1. BÖLÜM
4.3. HABER METİNLERİNDE EMPATİ DİLİ (SÖYLEM ÇÖZÜMLEMESİ)
4.3.1. Van Dijk’ın Eleştirel Söylem Çözümleme Yönteminin Haber Metnine
4.3.1.2. Mikro Yapı
Na prossecução da decisão do Conselho de 22 de Março de 1971 e em cumprimento do Plano Werner é celebrado em Abril de 1972 um acordo entre os Bancos Centrais dos seis Estados-membros da Comunidade - Acordo de Basileia – que estabelece pela primeira vez no contexto Comunitário uma gestão conjunta das moedas europeias ao criar o mecanismo que ficaria conhecido como serpente monetária com o objectivo da auto-limitação das margens de flutuação entre as moedas Comunitárias a um máximo de 2,25% relativamente à sua paridade, ficando a flutuação conjunta das moedas comunitárias relativamente ao dólar EUA limitada a um máximo de 4,5%. A moeda Americana servia assim como um túnel onde as moedas Europeias no seu conjunto poderiam flutuar entre uma base e um tecto com um desvio máximo de 4,5%, num mecanismo que ficaria conhecido como a serpente no túnel70.
Na sequência da Cimeira de Paris, realizada a 20 Outubro de 1972, os Chefes de Estado e de Governo reiteraram a vontade de “realizarem de uma forma irreversível a
união económica e monetária”71, tendo daí resultado a criação em Abril de 1973 do Fundo Europeu de Cooperação Monetária (FECOM) que viria a constituir-se como o embrião da futura organização de Bancos Centrais na Comunidade visando assegurar a coordenação da política monetária dos Estados-membros promovendo a redução
69 Cf. “Execução do Plano Werner , de realização, por etapas, da UEM: Decidida pela resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados-membros, de 22 de Março de 1971”, in JOCE
C 28/71, pág. 1, publicado em Parlamento Europeu – Op. Cit., p.73 70 Mendonça, António - Op. Cit., p. 104
71 Cf. “Reunião em Paris, em 20 de Outubro de 1972”, in “Recueil des documents institutionnels de la
Communaité de 1950-1982” Parlement européen, Commission institutionnelle, Luxemburgo, pag. 205, publicado em Parlamento Europeu – Op. Cit., p.77
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progressiva das margens de flutuação entre as moedas nacionais, a coordenação das intervenções nos mercados cambiais e a gestão dos pagamentos e reservas cambiais.
Se no inicio de 1970 se assistia a um empenhamento activo no projecto de construção de uma união económica e monetária no contexto das Comunidades Europeias, até ao final da década esse ímpeto irá sofrer várias contrariedades. Á crise monetária internacional resultante do colapso do sistema de Bretton Woods associa-se a crise económica mundial provocada pelo primeiro choque petrolífero ocorrido em Outubro de 1973 que origina uma forte subida dos preços das matérias-primas e o desequilíbrio da balança de pagamentos em vários países da Comunidade. Em simultâneo algumas das moedas Europeias mais frágeis são sujeitas a fortes ataques especulativos e não conseguem manter-se na serpente monetária que acaba por conhecer entradas e saídas de moedas nacionais e ajustamentos nas paridades entre elas, acabando mesmo com o mecanismo de flutuação conjunto face ao dólar EUA72.
Este período de forte instabilidade vai conduzir os estados Europeus a prosseguirem políticas económicas e monetárias divergentes e focalizadas nas economias nacionais e na defesa do pleno-emprego, contrárias aos princípios de cooperação e de coordenação próprios de uma união económica e monetária que se procurava implementar. Esta tendência só viria a ser interrompida em Outubro de 1977 na sequência da intervenção do então Presidente da Comissão, Roy Jenkins, que convoca para um novo enfoque na integração monetária como condição indispensável para a recuperação económica da Europa e para o combate aos problemas do desemprego, da inflação e do financiamento internacional.
A defesa da união monetária por Roy Jenkins, num contexto de profunda crise económica e institucional, persegue igualmente um propósito político que se torna claro quando afirma que “dar uma dimensão Europeia à política monetária, representará, no
plano político, um passo tão importante para os dirigentes Europeus da geração actual,
como aquele conseguido pela geração anterior com a criação da Comunidade”73.
72 O que na prática correspondeu ao fim das paridades fixas tendo como referência o dólar EUA, facto que veio a ter um efeito positivo ao contribuir para o estabelecimento de uma individualidade monetária Europeia autónoma relativamente ao SMI. Cf. Mendonça, António – Op. Cit., p. 105
73 Cf. Jenkins, Roy “União Monetária: “Argumentação : Conferência do Presidente da Comissão, Roy Jenkins, em 27 de Outubro de 1977”, in Bulletin CE 10-1977, pág. 6, publicado em Parlamento Europeu –
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O relançamento do objectivo da união económica e monetária virá a ser acolhido na Conferência de Copenhaga de 7 de Abril de 1978 onde a França e a Alemanha introduzem a ideia de criar um sistema monetário europeu. Esta ideia veio a ter sequência com a apresentação de um plano conjunto do Presidente da Comissão, Roy Jenkins, e do Chanceler Alemão Helmut Schmidt, com o apoio explicito do Presidente Francês Valéry Giscard d´ Estaing, para a criação de uma zona de estabilidade monetária através de um sistema monetário Europeu cuja estrutura foi apresentada nas conclusões da Presidência do Conselho Europeu de Bremen de 6 e 7 de Julho de 197874. Dando sequência às orientações do Conselho Europeu de Bremen foram constituídos comités técnicos especializados com o objectivo de definir as condições em que o sistema monetário Europeu poderia funcionar, tendo os resultados obtidos sido apresentados pela Comissão ao Conselho. O Conselho Europeu reunido em Bruxelas a 5 de Dezembro de 1978 viria a decidir pela instauração de um Sistema Monetário Europeu (SME) que viria a entrar em funcionamento a 13 de Março 197975.