3.3. Araştırmanın Modeli
3.3.2. Model 2.: Firmalarda Çeşitli Dış Finansman Kaynaklarının Firmaların
O ensaio foi conduzido na Fazenda de Ensino, Pesquisa e extensão da Unesp, campus de Ilha Solteira, localizada no município de Selvíria/MS. Para tanto foi instalada uma lavoura de algodão em área irrigável no mês de setembro/06, utilizando a cultivar DeltaOpal, semeada em espaçamento de 0,9m, com densidade de 12 plantas/metro. A cultura foi conduzida conforme padrões de tecnologia adotados na região de Cerrado, não sendo utilizado pesticidas do grupo químico piretróide, quando necessário intervenção fitossanitária na lavoura. Aos 105 dias de idade da lavoura uma área medindo 40 m de comprimento por 9 m de largura, totalizando 360 m2, foi demarcada com estacas de madeira. As plantas de algodão estavam com altura variando entre 1,50 a 1,70m, ramos fechando as entrelinhas e maçãs verdes. Segundo a escala proposta por Marur e Ruano (2004), a cultura estava no momento fenológico FC, o que significa o período entre a última flor e o primeiro capulho. A aplicação da deltametrina foi realizada com um pulverizador costal propelido por CO2 dotado de uma barra com 6 pontas TXVK-8, volume de calda de 250 L/ha, utilizando a maior dosagem do inseticida comercial Decis 25 CE registrado para a cultura, que é de 400 ml.p.c/ha e/ou 10 g.i.a/ha (AGROFIT, 2004). O equipamento de uso experimental simulou a aplicação tratorizada. A aplicação iniciou-se às 13h do dia 10 de janeiro, com temperatura do ar de 30ºC, umidade relativa de 68%, velocidade máxima do vento de 3km/h e nebulosidade parcial.
3.1.1.Avaliação da exposição na reentrada da área pulverizada
O monitoramento da exposição dérmica, na reentrada, após a pulverização, neste estudo, adotou como abordagem direta a dosimetria pelo método do corpo total (Whole
body Method) usando camisa de manga longa e calça como dosímetros para quantificação do
resíduo do pesticida. A exposição das mãos foi quantificada, pelo método de luvas absorventes (Machado Neto, 1997) confeccionadas em algodão cru e calçadas sob luvas protetoras de nitrila. Toda a roupa e luvas (figura 7) usadas por cada amostrador, serviram como dosímetros para a quantificação da exposição dérmica dos amostradores aos resíduos deslocáveis (KOTAKA 2005, WHO 1982, CHESTER 1993, MACHERA, 2002). A exposição dérmica para as partes do corpo correspondentes aos pés, cabeça e pescoço, não foram avaliadas devido a pouco importância dessas regiões na exposição dérmica na reentrada na cultura.
Os dosímetros (roupas) utilizados pelos amostradores, durante a realização do ensaio, foram confeccionadas em algodão tipo cru sem nenhum tipo de tratamento, e consistiram de: camisa de manga compridas; tipo japona de decote arredondado e fecho de velcro; calças compridas e um par de luvas. As roupas foram pré-lavadas em máquina de lavar convencional sem detergente (Machera 2002). Depois de 3 minutos após as aplicações uma equipe formada por 4 pessoas (repetições) com altura média de 1,78m de altura vestiram um conjunto de roupas, entrando na área tratada e permaneceram na mesma por 30 minutos exatos, caminhando e abrindo brácteas dos botões florais, observando as folhas do terço superior e capulhos na parte mediana/inferior das plantas de forma aleatória, a fim de simular a amostragem (figura 7) das principais pragas do algodão neste estádio fenológico. As entradas e saídas da área pulverizada eram sempre realizadas pela bordadura da área afim de evitar o trânsito de amostradores em área não tratada e que poderia influenciar negativamente na estimativa da exposição (figura 6). Após o término de cada amostragem, as roupas foram
seccionadas no próprio campo, obedecendo ao esquema pré-estabelecido na figura 5. Os amostradores caminharam para uma área que teve o solo coberto por uma lona plástica, tiravam os sapatos cuidadosamente e, com a ajuda de outra pessoa que usava luvas descartáveis de látex, retiravam as roupas e luvas que eram colocadas em cima de mesas portáteis cobertas por plástico de origem não reciclada até o momento que eram recortadas, embaladas e etiquetadas, o que demandou a necessidade de um número grande de pessoas de apoio, além dos amostradores e da equipe de aplicação.
Toda parte seccionada foi rotulada e acondicionada em separado em sacos plásticos de polietileno não reciclado, identificando as amostras coletadas de cada simulação. Posteriormente as amostras foram armazenadas sob refrigeração a -18ºC (Machera, 2002). Com os dosímetros secionados, se obteve dados isolados da exposição dérmica em 7 regiões do corpo, o que possibilitou a análise isolada dessas regiões.
O mesmo procedimento foi repetido com novas roupas à 1h, 5h, 24h (1 dia), 72h (3 dias) e 168h (7 dias) após a aplicação. Foram gastos um total de 24 conjuntos de dosímetros. Após o término das coletas, as amostras foram acondicionadas em caixas de isopor contendo gelo seco e transportadas por rodovia ao Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas da Esalq/USP, em Piracicaba/SP.
Figura 5. Esquema dos locais da roupa que foram seccionadas e analisadas: 1-Peitoral; 2- Costas; 3-Coxas frente/trás + glúteos; 4-pernas frente/trás; 5-luvas; 6-antebraços frente/trás; 7-Braços frente/trás.
Afim de respeitar o intervalo de reentrada estabelecido pelo Ministério da Saúde do produto Decis 25 CE que é de 24h (BAYERCROPSCIENCE, 2006), todos os amostradores usaram por baixo do dosímetro (camisa, calça e luvas) um equipamento de proteção individual (E.P.I), constituído de calça, camisa, boné árabe, máscara, luvas de látex com tratamento a base de nitrila, máscara e botas de PVC, nas reentradas que estavam dentro do período compreendido como necessário o uso do equipamento. O E.P.I possuía certificado de aprovação (C.A) pelo Ministério do trabalho.
Figura 6. Esquema da reentrada dos amostradores na área pulverizada.
Figura 7. Amostrador vestido com os dosímetros (a), luva absorvente (b) e amostragem de pragas durante a reentrada (c).
a a
b b
c c
área não pulverizada