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Otistik Çocuklarda Dikkat Geliştirilmesinde Hayvan Destekli Tedavinin Etkileri Adlı Makalenin İncelemes

HAYVANLARLA TERAPİ UYGULAMALARI ÇERÇEVESİNDE TEK-

8. Otistik Çocuklarda Dikkat Geliştirilmesinde Hayvan Destekli Tedavinin Etkileri Adlı Makalenin İncelemes

Ao fi nal da década de 90, esse processo de reestruturação resultou em uma redução signifi cativa do número de bancos públicos esta- duais e dos bancos privados nacionais, bem como em um crescimento expressivo dos bancos com controle estrangeiro (Tabela 1.5). Dentre as instituições adquiridas por grupos estrangeiros, no período de 1988 a 2000, apenas 35% dos ativos pertenciam a instituições públicas estaduais privatizadas, ou seja, a maior parte das transferências de controle para o capital estrangeiro teve sua origem entre os capitais privados nacionais, que perderam uma parcela de sua participação no sistema (site do Banco Central do Brasil).

O ingresso e as atividades de bancos estrangeiros no Brasil, até 1994, seguiam o padrão geral: operação com câmbio, comércio exte- rior e fi nanciamento de empresas multinacionais. N esse período, os bancos estrangeiros enfrentavam difi culdades para atuar em um am- biente com alta infl ação e penetrar em nichos de mercado dominados pelos grandes bancos nacionais de varejo. N o entanto, após o Plano Real, a entrada de bancos estrangeiros passou a ocorrer por meio da aquisição de bancos com posição estabelecida, ou potencial, junto aos mercados domésticos (banco a cuja aquisição, anteriormente, os bancos estrangeiros não tinham acesso – Corazza, 2001).

Tabela 1.5 – N úmero de bancos brasileiros por categorias selecionadas

T ipo de Instituição dez./ 88 jun./ 94 dez./ 98

Bancos Públicos 43 40 30

Federais 6 6 6

Estaduais 37 34 24

Bancos Privados N acionais 44 147 106

Bancos Estrangeiros 40 69 75 Filiais 18 19 16 Controle Estrangeiro 7 19 36 Participação Estrangeira 5 31 23 Bancos de Investimento 49 17 22 T O TAL 166 273 233

Fonte: Elaborado a partir de Corazza (2001).

Esse novo cenário e a nova postura do governo implicaram al- terações na estrutura e nos padrões de concorrência do mercado bancário brasileiro. As principais mudanças foram: o incentivo ao processo de fusões privadas nacionais (no âmbito da reestrutura- ção, das privatizações e das alterações nas normas prudenciais dos bancos); o aumento da concentração, principalmente bancária; um intenso processo de desnacionalização, entre 1997 e 2000; e a reação defensiva/ ofensiva dos bancos privados nacionais. O s bancos es- trangeiros, por sua vez, passaram a atuar em todos os segmentos do mercado fi nanceiro doméstico, deixando de ter uma atuação apenas complementar no setor bancário brasileiro.

Porém, ao contrário do ocorrido nos países da O CDE, o processo de consolidação bancária brasileiro foi caracterizado por altas mar- gens de intermediação fi nanceira, principalmente devido aos altos

spreads bancários. A expectativa com relação à entrada dos bancos

estrangeiros era de que haveria um acirramento da concorrência, o que levaria a menores spreads, a uma maior qualidade dos produtos e serviços e à modernização da tecnologia, benefi ciando os clientes de serviços bancários (Rocha, 2002). Além disso, esperava-se que essas instituições introduzissem no país práticas creditícias e téc- nicas apropriadas a uma economia com preços estáveis. O u seja, o

portfolio dos bancos estrangeiros seria direcionado, desde o princípio,

ao crédito a fi rmas e consumidores, enquanto os bancos domésticos continuariam direcionados à dívida pública, até que conseguissem se adaptar ao novo ambiente (Carvalho, 2002).

Contrariando essas expectativas, os bancos estrangeiros que en- traram no Brasil (principalmente via fusões e aquisições) adotaram uma postura ainda mais conservadora, direcionada, principalmente, para os títulos públicos. D essa forma, enquanto a rentabilidade dos bancos estrangeiros era maior que a dos bancos nacionais, a relação crédito por ativo total era maior nos bancos nacionais.

