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Netice Sebebi İle Cezanın Ağırlaştırılmasını Gerektiren Türk

4. SUÇUN MADDİ UNSURLARI

4.5. Taksirle Yaralama Suçunun Nitelikli Halleri

4.5.3. Netice Sebebi İle Cezanın Ağırlaştırılmasını Gerektiren Türk

A modalidade de tandem face a face não teve muita ressonância no Brasil devido à localização geográfica do país, seu grande espaço territorial e pouca presença de estrangeiros, se comparado com países da Europa. Com o advento da Internet, o tandem passou a ser mais praticado, porém trabalhavam-se somente características da leitura e da escrita. Já a modalidade envolvendo aspectos conversacionais, trabalhando com a oralidade, o ouvir, como também a leitura e a escrita, passou a ter maior representatividade com o início do projeto “Teletandem Brasil: língua estrangeira para todos”14 (VASSALLO; TELLES, 2006).

Este projeto, desenvolvido pelo educador Prof. Dr. João Antonio Telles, da Universidade Estadual Paulista (UNESP) – campus de Assis, é pioneiro no Brasil na área de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras em tandem à distância. Trata-se de um contexto colaborativo e virtual de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, em que pares interagentes de diferentes países (como Brasil, Itália, França, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Alemanha, Espanha, Argentina, dentre outros) servem de modelo da língua materna (ou uma língua em que são proficientes) e aprendem uma língua estrangeira (TELLES, 2006).

O projeto consiste em parceiros que aprendem línguas por meio da Internet mediante o uso de aplicativos como o Windows Live Messenger, Skype ou ooVoo. Durante um período da sessão, o interagente faz o papel de ensinador e, em outro momento, passa a desempenhar o papel de aprendiz, possibilitando, portanto, um trabalho colaborativo de ensino e aprendizagem, em que ambos estão dispostos a construir conhecimentos juntos. Nesse ambiente, os participantes podem aprender, ajudar os parceiros, entrar em contato com

14 Para mais detalhes sobre o Projeto Teletandem Brasil, vide

falantes nativos e também refletir sobre aspectos do mecanismo de ensino e aprendizagem (PANICHI, 2002), tornando-os mais conscientes não só da língua estrangeira, mas também da materna.

Nas sessões, há momentos específicos e determinados para reflexão (TELLES; VASSALLO, 2006), sendo que o participante pode, ao optar pela maneira em que irá interagir com seu parceiro, fazer escolhas provenientes das reflexões sobre interações passadas, aplicando em interações futuras estratégias que julgou úteis ou evitando aquelas que considerou inapropriadas (BRAMMERTS; CALVERT; KLEPPIN, 2003), trabalhando de maneira autônoma, colaborativa e consciente de seu aprendizado .

Ao trabalharem colaborativamente, os participantes necessitam lidar com a autonomia. É importante que os interagentes estejam conscientes de que, além da interação e socialização, podem também se unir em prol da aprendizagem, assumindo papéis similares em momentos distintos, revezando-se entre os papéis de aprendizes e ensinadores, gerenciando a aprendizagem de modo recíproco e autônomo (VASSALLO; TELLES, 2006).

A aprendizagem via tandem incentiva o desenvolvimento da aprendizagem autônoma. Os interagentes gerenciam a própria aprendizagem e “aprender a aprender” torna-se essencial para um resultado melhor na aquisição da segunda língua (LEWIS, 2003). Eles não só aprofundam sua educação profissional, mas também desenvolvem competência crítica e conhecimento de novas culturas (TELLES; VASSALLO, 2006).

Por se tratar de uma modalidade tandem, o teletandem também é pautado pelos princípios da separação de línguas, da reciprocidade e da autonomia. Vassallo e Telles (2006) ressaltam que os parceiros de tandem podem ter objetivos e níveis linguísticos diferentes, mas é importante que as decisões sejam tomadas em colaboração, respeitando as sugestões do par interagente. Assim, a ênfase está na independência ao tomar decisões sobre o processo de aprendizagem da L-alvo, mas também no processo de ensino da língua materna.

Os alunos podem optar por conversações livres ou por projetos colaborativos; eles podem compartilhar exercícios de gramática ou resolver enveredar para uma descoberta mais cultural. O ambiente teletandem é flexível e dá margem aos alunos para que eles se expressem criativamente e determinem a maneira mais proveitosa de ensinar e aprender. Como ambos os participantes atuam no papel de aprendiz e ensinador, estabelecendo uma relação recíproca, as decisões são tomadas autonomamente, porém colaborativamente, constituindo, assim, uma simetria global (VASSALLO; TELLES, 2006). Um aprendiz colaborativo, comprometido e com responsabilidade mútua faz com que a parceria se torne rica e o mais benéfica possível para ambos (SCHWIENHORST, 1998).

1.4.1 Estrutura e funcionamento do teletandem

O teletandem é resultado da parceria da UNESP, campi de Assis e de São José do Rio Preto, com instituições de ensino internacionais. No Brasil, os participantes são aprendizes universitários da graduação e pós-graduação dos programas oferecidos pela UNESP e, no exterior, são, normalmente, alunos universitários que estudam português como LE.

