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Ortadoğu İslam Ülkelerinde Kültür ve Sanatın Batı’ya Etkis

Resim 257: Samia Halaby “ Niihau from Palestine” adlı tablosu ,

2. ORTADOĞU COĞRAFYA, FELSEFE, KÜLTÜR VE SANAT: KISA BİR ARKA PLAN KISA BİR ARKA PLAN

2.2. Ortadoğu İslam Ülkelerinde Kültür ve Sanatın Batı’ya Etkis

Atualmente está havendo ampliação dos espaços de atuação profissional do pedagogo, para além do ambiente escolar e da chamada educação formal. O contexto atual está sendo marcado pelo surgimento de novas necessidades formativas e pela abertura de novos âmbitos educativos para o pedagogo. A emergência de novas demandas educativas na sociedade está exigindo desse profissional a assunção de novos papéis e funções. Nessa perspectiva, tem sido destacada a presença desse profissional nas empresas, nos hospitais, nos sindicatos, nos museus, no turismo e nos meios de comunicação etc. Fazendo levantamento das pesquisas que enfocam o papel do pedagogo em espaços não escolares, percebe-se que se trata ainda de um campo incipiente de estudo, entretanto podem-se identificar alguns estudos direcionados a essa questão.

A pesquisa intitulada “O Lugar do Pedagogo: Uma questão em debate” foi desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa Política Educacional Docência e Memória do Centro de Educação da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Nesse estudo foi realizada uma discussão acerca do processo de reformulação curricular do Curso de Pedagogia, enfocando questões referentes às motivações para ingresso no curso, formação do pedagogo, condições de trabalho e os novos campos de atuação atribuídos a esse profissional.

Através da análise dos dados da pesquisa, foram feitas algumas constatações: 1) há parcela considerável dos discentes que se ingressam no Curso de Pedagogia por acaso/conveniência; 2) a falta de articulação entre teoria e prática foi apontada pelos alunos e egressos de forma bastante significativa como lacunas na formação; 3) as experiências de trabalho são destacadas como enriquecedoras pela maioria dos entrevistados, embora sua remuneração não seja satisfatória; 4) os entrevistados percebem que as transformações no mundo contemporâneo estão ampliando as formas de organização do trabalho, aumentando a demanda por profissionais da educação em diversos campos; 5) os discentes destacam o distanciamento

da matriz curricular dos cursos de Pedagogia com relação a essa diversidade de espaços.

Por fim, as análises e considerações construídas neste estudo sinalizaram a urgente necessidade de uma reestruturação curricular do Curso de Pedagogia pautada na flexibilidade, em posturas metodológicas orientadas para a articulação teoria e prática e situada nas demandas contemporâneas em torno do papel do pedagogo.

Silva (2007), por meio de pesquisa bibliográfica, conjugada a uma pesquisa de campo e questionário, investigou a atuação do pedagogo em espaços não escolares. Através dessa pesquisa, a autora apresenta aos pedagogos alguns desses espaços – ONGs, Hospitais, Empresas, Meios de Comunicação de Massa etc., mostrando que as atividades educativas não podem estar restritas ao espaço escolar formal, mas a outros campos de trabalho que tenham importância quanto à docência.

Como mais um estudo sobre o trabalho do pedagogo na instituição não escolar, tem-se a investigação de Fireman (2006). Em sua pesquisa, essa autora traz a trajetória histórica do Curso de Pedagogia, refletindo sobre a formação do pedagogo nos diferentes períodos históricos. Por meio de uma pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, a autora tem identificado as mudanças sociopolíticas e econômicas pelas quais vem passando a sociedade atual e a necessária atuação do pedagogo fora da intuição escolar. Através de suas análises, a autora conclui que a formação que os pedagogos recebem no Curso de Pedagogia não lhes oferece conhecimento e segurança para desenvolver atividades no campo da educação não formal. Daí ser necessária a formação mais coerente com as necessidades de atuação desse profissional, um delineamento dessa formação e campo de atuação para além da educação formal que lhes dê condições de se posicionar no mercado de trabalho.

