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MERKEZ BANKASI, ANALİTİK BİLANÇO (Ayın Son Günü Değerleri, Trilyon Tl)

Belgede 1997 YILLIK RAPOR (sayfa 81-86)

TÜRKİYE EKONOMİSİNDEKİ GELİŞMELER VE PARA POLİTİKASI

MERKEZ BANKASI, ANALİTİK BİLANÇO (Ayın Son Günü Değerleri, Trilyon Tl)

Apesar de alguns percalços pontuais, o relacionamento com os militares da coordenação foi bem avaliado pelos entrevistados. Este é um aspecto positivo do ponto de vista de uma formação mais humanizada, visando ao desenvolvimento da consciência cidadã nos futuros policiais militares. Essa característica é ressaltada nesta fala

— [...] a relação com os comandantes dos pelotões era mais direta porque

eles estavam ali para sanar algumas dificuldades [...] Então eles estavam ali em contato mais direto com a gente [...] com relação a isso, acho que eu não tenho o que reclamar; o meu pelotão foi bem suprido nesse sentido, de ter com quem contar quando tivesse um problema, uma dificuldade e, também, de se cobrar e de chamar a atenção também quando estava em falta [...] com relação aos comandantes a gente não tinha muita proximidade, era só na parada matinal, em questão de encerramento do dia. (SD 3, turma 2009).

Apesar dos problemas de relacionamentos, próprios a qualquer convívio caracterizado pela proximidade e pelo compartilhamento dos mesmos espaços de formação, durante longo tempo, em cursos dessa natureza, a utilização da metáfora ―família‖ para ilustrar o relacionamento com os colegas pode ser interpretada como um sintoma muito positivo da qualidade do relacionamento nos cursos de formação do CEPM, como revelado nesta fala:

— Relação de família mesmo, era familiar mesmo, com toda a hierarquia e

disciplina que tinha, respeito e... era isso mesmo, uma relação boa. Agora, se for relacionado ao curso mesmo [o entrosamento] entre a gente [...] como era

integralmente, ficou meio assim [...] estressante. A gente tinha aqueles conflitos [...], mas é questão de família; toda família briga mesmo, mas ficou uma coisa meio estressante, assim, pelo curso [...] muitas pessoas novas [...] se conhecendo em pouco tempo [...] o curso passa um certo estresse entre nós. (SD 2, turma 2009).

Esta visão de convívio familiar, durante a formação, também está presente nesta declaração:

— [...] com relação aos alunos [...] aos alunos Soldados [...] a gente sempre

também manteve uma relação muito boa [...] tinha sempre brincadeira; tinha a parte em que os alunos ficavam imitando os alunos, pra descontrair, né? Mas era muito boa a nossa relação; certo que tinha uns estresses também, de vez em quando, mas é normal, convivência é como família, mas é normal, assim, tinha uns estressezinhos, mas relevava. (SD 4, 2011).

Por outro lado, a declaração a seguir, embora ressalte o bom relacionamento durante o curso de formação, faz emergir uma reflexão muito séria quanto a dois estereótipos perniciosos que devem ser combatidos através de um trabalho de conscientização, com ações que os desconstrua:

— [...] a gente se relacionava, pelo menos assim, eu falo pelo nosso pelotão

[...] a gente se relacionava bem com todo mundo; agora, com os civis era mais fácil de lidar, porque tem a questão da hierarquia, aquela coisa, a gente ficava muito assim... às vezes a gente, como veio do mundo civil, [...] a gente tinha um certo receio de falar alguma coisa e ser punido [..]. tá entendendo? A gente tinha aquele receio; já com o civil, a gente ficava mais a vontade [...] agente sabia que [...] ele tinha autoridade lá dentro; só que é diferente, porque a gente se via ali como a gente sempre dizia [brincando]: Soldado já não é nada, imagina o aluno Soldado! Um aluno Soldado!; então, a gente ficava assim, com um certo receio, mas, graças a Deus, todos, todos tratavam a gente muito bem; todos tinham uma relação bem amigável. (SD 4, turma 2011).

