1. İSLÂM ÖNCESİ CÂHİLİYYE TOPLUMUNDA SOSYAL SINIFLAR
1.2. Mevâli
[181] E bem me dou conta de que me detenho na menção daqueles que não são
moratione uersari qui nec habiti sint
considerados oradores nem o teriam sidooratores neque fuerint, praeteririque
e de ter omitido entre os antigos algunsa me aliquot ex ueteribus commemo-
dignos de menção ou de elogio. Mas issoratione aut laude dignos. sed hoc
ocorre por ignorância; o que é que podequidem ignoratione; quid enim est
ser escrito sobre aqueles de uma época pas-superioris aetatis quod scribi possit
sada sobre os quais nada dizem os registrosde iis, de quibus nulla monumenta
escritos nem por outros nem por eles mes-loquuntur nec aliorum nec ipsorum?
mos? Sobre esses, porém, que eu mesmode his autem quos ipsi uidimus ne-
vi, não deixei de mencionar ninguém queminem fere praetermittimus eorum
ouvi discursar outrora. [182] Com efeito,quos aliquando dicentis audiuimus.
quero que se saiba que em tão grande e(182) uolo enim sciri in tanta et tam
tão antiga república, sendo oferecidas asuetere re publica maxumis praemiis
mais altas recompensas à eloquência, to-eloquentiae propositis omnes cupisse
dos desejavam discursar em público, nãodicere, non plurumos ausos esse, po-
muitos ousaram fazê-lo, puderam fazê-lotuisse paucos. ego tamen ita de
poucos. Eu, no entanto, discorrerei sobreuno quoque dicam, ut intellegi possit
cada um de modo que se possa compreen-quem existimem clamatorem, quem
der quem eu considero que foi um berra-oratorem fuisse. isdem fere tempo-
dor, quem um orador. Quase no mesmoribus aetate inferiores paulo quam
período, um pouco mais jovens que Júlio,Iulius sed aequales propemodum fue-
mas quase contemporâneos, surgiram Caiorunt C. Cotta P. Sulpicius Q. Va-
Cota, Públio Sulpício, Quinto Vário, Gneurius Cn. Pomponius C. Curio L.
Pompônio, Caio Cúrio, Lúcio Fúfio, Má-Fufius M. Drusus P. Antistius; nec
rio Druso, Públio Antístio, e em nenhumaulla aetate uberior oratorum fetus
época houve safra de oradores mais fértil.fuit. (183) ex his Cotta et Sulpicius
[183] Destes, Cota e Sulpício alcançaram fa-cum meo iudicio tum omnium facile
cilmente o primeiro lugar não só na minhaprimas tulerunt. Hic Atticus: quo
opinião como também na de todos. Então,modo istuc dicis, inquit, cum tuo iu-
Ático perguntou: — O que você quer dizerdicio tum omnium? semperne in ora-
com não só na minha como também na detore probando aut improbando uolgi
todos? Acaso ao aprovar ou reprovar umiudicium cum intellegentium iudicio
orador sempre a opinião do vulgo coincidecongruit? an alii probantur multi-
com a opinião dos entendidos no assunto?tudine, alii autem ab iis qui intelle-
Ou alguns são aprovados pela multidão,gunt? Recte requiris, inquam, At-
enquanto outros o são por aqueles que en-tice; sed audies ex me fortasse quod
tendem do assunto? — Sua questão, Ático,non omnes probent. (184) An tu, in-
é pertinente, respondi. Mas você vai ouvirquit, id laboras, si huic modo Bruto
de mim algo que talvez nem todos concor-probaturus es? Plane, inquam, At-
dem. [184] — Por acaso você se preocupa,tice, disputationem hanc de oratore
perguntou, se for elogiado somente porprobando aut improbando multo ma-
Bruto? — É claro, Ático, que nessa discus-lim tibi et Bruto placere, eloquen-
são, respondi, obter a tua aprovação e atiam autem meam populo probari
de Bruto acerca do que se deve elogiar ouuelim. et enim necesse est, qui ita
censurar num orador bem que eu preferiria,dicat ut a multitudine probetur, eun-
porém gostaria que minha eloquência fossedem doctis probari. nam quid in
elogiada pelo povo. E, de fato, é necessáriodicendo rectum sit aut prauum ego
que quem discursa de tal modo que sejaiudicabo, si modo is sum qui id pos-
elogiado pela multidão, também seja elogi-sim aut sciam iudicare; qualis uero
ado pelos conhecedores do assunto. Comsit orator ex eo, quod is dicendo effi-
efeito, farei meu julgamento sobre o queciet, poterit intellegi. (185) tria sunt
seja correto ou vicioso no discurso, se é queenim, ut quidem ego sentio, quae
eu sou alguém que tem a capacidade e osint efficienda dicendo: ut doceatur
conhecimento para julgá-lo, mas o valor dois apud quem dicetur, ut delectetur,
orador poderá ser percebido pela eficáciaut moueatur uehementius. quibus
de seu discurso. [185] Com efeito, são três,uirtutibus oratoris horum quidque
a meu ver, os efeitos que um discurso deveefficiatur aut quibus uitiis orator aut
produzir: que seja instruído aquele paranon adsequatur haec aut etiam in his
quem se fala, que seja lisonjeado, que sejalabatur et cadat, artifex aliquis iu-
veementemente comovido. Por quais vir-dicabit. efficiatur autem ab oratore
tudes oratórias se obtém cada um dessesnecne, ut ii qui audiunt ita affician-
efeitos, ou por quais vícios o orador ou nãotur ut orator uelit, uolgi adsensu et
os alcança, ou mesmo em qual deles elepopulari adprobatione iudicari solet.