Sobre o trabalho do pedagogo nos processos educativos não escolares, também se apresenta o trabalho de Sá (2000). Através da sua investigação, esse autor caracterizou a dimensão pedagógica dos processos educativos não escolares, a partir da compreensão teórico-metodológica do trabalho como princípio educativo. Também, é evidenciado o papel epistemológico da Pedagogia enquanto ciência aplicada da e para a prática

educativa, que estuda as diversas manifestações do fenômeno educativo, inclusive a caracterização da dimensão pedagógica dos espaços educativos não escolares.

Destacando a atuação do pedagogo no contexto hospitalar e as modalidades diversificadas de atuação do trabalho pedagógico, cita-se a pesquisa de Jório (2009), intitulada “O brincar no contexto hospitalar”. Nessa pesquisa, a referida autora considerou a prática do brincar no contexto hospitalar, objetivando analisar as influências do brincar no processo de hospitalização da criança e como essa se manifesta nas atividades pedagógicas que têm o brinquedo como instrumento de mediação entre ela e o ambiente hospitalar. Através da sua análise, a pesquisadora constatou que o brincar é grande aliado no enfrentamento do processo de hospitalização. Através do brincar vários aspectos podem ser trabalhados, como os desenvolvimentos afetivo, cognitivo e social, além da sexualidade na infância, gênero e estruturação do pensamento egocêntrico, entre outros. Ainda dentro da questão do brincar dentro do hospital, têm-se os estudos de Chaves (2003), que analisou como o ato de brincar influencia no desenvolvimento e formas de relacionamento de crianças portadoras de câncer nas brinquedotecas hospitalares, destacando sua importância para os desenvolvimentos afetivo, relacional e da aprendizagem. Como resultados, a pesquisadora verificou que, através das atividades lúdicas desenvolvidas com as crianças, os aspectos relacionais e afetivos são favorecidos, oportunizando também sua socialização e sua integração. O brincar foi descoberto dentro da pesquisa como facilitador do desenvolvimento da potencialidade infantil.

Outra pesquisa dentro da temática trata dos estudos de Castro (2007), intitulado “A resiliência e o brincar: uma proposta dentro do hospital”. Através da pesquisa, essa autora procurou identificar a relação entre o brincar e a resiliência na prática hospitalar com crianças. Como achados da pesquisa, essa mesma autora averiguou que no brincar a criança hospitalizada inventa modos de se organizar ante as frustrações vivenciadas no processo de hospitalização, o que contribui com o aumento da sua resiliência.

Ainda com referência à atuação do pedagogo no espaço hospitalar, apresentam-se os estudos de Santos (2009), que retratou a prática pedagógica desenvolvida pelos pedagogos nessa modalidade de atendimento. A pesquisadora constatou que a atuação do pedagogo no espaço hospitalar se faz necessária, entretanto esse profissional ainda carece de formação específica, e esta é que constitui um dos maiores desafios interpostos na realização do trabalho. Essa autora também verificou a falta de reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo pedagogo e a consideração de que a emergência do hospital como um campo de trabalho do pedagogo ainda carece de legitimidade.

Por último, é apresentada a pesquisa de Aquino (2007), que objetivou analisar a caracterização das práticas que norteavam o trabalho do pedagogo dentro do hospital, assim como os limites e avanços. A autora constatou que o trabalho pedagógico desenvolvido abarcava muitas limitações, como a falta de orientações e de práticas que dessem conta dos desafios. Além dessas, a falta de conhecimento e reconhecimento do trabalho do pedagogo também se constituía um desafio. Apesar dessas limitações, a pesquisa considera que o processo lúdico-educativo tem muito a contribuir no hospital e que o trabalho do pedagogo nesse espaço é um campo emergente e necessário no contexto atual.

