3. MUSTAFA KUTLU’NUN HİKÂYELERİNDE KASABALILAR
3.5. Modern Kentte Kasabayı Özleyenler
Dout or pela Coppe/ UFRJ, Mest re pela FGV- EAESP, Prof essor da UFF e Coordenador de Proj et os na área de Saúde da FGV Proj et os.
Bárbara do Nascimento Caldas
Mest re pela FGV-EAESP e Médica do Minis- t ério da Saúde.
PhD f rom Coppe/ UFRJ, Mast er’s f rom FGV-EAESP, Prof essor wit h UFF and Heal t hcare Proj ect s Coordinat or f or FGV Proj et os.
Mast er’s f rom FGV-EAESP and Physician wit h t he Minist ry of Heal t h.
Governança corporativa e hospitais de ensino:
um aprendizado possível?
Leonardo Justin Carâp e Bárbara do Nascimento Caldas
RESUMO
Est e t ext o t raz à discussão a f orma como complexas organizações hospit alares – es- pecifi cament e hospit ais públicos de ensi- no – poderiam benefi ciar-se e à sociedade a qual prest am seus serviços, pela adoção de normas ut ilizadas na governança das corporações. A Polít ica Int erminist erial (MS e MEC) desenvolvida pelo Governo Federal, com f oco nos Hospit ais de Ensi- no, busca redefi nir e normalizar a at uação dessas inst it uições para o cumpriment o de suas fi nalidades at ravés da inserção no SUS. Ent ret ant o, a Academia, t radicional- ment e, se mant ém ao largo das quest ões discut idas pelos f ormuladores do SUS, negando proviment o às suas diret rizes e opt ando por uma lógica própria de at ua- ção. Sugere-se nest e t ext o que a adoção de normas de boa governança sej a capaz de conf erir t ransparência, equidade de t rat ament o dos int eressados e prest ação de cont as.
ABSTRACT
This t ext discusses how compl ex hospit al organizat ions – namel y government -run school -hospit al s –, as wel l as societ y t o which such organizat ions provide ser- vices, coul d benefi t f rom t he adopt ion of governance st andards used in corpo- rat ions. The f ederal government j oint pol icy f or t he Minist ry of Heal t h and Minist ry of Educat ion and Cul t ure (MS and MEC, in Port uguese), which f ocuses on school -hospit al s, l ooks t o redefi ne and normal ize t he rol e of such inst it ut ions in reaching t heir goal s by insert ion in t he Nat ional Unifi ed Healt hcare Syst em (SUS). The academic societ y, however, is t radit ional l y rel uct ant t o be invol ved in issues discussed among SUS’s devis- ers, by not onl y ref using t o cont ribut e wit h guidel ines, but al so choosing t heir own operat ing l ogic. This t ext suggest s t he impl ement at ion of good-governance st andards capabl e of providing t ranspar- ency, equit abl e t reat ment t o st akehol d- ers and account abil it y.
ARTIGO
INTRODUÇÃO
As organizações de saúde são inst it uições de grande complexidade, a começar pela nat ureza do produt o esperado: melhora no est ado de saúde de seres humanos. Dent re essas inst it uições, a que at inge o maior grau de complexidade, sem nenhuma dúvida, é o hospit al. Para habilit ar-se na consecução de seus obj et ivos, est a organização neces- sit a concent rar recursos fi nanceiros, t ecnológicos e humanos, sendo ao mesmo t empo capit al int ensivo e mão-de-obra int ensiva. Prova disso é o f at o de que aos hospit ais se dest inam de 75 a 85% dos gast os com saúde (BUENO apud MARIN e NOVAES, 2004).
As caract eríst icas acima f azem com que a gerência de hospit ais se confi gu- re num enorme desafi o. Há um desafi o ainda maior quando aos element os descrit os soma-se a part icipação da dinâmica da Academia, com t oda sua riqueza de poderes e simbolismos nos Hospit ais de Ensino (HEs), que podem ser defi nidos como aqueles que, além de prest arem assist ência à saúde da população, desempenham at ividades de capacit ação de recursos humanos (ZUCCHI et al, 1998).
Assim como observado em out ros segment os do set or de saúde, o desenvolvi- ment o organizacional dos HEs vem acont ecendo à margem de uma diret riz superior adequada, e seus proj et os vêm se desenvolvendo sem um respaldo maior em confi gu- rações est rat égicas f ormais, que poderiam melhor avaliar os procediment os, os dimen- sionament os e os result ados.
A preocupação administ rat iva predominant e cont inua posicionada muit o f ort e- ment e nas análises operacionais, no dia-a-dia dos f echament os de cont as hospit alares, na f alt a de recursos, na apuração est rit ament e cont ábil dos cust os de procediment os, na aplicação de t abelas de prest ação de serviços, nas discussões infi ndáveis sobre ina- dequações de preços unit ários aos cust os dos serviços médicos e out ros mais, sem que isso sej a uma consequência das diret rizes inst it ucionais aplicadas à organização, nem que os element os est rat égicos capazes de ult rapassar a órbit a de at enção às minúcias, sej am valorados e int egrem a agenda dos dirigent es.
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Porém, como nos lembra Port er (1996), o cent ro da at ividade de um dirigent e não é a busca da efi ciência produt iva, e sim a est rat égia da organização: defi nindo e comu- nicando a posição da organização, f azendo t rade-of f s, e buscando o aj ust e ent re as at ividades desenvolvidas.
Dessa f orma, f alt a em geral uma preocupação est rat égica nesse ambient e f o- cado, principalment e, na geração de recursos para a sobrevivência diária e para o at endiment o a grandes massas populacionais com baixa capacidade para o desenvol- viment o e implant ação de proj et os que visem à est abilidade polít ico-inst it ucional e a governabilidade inst it ucional.
Consequent ement e, as f errament as operacionais são pref erencialment e ut iliza- das em det riment o das f ormulações est rat égicas e das diret rizes polít icas e inst it ucio- nais, o que signifi ca dizer que a preocupação com o f ut uro t ermina não t endo espaço nessas organizações.
Nas corporações, a experiência most rou que soluções de curt o prazo não são capazes de t razer nem est abilidade nem ganho para os acionist as, principalment e os pequenos. Por isso, regras de boa governança f oram est abelecidas para a prot eção dest e grupo.
A ut ilização dos conceit os desenvolvidos e dos ensinament os obt idos no ambien- t e das Corporações para uma possível t ransf erência e adapt ação, como um Modelo de Governança para o set or público de saúde brasileiro, poderia t er essa mesma caract e- ríst ica de prot eção. Nest e caso, prot eção para o grupo de pacient es, principalment e, e para os t rabalhadores subsidiariament e.