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BÖLÜM 3: İSLAM TARİHİNE AİT BÖLÜMÜN TÜRKİYE’DE OKUTULAN İSLAM TARİHİ DERS KİTABI ile ŞEKİL ve OKUTULAN İSLAM TARİHİ DERS KİTABI ile ŞEKİL ve

3.2. Muhtevası Bakımından Mukayesesi

A análise das condições de moradia nos distritos em foco, visando acentuar questões pertinentes a esta abordagem, deve considerar aspectos específicos e contribuir para o debate acerca dos espaços livres utilizados para lazer, ócio ou recreação. Sem desprezar dados fundamentais para o entendimento da complexidade da luta por moradia no centro, trata-se de enfatizar aqui especificidades como perfil da população moradora, o fenômeno de esvaziamento do centro e seu rebatimento nos espaços livres da região.

POPULAÇÃO

Segundo dados do IBGE, os distritos de Sé e República, como a maioria dos demais distritos da região central45 ,vêm perdendo população ao longo das últimas

décadas.

POPULAÇÃO RESIDENTE (1980, 1991 e 2000) Distrito Pop. Residente

(1980) Pop. Residente (1991) Pop. Residente (2000) Perda de população (1980-2000) Sé 32.933 27.186 20.106 39% República 60.940 51.797 47.459 22% FONTE: FIBGE

Se fatores como envelhecimento da população e queda da taxa de natalidade podem ser usados para justificar a diminuição de população em diversas regiões da metrópole, parece mais factível que no caso do centro velho de São Paulo essa redução esteja muito mais associada à saída de moradores rumo a outras regiões. Segundo dados da EMBRAESP (apud Sandroni, 2004, pp. 376), de 1985 a 2002 apenas um lançamento

45 Deve-se atentar para exceções, como Barra Funda e Mooca, que apesar de apresentarem taxas negativas

de crescimento, segundo o IBGE, têm recentemente visto um crescimento de ofertas em novos lançamentos. A inexistência de novos lançamentos, uma característica comum aos distritos centrais que têm perdido

população, não se verifica nesses dois citados. A longo prazo será possível verificar até que ponto o boom de lançamentos nesses bairros vem contribuindo para um crescimento populacional.

imobiliário foi feito nos distritos Sé e República. Paulo Sandroni demonstra em seu artigo como a ausência de lançamentos residenciais na região está associada ao seu abandono também pelo setor terciário.

Em relação ao fenômeno específico de esvaziamento habitacional, há que se considerar o grande número de números de apartamentos vazios. Pesquisa coordenada pelo Escritório Piloto da Escola Politécnica mostrou ainda que na região da Sé existe uma média de 30% de vacância em edifícios residenciais46. Segundo o IBGE (apud

SILVA, 2001), o número de domicílios vagos na cidade representava 11,80% em 2000; no distrito da República a taxa seria de 22,70% e 26,80% na Sé (SILVA, 2001, p.08). Os números a esse respeito são imprecisos e conflitantes, no entanto há que se considerar um enorme contingente de imóveis vagos. Estudos realizados por movimentos de moradia, e citados no artigo de SILVA (2001, p. 07), estimariam em cerca de 300 os edifícios (residenciais e comerciais) inteiramente vagos no centro histórico da capital.

As causas do deslocamento populacional para outras regiões da cidade são várias, dentre as quais se podem destacar alguns como a oferta de imóveis mais acessíveis em distritos mais periféricos ou o deslocamento de oportunidades de trabalhos para novos pólos. Outras razões que poderiam ser elencadas como causas desse movimento, como a deterioração do parque imobiliário ou fatores urbano- ambientais (resultando em deterioração do espaço urbano), podem ser vistas também como conseqüências. A dificuldade em se apontar até onde cada um desses fatores causa expulsão de população, e a partir de onde ele é uma conseqüência do abandono, não deve sobrepujar a discussão maior, qual seja, o deslocamento do capital imobiliário rumo ao quadrante sudoeste da capital. A necessidade de reprodução do capital (especulativo) imobiliário está por trás dos movimentos cíclicos de re-criação de novas centralidades, em que ganham vulto ações de marketing urbano e decisões deliberadamente políticas.

Quando analisados os dados sobre imóveis vazios na região central, podemos verificar mais claramente esse fenômeno de esvaziamento, que diminui nesse caso a importância de aspectos como envelhecimento da população e queda da taxa de natalidade.

A redução do valor dos aluguéis, dada a explosão de oferta e deterioração dos imóveis, e a ampliação de ofertas em moradias ilegais, sobretudo cortiços, acaba 46

possibilitando o acesso de população mais pobre à região central da cidade. Embora a um custo de vida mais alto que em bairros periféricos, boa parte desse contingente acaba preferindo se instalar nessa área, em que se encontram alternativas de trabalho informal e redução de tempo e gastos em transporte.

A perda de população se apresenta enfim como um paradoxo, a se considerar a infra-estrutura instalada no centro antigo da metrópole. De olho nessa potencialidade, diferentes grupos sociais têm disputado a prioridade nos investimentos públicos. Simplificadamente, poder-se-ia dizer que de um lado se alinham grupos de empresários, investidores, banqueiros, incorporadores e entidades do terceiro setor, que vêm no centro uma possibilidade de volta de investimentos rentáveis; de outro lado se unem grupos de moradores, movimentos de luta pela moradia, associações culturais e universidade (entre outros), que resistem ao processo de gentrificação inerente à “requalificação” que se delineia47. A dificuldade de pactuação em torno de uma agenda

comum, tendo em vista o antagonismo de muitas das prioridades entre esses dois grupos, é um dos entraves a serem superados nas instâncias criadas para a orientação dos investimentos públicos. Outro item fundamental na discussão do esvaziamento do centro é o papel dos grupos políticos que têm se alternado no comando do poder municipal; a interrupção de políticas para a região tem sido corriqueira nas últimas gestões. Sem a definição de políticas socialmente pactuadas, que sobrevivam à alternância política no executivo municipal, dificilmente será possível engendrar políticas habitacionais e urbanas que sejam estruturais.