No conjunto das pesquisas que buscam compreender a atuação do pedagogo em espaços não escolares, identificam-se, além dos estudos sobre o pedagogo no contexto hospitalar, investigações relativas à inserção do pedagogo nas empresas.

Em pesquisa realizada em 2008 por Gonçalves (2008), foi analisada a formação recebida pelo licenciado na Universidade Federal de Viçosa e suas possíveis contribuições para o pedagogo que deseja atuar dentro da empresa. Por meio da análise documental e de entrevistas, a autora concluiu que há uma possível relação dos conteúdos estudados no curso com sua ação dentro da empresa sem, contudo, estar o aluno devidamente capacitado para atuar nesse setor do mercado de trabalho.

Outro estudo que teve a atuação do pedagogo dentro da empresa como seu objeto foi a pesquisa de Kury (2002). Na investigação intitulada “A Pedagogia Empresarial perante a concepção da formação do pedagogo na

Universidade Federal de Viçosa”, a autora verificou que o Curso de Pedagogia da referida Instituição prioriza a formação do pedagogo para atuar no contexto escolar, dando ênfase na pesquisa e incentivando seus alunos a continuarem os estudos após o término da graduação. Desse modo, o currículo do curso é direcionado para dois âmbitos: a sala de aula e a pesquisa. A pesquisadora também constatou que, apesar dos poucos investimentos na área, a atuação do pedagogo na empresa surge para os estudantes como uma nova opção para o mercado de trabalho, tornando-se desafio para os profissionais que almejam esse novo espaço.

Tendo como tema de pesquisa “O papel do pedagogo na empresa: incertezas e interrogações”, o estudo desenvolvido por Silva (2003) objetivou compreender a profissão do pedagogo dentro da dinâmica empresarial. Através de entrevista semiestruturada com funcionários de todos os setores de uma agência bancária de Viçosa, a pesquisadora constatou que a função que se tem esperado do pedagogo dentro da empresa consiste na elaboração de técnicas didáticas que envolvam os funcionários numa situação de ensino passivo e empresarial, ou seja, o pedagogo nessa instituição tem função puramente técnica, em que as atividades pedagógicas desenvolvidas não têm caráter reflexivo e, sim, passivo.

Em 2007, na pesquisa desenvolvida por Albergaria (2007) foi analisado o papel do pedagogo na escola e na empresa, com base na importância que esse profissional tem para o desenvolvimento da sociedade atual, apontando as contribuições dos diferentes campos de atuação desse profissional da educação.

Através das análises, a pesquisadora constatou que o pedagogo inserido no contexto escolar da rede pública de ensino tem consciência de suas funções dentro desse estabelecimento de ensino, mas há falta de motivação e valorização profissional. Já o pedagogo que atua na rede particular se preocupa mais com o lado afetivo e emocional de seus alunos, por estar mais bem valorizado profissional e financeiramente, além de ser cobrado de forma mais intensa. Por sua vez, o pedagogo que atua na empresa tem um leque de atribuições muito maior que o pedagogo que atua na escola, pois ele tem de agir desde a seleção do profissional, passando por seu treinamento e desenvolvimento pessoal, além de ter de lidar com

eventuais conflitos e problemas nas relações humanas. Diante desse campo, há abertura de horizontes ao pedagogo, possibilitando a esse profissional certa facilidade de se mover de um campo a outro e de trazer contribuições para melhor desempenhar suas atividades onde ele estiver atuando profissionalmente.

Outra pesquisa foi a realizada por Amaral (2008), em que foi investigada a necessidade da inserção do pedagogo na empresa. Através da pesquisa bibliográfica e observação de uma empresa do ramo da metalurgia na cidade de Cataguases, MG, a inserção do pedagogo aí se torna importante, contribuindo para os processos de desenvolvimento, treinamento e avaliação dos recursos humanos.