D) Geniza Dokümanları Üzerine Yapılan Çalışmalar
IV. Ortaçağ Tarihine Katkıları
Realizada a seleção, os pedidos das coleções didáticas a serem adotadas durante o próximo triênio são encaminhados para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Depois, este envia para cada Unidade escolar uma Carta Azul112, ressaltando os títulos que receberão em breve, inclusive se será enviada a primeira ou segunda opção de cada disciplina, como lembrou a técnica da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Fortaleza “cada Regional sabe, a partir do relatório da Carta Azul, se haverá uma grande ou pequena diversidade de títulos de cada área do conhecimento, como também é importante para facilitar o remanejamento de livros de uma escola para outra quando necessário”. Por isso, esta técnica fez questão de assegurar que “quanto a distribuição dos livros didáticos, em termos de FNDE, consideramos que está em grau ótimo”, porque os livros chegam antes do início do ano letivo seguinte, mas isso em se tratando de escolas da capital e localizadas na zona urbana.
Isso não significa, contudo, um caminho tranquilo de espera do envio dos pedidos das coleções didáticas, para todas as escolas, embora os passos anteriores da escolha tenham sido seguidos conforme as orientações do PNLD, como no caso da cidade de Fortaleza.
De acordo com a técnica da SME de Fortaleza, alguns desafios se antepõem à entrega dos livros didáticos, como o tamanho da rede escolar do município de Fortaleza, escolas com nomes idênticos e mesmo erro no preenchimento do formulário enviado ao FNDE.
A supervisora pedagógica da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (EMEIF) Casimiro Montenegro (de Fortaleza) afirma que, se todas as orientações do processo de escolha forem seguidas, “o livro didático chega a tempo na escola, antes de começar o ano letivo”.
De acordo a professora responsável pelo Banco de Livros da escola estadual de (EEF) Nemésio Bezerra (Quixadá), os livros chegam com até três meses de antecedência ao
início do próximo ano letivo e comentou os “livros chegam a tempo hábil, dentro do prazo estabelecido. (...) No final de novembro, já começou a chegar a primeira remessa”.
No que diz respeito à entrega dos livros didáticos nas escolas públicas da rede municipal de Quixadá, da zona rural, uma questão foi destacada como problemática principal nas entrevistas realizadas com as técnicas da Secretaria Municipal de Educação e Desporto (SMED) de Quixadá: a entrega terceirizada feita pelos Correios – que gera atraso no recebimento dos livros em algumas localidades da zona rural por questões operacionais, já que os livros das escolas rurais, vêm de dois pólos de distribuição do Ceará (Sobral e Juazeiro), vão para a secretaria de educação dos municípios, e esta os distribui para as escolas. Uma forma de solucionar o problema da distribuição dos livros didáticos para as escolas da zona rural sem tantos contratempos foi sugerida por uma das técnicas da SMED, durante a entrevista que nos concedeu:
Então, os Correios que são parceiros neste Programa apresentam esta falha, acreditamos que talvez uma ideia para solucionar os problemas de distribuição fosse a diversificação dos correios, não centralizar a responsabilidade de entrega com dois pólos, (...) Talvez se houvesse pelo menos um pólo em cada Região do Ceará já facilitasse o processo de entrega, enfim diversificar mais estas centrais de distribuição, pois reafirmo que a nossa dificuldade maior é os livros chegarem aqui na Secretaria, até isso acontecer é um custo. (Técnica da SMED)
Esta realidade, contudo, não ocorreu apenas na zona rural. De acordo com a coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Raimundo Marques (de Quixadá), o problema relatado acima continua até na zona urbana, como é o caso dessa escola, justamente porque, conforme sua fala:
[...] a entrega dos livros didáticos na escola é feita por uma transportadora dos Correios, e já tivemos sérios problemas, porque quando o material chega as aulas já tem começado a dois ou três meses, e já ligamos várias vezes para órgãos responsáveis, já mandamos ofício juntamente com a Secretaria de Educação, mas até hoje, por exemplo, tem turma do 9º ano que está sem o livro didático, e nós estamos trabalhando com eles com livros do ano passado, ou de dois ou três anos atrás. (...) é importante, por exemplo, que o livro chegue a tempo, e o aluno tenha acesso ao livro didático no início do ano letivo e não após o primeiro semestre como está acontecendo com algumas turmas daqui do Distrito. (Coordenadora Pedagógica)
Esta situação de atraso dos Correios é, portanto, uma problemática séria, que interfere na entrega hábil dos livros didáticos tanto na zona rural quanto urbana, em alguns casos.
Outro problema suscitado nas entrevistas, tanto com relação a Fortaleza quanto a Quixadá, é o remanejamento dos livros entre as escolas. Para melhor efetuá-lo, a então secretária de educação de Quixadá reafirmou a necessária divisão do município de Quixadá em 13 Distritos Educacionais, quando declarou:
Quando os livros chegam na Secretaria de Educação, nós distribuímos para as escolas que são sedes dos 13 (treze) Distritos Educacionais113, por exemplo, no
distrito educacional de Cipó dos Anjos há cinco escolas pequenas, então os livros não vão direto para as escolinhas, chega na escola sede do distrito educacional a quantidade de livros destas cinco escolas e a escola da sede faz o monitoramento, ou seja, mapea o número de matriculados daquele ano das cinco escolas por turma e busca atender a todos, e então distribui os livros necessários, é uma forma que temos encontrado com a criação dos Distritos Educacionais para ter mais eficiência e eficácia dos dados. (...). (Secretária de Educação de Quixadá)
Uma das técnicas da SMED de Quixadá, por seu turno, destacou que, em geral, no primeiro ano de adoção das coleções didáticas, não há tantos problemas que necessitem de remanejamento, mas “no segundo ano de adoção, quando em geral aumenta o número de alunos de uma série para outra, a Secretaria fica procurando onde há excedente para remanejar”.
