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4. KENT MOBİLYALARININ SINIFLANDIRILMASI

4.4. Kentsel Kamu Alanlarının Kentsel Dekorasyonu Açısından Sınıflandırma

4.5.1. Alt yapıya bağlı kent mobilyaları

4.5.1.1. Aydınlatma elemanları

Segundo Toffler, a história humana pode ser dividida em três grandes ondas. A primeira delas foi da agricultura. Nesta época a população trabalhava, em sua grande maioria, em produção agrícola até o fim do século XIX.

A segunda onda ocorreu com a industrialização. Na Revolução Industrial, as máquinas passaram a ocupar papel importante na produção, o que fez com que muitos dos artesãos perdessem espaço no ambiente mercadológico. As pessoas se mudaram das áreas rurais para os centros urbanos, o que provocou muitas mudanças culturais, tecnológicas e sociais. Neste período, as formas de gestão administrativas buscavam ser uma forma de ciência, quando a forma de produção não se preocupava com a qualificação da mão-de-obra, que era abundante.

Estudos de Fayol apresentaram que trabalhadores pouco qualificados traziam menor produtividade para a empresa e, consequentemente, menor lucro. Começamos pela entrada de uma gestão administrativa focada na obtenção de maior produção, com foco no capitalismo, no menor custo e maior produção, no ano de 1903 com Fayol.

Segue-se com o modelo fordista de trabalho, onde a produção começa a ser feita de forma departamentalizada.

Podemos aqui citar o fordismo que teve sua entrada no ano de 1914, por Henry Ford, na formação de uma estrutura do trabalho enraizada em oito horas de trabalho e produção em larga escala, para um consumo massivo dos produtos. A entrada do fordismo obteve maior espaço após a Grande Depressão. Logo depois, o fordismo se alastrou por todos os países. Assim, a expansão internacional do fordismo ocorreu numa conjuntura particular de regulamentação político-econômica mundial e uma configuração geo- política em que os Estados Unidos dominavam por meio de um sistema bem distinto de alianças militares e relações de poder. (HARVEY, 1992, p. 132).

Ainda assim, nem todos os ambientes do mercado nem as corporações eram capazes de manter este modelo fordista de trabalho. As negociações de salário não ocorriam de forma homogênea nos diversos setores. Uma grande parte da população vivia em condições precárias de trabalho, de pouca qualidade de vida em questões de serviços e também de consumo. Havia uma monopolização do mercado, por um lado, e uma grande diversidade de outro, onde o ambiente era mais competitivo.

Uma parcela grande da população não conseguia participar do consumo, do mercado atraído pela produção em massa.

Sem acesso ao trabalho privilegiado da produção de massa, amplos segmentos da força de trabalho também não tinham acesso às tão louvadas alegrias do consumo de massa. Tratava-se de uma fórmula segura para produzir insatisfação. (HARVEY, 1992, p. 132).

Começam os conflitos existentes entre quem produzia os produtos, os industriais e a população trabalhadora que recebia dificuldades em renda, em ambiente de trabalho seguro e direitos trabalhistas.

A diferença dos trabalhadores, de raça, gênero, etnia, classes, cada vez mais contrastava nos direitos ao trabalho de forma homogênea com uma elite

trabalhadora branca, masculina e sindicalizada. E, por decorrência, essa diferença acabou por gerar conflitos entre grupos de interesses.

Para exemplificar uma dessas mudanças, a entrada da mulher como força de trabalho e com um salário bem aquém do que era pago aos homens, surgiu em conjunto com um movimento feminista forte. Era a busca da população para obter os mesmo direitos de trabalho, não importando a diferenciação entre grupos de interesses. As lutas de classes começavam a influir na sociedade como um todo, subjetivamente nos comportamentos sociais como também na mão de obra trabalhadora, no chamado mundo do trabalho.

A força de trabalho dos homens brancos e sindicalizados mostrava ser uma elite diferente em relação ao “resto” dos trabalhadores.

Os sindicatos começaram a serem atacados pela minoria excluída, sejam mulheres, sejam desprivilegiados. Esses movimentos, que priorizavam a elite de homens brancos e sindicalizados, que abandonavam as preocupações sociais radicais, eram considerados pela opinião pública como organizações de interesse apenas para grupos específicos.