Um estudo de Adelino e De Paula (2006) concluiu que, no Brasil, os bancos privados nacionais têm se revelado mais efi cientes que os bancos estrangeiros, ao contrário do defendido pela literatura inter- nacional. Uma das hipóteses de autores para explicar essa divergência é a possibilidade de as fusões e aquisições brasileiras terem resultado em economias de escala e economias de escopo, tendo em vista que os bancos brasileiros que participaram do processo de fusões e aqui- sições constituem-se em bancos múltiplos, que atuam com diversos produtos e segmentos do mercado bancário (como intermediação fi nanceira, previdência, seguros e gestão de fundos). A conclusão dos autores é que o processo de fusões e aquisições no setor bancário realmente proporcionou um aumento na efi ciência de intermediação dos bancos compradores. Esse resultado pode ser explicado, possi- velmente, pelo aprimoramento no gerenciamento operacional dos bancos e pelos cortes nos custos administrativos e de pessoal.

Foi observado, também, que a melhoria na efi ciência foi mais signifi cativa nos bancos privados nacionais do que nos bancos estran- geiros, já que os primeiros obtiveram maiores ganhos neste quesito, tanto com relação à intermediação quanto em relação aos resultados. Isto pode explicar o motivo pelo qual os bancos privados nacionais, principalmente Bradesco e Itaú, lideraram o processo de fusões e aquisições ocorrido no período.

Carvalho (2002) também argumenta que a entrada de bancos estrangeiros no Brasil não trouxe nenhuma melhoria em termos de efi ciência e de características operacionais. O s avanços tecnológicos

foram introduzidos mais intensamente por bancos nacionais do que por bancos estrangeiros. As estruturas dos balanços contábeis nos dois casos são muito semelhantes, sendo caracterizadas por uma maior importância das operações de curto prazo, das aplicações em títulos públicos e dos investimentos em securitização.

Rocha (2002) conclui que a participação dos bancos estrangeiros na reestruturação bancária, entre 1997 e 2000, foi fundamental para a solidez do setor bancário brasileiro. N o entanto, a maioria das expec- tativas com relação à presença desses bancos não foi atendida, como, por exemplo, nas questões de efi ciência, gerenciamento, capacidade de emprestar, diversifi cação e sistemas de controles de riscos. A ex- pectativa de redução dos spreads e dos juros ativos, com consequente ampliação do crédito, também não foi observada. O s bancos estran- geiros têm atuado de forma semelhante aos bancos nacionais, com relação à intermediação fi nanceira e à preferência por operações de tesouraria, sendo ainda mais dependentes das aplicações fi nanceiras e em títulos da dívida pública – principalmente a indexada ao câmbio, da qual são os principais compradores. A justifi cativa para esse tipo de atuação é a necessidade de fazer hedge em moeda estrangeira de seus investimentos no país, além de considerarem essas operações altamente lucrativas, sobretudo frente ao baixo risco.

As expectativas de modifi cações e modernizações na regulamen- tação prudencial e na supervisão bancária pelos bancos estrangeiros também não foram observadas, já que estas estão muito mais rela- cionadas ao mercado doméstico, principalmente após os problemas bancários de 1995-1996. Portanto, os bancos estrangeiros não causa- ram mudanças signifi cativas no sistema bancário brasileiro, quer com relação à competitividade e efi ciência, quer com relação ao estímulo ao crescimento, pela ampliação da oferta de crédito.

Por último, o autor conclui que é altamente improvável que a liberalização do sistema fi nanceiro brasileiro resulte em desnacio- nalização bancária quase total, como ocorreu nos demais países da América Latina, principalmente Argentina, México e Chile. A razão para essa diferença é a especifi cidade do mercado bancário brasileiro, no qual as instituições domésticas, tanto públicas federais quanto

privadas, atuam como bancos universais, com grandes redes nacio- nais de atendimento e alta participação no mercado. O s dois maiores bancos públicos federais, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, respondem por parcela signifi cativa de empréstimos e depósitos, além de atuarem como instrumentos de implementação de política econô- mica. O s dois maiores grupos bancários privados nacionais, Bradesco e Itaú, estão bem capitalizados e gerenciados, além de apresentarem altas lucratividades. A participação ativa desses bancos na conso- lidação do setor bancário do país resultou em ganhos signifi cativos de escala e de market share, fazendo com que fi cassem com valores de mercado muito acima de seus valores patrimoniais, o que, adicionado aos signifi cativos tamanhos relativos dessas instituições, difi culta em muito o recebimento de propostas de compra. Os bancos estrangeiros, após 1997, também se tornaram relevantes, porém de importância secundária, se comparados aos bancos nacionais.