Os participantes se cadastram no site do projeto15 e são pareados, considerando as opções respondidas no formulário de cadastramento,16 como a língua que querem aprender, a língua materna ou de proficiência e horários disponíveis para realizarem as interações. Após a constituição dos pares, é enviado um e-mail a ambos os pareados, informando-os sobre a

15 Disponível em: <http://www.teletandembrasil.org/home.asp>. Acesso em: 04 set. 2008 16 Anexo B – Formulário de Cadastramento do Projeto Teletandem

parceria e solicitando que a dupla entre em contato para iniciar as interações. A partir desse momento, cabe aos participantes escolher quando e como vão interagir.

Aos pares, constituídos de interagentes provenientes da UNESP de São José do Rio Preto, é designado um mediador (alunos de pós-graduação dos programas da UNESP) que passará a acompanhar a dupla. Na maioria das vezes, o mediador só supervisiona o interagente brasileiro, pois muitas instituições estrangeiras não estão envolvidas com pesquisa e não dispõem dessa alternativa.

É importante ressaltar que a figura do mediador, que será discutida detalhadamente no item 1.10 desta dissertação, da maneira que é apresentada neste trabalho, é assim entendida somente pelos pesquisadores do campus da UNESP de São José do Rio Preto.

1.4.1.1 As sessões de teletandem

Quando o projeto foi idealizado, diretrizes foram formuladas com intuito de informar os participantes sobre seu funcionamento, sua proposta e fundamentação teórica.

No ínterim desse documento, Telles (2006) sugere que a sessão de teletandem pode ser dividida em três partes:

Conversação sobre um ou vários temas (aproximadamente 30 minutos): conversação livre com o parceiro sobre algum tema, de preferência previamente determinado. O interagente, que nesse momento faz o papel de ensinador, deve estar atento aos desvios e às improbidades gramaticais do parceiro, tomando nota daqueles que julga serem mais importantes, para ter condições de dar um feedback apropriado ao parceiro.

Insumo linguístico (aproximadamente 20 minutos): momento utilizado para prover o feedback linguístico e metalinguístico ao parceiro.

Avaliação da sessão (aproximadamente 10 minutos): parceiros falam sobre o rendimento da sessão, refletem sobre os aspectos positivos e sobre o que poderia ser repensado para um próximo encontro.

Essa sugestão é proposta para que os participantes possam dividir a sessão em momentos específicos, no intuito de reservarem um tempo para o feedback e para a reflexão na avaliação da mesma.

No entanto, os participantes podem conduzir as sessões de diversos modos, instituindo outras maneiras de fornecer o feedback e fazer a avaliação, trabalhando autonomamente dentro do projeto. Contudo, é importante ressaltar que esses fatores (o fornecimento do feedback e da avaliação) são essenciais para que os aprendizes possam ter um melhor aproveitamento das interações. É sugerido também, aos participantes, que gravem e mantenham diários sobre as sessões para posterior análise e reflexão.

Os interagentes brasileiros podem contar com a colaboração dos mediadores nas sessões de aconselhamento, para ajudá-los a refletir nos processos e objetivos de aprendizagem, para avaliarem o progresso no aprendizado, dentre outros pontos que abordaremos na seção 1.10 desta dissertação.

1.4.1.2 As sessões de aconselhamento

Após a determinação do mediador ao interagente brasileiro, encontros regulares devem ser mantidos, que podem ser feitos presencial ou virtualmente, por meio de interações via aplicativos como o Windows Live Messenger, Skype, ooVoo ou até mesmo através de trocas de e-mails.

O primeiro contato pode ser feito a qualquer momento. As sessões de aconselhamento podem ser requeridas pelo aprendiz, quando sente necessidade de discutir questionamentos derivados das interações, ou pelo mediador após análise feita das sessões de teletandem e dos consequentes diários produzidos pelo interagente.

A Figura 2, na página a seguir, traz um exemplo, dentre tantos, de como as sessões de aconselhamento podem ocorrer.

Na figura, o primeiro clico, representado pelas setas pretas, iniciou-se na interação I. O mediador, após assistir a gravação da sessão e ler o diário do participante brasileiro, fez um diagnóstico e refletiu sobre possíveis tópicos a serem trabalhados com o interagente.

Um novo ciclo, representado pelas setas brancas, iniciou-se na interação II, dando continuidade aos mesmos procedimentos. A partir das considerações e análises das duas primeiras interações, a sessão de aconselhamento foi conduzida e questionamentos foram discutidos e refletidos juntamente com o aprendiz.

Em seguida, ambos, mediador e interagente brasileiro, escreveram seus diários. Esses diários podem ter gerado novas reflexões e ajudado nas subsequentes mediações.

FIGURA 2 – Sessão de aconselhamento

Tal dinâmica pode se renovar com as interações seguintes, em que o interagente poderá aplicar as reflexões da sessão de aconselhamento, tendo a possibilidade de tornar as interações mais proveitosas.

Os encontros não precisam ser feitos a cada interação. O mediador e o interagente decidem quando é o melhor momento para se encontrarem novamente.

Observação (análise da interação e diário) Diagnóstico Reflexão Sessão de aconselhamento Escrever diário de mediação e ler diário

de mediação do interagente. Reflexão INTERAÇÃO II INTERAÇÃO I INTERAÇÃO III