O Estado também recebia críticas, em um desenvolvimento produtivo que não atendia, nos quesitos quantitativo e qualitativo, boa parte da população. E essa minoria de desprivilegiados de: raça, gênero, cor e classe social cresceu em tamanho e proporção. Harvey explica:

Devem-se acrescentar a isso todos os insatisfeitos do Terceiro Mundo com um processo de modernização que prometia desenvolvimento, emancipação das necessidades e plena integração ao fordismo, mas que, na prática, promovia a destruição de culturas locais, muita opressão e numerosas formas de domínio capitalista em troca de ganhos bastante pífios em termos de padrão de vida e de serviços públicos (por exemplo, no campo da saúde), a não ser uma elite nacional muito afluente que decidira colaborar ativamente com o capital internacional. Movimentos em prol da libertação nacional – algumas vezes socialistas, mas com mais frequência burgueses-nacionalistas – mobilizaram muitos desses insatisfeitos sob formas que, por vezes, pareciam bem ameaçadoras para o fordismo global. A hegemonia geopolítica dos Estados Unidos estava ameaçada [...] (HARVEY, 1992, p. 133-134).

E deste período, para conter a queda da produtividade e da lucratividade, os Estados Unidos aceleraram a inflação. Após estes acontecimentos, com as crescentes multinacionais e a abertura de comércio internacional, muitas corporações geraram uma onda de industrialização fordista competitiva em diversos países. Era o modelo dos Estados Unidos, sendo replicado em todo o mundo.

Esta competição internacional aliou-se a ambientes promissores de crescimento, como no Japão e na Europa Ocidental.

Este formato engessado de produção em massa trazia alguns problemas de flexibilidade, necessários a cada realidade de mercado, de consumo, de ambiente social.

Existia rigidez dos mercados, da produção, do Estado. Para buscar soluções, neste ambiente de difíceis mudanças, os trabalhadores respondiam com greves trabalhistas.

A recessão de 1973, vivida pelo choque do petróleo, trouxe um novo ordenamento dos processos nos anos 70 a 80.

Começamos nesta fase a obter uma maior flexibilidade, um relacionamento de integração entre as empresas privadas e as públicas, além da inovação comercial, tecnológica e organizacional.

Essas mudanças levaram trabalhadores para novas áreas que pouco estavam sendo exploradas como o setor de serviços e também para regiões localizadas e subdesenvolvidas. A flexibilidade geográfica e de formas de trabalho fizeram mudanças rápidas de habilidades destes mesmos trabalhadores, ganhos salariais menores e um retrocesso no poder do sindicalismo.

Chegamos então, na terceira onda. Com seu início mais propriamente nos anos 70, a terceira onda refere-se à era da informação/do conhecimento. Esta terceira revolução exige uma qualificação muito maior dos trabalhadores, diferente do que ocorreu com a mudança da fase agrícola para a industrial na qual não exigia qualificação por parte do trabalhador.

Nesta terceira revolução, muitos dos trabalhadores braçais e das fábricas sentiram dificuldades na forma flexível do trabalho, de horário e localidade e nas suas aplicabilidades, competências e na necessidade de qualificação para atuar de forma mais intelectual e com a informação do que na tecnologia voltada para produção em larga escala de produtos. Quinn, Thompson, et al. ressaltam que:

Na década de 80, ficou claro que as empresas americanas estavam em sérias dificuldades. A inovação, a qualidade e a produtividade estavam em colapso. Os produtos japoneses avançam vigorosamente, ao passo que os debates sobre os déficits comerciais dos Estados Unidos banalizaram-se. A “reagonomia” e os valores sociais e econômicos conservadores substituíram por completo as perspectivas da Grande Sociedade. No tocante à força de trabalho, o trabalho baseado em conhecimento tornou-se lugar-comum e o trabalho braçal, raro. Os sindicatos sofreram grandes reveses, enquanto as organizações empenhavam-se em reduzir seu pessoal e incrementar a qualidade ao mesmo tempo. O tema da segurança no emprego ganhava

cada vez mais proeminência nas negociações trabalhistas. As organizações defrontavam-se com novas questões, tais como aquisições e downsizings. Um único gerente de nível intermediário passou a fazer o trabalho que antes cabia a dois ou três. O esgotamento e o estresse tornaram-se assunto recorrente. (QUINN, THOMPSON, et al., 2004, p. 10)

Essas três ondas podem ser consideradas revoluções para a sociedade, pelas grandes mudanças que geraram nos modos de vida.