• Sonuç bulunamadı

Kişisel zarar ve haksız fiile dayalı eşya zararına getirilen istisnalar

O Banco Central, através da Resolução 3.477, de 26/07/2007 e da Resolução 3.489, de 29/08/2007, tornou obrigatória a instituição de componente organizacional de ouvidoria pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Uma das premissas dessa ação regulatória recai sobre a gestão de risco. A presença de ouvidorias, nas instituições financeiras, é vista como um incentivo ao aprimoramento da estrutura de gestão dos riscos operacionais associados a produtos e serviços comercializados por estas instituições.

Outra premissa consiste na redução do custo de observância do órgão regulador. Por custo de observância, entende-se o grau do esforço de fiscalização do Banco Central. Com a criação de ouvidorias nas instituições financeiras, a grande maioria das demandas dos clientes poderá ser resolvida dentro dessas próprias instituições. Somente os conflitos que não estiverem dentro do escopo das instituições financeiras ou aqueles nos quais o cliente ainda se encontrar satisfeito serão objeto de esclarecimento por parte do Banco Central. Isto obviamente reduz o custo incorrido pelo Banco Central no que tange ao serviço de atendimento ao público.

Além de se ressaltar essa importante mudança estrutural no SFN, é curioso observar que várias requisitos, referentes ao formato das ouvidorias nas instituições financeiras, se equivalem às características da Ouvidoria do Banco Central, criada em 2006. A tabela 36 apresenta algumas dessas “coincidências”.

Tabela 36 - Artigos da Resolução 3.477 relacionados à Ouvidoria do Banco Central Divulgação (art. 1º) Ampla divulgação sobre a existência, finalidade e forma de

utilização, inclusive por meio dos canais de comunicação utilizados para difundir os produtos e serviços da instituição; Serviço ao Cliente: serviço gratuito de atendimento e

identificado por meio de nºde protocolo

Atribuições (art. 2º)

Tratamento das reclamações; prestação de esclarecimentos; informação tempestiva aos reclamantes; propor medidas corretivas ou de aprimoramento de procedimentos e rotinas; relatório semestral da ouvidoria; serviço gratuito de

atendimento e identificado por meio de nºde protocolo Envolvimento da alta

administração (art. 3º)

Atuação: transparência, independência, imparcialidade e isenção

GLOSSÁRIO

ABERJ: Associação de Bancos no Estado do Rio de Janeiro

ABO-RJ: Associação Brasileira de Ouvidores / Ombudsman - Seção Rio de Janeiro

Audit: Auditoria Interna do Banco Central do Brasil

CADIN: Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal

CAP: Central de Atendimento ao Público

CCF: Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos

Coger: Corregedoria-Geral do Banco Central do Brasil

CRSFN: Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional Deafi: Departamento de Contabilidade e Execução Financeira

Deban: Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos

Decap: Departamento de Controle e Análise de Processos Administrativos Punitivos

Decic: Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros e de Atendimento de Demandas de Informações do Sistema Financeiro

Denor: Departamento de Normas do Sistema Financeiro

Deorf: Departamento de Organização do Sistema Financeiro

Depec: Departamento Econômico

Depep: Departamento de Estudos e Pesquisas

Depes: Departamento de Gestão de Pessoas e Organização

Depin: Departamento de Operações das Reservas Internacionais

Derin: Departamento da Dívida Externa e de Relações Internacionais

Deseg: Departamento de Segurança

Desig: Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro e de Gestão da Informação

Desuc: Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não-Bancárias

Desup: Departamento de Supervisão de Bancos e Conglomerados Bancários

Difis: Diretoria de Fiscalização

Dilid: Diretoria de Liquidações e Desestatização

Dinor: Diretoria de Normas e Organização do Sistema Financeiro

Dipec: Diretoria de Política Econômica

Dipom: Política Monetária

Dirad: Diretoria de Administração

Direx: Diretoria de Assuntos Internacionais

Mecir: Departamento do Meio Circulante

Ouvid: Ouvidoria do Banco Central do Brasil

PGBC: Procuradoria-Geral do Banco Central

Presi: Presidência

SCR: Sistema de Informações de Crédito do Banco Central

Secre: Secretaria-Executiva

Sistema BacenJud: vide ANEXO 4

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BELLISOMI, Marcio de Andrade; ABRUCIO, Fernando Luiz. Responsabilização e eficiência: a ouvidoria da cidade de Santo André. 2003. 86 f Dissertação (Mestrado) - Escola de Administração de Empresas de São Paulo.

BIS. Bank for International Settlement. BIS. http://www.bis.org, último acesso em 13 de setembro de 2008.