O primeiro estereótipo, presente nesta fala, está relacionado à imagem do militar e do militarismo, trazida do ―mundo civil‖ pelos alunos, de um segmento da sociedade a ser temido, porque detém o poder da repressão e da punição. No entanto, na mesma fala há o reconhecimento de que: ―todos tratavam a gente muito bem‖ e, nas demais entrevistas, essa imagem vai sendo paulatinamente mudada, não só pelo processo de socialização, mas também pela postura dos policiais militares que interagiam com eles.

O segundo estereótipo diz respeito à dignidade do próprio Soldado. É comum no meio militar a brincadeira de que o Soldado é a ―segunda pessoa de ninguém‖, por ser o primeiro degrau na escala hierárquica. No entanto, é necessário quebrar esse paradigma, pois se sabe que o valor de um Soldado é inestimável na profissão policial militar, pois são eles e as demais praças que estão diariamente em contado direto com a sociedade. Daí a importância que se tem dado ao desenvolvimento de competências, muitas das quais complexas, para serem utilizadas em situações também complexas.

A experiência dos Cadetes em relação a esse aspecto é um pouco mais delicada, pois, além do desgaste da convivência de dois anos e oito meses, as mudanças de Comando da Academia e de coordenadores de pelotões, trouxeram perspectivas diferentes de formação. Esta tensão pode ser percebida neste relato:

— Com os coordenadores da Academia posso dividir em momentos.

Quando a gente iniciou o curso, era um Comandante. Esse Comandante [...] cobrava muito e, por conta disso, os coordenadores acabavam cobrando muito; aí a relação da gente era de repulsão; cobrando da gente, anotando a gente, a gente ficava muito punido aqui; tinha um que, inclusive já saiu[...] chegava a destratar os alunos, de humilhar mesmo, de chamar palavras de calão; no momento em que mudou o comando, num primeiro momento ficou os mesmos coordenadores, mas a gente já sentiu a mudança [...]. (CAD 1, 3º Ano).

Não obstante essa tensão, esse mesmo Cadete avaliou positivamente o relacionamento com os diversos atores da comunidade acadêmica. Na verdade, reconheceu que muitas coisas que aconteceram no início de sua formação, como as cobranças e as punições — exceto as reconhecidamente injustas — em princípio pareceram ruins e eles reclamavam, mas, agora, no terceiro ano, ele as avalia como necessárias para a formação do policial militar. É o que se percebeu nesta declaração:

— Tem algumas coisas no curso que a gente acha muito ruim, mas quando

vai se passando os anos [...] tem coisas que a gente acha ruim no primeiro ano que, quando vai para o segundo e terceiro ano, começa a entender; aí já não acha que é uma coisa, que foi um momento ruim; se fizer uma entrevista com uma pessoa do primeiro ano ela vai dizer vários momentos ruins, mas se fizer essa mesma entrevista com um terceiro ano, ele vai entender aquelas coisas. (CAD 1, 3º Ano).

Essa avaliação é coerente com esta outra percepção:

— De forma geral, o convívio, ele é pacífico, ele é interessante, a medida

que o tempo passa, às vezes é que ele vai se tornando um pouco, eu não diria hostil, mas eu diria, às vezes meio que cansativo pela própria rotina do curso: o dia inteiro, durante três anos, muita coisa, muitas situações, às vezes, envolvidas aqui dentro que, às vezes, acabam por, geralmente, criar essa tensão que, em alguns momentos, a gente não consegue se sentir tão à vontade como se a gente tivesse, às vezes, um tempo a mais pra descansar ou pra esquecer um pouco da rotina daqui, vê alguma coisa diferenciada, mas de uma forma geral a relação ela é pacífica, ela é harmoniosa. (CAD 2, 3º Ano).

Belgede 1997 YILLIK RAPOR (sayfa 81-86)