprovação, reprovação, recuperação, dependência ou repetição. Dentre eles, vale ressaltar:

Art. 49º - A aprovação final dependerá de: a) provas exames; b) Emissão de conceitos por parte dos professores; c) Análise dos resultados das pesquisas e seminários; d) Frequência aos atos escolares, instituições e estágios.

Parágrafo 1º - Como resultado deste processo, o professor julgará o trabalho escolar dentro do seguinte critério:

a) “Insuficiente”; b) “Suficiente”; c) “Bom”; d) “Ótimo”; e) “Excelente”.

Analisando o artigo mostra também que a nota final será um somatório de todas as atividades, mas aponta um dado novo que é a utilização de conceitos em detrimento das notas atribuídas na escala de zero a cem. Retornando à fonte, diário de classe, os professores usavam notas, mas na escala de zero a dez. A fala a seguir da N1 da 2ª. turma aponta que - os professores corrigiam

certo ou errado e colocava a nota. A média me parece que era 7 (sete). Comparando as duas

fontes o fator média não confere e como já visto era 50.

Sobre esse assunto se localizou na instituição o cartão abaixo que traz indicação para a classificação representada em 3 (três) conceitos referente a 3 escalas: 90 – 100: aprovado com distinção; 70 – 89: aprovado plenamente e 50 – 69: aprovado simplesmente.

Foto 45 – Cartão com indicação para classificação Fonte. IEC. Arquivo pessoal da pesquisadora.

Quando se pesquisou no livro de registro de diplomas se observou que nas atas de certificação todas vêm com esses conceitos de acordo com a média final do curso, portanto não eram utilizados pelos professores. A foto a seguir traz esses conceitos já no ano de 1921.

Foto 46– Resultados das alunas do 3º ano - Escola Normal Fonte: Jornal Tribuna (1921)

Observa-se nesta foto e em relação à foto 45 evidenciando-se os conceitos Plenamente que naquela foto traz 70 a 89 forma aprovadas 5 (cinco) normalistas e no com o conceito Simplesmente – 50 a 69, foram aprovadas 11 (onze) alunas, portanto, mais que o dobro em relação ao outro conceito. Outro dado foi somente que se teve uma pessoa reprovada.

A partir de pesquisa na fonte diária também se pode trazer aspectos sobre a avaliação. No tocante às provas, era oral ou argüição e escrita tendo provas parcial e final. Porém, se observou que muitos professores usavam a avaliação de outros instrumentos como pesquisa, seminário, trabalha em grupo etc., trabalhos que valiam pontos e ajudavam no resultado da nota final. Postura que se distancia da visão de avaliação tradicional. Em relação às provas as normalistas destacaram que eram:

N3 da 3ª. turma - Provas escritas naquele regime bem antigo. As alunas que os

professores achavam que sabiam muito eles colocavam elas bem na frente pra ninguém pesquisar por elas. Tinha prova oral.

N4 da 3ª. turma - Era sempre provas escritas pra responder não tinha nada de marcar

não. Era perguntas pra você redigir.

Como essas provas eram direcionadas para a redação, significa pelo menos pensar que havia a liberdade para se refletir e discorrer sobre os questionamentos. Dessa forma, a avaliação pode ser pensada a partir de Fernandes (2004, p. 98) que:

avaliar é um processo no qual realizar provas, testes, atribuir notas ou conceitos são apenas uma parte do processo. Portanto, avaliar as questões relativas a formação dos alunos é fundamental para que não percamos de vista a função social da escola, para que nossos alunos se tornem cidadãos conscientes, responsáveis.

Complementando a importância do papel avaliativo no crescimento do aluno quando se utiliza a avaliação como um processo formador da aprendizagem, Luckesi (2003, p. 184) traz grande contribuição:

a avaliação da aprendizagem necessita, para cumprir o seu verdadeiro significado, assumir a função de subsidiar a construção da aprendizagem bem-sucedida. A condição necessária para que isso aconteça é de que a avaliação deixe de ser utilizada como um recurso de autoridade, que decide sobre os destinos do educando, e assuma o papel de auxiliar o crescimento.

Em relação a avaliação das normalistas entrevistadas não se constatou nenhum caso de abuso ou punição a partir da avaliação atribuída por nenhum professor. No tocante a análise das notas nos diários de classe no quadro abaixo se apresentam a “maior” e “menor” médias ao longo dos dois anos (1959-1960) devido a não ter se localizado os diários do 1º finais de curso das disciplinas e a quantidade de normalistas que tiveram essas médias.

