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4. KENT MOBİLYALARININ SINIFLANDIRILMASI

4.4. Kentsel Kamu Alanlarının Kentsel Dekorasyonu Açısından Sınıflandırma

4.5.1. Alt yapıya bağlı kent mobilyaları

4.5.2.2. Oturma Elemanları

A contextualização do cenário contemporâneo, a abordagem sobre tecnologias, modificações sociais e dos indivíduos nas relações intra e interpessoais trazem à tona uma nova percepção da comunicação nas relações humanas.

Um mundo complexo necessita de métodos capazes de descrever esta complexidade, essas interseções, esses fluxos, esses surpreendentes movimentos dos sistemas não lineares, essas relações em rede. A boa notícia é que já existem. (PEREZ, 2012, p. 2, traduzido pela autora)3

Como vimos, os modelos de gestão se modificaram, evoluíram. De modelos voltados para a racionalidade, quantificação do trabalho e produção em massa para modelos voltados aos sistemas abertos, os quais incluem a visão da dinâmica econômica e externa da empresa, que influencia direta ou indiretamente o ambiente organizacional.

Com a comunicação não foi diferente. De uma visão de via única, entre o envio de uma mensagem para um receptor, com preocupações com o conteúdo/mensagem ou com o meio, para evitar ruídos, evoluímos para a percepção do receptor, do feedback, para o equilíbrio entre interlocutores. Presenciamos, ainda, a modificação do homem racional para o homem relacional, na qual as relações deste homem, seja com o ambiente seja com demais indivíduos, influem nas suas decisões e também nas decisões dos demais.

O homem relacional não tem como foco apenas as suas modificações internas que se referem apenas a ele como ser. Envolve também as relações com os demais indivíduos e com o próprio ambiente. Ele é, em sua totalidade, esta relação, esta rede que interfere em seu ser e que interfere também no meio.

Quero com isto dizer que o homem relacional aparece aqui, no primeiro papel, na medida em que assume todas as funções: comunicar para estabelecer relações, partilhar emoções e dividir sentimentos, agir sobre o próximo, confortar e confrontar a sua identidade (da política à artística) e a dos outros, mas, mais fundamental ainda, como eventual “criador” de novas alternativas no seio do seu mundo de vida, da sociedade que integra na sua rede funcional e relacional. (SANTOS, 2010, p. 201).

Com uma realidade complexa, superficial, ambígua, fluida, autônoma, interdependente, co-evolutiva do século 21, como citam os autores Lipovetsky, Morin, Maturana, entre outros aqui relatados, a comunicação não pode mais ser considerada apenas um instrumento, um ferramental a serviço das organizações.

Ao contrário, perpassa as diversas áreas, setores e processos das organizações, implementando-se como parte de uma estratégia maior, como parte

3 “Um mundo complejo necessita de métodos capaces de describir esa complejidad, essas intersecciones, esos flujos, esos sorprendentes movimentos de los sistemas no lineales, essas relaciones em red. La buena noticia es que ya existen.” (PEREZ, 2012, p.2)

da construção de sentidos e significados da organização, como instância constitutiva e constituinte da própria organização.

Sensações e sentimentos são compartilhados por pessoas, colegas, familiares. As redes sociais que se formam nas relações entre pessoas, seja presencialmente o por meio da interação mediada por dispositivos eletrônicos, tendem a romper com a formalidade das posições hierárquicas nas inter-relações, ao criarem ambientes que envolvem a empresa, pelo fator social, pela rede que se forma através dos amigos, amigos dos amigos e familiares, na qual todos influenciam e são influenciados ao mesmo tempo.

Para esta nova realidade configurada na hipermodernidade, uma nova estratégia se faz necessária. Todos os demais modelos estratégicos foram criados na concepção da fragmentação e do planejamento do futuro, das ações. Hoje, contudo, não se pode mais eliminar as divergências, a desordem e a dinâmica dos sistemas.

Nesta nova realidade, Rafael Alberto Pérez nos apresenta a nova teoria estratégica, concebida para o mundo fluido, complexo, caótico e em rede.

A noção de cidadania ativa que resulta da aplicação da Nova Teoria Estratégica de comunicação remete para o modo como os atores ultrapassam uma série de contradições da ação social. O desenvolvimento destas novas formas de ação, do sujeito racional contagiado pelo aperfeiçoamento do homem relacional, não releva apenas das impulsões “endógenas” de desejo de mais justiça, mais igualdade, mais cidadania global na interdependência. Este desenvolvimento radica no indivíduo social do início da modernidade e na sua consciência da cidadania, um estádio anterior ao cidadão atual, anônimo, reificado e refeudalizado, e apoia-se sobre os limites da cidadania republicana nos novos sistemas de interdependência, sobre as fissuras dos novos sistemas de poder (PÉREZ, 2012, p.2, traduzido pela autora).

A incorporação da comunicação como parte do processo estratégico é um dos grandes diferenciais desta nova teoria estratégica. Pérez não eliminou a economia, como embasamento para as estratégias, mas trouxe a comunicação como um elo estratégico para as organizações.

O gestor de comunicação do século XXI deve ter um perfil moderno, em sinergia com as novas demandas e os novos valores, estar afinado com os conceitos que são caros à nossa área, como os de responsabilidade social, sustentabilidade, comunicação integrada, comunicação estratégica etc, ainda trabalhados de maneira hipócrita, mais presentes no discurso do que na prática empresarial. Deve também basear-se em pesquisas para o seu planejamento estratégico, saber desenhar cenários, apoiar-se

fundamentalmente nas novas tecnologias e nos recursos disponíveis (banco de dados inteligentes, conhecimento detalhado dos públicos de interesses). Deve contemplar as redes sociais como uma realidade, buscando vê-las como espaços de relacionamento e de interação democrática e não como ambiente que repetem os modelos tradicionais de persuasão e manipulação. (BUENO, 2001, p. 1).

Nesta nova dimensão dos modelos de gestão, do papel da comunicação organizacional dentro das organizações, é preciso desenhar um perfil do gestor de comunicação que esteja congruente com o cenário contemporâneo e complexo das organizações vivas.