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OBEZİTEDE FİZİKSEL AKTİVİTE / EGZERSİZ Fiziksel Aktivetinin Obezite Üzerine Etkileri

Kanserin Farklı Evrelerinde Fiziksel Aktivitenin Etkileri

OBEZİTEDE FİZİKSEL AKTİVİTE / EGZERSİZ Fiziksel Aktivetinin Obezite Üzerine Etkileri

Um concreto para ser considerado autoadensável precisa passar por alguns ensaios em seu estado fresco, garantindo a qualidade e características esperadas do mesmo. Os ensaios são utilizados então para medir a fluidez, habilidade de passar por obstáculos coeso e íntegro e resistência à segregação. Para cada propriedade há um grupo de ensaios.

As dimensões dos aparelhos para a realização dos ensaios e os procedimentos dos mesmos são regidos pela NBR 15823:2010 (ABNT, 2010).

12 KAWAGUCHI, N.; KOHNO, K.; KUROSE, Y.; BAKOSHI, T. Investigations on durability of high-volume fly ash concrete. In:

FOURTH CANMET/ACI/JCI INTERNATIONAL CONFERENTE: Recent advances in concrete technology (SP-179), Tokushima, Japão, 7 a 11 de junho de 1998, Proceedings… Editores: V. M. Malhotra, publicado pelo ACI (E.U.A.), Tokushima, p. 714-730.

Tutikian e Dal Molin (2008), ressaltam que somente um método de ensaio não consegue medir todas as propriedades necessárias, porém, os mesmos podem ser realizados com aparelhos de dimensões pequenas, o que facilita a execução de pelo menos três ensaios tanto em laboratório quanto no canteiro de obras.

3.4.1 Ensaio de espalhamento (slump flow test)

O ensaio de espalhamento consiste em preencher o cone de Abrams com o concreto sem a utilização de compactação. Então o cone é suspenso, o tempo entre o levantar do cone e o instante em que o concreto em formato circular alcança a marca de 50 cm é aferido e chama-se T50. Após espalhar, também são medidos dois diâmetros perpendiculares entre si chamados de

d1 e d2, que correspondem ao espraiamento que o concreto alcança submetido apenas pelo seu

peso próprio. O ensaio é usado para avaliar quantitativamente o concreto em relação fluidez, e qualitativamente podendo-se verificar se ocorre segregação ou exsudação no material (REPETTE, 2011). O equipamento necessário e suas dimensões são indicados na Figura 3.1.

Figura 3.1 - Equipamento para ensaio de espalhamento (dimensões em mm)

Fonte: Barros (2009).

Diz que o concreto segregou caso seja observado aglomeração de agregado graúdo no centro do material, já a exsudação é verificada caso seja observado excesso de água ao redor de todo o diâmetro do material espraiado. Para Repette (2011), a média final do diâmetro do concreto deve ser maior que 55 cm, e o T50 deve ser em torno de 2 a 5 segundos.

3.4.2 Ensaio de Funil-V (V-funnel test)

O ensaio de Funil-V foi desenvolvido para se verificar a capacidade do CAA escoar e passar por um estreitamento. Indica-se o uso desse ensaio em concretos com diâmetro máximo de agregado de 19 mm. (REPETTE, 2011). O equipamento necessário e suas dimensões são indicados na Figura 3.2.

Figura 3.2 - Equipamento para o ensaio Funil-V (dimensões em mm)

Fonte: Barros (2009).

Preenche-se o Funil-V com cerca de 12 litros de material, sem adensamento, preenchendo completamente o funil. Então é aferido o tempo que o todo o material leva para escoar pelo funil que é determinado, desde o instante em que abre-se a parte inferior, até que a luz seja visível através da parte superior do equipamento. O tempo de escoamento deve ser entre 7 e 13 segundos (ALMEIDA FILHO, 2006).

3.4.3 Ensaio de Caixa-L (L-box test)

O ensaio de Caixa-L (Figura 3.3) avalia a capacidade de passagem do CAA, verificando se o mesmo consegue passar por obstáculos, que no caso da Caixa-L simula a armadura de uma estrutura, o concreto deve passar sem que ocorra bloqueio.

Figura 3.3 - Equipamento para o ensaio Caixa-L (dimensões em mm)

Fonte: Barros (2009).

O concreto é lançado sem adensamento no compartimento vertical da caixa. Quando é aberto o compartimento vertical, mede-se o tempo que o concreto leva para avançar até o TL20 e depois até o TL40. Quando o concreto para de se movimentar duas leituras são aferidas, a primeira chamada de H1 é a altura do concreto próximo à abertura inferior da parte vertical da caixa, o H2 é a altura do concreto na extremidade final do compartimento horizontal. Então é montada a relação H2/H1 que é chamada de razão de bloqueio que indica a facilidade do concreto de escoar mesmo que através de obstáculos. O diâmetro das barras utilizadas na Caixa- L não é normalizada, mas é comum se utilizar barra com diâmetro de 12,5 mm resultando em espaçamento entre elas de 40,5 mm (BARBOZA, 2016).