vacila e cai, é algo que um perito na arteitaque numquam de bono oratore
julgará. Mas se o efeito é ou não produ-aut non bono doctis hominibus cum
zido pelo orador, se os ouvintes sentem aspopulo dissensio fuit.
emoções que o orador deseja, isso costumaser julgado pelo assentimento do vulgo e pela aprovação popular. Por isso nunca ouve dissenso entre os homens cultos e o povo sobre quem era bom orador e quem não era bom.
[50] L. (186) an censes, dum illi
uiguerunt quos ante dixi, non eos-
[186] Acaso pensas que quando flores- ceram aqueles de que falei antes não era a
dem gradus oratorum uulgi iudicio
mesma a hierarquia dos oradores na opi-et doctorum fuisse? de populo si
nião do vulgo e dos cultos. Se fizesses umaquem ita rogauisses: quis est in hac
pergunta a alguém do povo: quem é o ho-ciuitate eloquentissimus? in Anto-
mem mais eloquente dessa cidade? Entrenio et Crasso aut dubitaret aut hunc
Antônio e Crasso, ou bem hesitaria ou bemalius, illum alius diceret. nemone
alguém diria esse, outra pessoa, aquele.Philippum, tam suauem oratorem
Porventura alguém a estes anteporia Fi-tam grauem tam facetum his ante-
lipe, tão agradável orador, tão sério, tão es-ferret, quem nosmet ipsi, qui haec
pirituoso, alguém que eu, pretendendo exa-arte aliqua uolumus expendere, pro-
minar o assunto a partir de certos critériosximum illis fuisse diximus? nemo
técnicos, coloquei próximo deles? Segura-profecto; id enim ipsum est summi
mente ninguém. De fato, o que é própriooratoris summum oratorem populo
de um orador excelente é parecer ao povouideri. (187) quare tibicen Antigeni-
um orador excelente. [187] Por essa razãodas dixerit discipulo sane frigenti ad
o flautista Antigenidas teria dito a um dis-populum: ’mihi cane et Musis’; ego
cípulo, recebido com bastante frieza pelohuic Bruto dicenti, ut solet, apud
público: “canta para mim e para as Musas”;multitudinem: ’mihi cane et populo,
eu, por outro lado, teria dito a Bruto quemi Brute’, dixerim, ut qui audient
discursava diante da multidão como de cos-quid efficiatur, ego etiam cur id ef-
tume: “canta para mim e para o povo, caroficiatur intellegam. credit eis quae
Bruto”, de modo que os ouvintes percebamdicuntur qui audit oratorem, uera
a eficácia do discurso, enquanto eu compre-putat, adsentitur probat, fidem facit
enderei o porquê desse efeito. Quem ouveoratio: (188) tu artifex quid quaeris
um orador crê no que é dito, julga ser ver-amplius? delectatur audiens mul-
dadeiro, assente, aprova, o discurso produztitudo et ducitur oratione et quasi
convencimento: [188] Tu, perito na arte,uoluptate quadam perfunditur: quid
que queres mais? Agrada-se a multidão ou-habes quod disputes? gaudet dolet,
vinte e é conduzida pelo discurso e é comoridet plorat, fauet odit, contemnit
que inundada numa espécie de prazer: queinuidet, ad misericordiam inducitur
tens para contestar? Alegra-se e lamenta,ad pudendum ad pigendum; irascitur
ri e chora, ama e odeia, despreza e inveja,miratur sperat timet; haec perinde
é induzida à comiseração, à vergonha, aoaccidunt ut eorum qui adsunt mentes
pesar; ira-se e admira-se, espera e teme,uerbis et sententiis et actione trac-
isto ocorre na medida em que as mentestantur; quid est quod exspectetur
dos ouvintes são manejadas pelas palavras,docti alicuius sententia? quod enim
pelos pensamentos e pela atuação; por queprobat multitudo, hoc idem doctis
razão se deve buscar a opinião de algumprobandum est. denique hoc spe-
erudito? Com efeito, aquilo que a multi-cimen est popularis iudici, in quo
dão louva também deve ser louvado pelosnumquam fuit populo cum doctis
eruditos. Numa palavra, o indício da quali-intellegentibusque dissensio. (189)
dade da opinião popular é que nunca houvecum multi essent oratores in uario
divergência entre a opinião do povo e a dosgenere dicendi, quis umquam ex his
eruditos e conhecedores do assunto. [189]excellere iudicatus est uolgi iudicio,
Embora haja muitos oradores no variegadoqui non idem a doctis probaretur?