Como forma de minimizar parte destes problemas foi implementado, como vimos antes, o Sistema de Controle de Remanejamento e Reserva Técnica (SISCORT). A técnica da SME de Fortaleza destacou a importância deste Sistema, e exemplificou:
[...] se um diretor vem e diz “ah! Nós não recebemos todos os nossos livros”, então podemos ir ao Sistema e verificar o que houve, se foi problema de entrega dos Correios em virtude de nomes de escolas semelhantes, e como há um número de encomenda para cada escola podemos até ligar para a Central dos Correios que tem um setor que trabalha somente com a entrega dos livros didáticos na época e lá nos informam quem assinou o recebimento dos livros, e assim localizamos para onde foi aquela encomenda da escola X. Como também pode ter ocorrido erro no preenchimento do formulário pela Internet e todos os dados não terem sido processados. Neste caso, a escola recebe os seus livros pelo título mais escolhidos, ou seja, de fato não irá receber nem a primeira e nem a segunda opção em virtude do não preenchimento correto dos dados no Sistema. (Técnica da SME de Fortaleza)
Esta situação do remanejamento, contudo, conforme explica a técnica da SME deste município, apesar do SISCORT ainda é muito grave em Fortaleza, desde o primeiro ano de adoção dos livros didáticos referentes ao triênio, pois a municipalização do Ensino
113“Imagina se nós aqui da Secretaria tivéssemos que fazer esse levantamento dos dados nas mais diferentes
comunidades onde estão localizadas as nossas 94 escolas municipais sem ser através dos 13 (treze) Distritos Educacionais que favorecem esse mapeamento nas comunidades mais de perto?” (Secretária de Educação de Quixadá).
Fundamental fez que o Estado passasse várias turmas para a Prefeitura, “o que gerou um crescimento, de certa forma, assustador da rede de educação municipal, o que faz com que o Programa do livro aqui em Fortaleza padeça muito”. A especialista exemplifica com uma solução comumente adotada nesse município: “estavam previstos 100 livros para o 6º ano, mas a escola recebeu mais 50 alunos, assim é necessário remanejar livros, se for o caso de outras Regionais, e até mesmo, através de acordo prévio, de escolas do Estado para o Município...”.
No que diz respeito à questão do remanejamento em Quixadá, a Supervisora técnica da CREDE 12 relatou que, embora o SISCORT seja um excelente meio, a dificuldade de proceder à redistribuição dos livros entre as escolas ainda é difícil, por ser uma questão cultural. Ela é catedrática ao afirmar:
[...] uma das dificuldades é fazer o remanejamento de livros de uma escola para outra, pois não é justo que o livro esteja guardado enquanto outra está precisando, mas é uma questão cultural que em geral ainda permanece a ideia de querer sempre ter, embora não se esteja precisando, há necessidade de conscientizar da política de partilha, do remanejamento. (Supervisora Técnica da CREDE 12)
Nesta perspectiva, é importante mencionar sobre a “Reserva Técnica” que, como já foi referido, pela Resolução/CD/FNDE Nº 30 é uma quantidade extra dos títulos mais escolhidos do Estado que vai para Secretaria de Educação de cada estado e/ou capitais, para atender à possível disparidade na quantidade de livros didáticos e alunos matriculados a cada ano. Porém, há alguns constrangimentos ao tentar atender à demanda de algumas escolas, pois a Reserva Técnica de fato não condiz com a realidade de cada escola. Assim, a técnica da SME de Fortaleza comentou:
[...] a escola X pede uma complementação de livros, mas os livros que vêm para a Reserva Técnica na Secretaria de Educação do Município para escolas novas e/ou turmas novas são os títulos, os dois mais escolhidos de cada área do conhecimento, portanto se esta escola pede um título Y, é provável que não tenha na Reserva Técnica, então propomos que esta escola receba outro título que tenha na Reserva, há escolas que aceitam, mas outras dizem “não, só se fizer a substituição total”, entretanto há diretores e professores que até consideram positivo que, por exemplo, a 6ª série „A‟ trabalhe com um livro „W‟ e a 6ª série B trabalhe com um livro K, contudo compreendemos que há uma dificuldade por conta da coleção e sua seqüência de conteúdos, mas analisando os livros vemos que com relação a esta questão há muita coisa em comum, a maioria tem títulos diferentes, mas propostas semelhantes... (Técnica da SME)
Diante do exposto, podemos destacar como percalços no caminho da entrega dos livros às escolas o tamanho da rede municipal de capitais como Fortaleza, a distribuição dos
livros às escolas da zona rural, o delicado processo de remanejamento de livros entre as escolas, frente a alguma distorção entre o censo do ano anterior, que determina a quantidade de livros a ser entregue e o número real de alunos na matrícula de cada ano, apesar do SISCORT, pois a quantidade de livros da Reserva Técnica, em geral, não corresponde à demanda no que diz respeito às coleções escolhidas.