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Bilgi-iletişim ve işaret panoları

4. KENT MOBİLYALARININ SINIFLANDIRILMASI

4.4. Kentsel Kamu Alanlarının Kentsel Dekorasyonu Açısından Sınıflandırma

4.5.1. Alt yapıya bağlı kent mobilyaları

4.5.1.2. Bilgi-iletişim ve işaret panoları

A flexibilidade do trabalho modifica não só as corporações, mas também os comportamentos humanos. Existe no ambiente contemporâneo uma maior fluidez, movimento, superficialidade, instabilidade. Para mantermos tradições, é preciso entrar na velocidade que impera no mundo contemporâneo.

A forma de trabalho modificou a forma subjetiva de compreender o trabalho na vida do ser humano. Cada vez mais as empresas entendem e aceitam o modo de trabalhar em casa, como autônomo ou consultor. Contratam as pessoas não mais por um tempo indeterminado. As contratações ocorrem por tempo determinado, de um ano com possibilidades de renovação para mais um ano.

A legislação trabalhista brasileira tem se modernizado lentamente para atender a estas demandas do empresariado, de forma a manter competitivas as empresas, diminuindo os custos com folhas de pagamento. Os indivíduos já não fazem uma relação de tranquilidade ao obterem um emprego chamado “fixo”. O medo e a instabilidade do emprego “fixo” ronda o trabalho em todas as instâncias, dentro das grandes corporações como também nas micro e pequenas empresas.

Essas mudanças atingem os indivíduos em diversas formas, culturalmente, subjetivamente, emocionalmente.

O ambiente de trabalho dentro de uma organização ainda é espaço de criação de redes e de redes de relacionamento.

Através das redes de pessoas, de contatos, é possível prosperar no âmbito profissional. “As pessoas que estão ligadas às organizações apenas pelo computador, trabalhando em casa ou atuando em campo por conta própria, tendem a ficar marginalizadas, perdendo os contatos informais”. (SENNET, 2008, p. 48).

Assim como os empregos já não oferecem um vínculo de estabilidade profissional e financeira, há uma falta na sensação de pertencimento, que ocorre

com a diminuição de vínculos empregatícios. Há sensação de vazio do fazer parte de uma organização, do pertencimento àqueles trabalhadores que atuam de forma autônoma e por consultoria, estando dentro das organizações, mas sem o vínculo empregatício.

O trabalhador não constrói mais uma relação direta entre o seu emprego, a estabilidade emocional e a financeira. Os modelos de gestão dentro das organizações modificaram para esta realidade, o modo flexível de trabalho. Existem mudanças também no modo de vida das pessoas, na forma de consumo, nos produtos e serviços, baseado neste novo capitalismo.

Para um mundo mais inovador, de decisões mais ágeis, maior flexibilidade, de um maior respeito à diversidade, estas mudanças não poderiam ocorrer somente no setor da economia/mercado/organizações. Essas inovações trouxeram e foram impulsionadas por uma convergência de mudanças em questões também econômicas, políticas, tecnológicas, culturais e sociais.

Para chegarmos a este ambiente superficial, fluido e instável, algumas mudanças de contexto social ocorreram e contribuíram para alavancar o pensamento hipermoderno.

A sociedade viveu mudanças em diversas décadas. Nos anos 60, alguns movimentos vividos tais como o feminista, a legislação dos direitos civis, o aumento da preocupação por parte da população sobre a responsabilidade social das corporações. Nos anos 70, um maior interesse às modas fugazes, a efemeridade, ao espetáculo.

Essas mudanças culturais e sociais atingiram em diversos pontos o comportamento do indivíduo. A forma de se comunicar, de apresentar os desejos de consumo, de envolver o público modificou-se, tanto da mídia quanto na formação de opinião do público.

Os mecanismos de controle não sumiram; eles só se adaptaram, tornando- se menos reguladores, abandonando a imposição em favor da comunicação. Já não usam decreto legislativo para proibir as pessoas de fumar, fazem-nas, isto sim, tomar consciência dos efeitos desastrosos da nicotina para a saúde e a expectativa de vida. (LIPOVETSKY, 2004, p. 20)

As relações se modificaram pela forma de pensamento e comportamento deste indivíduo hipermoderno.

As mudanças sociais podem ser percebidas nas diferenças de relacionamento, na busca de individualidade, de interesses e de identificação do indivíduo como ser autônomo dentro de uma sociedade. Não se modificou apenas na relação deste indivíduo com o trabalho, até porque um não se extrai do outro; são sistêmicos.

Mas, estes interesses e mudanças da sociedade, da sua identificação, comportamento e interesses ocorrem em conjunto com alterações nas áreas de tecnologia, na modificação do ambiente de trabalho e na evolução da sociedade através da comunicação, da relação entre sistemas.