3.4.4 Ensaio de Tubo-U (U-pipe test)

Segundo Almeida Filho (2006) o ensaio de Tubo-U se mostra interessante por ser um processo simples e utilizado para medir a segregação do concreto, apesar de ser aplicável somente em concretos altamente fluidos. O equipamento para realizar esse ensaio é formado por tubos de PVC com diâmetro de 156 mm, os tubos são cortados em sua seção longitudinal.

O ensaio de Tubo-U consiste em preencher o equipamento (Figura 3.4) com concreto até que atinja a abertura da extremidade oposta, o mesmo deve ser adensado pelo seu próprio peso. Após o início da pega, o tubo é reclinado e a parte superior dos tubos é retirada para dar

acesso ao concreto, que deve estar rígido o bastante para manter seu formato, todavia, não deve estar endurecido.

Figura 3.4 - Equipamento para o ensaio Tubo-U (dimensões em mm)

Fonte: Barros (2009).

Três amostras devem ser retiradas de locais diferentes com tamanho de 10 cm. As amostras devem ser lavadas para que se retire toda a argamassa e restem apenas os agregados graúdos. Após secagem com papel toalha os mesmos devem ser pesados, os agregados das amostras 2 e 3 devem ser comparados com os da amostra 1. A razão de segregação (RS) é o menor dos dois valores.

O valor de segregação é o que apresenta menor valor das relações Pd1/Pd2 e Pd1/Pd3, onde

Pd1, Pd2 e Pd3 são as massas medidas referentes às amostras 1, 2 e 3. A segregação pode ser

considerada desprezível se RS for maior ou igual a 0,90 (ALMEIDA FILHO, 2006).

3.4.5 Ensaio de Anel-J (J-ring test)

Este ensaio busca avaliar a capacidade do CAA passar por obstáculos. Consiste em um anel metálico com 300 mm de diâmetro e 120 mm de altura contendo 16 barras de aço de 10 mm distribuídos de forma igual em todo o perímetro do anel (Figura 3.5).

Basicamente a forma de avaliar a habilidade passante do concreto é comparar o espalhamento alcançado pelo concreto em ensaio com o Anel-J e sem o Anel-J. Almeida Filho

(2006), afirma que a quantidade e diâmetro das barras de aço que compõem o Anel-J podem ser alterados em função do tamanho máximo do agregado que contém no concreto.

Figura 3.5 - Equipamento para o ensaio Anel-J (dimensões em mm)

Fonte: Barros (2009).

3.4.6 Ensaio de coluna de segregação

Este ensaio tem por objetivo avaliar a resistência de segregação do concreto por meio da diferença das massas de agregados contidas em cada parte do equipamento utilizado para o ensaio. A coluna de segregação é formada por tubo de PVC com 200 mm de diâmetro e 660 mm de altura total e divide-se em três seções, a do topo e a da base possuem 165 mm de altura e a do meio possui 330 mm de altura NBR 15823-6:2010 (ABNT, 2010) (Figura 3.6).

De acordo com a NBR 15823-6:2010 (ABNT, 2010) utiliza-se a Equação 3.1 para calcular a resistência de segregação.

100 ) ( ) ( 2      T B T B m m m m SR (3.1)

Sendo: SRresistência à segregação (%); mB massa do agregado graúdo obtido na porção do concreto retirada da base da coluna (g); e mT massa do agregado graúdo obtido na porção do topo da coluna (g).

Bethmont et al. (2009), afirmam que o tipo de segregação obtida por este ensaio é a segregação estática, define-se segregação estática quando ocorre após o concreto ser lançado nas formas.

Figura 3.6 - Equipamento para o ensaio coluna de segregação (dimensões em mm)

Fonte: Barros (2009).

3.4.7 Parâmetros de avaliação do CAA

Cada ensaio tem seus resultados aferidos, porém, são necessários valores de referência para avaliar se os resultados estão de acordo com o requerido para o CAA. Na Tabela 3.1 estão os valores recomendados por autores e normas.

Tabela 3.1 - Valores recomendados para ensaios de verificação do CAA Valores recomendados

Método Unidade EFNARC Gomes e Barros Tutikian e Dal Molin NBR 15823:2010 Espalhamento mm 650 a 800 600 a 800 600 a 750 550 a 850**

Anel-J* mm 0 a 10 0 a 10 0 a 10 25 a 50/ 0 a 25** Funil-V S 6 a 12 6 a 15 6 a 12 9 a 25 Caixa-L h2/h1 - 0,8 a 1,0 0,8 a 1,0 0,8 a 1,0 ≥0,8

Tubo-U - - ≥0,90 ≥0,9 -

*medida do bloqueio pela diferença da altura **variam conforme especificação do ensaio

Fonte: Adaptado de EFNARC (2002); Gomes e Barros (2009); Tutikian e Dal Molin (2008) e NBR 15823:2010 (ABNT, 2010).