gênero oratório, quem entre eles algumaquando autem dubium fuisset apud
vez foi considerado excelente pela opiniãopatres nostros eligendi cui patroni
do vulgo, que não tenha sido louvado pe-daretur optio, quin aut Antonium
los eruditos? Na época dos nossos pais,optaret aut Crassum? aderant multi
porém, quando havia opção de escolher oalii; tamen utrum de his potius du-
patrono, quem não teria escolhido ou Antô-bitasset aliquis, quin alterum nemo.
nio ou Crasso? Muitos outros acorriam,quid? adulescentibus nobis cum es-
e, embora houvesse quem hesitasse entreset Cotta et Hortensius, num quis,
ambos, ninguém escolheria uma terceiraquoi quidem eligendi potestas esset,
opção. Ora, na minha juventude quandoquemquam his anteponebat?
havia Cota e Hortênsio, por acaso alguéma quem fosse dado o poder de escolher perferiria alguém a eles?
[51] LI. (190) Tum Brutus: quid
tu, inquit, quaeris alios? de te ipso
[190] Bruto, então, perguntou: — Por que você procura outros exemplos? Por
nonne quid optarent rei, quid ipse
ventura, a respeito de você, não sabía-Hortensius iudicaret uidebamus? qui
mos qual era o desejo dos réus, qual eracum partiretur tecum causas — sa-
a opinião do próprio Hortênsio? Ele queepe enim interfui — perorandi lo-
quando dividia as causas com você — decum, ubi plurimum pollet oratio,
fato, presenciei algumas vezes — sempresemper tibi relinquebat. Faciebat ille
lhe deixava a peroração, onde o discursoquidem, inquam, et mihi beneuolen-
tem mais força. — Ele fazia isso realmente,tia, credo, ductus tribuebat omnia.
continuei, e conduzido pela benevolência,sed ego quae de me populi sit opi-
acredito, atribuía a mim todos os méritos.nio nescio; de reliquis hoc adfirmo,
Mas, de minha parte, desconheço qual sejaqui uolgi opinione disertissimi habiti
a opinião do povo a meu respeito, afirmosint, eosdem intellegentium quoque
a respeito dos outros o seguinte: aquelesiudicio fuisse probatissimos. (191)
que são considerados mais eloquentes nanec enim posset idem Demosthenes
opinião do vulgo também eram, do pontodicere, quod dixisse Antimachum cla-
de vista dos conhecedores do assunto, osrum poetam ferunt: qui cum conu-
mais elogiados. [191] E, de fato, Demós-ocatis auditoribus legeret eis mag-
tenes não poderia ter dito aquilo que senum illud, quod nouistis, uolumen
conta que o ilustre poeta Antímaco disse:suum et eum legentem omnes praeter
tendo convidado um auditório, começouPlatonem reliquissent, ’legam’ inquit
a ler para eles aquele seu grande volume,’nihilo minus: Plato enim mihi unus
que vós conheceis, e, enquanto lia, todos oinstar est centum milium’. et recte:
abandonaram exceto Platão, “lerei mesmopoema enim reconditum paucorum
assim”, ele disse, “para mim, realmente,adprobationem, oratio popularis ad-
Platão sozinho vale por cem mil”. E estavasensum uolgi debet mouere. at si
certo: é que um poema sofisticado deve sus-eundem hunc Platonem unum audi-
citar a aprovação de poucos, um discursotorem haberet Demosthenes, cum es-
popular o assentimento do vulgo. Por ou-set relictus a ceteris, uerbum facere
tro lado, se Demóstenes tivesse como úniconon posset. (192) quid tu, Brute?
ouvinte este mesmo Platão, depois de terpossesne, si te ut Curionem quon-
sido abandonado pelos outros, não seriadam contio reliquisset? Ego uero,
capaz de pronunciar uma palavra. [192]inquit ille, ut me tibi indicem, in
E você, Bruto? Acaso seria capaz, se aeis etiam causis, in quibus omnis res
assembleia lhe abandonasse como no casonobis cum iudicibus est, non cum po-
de Curião? — Na verdade, ele disse, eu lhepulo, tamen si a corona relictus sim,
confesso que mesmo naquelas causas emnon queam dicere. Ita se, inquam,
que todo nosso trabalho se concentra nosres habet. ut, si tibiae inflatae non
juízes, e não no povo, ainda assim, se eu forreferant sonum, abiciendas eas sibi
abandonado pelo público, não serei capaztibicen putet, sic oratori populi aures
de discursar. — É o que acontece, conti-tamquam tibiae sunt; eae si inflatum
nuei. Tal como um flautista que, se tivessenon recipiunt aut si auditor omnino
assoprado algumas flautas que não produ-tamquam equus non facit, agitandi
ziam som, pensa em se livrar delas, assimfinis faciendus est.
também os ouvidos do povo são como queflautas para o orador, se elas não recebem o sopro ou se o auditório como um todo é, por assim dizer, um cavalo bravio, convém terminar com os esforços.
[52] LII. (193) hoc tamen interest,
Belgede
Erken dönem İslam tarihinde iktisadi olaylar ve mevalinin mezheplerin oluşumuna etkisi
(sayfa 39-43)