O objetivo é informar e se ter uma ideia de como era o desempenho das normalistas nas disciplinas. Não se caracteriza um estudo estatístico rigoroso de somar as notas se obtendo uma média final anual e fazer uma análise pontual, até porque não se localizou todos os diários e mesmo as fontes encontradas não permitem tal estudo, visto que muitos campos dos diários, como já se ressaltou, não foram preenchidas e também pelo caráter de inelegibilidade. No ano de 1959 se obteve as seguintes informações:

Quadro 15 – Informativo sobre Médias por Disciplina no Ano de 1959 Disciplinas Média maior/total de

normalistas Média menor/total de normalistas

Antropogeografia 100 – 3 normalistas 40 - 3 normalistas Desenho 90 – 1 normalista 50 – 1 normalista Higiene 80 – 1 normalista 20 – 1 normalista História da Educação 100 – 20 normalistas 20 – 8 normalistas Metodologia 100 – 2 normalistas 30 – 7 normalistas Música 100 – 20 normalistas 20 – 2 normalistas

Pedagogia68 100 – 31 normalistas 50 – 1 normalista Português 100 – 5 normalistas 50 – 1 normalista Psicologia 100 – 43 normalistas 50 – 1 normalista Religião69 nada registrado nada registrado

Fonte: Diários de classe. Quadro: elaboração própria.

No quadro a seguir se mostram os dados referentes ao último ano de curso, em 1960:

Quadro 16 – Informativo sobre Médias por Disciplina no Ano de 1960

DISCIPLINAS MÉDIA MAIOR/TOTAL DE NORMALISTA MÉDIA MENOR/TOTAL DE NORMALISTA

Música 100 – 32 normalistas 50 - 6 normalistas Metodologia 80 – 3 normalistas 45 – 3 normalistas Educação Física 100 – 6 normalista 40 – 1 normalista Puericultura 100 – 24 normalistas 60 – 1 normalista Desenho 100 – 2 normalistas 65 – 1 normalista Administração nenhum registro nenhum registro Metodologia do jardim da

Infância nenhum registro nenhum registro Recreação/Canto nenhum registro nenhum registro Psicologia nenhum registro nenhum registro Prática de Ensino nenhum registro nenhum registro Filosofia nenhum registro nenhum registro

Fonte: Diários de classe. Quadro: elaboração própria.

A partir dos dados mencionados se percebe que as médias maiores se sobrepõem às menores em sua maioria e também há maior número de normalistas que obtiveram as médias maiores. Em três casos ocorre uma igualdade tendo como referência o ano de 1959: Antropogeografia – a maior média 100 e menor 40 foram localizadas 3 (três) normalistas em cada média; Desenho – a maior média 90 e menor 50 foi localizada uma normalista em cada

68 Sobre essa disciplina duas informações constam no diário: a única com presença de médias com valor fracionário, portanto, sem “arredondamento” e uma observação “descontar 2 pontos na média por falta dada até no máximo de 8 pontos”.

69 Não foram registrados nenhuma nota e frequência. Na Lei Orgânica do Ensino Normal (BRASIL, 1946) encontra- se a seguinte indicação no artigo art. 15º - o ensino religioso poderá ser contemplado como disciplina dos cursos de

média; Higiene – a maior média 80 e menor 50 foi localizado uma normalista em cada média. Somente em uma disciplina a média menor ultrapassa o número de normalistas da média maior: duas médias 100 e 7 (sete) médias 30.

No ano seguinte, em 1960, somente em um caso o número de normalistas se equiparam, sendo 3(três) alcançaram a média 80 e 3 com a média 45. Observa-se que as notas aqui apresentadas representam um resultado positivo das normalistas. Pelas entrevistas e também notas se percebe que as normalistas se interessavam em terminar o curso e se formarem pela tradicional Escola Normal.

Com objetivo de se obter mais informações se pesquisou nos históricos das normalistas da 3ª. turma visto que essa fonte permitia uma apreciação da situação de toda a turma. Então, a seguir são indicados dados sobre os médios gerais das normalistas durante o curso, no caso foram somadas as 3 (três) médias gerais dos 3 (três) anos de curso de cada normalista e distribuídas no quadro abaixo em ordem crescente:

Tabela 2 – Indicação das Médias Finais Durante os Anos de 1950 e 1960 INTERVALO DE