As mudanças que ocorreram na passagem da modernidade para a pós- modernidade, por exemplo. Todas elas são vividas em decorrência de um consumo maior de produtos e serviços, ofertados pelo aumento da produtividade. Lipovetsky explica que:

Na realidade, são antes de tudo o consumo de massa e os valores que ele veicula (cultura hedonista e psicologista) os responsáveis pela passagem da modernidade à pós-modernidade, mutação que se pode datar da segunda metade do século XX. De 1880 a 1950, os primeiros elementos que depois explicarão o surgimento do pós-modernismo se colocam pouco a pouco em cena, respondendo ao aumento da produção industrial (taylorismo), à difusão de produtos possibilitada pelo progresso dos transportes e da comunicação e, posteriormente, ao aparecimento dos métodos comerciais que caracterizam o capitalismo moderno (marketing, grandes lojas, marcas, publicidade). (LIPOVETSKY, 2004, p. 23)

No pós-modernismo, o consumo era algo vinculado ao pertencer uma classe, na busca por status. Hoje, o luxo já não é realizado no indivíduo com o objetivo de pertencer, de obter status. Surge como uma necessidade de satisfação do consumo em si, da sensação proporcionada pelo consumo sem, necessariamente, estar vinculado à necessidade de status. Uma questão subjetiva de prazer no próprio ato de consumir.

A moda foi uma destas mudanças. Ela ofereceu um desenvolvimento de autonomia para o indivíduo, oferecendo a ele a oportunidade não apenas de mostrar que não possui hierarquias, em mundo ideal e sem dominação, mas sim, de apresentar a sua espetacularidade como um indivíduo autônomo. É na moda que o indivíduo vive o seu momento pessoal, de originalidade, de espaço democrático de apresentar-se no palco da vida.

Data, então, a entrada de uma nova era para o indivíduo como explica o autor, Gilles Lipovetsky. Não estamos apenas na pós-modernidade dos anos 1980, mas entramos em uma nova era, chamada por ele da era da hipermodernidade na qual, não há uma busca de confrontação dos símbolos, da hierarquia, do pertencimento, mas de um consumo exagerado, experiencial, emocional, hiper, excessivo.

Em diversos níveis assistimos esta individualidade, desde a inquietação, na instabilidade das estruturas e na vivência da individualidade emocional. Problemas, em níveis maiores são relatados por Lipovetsky como o terrorismo, a poluição urbana, a violência nas cidades. E, em nível individual, os problemas psicológicos e os desequilíbrios de ordem corporal como a bulimia e a anorexia.

Há um maior respeito à diversidade de religiões, de relacionamentos de uma forma nunca antes vista, mas, ao mesmo tempo, sofremos de males paradoxais, como o terrorismo e a violência urbana.

Uma explicação óbvia e plausível para esta vida paradoxal que vivemos está na diversidade dos alimentos nos hipermercados. Há a possibilidade de adquirirmos alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, sem conservantes, simples e de alimentação saudável ao lado de gôndolas com a mais diversidade de prateleiras de alimentos gordurosos, semi-prontos, com conservantes, transgênicos e de alto teor de gordura. Restaurantes de alimentação saudável ao lado dos chamados fast-foods.

O que vemos nesta nova forma de sociabilidade é pouca resistência por parte estruturante das tradições e dos valores de família, corporações e religião no campo social. Estas organizações (família, religião ou mesmo corporações) não possuem mais predominância no pensamento da população em geral, na sua maioria. São as opiniões individuais que estão mais firmes, mas ao mesmo tempo mais volúveis. A população atual prefere uma boa argumentação a uma imposição. O aumento da argumentação do indivíduo surge com a sua possibilidade de acesso às diversas versões de um mesmo fato, do excesso e do acesso às informações. Lipovetsky postula que:

Ao possibilitar o acesso a uma informação cada vez mais diversificada e mais caracterizada por pontos de vista diferentes, propondo uma gama extremamente variada de escolhas, a mídia permitiu que se desse aos indivíduos maior autonomia de pensamento e de ação, com oportunidade de constituir opinião sobre um número sempre maior de fenômenos. (LIPOVETSKY, 2004, p. 42)

A maior quantidade de informação oferece a possibilidade de opiniões diferentes sobre um mesmo fato. Daí, a importância tão grande da mídia, dos noticiários, de oferecer uma informação coerente que poderá desencadear em novas opiniões. Esta mesma mídia, vivenciada no mundo hipermoderno, tem privilegiado emoções à reflexão. Oferece informação de forma impactante, vivida no seu espetáculo que vai além do foco conteudísta.

A possibilidade de livre arbítrio é vivida por cada sujeito. Já não há poder da religião, do Estado, do ambiente familiar que permaneça firme junto à individualidade de cada um. A responsabilidade ou a irresponsabilidade está de forma livre para cada indivíduo.

A autonomia do indivíduo permeia todas estas tradições e estruturas sociais citadas. O presente é uma competitividade de países desenvolvidos, emergentes, de empresas, de pessoas sobre cargos e vagas cada vez mais escassas no mercado de trabalho. As inovações, as novas tecnologias, a democracia e o novo capitalismo moldam o indivíduo para as mudanças vividas no mercado econômico, político e social. Indivíduo este que consome, compra, argumenta, questiona, opina.

Também, a ansiedade, a insegurança e o medo do futuro, vivenciados no presente por acontecimentos, como alavanques do mercado global, quedas de monopólios, fusões de grandes corporações, globalização que atinge o mercado local, tornam-se causas para o pensamento hipermoderno. Enfim, mudanças vistas a olhos abertos, no presente, por estes indivíduos.

E além do consumo e da individualidade hipernarcisista do indivíduo, as tecnologias ganham cada dia mais espaço na vida das pessoas, contribuindo paradoxalmente para a recriação e renovação dos movimentos sociais.