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Milletlerarası sözleşmede düzenlenen gemi alacakları

G- Gemi alacaklısının rehin hakkının özellikleri

1. Milletlerarası sözleşmede düzenlenen gemi alacakları

A concepção atual, eminentemente operacional e pautada em ações de correção, vem demonstrando que, se algo não for feito, as pequenas perdas poderão se transformar em sérios problemas a serem administrados de forma emergencial, o que poderá desequilibrar a estrutura organizacional no desenvolvimento de seu processo produtivo, isto é, os riscos a serem assumidos poderão ser maiores do que a organização está apta a suportar. “O risco tende a reduzir o valor de empresas e o bem-estar individual, ao limitar a capacidade da gerência de atingir seus objetivos” (MARSHALL, 2002, p. 37).

Obviamente, que pelo debate acadêmico nacional ser bastante incipiente, pode ser considerado como responsável pela disparidade entre o comportamento organizacional e a metodologia de gerenciamento da segurança nas organizações. Não se propõe neste estudo afirmar, que a ausência de estudos prescritivos é a responsável por uma mimetização voluntária de gestão. Muito pelo contrário. No Brasil, o estudo da segurança no campo da

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Tarefas e atribuições do Homeland Security, disponível em http://www.whitehouse.gov/infocus/homeland. Acesso em 14 jan 2006.

administração é muito pouco explorado e esta característica se reflete na situação existente10. Como exemplo, pode-se citar o ENANPAD11 . Ao se pesquisar em artigos apresentados, constata-se a ausência de estudos que envolvam a segurança (incluindo-se nesta o aspecto da segurança pública) como problema de administração. Ampliando a pesquisa, verifica-se que a proposição de um artigo que trate de gestão de segurança ou gestão de prevenção de perdas terá sérias dificuldades em ser encaixado nas áreas temáticas existentes.

Conseqüentemente, o reflexo disto é sentido com a replicação da literatura estrangeira ou por massificação de certificações internacionais12, em desacordo com a realidade brasileira. BARTON (1998, p.118) contrapõe: “Mas o fundamental é o know-how exclusivo referente a tarefas específicas ao ambiente particular de trabalho da organização: esse know-how aumenta o potencial de um instrumento para tornar-se parte de uma aptidão tecnológica essencial”.

Acirrando mais ainda o problema, os autores mais recentes, percebendo a possibilidade de mercado e a lacuna sobre o assunto, iniciaram um franco processo de adaptação e tradução de ferramentas de análise e avaliação de riscos aplicáveis a realidade do país de origem e as apresentam como alternativa de atualização da segurança com um enfoque moderno de gestão de riscos.

Ora, é lícito supor que a utilização de estudos e ferramentas oriundas da literatura mundial de forma alguma seja um problema ou algo inaceitável. Por mais científico que seja o método, com capacidade de análise de infinitas variáveis, há de se considerar aspectos ligados a valores, percepções, crenças, cultura, pessoas e particularidades. A aplicação pura e simples, entretanto, acarreta na marginalização de uma atividade, que a torna fora de sintonia com a gestão da organização:

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É importante ressaltar que a área de segurança da informação não deve ser incluída neste contexto. Hoje, o Brasil tem uma alta produção acadêmica na parte de proteção da informação e, como conseqüência, tem vários profissionais como referência. Atualmente, o gestor de segurança da informação da Microsoft para assuntos da América Latina e Caribe é brasileiro.

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É o Evento Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, considerado o mais importante do cenário da administração no Brasil.

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Existem muitos tipos de certificações internacionais para todas as áreas dentro da segurança, o que ainda é incipiente no Brasil. Logo, algumas internacionais têm sido uma saída entre os profissionais da área para justificar às organizações a qualificação para ocupar o cargo. Dentre as principais encontram-se o CPP (Certified

Professional Protection), o PSP (Physical Security Professional) da American Society for Industrial Security e

“A ciência é a ferramenta fundamental para a avaliação das probabilidades e conseqüências dos riscos, mas deve ser considerada à luz de contexto social mais abrangente, para que se possa compreender que riscos, e que níveis de riscos, são importantes e aceitáveis para o público” (HILL e DINSDALE, 2003, p.22).

Para exemplificar, se for observada uma das publicações mais influentes da segurança, a Revista Security Management, cujos artigos buscam debater amplamente a segurança e trazer novas tecnologias a nível mundial, desde o atentado de 11 de setembro aos dias atuais, tem a maioria de seus papers versando sobre o terrorismo. Não se pode afirmar que o terrorismo não seja um risco a que o Brasil esteja afeto, mas numa simples análise comparativa com outros lugares do mundo, a perspectiva deste é bastante diferenciada. Portanto, como utilizar as novas tecnologias apresentadas nestes artigos para serem aplicadas à realidade brasileira, pura e simplesmente?

