BÜSAN 4.SANAYİ SİTESİ FEVZİÇAKMAK MAHALLESİ 10665 SOKAKNO :4/J KARATAY / KONYA
F. ÇAKMAK MAH.KONSAN SANAYİ MERKEZİ CAMGÖZ SOK.NO:53-55
1. ORGANİZE SANAYİ BÖLGESİ KURTULUŞ SOKAK NO:5 SELÇUKLU-KONYA
Por fim, a última parte desse ciclo diz respeito aos instrumentos que cumprem a função de resolução de problemas e conflitos em que os atores que devem ser envolvidos estejam claramente identificados, como fóruns, reuniões, comitês, grupos de trabalho. Uma diferença entre esse tipo de espaço de diálogo e as audiências públicas é que nelas o governo engaja alguns atores específicos, os mediadores, com a ideia de que o diálogo promova a solução de problemas concretos e imediatos. Os demais espaços de diálogo existentes são abertos à sociedade e a eles comparecem vários interessados (Pires et al., 2012).
A consecução, portanto, de sistemas deliberativos e de monitoramento possibilita construções coletivas e compartilhadas de visões sobre a realidade, ao estimular o envolvimento dos integrantes de um grupo ou de vários grupos
52 Ao mesmo tempo, a partir da coordenação horizontal das ouvidorias públicas, elas podem ser mecanismo de
apresentação das demandas, da população em geral e dos conselhos, a instâncias superiores da administração pública (Pires et al., 2012).
53 Em pesquisa realizada na literatura acadêmica pelo IPEA (Pires et al., 2012), identificou-se que, à semelhança dos
conselhos e conferências, as audiências públicas implicam uma participação coletivizada e presencial, contudo, diferentemente desses espaços, não possuem o compromisso de serem deliberativas, e estão abertas a quem se interessar pelo debate; têm múltiplos objetivos, como aumentar a disponibilidade de informações para o ciclo de políticas públicas; mediar conflitos; ampliar a capacidade do governo de conhecer e incorporar as demandas da sociedade; promover o diálogo entre a sociedade e a administração pública; induzir a administração pública a agir de forma mais eficiente; aperfeiçoar os instrumentos de gestão; difundir e popularizar o debate sobre a política pública.
sociais, fomentando o entendimento e permitindo que todos contribuam com sua percepção individual, em igualdade de oportunidades, visando a uma razão coletiva, que poderá orientar propostas de políticas públicas e, posteriormente, ações de gestão que garantam os direitos sociais.
Em outras palavras, parte-se da premissa segundo a qual monitorar e deliberar não sejam um fim neles mesmos, nem tampouco devem ser confundidos com atividades de cobrança por execução física e financeira das ações do orçamento, ou com atividades de controle procedimental dessas ações, ou com a mera prestação de contas das realizações governamentais, ainda que tais atividades derivem da função desses sistemas, conforme são desenhados (Pires et al., 2012).
A noção de público, portanto, é complementar ao quadro de referência do capítulo inicial de nosso estudo, e abre caminho para o paradigma brasileiro de gestão de políticas públicas, contexto do terceiro capítulo. A perspectiva adotada sobre o conceito de público remete crescentemente ao Estado e à sociedade, no mesmo movimento circular e, simultaneamente, complementar e contraditório; como observado no capítulo precedente, o público não é um dado a priori, e sim resultado a ser alcançado na luta política democrática, na qual o Estado é virtualmente considerado
(...) como espaço de realização do público, mas só na medida em que represente a sociedade e possibilite que ela se desenvolva. Por outro lado, o público remete à autorrealização da sociedade e, portanto, aponta para a possibilidade de que as necessidades coletivas sejam autonomamente satisfeitas a partir da sociedade, mas sem que isto implique que o Estado abdique de suas responsabilidades (Grau, 1998: 275).
O processo implica o fortalecimento democrático por meio da expansão da esfera pública (Cohn; Draib; Karsch, 2003), provê a cidadania e repercute dialeticamente na própria democratização da gestão do Estado. “Supera-se, dessa forma, o tradicional dualismo liberal entre Estado e sociedade civil” (Maia, 2010: 152). A forma como as políticas públicas estão sendo concebidas apresenta um imenso desafio para a gestão pública – contexto aprofundado a seguir –, que precisa ser fortemente tecida nas relações entre Estado e sociedade civil, e nas duas instâncias de poder.
O presente capítulo examina o desenvolvimento da institucionalização das políticas públicas no Brasil desde a época da Constituição Federal de 1988. Aborda, inicialmente, o arcabouço jurídico-institucional sobre o qual repousa a regulamentação do SUS no país. A seguir, trata de sua afirmação como política nacional, tendo como referência o contexto histórico de sua operacionalização, apresentando a pactuação de prioridades, como o fato de se colocar na agenda a implantação da PNSI no interior do sistema de saúde e em outras instâncias e, finalmente, a constituição da capacidade institucional do SUS, ressaltada por meio de pesquisa, formação de recursos humanos e saber fazer coletivo, em atender às demandas da população que envelhece.
Muitas são as dimensões com as quais o SUS está comprometido: prevenir, cuidar, proteger, tratar, recuperar, promover, enfim, produzir saúde. Muitos foram e ainda são os desafios enfrentados, especialmente por ser uma política que lida com a defesa da vida e a garantia do direito à saúde. A esse quadro acrescentem-se a desvalorização dos trabalhadores de saúde, expressiva precarização das relações de trabalho, baixo investimento no processo de educação permanente desses profissionais, pouca participação na gestão dos serviços e frágil vínculo com os usuários.
Foram revisitadas referências bibliográficas, entre documentos de política institucional, decretos e leis, anais de congressos e outros eventos. Este capítulo apresenta os desdobramentos das políticas sociais da saúde nos contextos internacional e nacional, centrando-se nas diretrizes das políticas que envolvem a problemática do processo de envelhecimento e da trajetória de vida, temática deste estudo.54
54 Antes de entender o que foi a invenção da política, já podemos compreender a origem greco-romana, pelo simples
exame do vocabulário usado em política: democracia, aristocracia, oligarquia, tirania, despotismo, anarquia, monarquia são palavras gregas que designam regimes políticos; república, império, poder, cidade, ditadura, senado, povo, sociedade, pacto, consenso são palavras latinas que designam regimes políticos, agentes políticos, formas de ação política (Chaui, 1998: 371).