BRASIL, Banco Central do. Relatório Anual da Ouvidoria – 2006. Disponível em www.bcb.gov.Br. Brasília.

BRASIL, Banco Central do. Relatório Anual da Ouvidoria – 2007. Disponível em www.bcb.gov.Br. Brasília.

BRASIL, Ministério da Fazenda. Ouvidoria: Universo Técnico e Abrangência da Atividade in Cadernos da Ouvidoria-Geral do Ministério da Fazenda. Brasília, 2003.

BRASIL. Ouvidoria Geral da União. Orientação para Implantação de Unidade de Ouvidoria. 3ª ed. Brasília: Presidência da República, 2006.

BRASIL. UNIBACEN (Universidade Corporativa do Banco Central). Curso: Negócios do Banco Central. Banco Central do Brasil. Setembro, 2007.

BUFARAT, Jérson Heberton. Curso de Ouvidor – Fundamentação Teórica e Técnica. Programa de Consultoria para Estruturação de Ouvidoria. Edição do autor, 2004.

CAMPOS, Anna Maria. Accountability: quando poderemos traduzi-la para o português? Revista de Administração Publica, Rio de Janeiro: 24(2): 30-50, fev./abr. 1990.

COSTA, Frederico Lustosa da. Programa de estudos e pesquisas em reforma do estado e governança: A ouvidoria como instrumento para a efetividade da ação publica e a promoção da cidadania. Revista de Administração Publica, Rio de Janeiro,v. 32, n. 1, p. 163-170, jan./fev. 1998.

CUNILL GRAU, Nuria. Repensando o público através da sociedade: novas formas de gestão pública e representação social. Rio de Janeiro: Revan, c1997. 302 p.

DIAS, Solange Moraes Afonso. A implantação de ouvidorias no mercado segurador: um valioso instrumento de proteção à relação contratual. Rio de Janeiro: Funenseg, 2005. 204p.

ENGLAND. Bank of. Bank of England. http://www.bankofengland.co.uk, último acesso em 13 de setembro de 2008.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 3.ed. rev. e atual. Curitiba: Positivo, 2004. 2120p.

GOMES, Manoel Eduardo Alves Camargo e. A institucionalização do ombudsman no Brasil. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, 167: 1-21, jan./mar. 1987. GREMAUD, Amaury Patrick; VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; TONETO JÚNIOR, Rudinei. Economia brasileira contemporânea. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2004. 626 p.

GRUBER, Judith E. Controlling bureaucracies. Berkeley: University of California Press, 1987. 232 p.

MARTINS, Gilberto de Andrade. Estudo de caso: uma estratégia de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2006. 101p.

MEIRELLES, Hely Lopes; AZEVEDO, Eurico de Andrade; ALEIXO, Délcio Balestero; BURLE FILHO, Jose Emmanuel. Direito administrativo brasileiro. 31. ed. / atualizada por Eurico de Andrade Azevedo. São Paulo: Malheiros, 2005. 824 p.

PAULA, Ana Paula Paes de. Por uma nova gestão pública: limites e potencialidades da experiência contemporânea. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. 201 p.

PEREIRA, Luiz C. Bresser; SPINK, Peter. Reforma do Estado e administração pública gerencial. 7.ed Rio de Janeiro: FGV, 2006. 314 p.

PINTO, Odila de Lara. Ombudsman nos bancos: agente de mudanças nas instituições bancárias brasileiras. Musa Editora, 1998.

PRATA, Claudia Marquesi; VERGARA, Sylvia Constant. Atendimento no Banco Central: uma pesquisa sobre a satisfação dos clientes. 1999. 179 f Dissertação (Mestrado) - Escola Brasileira de Administração Pública, Centro de Formação Acadêmica e Pesquisa.

SIMONSEN, Mario Henrique; CYSNE, Rubens Penha. Macroeconomia. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 731 p.

TORRES, Marcelo Douglas de Figueiredo. Estado, democracia e administração pública no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. 224 p.

VERGARA, Sylvia Constant. Métodos de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 2005. 287 p.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2006. 96 p.

YIN, Robert K. Case study research: design and methods. Newbury Park, CA: Sage Publications, 1989

AKUTSU, Luiz; PINHO, José Antonio Gomes de. Sociedade da informação, accountability e democracia delegativa: investigação em portais de governo no Brasil. Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro : Fundação Getulio Vargas, v. 36, n.5, (set./out. 2002), p. 723-745.

ANEXO 1- CÓDIGO DE ÉTICA DO OUVIDOR