2.2. MALİYE POLİTİKASI
2.2.3. Maliye Politikası Amaç ve Araçlarının Uyum Sorunu
3.2.6.1.5 Nisan Kararlarının Uygulama Sonuçları
O início das atividades em sala de aula costumava seguir certa rotina, a começar pela abertura da porta da sala que ficava trancada quando não era utilizada. Quando chegava o horário da primeira aula do dia, os alunos costumavam estar junto à porta antes mesmo da chegada de Ana à sala de aula, momento em que eles aproveitavam para dar bom-dia a ela e conversar um pouco. Quando a aula era a primeira depois do intervalo, Ana costumava ter um pouco mais de trabalho para controlar a entrada dos alunos na sala, por estarem mais agitados. Como professora e alunos já se conheciam há algum tempo, por ser Ana a única professora de Ciências da escola, ao entrar na sala ela costumava sentar-se para fazer a
13 A partir deste capítulo a professora acompanhada para a realização deste trabalho será referenciada pelo
pseudônimo de Ana, com o objetivo de manter sua identidade preservada, preocupação relacionada ao aspecto ético da pesquisa.
conferência dos alunos que estavam presentes. Fazia isso apenas observando e anotando as presenças e ausências no diário escolar, sem achar necessário chamá-los pelo nome, salvo o caso de alunos recém-ingressos. Nesse momento era comum a aproximação de alguns alunos da mesa de Ana, para ajudá-la nesta tarefa.
Logo após a conferência da lista de presença, Ana costumava ir até a lousa para anotar a data e escrever uma saudação, geralmente "Bom dia!", aguardando a turma se acalmar e prestar atenção à atividade que se iniciaria, sem pedir por silêncio verbalmente, isso quando os alunos não estavam muito agitados. Nesses momentos Ana costumava aguardar de três a cinco minutos para que a turma se organizasse. Do contrário acabava intervindo para conseguir com que os alunos iniciassem as atividades.
Ana iniciava o trabalho com as turmas sempre explicando a dinâmica das atividades propostas para o dia, fazendo pouco uso da lousa, utilizando conversas informais com os alunos para iniciar cada novo tema e/ou etapa de trabalho, onde fazia perguntas ou apresentava alguma situação-problema relacionada ao tema, para que os alunos buscassem resolver. Tal procedimento possivelmente era conhecido pelos alunos como parte da dinâmica das aulas de Ciências, pois raras eram as vezes em que os alunos pediam para que ela utilizasse a lousa. Já quando o assunto havia sido iniciado em aulas anteriores, Ana tinha o hábito de pedir o caderno de alguns alunos para conferir qual seria a próxima etapa a ser desenvolvida e então apresentava a dinâmica de trabalho para o dia.
Lançadas as orientações gerais, a etapa seguinte costumava ser um ditado, sempre a partir de pequenos textos que Ana elaborava, sem a utilização de qualquer material didático para este momento, tampouco o texto do ditado redigido por ela em papel. Durante esses momentos os alunos costumavam ficar em silêncio, mesmo que isso demorasse alguns minutos para acontecer.
Em seguida ao ditado, Ana costumava escrever uma pergunta referente ao assunto trabalhado e aí, sim, fazendo uso da lousa. Os alunos deveriam, então, pesquisar a respeito, geralmente utilizando os livros didáticos e outros materiais disponíveis na sala, que ficavam sobre a bancada, na estante ou no mostrador de livros e revistas.
Nos momentos de explicação das atividades ou do tema que seria trabalhado na aula, Ana era sempre atenciosa com os alunos. Quando mostravam alguma atividade, mesmo sem ela ter solicitado, sempre havia uma palavra de elogio, de incentivo e também de estímulo para que o aluno fosse além: “Isso! Ótimo! Agora continue.”; “Isso está bom para você? O que você acha? Vamos ler o que você escreveu juntos?”
Assim Ana orientava o trabalho de todas as turmas, atendendo à requisição dos alunos, indo até eles ou pedindo para que eles fossem até sua mesa com os cadernos, sozinhos ou em grupos. Quando algum aluno perguntava o significado de termos específicos de Biologia, ela repetia a palavra de forma correta e pedia para que ele repetisse. Em seguida, perguntava ao aluno o que ele achava que a palavra significava e a partir da resposta ia construindo com ele o significado da expressão, direcionando as perguntas para que o aluno conseguisse chegar não somente à resposta, mas à compreensão do significado.
Quando algum aluno apresentava alguma dúvida de ortografia, perguntando à Ana como escrever alguma palavra que não conhecia, ela costumava ir à carteira do aluno para ajudá-lo, orientando até que a dúvida tivesse sido resolvida. Nesses momentos Ana atendia prontamente ao chamado do aluno, parando a atividade que estivesse fazendo com toda a turma e retomando somente quando a dúvida do aluno tivesse sido respondida por ela.
Frequentes eram os momentos em que Ana procurava organizar a sala enquanto caminhava por ela, orientando os alunos nas atividades. Também frequente era o oferecimento de ajuda pelos alunos para a organização da sala.
Certa vez Ana comentou que gostaria de ter mais tempo para se dedicar à organização do espaço físico da sala e também dos materiais que ali ficavam. Quando o motivo pelo qual ela se preocupava com esse aspecto foi questionado, ela respondeu afirmando que um ambiente organizado, propício para o trabalho escolar, interfere muito no comportamento e nas atitudes dos alunos.
Essa “certa” rotina que Ana mantinha no dia a dia em sala de aula, mesmo que para ela não parecesse clara tal rotinização, como parecia acontecer, é um hábito que torna o ambiente propício à educação em valores. Isso porque, de acordo com Puig (2004), a rotinização da prática educativa proporciona confiança a todas as pessoas envolvidas no processo, educadores e educandos, que aprendem sobre o que esperar de cada um dos momentos de aprendizagem, inclusive o que podem esperar dos companheiros. Para o autor, a ausência de rotina no processo educativo gera angústia e prejudica os níveis de socialização atingidos pela rotinização, uma vez que esta permite o controle pessoal e a autonomia comportamental ao mesmo tempo em que permite “a inovação e a criatividade no seio da vida social e na realização das práticas” (Puig, 2004, p.61).
No que se refere à preocupação que Ana declarou possuir com relação à organização da sala de aula, Puig (2004) afirma que a organização do espaço educativo reflete tanto simbolicamente como funcionalmente a vontade pedagógica que o criou. Nesse sentido, a
preocupação de Ana reflete seu posicionamento acerca da importância de um ambiente organizado como facilitador para a prática educativa.