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Osmanlı Devletinde Eski Eserlerin Korunması ve Eski Eserlerin Toplanması

3. OSMANLI ÜLKESİNDE ESKİ ESERLERE KARŞI İLGİNİN BAŞLAMASI VE

3.1. Osmanlı Devletinde Eski Eserlerin Korunması ve Eski Eserlerin Toplanması

No Rio Grande do Norte, a FEBEM foi instalada em 1979 e, a partir de 1994, a administração do sistema socioeducativo no estado ficou sob a responsabilidade da Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC), uma autarquia ligada ao poder estadual. Atualmente, as medidas socioeducativas em meio aberto – Liberdade Assistida (LA) e Prestação de Serviço à Comunidade (PSC) – são executadas em âmbito municipal, geralmente pelos profissionais dos Centros de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), que acompanham os adolescentes e seus familiares, enquanto a execução das medidas de pri- vação de liberdade é de responsabilidade da própria FUNDAC.

O sistema socioeducativo de privação de liberdade do RN é composto por oito unidades, sendo quatro na capital Natal, uma em Caicó e três em Mossoró, entre internação masculina, feminina e semi- liberdade. Atualmente, devido à falta de infraestrutura adequada, todas as instituições se encontram em interdição parcial ou total. Entre as unidades totalmente interditadas encontra-se o Centro de Educação

(CEDUC) Pitimbu – unidade de internação masculina localizada em Parnamirim, município da região metropolitana de Natal –, que atende adolescentes da capital e de toda a região metropolitana. Essa unidade está interditada desde agosto de 2012, por problemas na estrutura física, hidráulica e elétrica.

Assim como na maior parte do país, apesar dos esforços dos movimentos sociais e da criação de instrumentos legais fundamen- tais (como o ECA e o Sinase), a situação dos adolescentes no sistema socioeducativo do RN continua extremamente precária, não fazendo justiça, inclusive, ao termo socioeducação. Em geral, não existem plane- jamentos ou atividades pedagógicas, as estruturas físicas são precárias e falta preparação das equipes técnicas. Os adolescentes e seus fami- liares vivem situações de violações de direitos, inclusive com casos de homicídio e suicídio de jovens que se encontram em cumprimento de medidas socioeducativas e, portanto, sob a responsabilidade do Estado. As constantes fugas e rebeliões demonstram que as medidas não vêm conseguindo cumprir seu papel pedagógico e, de acordo com dados da FUNDAC, entre 2004 e 2012, foram assassinados 130 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa no RN.

A maior unidade de internação do estado, o CEDUC Pitimbu, chegou a atender até 40 adolescentes antes das interdições parcial e total. Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do RN, a deficiência no atendimento socioeducativo na modalidade de internação se agrava desde 2007, quando foi formalizado o Termo de Ajustamento de Conduta, a fim de resolver as condições consideradas desumanas pelas autoridades (as péssimas condições de habitação, salu- bridade e higienização).

A interdição do CEDUC Pitimbu ocupou significativo espaço na mídia local. Mas, infelizmente, a preocupação maior da sociedade – e de muitas autoridades – não estava voltada para as péssimas condições e situações de violação do sistema socioeducativo no estado, mas com a garantia da segregação dos “perigosos adolescentes em conflito com a

Lei”, que seriam uma grande ameaça para a sociedade natalense. Logo, é possível perceber que, apesar dos avanços na legislação, a compreensão que a sociedade apresenta do sistema socioeducativo não difere tanto das ideias presentes nos períodos históricos comentados anteriormente. Sobre essa questão, Rosa, Vicentim e Broide (2012) comentam acerca da gestão dos indesejáveis e perigosos pela radicalização da política puni- tiva como resposta ao aumento da desigualdade social, da violência e da insegurança. Para a mídia e a sociedade, as políticas públicas para a juventude devem se resumir simplesmente a estratégias de controle, o que, por sua vez, amplia o distanciamento e aumenta as dificuldades de inserção e participação social da juventude.

Diante da impossibilidade de internação de adolescentes em Natal, e da pressão social para que os adolescentes não ficassem soltos pela cidade, foi feito um acordo entre a FUNDAC e o poder judiciário em que os adolescentes que precisassem cumprir medidas de privação de liberdade seriam encaminhados ou para a unidade de semiliberdade de Natal, ou para a de privação de liberdade de Mossoró ou Caicó.

A unidade de semiliberdade foi interditada totalmente em março de 2013, após a morte de um adolescente dentro da unidade, devido às inimizades existentes dentro do grupo de socioeducandos. Também houve relatos de ferimentos a adolescentes e a profissionais. Como não foi a primeira vez que isso ocorreu e a equipe relatava falta de segurança e condições de trabalho, o juiz da Vara da Infância e Adolescência, res- ponsável pela execução das medidas socioeducativas, decidiu pela inter- dição total da unidade.

Além disso, a população do bairro Nazaré, zona oeste de Natal, onde se localiza a unidade de semiliberdade, está em campanha para a remoção dessa unidade do bairro, com a construção de abaixo-assina- dos e o apoio de lideranças políticas locais, afirmando que os adolescen- tes colocam em perigo toda a comunidade. Manifestação semelhante já ocorreu outras vezes em Natal: em um bairro da zona sul da cidade, os moradores pediram a retirada dos adolescentes de Casas de Passagem,

que foram proibidos de circular nas ruas por “colocarem em risco a segurança das crianças e adolescentes residentes no bairro”. Essas mani- festações explicitam a diferença de concepção e de tratamento destinado à população infantojuvenil de classe média e às crianças e adolescentes pobres, que continuam, em pleno século XXI, sendo criminalizadas e violadas em seus direitos das mais diversas formas, por serem parte de uma classe social que é incluída perversamente na sociedade. Tal fenô- meno expressa a violação do direito à convivência comunitária preconi- zada nas normativas legais relativas à infância e adolescência no Brasil. O município de Mossoró, por sua vez, é distante cerca de 280 km de Natal e, mesmo com essa distância, passou a receber os adoles- centes provenientes da capital, em virtude da falta de unidade de inter- nação que pudesse atendê-los na referida cidade. Em março de 2013, o CEDUC Mossoró abrigava 22 adolescentes, dos quais 20 eram prove- nientes de Natal e apenas 02 da cidade de Mossoró. A mudança do local de internação dos adolescentes de Natal para Mossoró causou sérios transtornos, sobretudo pela violação do direito à convivência familiar e comunitária, uma vez que, de acordo com o Sinase, o adolescente deve cumprir a medida em instituição próxima a sua residência.

O CEDUC Mossoró foi construído dentro dos parâme- tros arquitetônicos previstos pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, no entanto, a instituição localiza-se fora da cidade, com um difícil acesso em meio à vegetação do sertão, e já se encontra com a estrutura bastante depredada.

Familiares e adolescentes em busca