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NWICO (New World Information And Communication Order) ve Serbest Ticaret

3. KÜRESELLEŞME SÜRECİNDE MEDYA ve SAHİPLİK YAPISI

3.4. Medyanın Haber Kaynakları

3.4.3. NWICO (New World Information And Communication Order) ve Serbest Ticaret

Com o objetivo de perceber como o movimento da pesquisa em Educação Matemática da UFMG se situa em relação ao que ocorre mais amplamente no Brasil, buscamos informações sobre as instituições de ensino brasileiras que foram pioneiras na pesquisa na área e que continuam contribuindo significativamente com a produção científica em Educação Matemática até os dias atuais.

Fiorentini e Lorenzato (2006, p.7) afirmam que no final do século XX e início do século XXI, existiam no Brasil quase duas dezenas de programas de pós-graduação stricto sensu que formavam pesquisadores em Educação Matemática, e destacam alguns deles, os quais estão listados abaixo, seguidos de parênteses indicando o ano de início de cada um:

 Mestrado (1984) e doutorado (1993) em Educação Matemática na Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro;

 Mestrado em Educação Matemática na Universidade Santa Úrsula (USU) – Rio (1992);

 Mestrado em Educação Matemática na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) (1993);

 Área de concentração em Educação Matemática do mestrado ou doutorado em Educação:

na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE-UNICAMP) – Mestrado e doutorado (1994);

na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) – mestrado/doutorado (1994),

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na PUC – Rio – mestrado/doutorado (1995)

Os autores se referem ainda a algumas linhas de pesquisa em Educação Matemática de programas de pós-graduação em educação, surgidas a partir de 1995.

Avançando na apresentação das fases de desenvolvimento da Educação Matemática enquanto área investigativa, os mesmos autores mencionam que, na fase iniciada em 1990, a qual corresponde à emergência de uma comunidade científica, alguns centros de investigação em Educação Matemática têm-se destacado, sendo eles a UNESP - Rio Claro, a PUC-SP e a FE-UNICAMP.

Essas considerações confirmaram o que já conhecíamos a respeito da representatividade da pesquisa em Educação Matemática produzida nessas três universidades, e, com isso, decidimos investigar a produção nelas realizada, a fim de percebermos indícios/traços do movimento da pesquisa brasileira em Educação Matemática.

Uma vez selecionadas as instituições, precisávamos estabelecer uma forma de análise das pesquisas em Educação Matemática desenvolvidas em seus programas de pós-graduação. Porém, como comentamos, dada a extensão da produção, seria inviável a leitura integral de todos os trabalhos; por isso, decidimos considerar apenas os resumos das dissertações e teses defendidas nos três programas até o ano de 2007.

Após termos tomado essa decisão, realizamos um levantamento dos resumos das dissertações e teses referidas acima disponíveis no banco de teses do portal eletrônico da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES (http://servicos.capes.gov.br/capesdw/). Esse banco tem por objetivo facilitar o acesso a informações sobre dissertações e teses defendidas desde 1987 junto a programas de pós-graduação em Educação do país. A consulta ao Banco pode ser feita por meio do fornecimento de uma ou mais das seguintes informações: autor, assunto, instituição, nível ou ano base. Nosso levantamento foi realizado no período de 30/04/2009 a 10/07/2009, através da consulta ao assunto Educação Matemática para cada uma das três instituições selecionadas para investigação14.

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Observamos que, em alguns casos, os resumos encontrados nesse portal não são idênticos aos que encontramos nas dissertações e teses de origem, disponíveis nos sites dos três programas. Trata-se, muitas vezes, de uma variação dos últimos, mas que preserva as informações fundamentais do trabalho.

Essa relação de resumos levantados passou a ser, então, o nosso universo de investigação.

Durante a leitura dos resumos, verificamos que algumas pesquisas listadas não tinham como foco a Educação Matemática e, por esse motivo, foram excluídas de nosso trabalho.

Após essa leitura preliminar, realizamos uma segunda leitura dos resumos, procurando estabelecer uma categorização dos mesmos de acordo com os focos temáticos dos trabalhos neles sintetizados.

No entanto, quando nos dedicamos a classificar/categorizar/analisar um dete i ado estudo a pa ti de seu esu o, u a uestão se olo a de i ediato: possível perceber as tendências, movimentos ou perspectivas de uma produção a alisa do ape as os esu os? . Pa a essa eflexão, va os os vale das considerações apresentadas por Ferreira (2002).

Essa autora pondera que, em uma análise dessa natureza, a partir de resumos, devemos considerar a heterogeneidade dos mesmos:

o que temos, então, ao assumirmos os resumos das dissertações e teses presentes nos catálogos como lugar de consulta e de pesquisa, é que sob a aparente homogeneidade, há heterogeneidade entre eles (os resumos) explicável não só pelas representações diferentes que cada autor do resumo tem deste gênero discursivo, mas também por diferenças resultantes do confronto dessas representações com algumas características peculiares da situação comunicacional, como alterações no suporte material, regras das entidades responsáveis pela divulgação daquele resumo, entre outras várias (FERREIRA, 2002, p.264).

Somadas a essa heterogeneidade do material analisado, encontramos ainda as variações na disposição tipográfica, erros de digitação e cortes que podem influenciar a interpretação que o leitor faz do estudo como um todo.

No entanto, concordamos com Ferreira (2002), que, de um modo geral, os resumos cumprem a finalidade de informar, de forma rápida, sucinta e objetiva sobre o trabalho do qual se originaram. Dessa forma,

pode-se estabelecer a partir de uma certa ordenação de resumos uma rede formada por diferentes elos ligados a partir de um mesmo suporte material, que os obriga, pela opção teórica manifesta, pelo tema que anuncia, pelo

objetivo explicitado da pesquisa, pelo procedimento metodológico adotado

pelo pesquisador. Um conjunto de resumos organizados em torno de uma determinada área do conhecimento (Alfabetização, Leitura, Formação do

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Professor, Educação Matemática, por exemplo) pode nos contar uma História de sua produção acadêmica. Mas, é necessário pensar que nesta História foram considerados alguns aspectos dessa produção e que nela há certas limitações (FERREIRA, 2002, p.268, grifos no original).

Assim, ao analisarmos os resumos das pesquisas, com o objetivo de observar tendências e perspectivas, tecemos considerações sobre uma das possíveis Histórias dessa produção, a qual certamente será diferente daquela que seria narrada ao se lerem os trabalhos em sua íntegra, bem como apresentaria variações de interpretação de acordo com o pesquisador e sua realidade de pesquisa.

Cientes das particularidades e especialmente das limitações do trabalho com os resumos, empenhamo-nos na categorização dos mesmos de acordo com os eixos temáticos sugeridos por nossa leitura, entendendo que a categorização proposta é, conforme comentamos, apenas uma possível forma de classificação/organização dos trabalhos investigados, a qual não deixa de ser influenciada pelas concepções e vivências do pesquisador que a propõe. Além disso, convém ressaltar o fato de que toda categorização está sujeita ao favorecimento da visibilidade de algumas temáticas e da invisibilidade de outras. Mas, ainda assim, acreditamos nas potencialidades dessa estratégia metodológica de classificação dos estudos para a análise que propomos.