II. BÖLÜM: SÜLEYMAN ÇOBANOĞLU
2.4. Şiirlerinin İncelenmesi
2.4.2. İçerik
2.4.2.5. Millî Duygular, Yurt ve Kahramanlık
precarização do trabalho, conforme nos sinaliza Mota (2000). Segue a
autora destacando que
a previdência e a assistência social são consideradas como mecanismos que compõem o conjunto das práticas institucionais que interferem no processo de constituição do trabalhador coletivo e na gestão estatal e privada da reprodução da força de trabalho.
A universalização da Saúde tornou-se realidade com a Constituição Federal de 1988, art. 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado”, garantido-a mediante políticas sociais e econômicas, a redução do risco de doença e de outros agravos, e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Isso seria realizado por meio do Sistema Único de Saúde10 (SUS), que conta com hospitais públicos e privados pelo país, e seus serviços de saúde não possuem vínculo qualquer com o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).
A regulamentação do artigo 196 se deu dois anos após a promulgação da Constituição, por meio da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, a Lei Orgânica da Saúde. Essa lei dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, entre outros.
A Assistência Social, ao contrário da Saúde, só foi regulamentada cinco anos após a Constituição, apesar da luta empreendida pelas instâncias representativas
10 O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pelas Leis n.º 8080/90 (Lei Orgânica da Saúde) e nº 8.142/90, com a finalidade de alterar a situação de desigualdade na assistência à Saúde da população, tornando obrigatório o atendimento público a qualquer cidadão, sendo proibidas cobranças de dinheiro sob qualquer pretexto. Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde, hospitais - incluindo os universitários, laboratórios, hemocentros (bancos de sangue), além de fundações e institutos de pesquisa, como a FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) e o Instituto Vital Brasil. Através do Sistema Único de Saúde, todos os cidadãos têm direito as consultas, exames, internações e tratamentos nas Unidades de Saúde vinculadas ao SUS, sejam públicas (da esfera municipal, estadual e federal), ou privadas, contratadas pelo gestor público de saúde.
dos profissionais do Serviço Social. Neste sentido, a regulamentação da Assistência Social só veio a ser efetivada com a Lei nº 8.742 de 1993, a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Diferentemente da Saúde, de caráter universal, a Assistência Social destina-se a quem dela necessita, tendo caráter, portanto, universalizante.
Já a Previdência Social, que será mais explicada e analisada nesse trabalho, visa a proteção do cidadão quando da perda temporária ou permanente, da sua capacidade de trabalho, por isso oferece benefícios e serviços como proteção social destinada ao segurado, dentre estes: auxílio-doença, aposentadoria especial, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente, aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de contribuição, salário maternidade, salário-família e a reabilitação profissional; e aos dependentes: a pensão por morte, o auxílio-reclusão e a reabilitação, a qual depende dos recursos orçamentários.
A Previdência Social foi criada legalmente com a finalidade de amparar o futuro dos trabalhadores e da sua família, na velhice ou quando ocorresse algum infortúnio no seu dia-a-dia. Porém, com o passar dos anos a Previdência Social vem enfrentando sucessivas crises na sua estrutura político-administrativa. Desse modo, as três áreas que compõem o complexo de Seguridade Social não foram agregadas a uma mesma instituição ou a um mesmo corpo administrativo e nem partilham de plano e projetos comuns. Ou seja, cada uma das instâncias funciona isoladamente e até mesmo de maneira contrária a lógica das demais.
Percebemos que a Previdência Social é uma política, cujo referencial de proteção social, não consiste apenas em seu caráter contributivo. Resulta e se constrói de um processo de lutas e conquistas e, para compreendê-la, é necessário tracejar a sua evolução histórica, situando-a numa perspectiva de análise histórico- crítica. Desconhecer ou analisá-la de uma maneira a-histórico e a-crítica é omitir sua construção como resultante de uma combinação de lutas dos trabalhadores e das próprias demandas do capital no que se refere à reprodução da força de trabalho, mediada e regulada pelo Estado. Portanto, estamos tratando de Previdência Social como política pública, vinculada às relações trabalhistas e constituinte de um sistema de proteção social do trabalho.
Inicialmente, teceremos breves considerações sobre o seu surgimento no cenário internacional, considerando principalmente, que esta historicidade influencia os marcos da Previdência brasileira nas suas origens.
2.3. RECONSTITUIÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA: cobertura e proteção?
Nesse item faremos um percurso histórico da Previdência Social em nosso país, do seu início a atualidade.
2.3.1. Do nascimento da Proteção Social no “Velho Mundo” a criação da Lei Eloy Chaves no Brasil
É na Grécia e Roma Antigas e na Idade Média que podemos remontar a história da Previdência Social. Na Grécia e Roma Antigas essas manifestações eram em instituições de cunho mutualista11; na Idade Média, com o surgimento das corporações de profissionais, algumas instituíram seguros sociais para seus membros, que reivindicavam melhorias nas suas condições sociais e de trabalho.
Contudo, o marco inicial do Seguro Social com caráter compulsório foi o período de consolidação da Revolução Industrial alemã e as lutas operárias que ocorriam naquele país sob a direção do Partido Social Democrata.
Em 1871, Otto Von Bismarck, chanceler alemão, envia ao Parlamento o projeto de lei para a instituição do seguro-acidente obrigatório, sendo aprovado em 1883, sob a tríplice contribuição do Estado, dos trabalhadores e das empresas. Em 1884 e 1889, respectivamente, sucedeu-se a criação do seguro contra acidente de trabalho e seguro-invalidez e velhice. (TEIXEIRA, 2006).
O modelo de proteção social é implementado na Alemanha na segunda metade do século XIX, com a criação das Caixas de Aposentadorias e Pensões compulsórias. Estas eram financiadas por trabalhadores e empregadores e seus benefícios eram proporcionais à contribuição e fundados nos princípios do Seguro Social.
Esse modelo serviu de inspiração para o modelo de Previdência Social no Brasil, como veremos adiante no qual os recursos são provenientes das contribuições sociais incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho.
11 Um grupo de pessoas se associam e contribuem, a fim de que fosse formado um fundo para a cobertura de determinados infortúnios.
Na Inglaterra, em 1942, o sistema de Seguro Social estrutura-se como serviço público e adquire status de direito social por meio das propostas elaboradas pelo deputado William Beveridge12. Sua proposta de Seguridade Social propunha a unificação do sistema de proteção social, contemplando, além de políticas de aposentadoria, saúde e educação voltadas aos trabalhadores formais, políticas de atendimento aos desempregados, inválidos, crianças e idosos. Este amplo sistema de Seguridade Social foi consolidado como o padrão de proteção social no pós- guerra e tornou-se hegemônico nas décadas de 1950 e 1960 na Europa. (FALEIROS, 1995).
No Brasil, as primeiras manifestações de preocupação com o Seguro Social remontam as Santas Casas de Misericórdia, em Santos-SP no ano de 1543, que formaram os montepios13 e sociedades beneficentes, de cunho mutualista e particular. Após este período, em 1808, institui-se o montepio para a Guarda Pessoal de D. João VI e o pagamento de pensões às viúvas dos militares que faleceram na Guerra do Paraguai.
Estas podem ser consideradas as primeiras manifestações de Seguro Social no Brasil, contudo, tem-se como marco da Previdência Social no Brasil a Lei Eloy Chaves, através do Decreto Legislativo nº 4.682, de 24 de janeiro de 192314.