Assim, a formação de gestores de segurança permanece extremamente comprometida13. Se por um lado, há uma dificuldade de percepção de uma nova realidade, por outro, a ausência de literatura técnica mergulha a segurança numa realidade exclusiva de adaptação de projetos e propostas de figuras importantes ou históricas na área.

Conseqüentemente percebe-se que, mesmo havendo uma preocupação com um novo enfoque e a necessidade de se ter um profissional de segurança diferenciado, as raízes permanecem numa doutrina militar replicando uma atividade exclusivamente militar/policial para dentro da organização. Qual a necessidade do gestor em saber manusear armamento, munições e explosivos para gerenciar riscos e prevenir perdas?

Como reflexo, o profissional passa a ter sérias dificuldades em se “encontrar” dentro da organização como elemento capaz de contribuir para a atividade-fim da organização. Correlacionando com o processo histórico da atividade, o cerne da atividade permanece com a aura de uma polícia dentro da organização.

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Hoje, no Rio de Janeiro, o único curso de graduação tecnológica específica para a Segurança (curso realizado em 2 anos) – oferecido pela Universidade Estácio de Sá (UES) – tem o objetivo de “formar e atualizar profissionais para o segmento da segurança empresarial e privada” (...) “desenvolvendo a capacidade de prevenir e detectar riscos” (UES, 2003). Entretanto, ao se aprofundar um pouco mais no currículo oferecido, percebe-se que dentre uma das disciplinas encontra-se Armamento, Munições e Explosivos.

Normalmente, se observa a estruturação organizacional dos setores de segurança pautada pelas atividades repressivas e não pela existência ou conectividade com os problemas, isto é, não se parte do fim (a perda) para o início (a ameaça ocasionadora do risco). A lógica é de ações emergenciais e não de ações preventivas e pautadas por um raciocínio próprio e previsível. Mais ainda, a utilização de métodos como forma de justificativa de soluções já pré- concebidas impõe uma rotina de distanciamento e reducionismo a algo tão complexo quanto essencial para a organização:

“Uma estimativa probabilística de risco produzida por um cientista, embora baseada em teorias e evidências científicas, tende a incluir a sua própria avaliação profissional sobre a importância relativa de diferentes desfechos, a aceitabilidade da incerteza e assim por diante. A estimativa de riscos feita por um leigo, embora menos sistemática do que a abordagem científica é intuitivamente sofisticada e pode refletir considerações importantes que, talvez, não estejam presentes em uma avaliação científica” (HILL e DINSDALE, 2003, p.16).

É fato que, metodologicamente, a falta de participação no todo da organização é um dos responsáveis pelo isolamento da segurança, fazendo com que se perca uma oportunidade de “aprender sobre as demandas e necessidades externas e sobre a capacidade de resposta da organização” (MOTTA, 1998, p.12). Conseqüentemente, deixa-se de lado um importante componente de assimilação de fatores importantes à decisão no que concerne a perdas. Perdas sempre existirão, mas os sistemas internos admitem de forma variada e particular, com critérios e impactos diferenciados para a organização. Ao omiti-la do contexto, deixa-se de perceber como a concretização do risco influenciará no desempenho de cada componente do processo; exclui-se um componente de acompanhamento de tendências para subsidiar as estratégias da corporação.

Na atualidade, todo o planejamento de ações e execução de medidas estão regulados numa análise e avaliação de riscos pontuais e emergenciais, isto é, onde ocorre o problema é que se buscam soluções e tudo mais converge para este ponto. Como bem afirma SABBAG (2002, p. 137): “a maior produção editorial dedica-se à análise de riscos, enquanto que uma parcela pequena é dedicada à gestão destes. A diferença é que a primeira destina-se à avaliação, enquanto que a última destina-se a oferecer respostas concretas aos riscos”.

“A decisão estratégica não prescinde de racionalidade: necessita de lógica, de previsibilidade e de tangibilidade (...) de explicações sobre antecedentes e conseqüentes, além de definições sobre resultados a alcançar”. (MOTTA, 1997, p. 6). Orientar-se em busca deste patamar, significa não segmentar a atuação de prevenção de perdas das diversas tarefas inerentes ao produto final. O inter-relacionamento para a adequação e alcance de resultados contribui para ambos os lados: o setor de prevenção e os outros componentes gerenciais. Por conseguinte, tratar separadamente como prescreve a literatura de segurança atual, a qual especifica o procedimento formal de atuação de cada um no processo de produção ou atividade fim da corporação é exatamente criar barreiras para o envolvimento com o todo.

Como produto destes novos paradigmas, o perfil das organizações terá que ser alterado. A necessidade de um setor “com a função formal de gerenciamento de riscos agindo no sentido de percepção, análise, quantificação e divulgação aos setores competentes dos riscos internos e externos reais e potenciais” (SANTOS, 2002, p. 75) será a adequação necessária para manter a flexibilização suficiente para gerenciar as incertezas.