1.7. YENİ EKONOMİ VE KÜRESELLEŞME
2.1.4. Modern Yönetim Yaklaşımı
A delimitação das áreas de abrangência das USF do DSO sobrepostas, ao recorte da fotografia aérea do município de Natal, nos permite perceber que ainda há diversas áreas não cobertas pelo PSF no Distrito Oeste; lembremos que esse distrito é considerado pelos gestores da SMS o mais consolidado e desenvolvido quanto à estratégia Saúde da Família.
Esse tipo de mapeamento, utilizando as ferramentas do geoprocessamento e da cartografia digital, mostra ser um instrumento essencial para o planejamento da expansão da estratégia Saúde da Família, se a expectativa é universalizá-la, atendendo as pessoas desassistidas por seus serviços, denominadas popularmente de “usuários fora de área”.
Em visita as 11 USF do Distrito Oeste, verificamos algumas das informações contidas no relatório anual de 2009 da Sede do DSO, no que tange as dificuldades do trabalho no “nível local”, consideradas como “pontos de estrangulamento”, tais quais: estrutura física precária (reclamação maior de todos os entrevistados, inclusive os “usuários” dos serviços de saúde); deficiência de equipamentos e materiais de consumo e permanente; e limitações quanto à gestão de pessoas que, de acordo com o relatório, há a necessidade de profissionais para completar as equipes da estratégia Saúde da Família, pois das 40 equipes do distrito, 27 estão incompletas e somente 13 completas (NATAL, 2009b). Somado a essas limitações referentes à gestão de pessoas, ainda verificamos que muitos profissionais estão de licença, férias e/ou afastamento, o que dificulta o processo de trabalho nessas unidades de saúde.
Verificamos que as áreas de abrangência das 11 USF visitadas apresentam uma territorialização conforme o esquadrinhamento atual da estratégia Saúde da Família, qual seja a delimitação das (sub)áreas das equipes de Saúde da Família e das microáreas de atuação dos ACS. Também constatamos que as coordenadoras das equipes de Saúde da Família (enfermeiras em sua maioria mulheres) tentam fazer o processo de trabalho com base em representações cartográficas que tenha minimamente os arruamentos, mas nem sempre essas cartografias são as mais adequadas33.
33 Registramos fotograficamente as formas cartográficas utilizadas pelas diversas equipes de Saúde
da Família das USF visitadas (ver APÊNDICE A). Advertimos, porém, que as USF de Felipe Camarão III e Guarapes, informaram que detinham “mapas” referentes ao esquadrinhamento de suas áreas de abrangência, mas não foi possível registrá-los. A USF de Nova Cidade não detém nenhum tipo de representação cartográfica.
Atualmente, a USF de Nova Cidade é a única em que as equipes de Saúde da Família não apresentam nenhum tipo de representação cartográfica34. Porém, em 2007, ao realizarmos o campo do nosso trabalho monográfico intitulado Arranjo espacial e saúde: estudo de caso de Nova Cidade, Natal-RN (ARANHA, 2007), registramos fotograficamente uma maquete produzida pelos ACS que representava a topografia da área de abrangência da USF de Nova Cidade (Fotografia 1).
Fotografia 01 – Maquete de Nova Cidade produzida pelos ACS
Foto: Pablo Aranha, 2007.
O mais interessante nessa maquete35 é a representação topográfica do que a comunidade chama de “Morro”, parte mais alta que corresponde atualmente a uma microárea peculiar, por haver a atuação de todos os ACS da USF de Nova Cidade atuam. Sem um ACS fixo, o Morro se caracteriza como uma microárea mista.
Metodologicamente, daqui para frente enfocaremos nossa análise na configuração do esquadrinhamento da área de abrangência da USF de Nova Cidade, a partir da representação cartográfica realizada pela Prof.ª Nazaré do
34 S
e nos reportarmos ao “Mapa do DSO” (FIGURA 1), curiosamente iremos notar que a USF de Nova Cidade não é representada pelo símbolo “Saúde da Família”, conforme a legenda. Outra curiosidade, é que no MAPA 7 realçamos a área de abrangência da USF de Nova Cidade, cuja localização está destacada por sua legenda.
Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com a ajuda de alguns ACS (ver ANEXO B).
Percebe-se que essa representação cartográfica, diferentemente do que vínhamos considerando, atribui a denominação Área (“Área 12” e “Área 13”) para as (sub)áreas das equipes de Saúde da Família36 e, atribui a denominação Sub-áreas (“Sub-Áreas por Agente Comunitário de Saúde”) para as microáreas de atuação dos ACS. Além disso, ela não demonstra claramente as (sub)áreas das equipes de Saúde da Família e também não relaciona as microáreas de atuação dos ACS com suas respectivas (sub)áreas. Contudo, é possível notar que há uma confusa definição das microáreas de atuação dos ACS; algumas delas sequer apresentam contigüidade geométrica.
Com base nessa representação cartográfica, realizamos um mapeamento que melhor detalha o esquadrinhamento da área de abrangência da USF de Nova Cidade. Mais uma vez, utilizando a cartografia digital como instrumental técnico delimitamos a área de abrangência da USF de Nova Cidade, representada pelo
MAPA 8. Na seqüência, delimitamos as (sub)áreas das equipes de Saúde,
representadas pelo MAPA 9 e, ainda delimitamos, no MAPA 10, as microáreas de atuação dos ACS, cuja legenda apresenta um quadro com a classificação dos ACS por (sub)áreas correspondente as suas equipes de Saúde da Família, conforme o organograma da USF de Nova Cidade37.
36 A USF de Nova Cidade apresenta duas equipes de Saúde da Família, cuja numeração 12 e 13
representa o número de inscrição da equipe na SMS do município de Natal. Assim sendo, as (sub)áreas dessas equipes são classificadas por esse número de inscrição.