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3. NURETTİN TOPÇU ve MÜMTAZ TURHAN’IN EĞİTİM ANLAYIŞLARIN

4.4. Nurettin Topçu Ve Mümtaz Turhan'ın Öğretim Kademelerine İlişkin Çözüm

4.4.1. Nurettin Topçu Ve Mümtaz Turhan'a Göre İlköğretim

Este capítulo apresentou a definição do metamodelo Software Process Improvement Metamodel (SPIM). O SPIM é uma linguagem para a representação dos padrões de qualidade e dos relacionamentos entre estes padrões. Foi desenvolvido como uma extensão do SPEM 2.0 e acrescenta àquele metamodelo os constructos relacionados aos padrões de qualidade para MPS. Além disto, este metamodelo teve seu desenvolvimento fundamentado na conceituação especificada pela ontologia apresentada no capítulo 4.

Podemos destacar aqui alguns dos benefícios obtidos com a extensão do SPEM 2.0 e a adoção de uma ontologia como fundamentação deste metamodelo. O primeiro benefício, relacionado à extensão do SPEM 2.0, é que todos os constructos necessários à documentação dos padrões de qualidade a serem modelados com o SPIM

já existiam no SPEM 2.0. Tais constructos, provenientes do pacote ManagedContent, foram incorporados ao SPIM através da operação de merge realizada entre os pacotes QualityStandardContent, MethodContent e ManagedContent. Assim, é possível descrever todo o conteúdo textual dos padrões de qualidade com base nos mesmos padrões de documentação existentes no SPEM 2.0.

O segundo benefício relacionado à extensão do SPEM 2.0 diz respeito à facilidade de integração entre os padrões de qualidade e as definições de processos desenvolvidos com base nestes padrões. Isto ocorre porque a linguagem a ser utilizada nestas duas perspectivas passa a ser a mesma. Ao invés de definirmos processos de software utilizando o SPEM 2.0 para representá-los e a linguagem natural para representar os padrões de qualidade e seus mapeamentos, podemos agora utilizar apenas uma linguagem para as duas coisas: o SPIM. Este benefício é entendido a partir do pressuposto de que processos de software e padrões de qualidade para melhoria de processos de software são parte de um mesmo fenômeno da realidade e, portanto, se beneficiam do uso de um formalismo comum aos mesmos. Cabe destacar que esta característica esta fora do escopo desta tese de doutorado, mas é, mesmo assim, importante para o desenvolvimento de trabalhos futuros que serão realizados em decorrência dos resultados desta pesquisa.

Já como benefício do uso OMPS como fundamentação conceitual, destaca- se a capacidade de representar múltiplos padrões de qualidade e a integração entre estes padrões de qualidade. Como foi descrito anteriormente, os trabalhos relacionados tinham como característica comum a integração de apenas dois padrões de qualidade. Isto gera naquelas abordagens uma incapacidade inata para lidar com algumas das dificuldades comumente encontradas no mapeamento e integração de padrões de qualidade. Uma destas dificuldades diz respeito aos diferentes níveis de abstração empregados nos padrões de qualidade e também as diferenças de granularidade existentes nas exigências destes. Os trabalhos relacionados identificavam um nível de abstração onde fosse possível estabelecer relações de mapeamento entre os mesmos, mas de forma fixa e específica para os dois padrões de qualidade sendo mapeados, comparados ou integrados. Já o SPIM, ao ser desenvolvido para a integração de múltiplos padrões de qualidade, permite que o nível de abstração e a granularidade onde são estabelecidos os relacionamentos entre os padrões de qualidade sejam flexíveis e possam ser estabelecidos da forma mais adequada para cada mapeamento. Assim, é possível, por

exemplo, realizar o mapeamento entre ISO 9001 e CMMI em um nível mais alto de abstração e o mapeamento entre CMMI e MPS.BR em um nível mais baixo de abstração utilizando uma mesma linguagem. Visando demonstrar estes benefícios, o capítulo 6 apresenta a avaliação realizada nesta pesquisa. Esta avaliação foi realizada através do desenvolvimento de um protótipo de ferramenta baseada no SPIM e da manipulação de cenários simulados de utilização do mesmo.

6. AVALIAÇÃO

Este capítulo apresenta os procedimentos de avaliação realizados nesta tese de doutorado. Os procedimentos aqui relatados tiveram como base a estratégia de pesquisa Projeto e Criação, tal como abordada por [OAT06]. A pesquisa seguindo esta estratégia pode oferecer novos constructos, modelos, métodos ou instanciação como contribuição para o conhecimento. Oates salienta que para que um projeto baseado em Projeto e Criação possa ser considerado como uma contribuição para o conhecimento é necessário que o mesmo apresente características acadêmicas como análise, discussão, explicações, argumentação, justificação e avaliação crítica.

Nesta tese de doutorado foram desenvolvidos uma ontologia e um metamodelo para MPS como principais contribuições. A ontologia foi desenvolvida como uma especificação de uma conceituação da área de MPS, buscando a integração semântica dos padrões de qualidade utilizados na mesma. Já o metamodelo foi desenvolvido como uma linguagem para a representação dos padrões de qualidade, sendo fundamentado na conceituação especificada pela ontologia. Durante a descrição destes artefatos, foram apresentadas análises, discussões, argumentações e justificações pertinentes ao processo de criação dos mesmos, bem como as decisões de projeto tomadas e as contribuições de cada um para a solução do problema da integração de padrões de qualidade para MPS. Ainda assim, é indispensável uma avaliação crítica dos mesmos. Estes dois artefatos, a ontologia e o metamodelo, apresentam considerável complexidade. Apesar de ser possível a avaliação crítica e a demonstração da adequação dos mesmos aos seus propósitos através da elaboração de exemplos teóricos, este procedimento seria excessivamente trabalhoso e propenso a erros. Assim, surgiu a necessidade de implementação de um protótipo de ferramenta de edição de modelos utilizando o SPIM visando a avaliação deste metamodelo de forma analítica. Com este protótipo é possível avaliar criticamente esta contribuição através da instanciação de padrões de qualidade e de mapeamentos entre os mesmos. Este capítulo relata esta avaliação.

Primeiramente, na seção 6.1, são apresentadas as tecnologias adotadas para o desenvolvimento tanto da linguagem de modelagem especificada pelo SPIM quanto do protótipo de ferramenta de edição de modelos que faz uso de tal linguagem. Na seção 6.2 são apresentados os cenários utilizados e a avaliação crítica é realizada através

da manipulação dos modelos visando o teste e a demonstração de suas características. Por fim, a seção 6.3 apresenta as considerações finais deste capítulo.