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3. NURETTİN TOPÇU ve MÜMTAZ TURHAN’IN EĞİTİM ANLAYIŞLARIN

3.2. Batıcılık ve Batılılaşma

3.2.2. Mümtaz Turhan’a Göre Batılılaşma

A partir do conceito de Ativo de Processo é possível formalizar os conceitos envolvidos na adoção de Padrões de Qualidade pelas Organizações. O diagrama apresentado na Figura 4.6 acrescenta novas relações aos conceitos já apresentados de Organização, Ativo de Processo, Padrão de Qualidade e Componente de Padrão de Qualidade. Estas relações têm o propósito de formalizar os conceitos relacionados à adoção dos Padrões de Qualidade pelas organizações em um nível de abstração que seja independente das especificidades de terminologia e estrutura de diferentes Padrões de Qualidade.

Figura 4.6 – Adoção de padrões de qualidade.

Visando formalizar as relações apresentadas no diagrama da Figura 4.6, os predicados P2, P6, P13, P17, P18 e P19 são utilizados no axioma A7.

P18. adota (x,y): Estabelece que a instância de organização x adota um padrão de qualidade y como referência para a definição de seus processos;

P19. visaAtender(x,y): Estabelece que uma instância de Ativo de Processo x visa ao atendimento de um Componente de Padrão de Qualidade y. O axioma A7 formaliza a relação de adoção estabelecendo que os ativos de processo de uma organização só podem visar ao atendimento de componentes de padrão de qualidade pertencentes aos padrões de qualidade que a organização adota.

A7. (∀p,c,a) padrão(p) ∧ componente(c) ∧ ativo(a) ∧ parteDe(c,p) ∧ visaAtender(a,c) !

(∃o) organizacao(o) ∧ parteDe(a,o) ∧ adota(o,p)

Em [SOU08] é apresentado o conceito de Conformidade como uma relação entre processos e normas. Esta conceituação, entretanto, não é suficiente para os propósitos da OMPS, onde a relação entre Ativos de Processos e Padrões de Qualidade precisa ser melhor detalhada. Além disto, na OMPS está sendo considerada a diferença entre a intenção de atendimento ao Padrão de Qualidade e a constatação de atendimento ao mesmo, caracterizada pelo conceito de Conformidade. Tratar esta diferença permite tornar mais claras duas dimensões relativas ao relacionamento entre Ativos de Processos e Padrões de Qualidade. A primeira dimensão diz respeito simplesmente à adoção dos Padrões de Qualidade, enquanto a segunda trata da avaliação formal da conformidade entre processos e Padrões de Qualidade. Enquanto a intenção de atendimento ao Padrão de Qualidade é tratada nesta seção, o conceito de Conformidade está fora do escopo da OMPS.

O relacionamento adota foi utilizado para definir que uma organização pode adotar múltiplos padrões de qualidade. Quando uma organização adota um padrão de qualidade, a organização passa a criar Ativos de Processo ou alterar os Ativos de Processo que já possui para documentar a definição, a implantação e a melhoria de seus processos. Estes ativos passam a possuir, então, uma relação direta com os Componentes de Padrão de Qualidade com o quais visam ao atendimento.

Já a relação de conformidade entre um processo e um Padrão de Qualidade é resultante de uma avaliação formal do processo com relação ao Padrão de Qualidade e indica que o processo atendeu aos Componentes Requeridos do Padrão de Qualidade no

momento da avaliação. Entretanto, a organização pode definir Ativos de Processo que visam ao atendimento do Padrão de Qualidade, mesmo que isto não resulte de fato em conformidade caso os processos sejam submetidos à avaliação formal. Assim, busca-se formalizar nesta ontologia que definir Ativos de Processo visando ao atendimento ao Padrão de Qualidade não implica necessariamente em conformidade entre os processos descritos por estes Ativos de Processo e o Padrão de Qualidade.

Outra diferença importante é que a conformidade está relacionada especificamente ao atendimento dos Componentes Requeridos de um Padrão de Qualidade, enquanto que a adoção de um Padrão de Qualidade pode envolver a implementação de Ativos de Processo relacionados não apenas aos Componentes Requeridos, mas qualquer Componente de Padrão de Qualidade. Pode-se utilizar como exemplo a relação entre as Áreas de Processo do CMMI e os processos que podem ser desenvolvidos por uma organização visando ao atendimento daquelas Áreas de Processo. No CMMI, uma Área de Processo não é um Componente Requerido, apenas os objetivos específicos e genéricos são declarados pelo mesmo como Componentes Requeridos. O mesmo exemplo também é válido nos casos do MPS.BR e ISO 9001, pois os processos do modelo e as seções da norma também não são Componentes Requeridos. Outro exemplo pode ser encontrado na definição de artefatos desenvolvidos com base em exemplos de produtos de trabalho. No CMMI um exemplo de produto de trabalho também não é um Componente Requerido, mas ainda assim a definição de artefatos relacionados aos exemplos de produtos de trabalho pode contribuir para que os Componentes Requeridos do modelo sejam atendidos.

Em resumo, enquanto o conceito de Conformidade é importante como resultado final de um esforço de MPS, a relação entre Ativos de Processo e os Componentes de Padrão de Qualidade são importantes durante o esforço de MPS. Estas relações permitem representar a rastreabilidade entre os Ativos de Processo e os Componentes de Padrão de Qualidade que motivaram o desenvolvimento dos mesmos. Permite também à organização avaliar o grau de cobertura de suas definições de Ativos de Processo com relação aos Padrões de Qualidade adotados.

Por fim, estas relações são úteis também na adoção de novos Padrões de Qualidade em uma mesma organização quando associadas ao conhecimento sobre o mapeamento entre Padrões de Qualidade. Uma vez que sejam conhecidos quais Ativos de Processo visam ao atendimento de um determinado Componente de Padrão de

Qualidade e também sejam conhecidos os mapeamentos entre este Componente de Padrão de Qualidade e Componentes de um novo Padrão de Qualidade, pode-se inferir o grau de atendimento aos Componentes deste novo Padrão de Qualidade. Pode-se inferir também, de forma análoga, quais Componentes do novo Padrão de Qualidade ainda não possuem nenhum atendimento na organização. Desta forma, estas relações tornam-se úteis também para auxiliar o processo de integração de diferentes Padrões de Qualidade em uma mesma organização.