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D. KOLLUK YETKİLERİ

8. Men (Yasaklama) Yetkisi

O Vaticano II, no documento sobre a Revelação, afirma-se que:

[...] o Espírito Santo, pelo qual ressoa a voz viva do Evangelho na Igreja e por ela, no mundo, introduz os crentes na verdade plena e faz que a palavra de Cristo neles habite em toda a sua riqueza (cf. DV, 50).

[...] a Sagrada Escritura é palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito Santo; a Sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos seus sucessores dos apóstolos, para que os sucessores destes, com a luz do Espírito Santo aos apóstolos, para que os sucessores destes, com a luz do Espírito de verdade, conservem a exponham e a difundam fielmente na sua pregação (cf. DV, 50).

Ora, neste processo de comunicação deificante, destaca-se principalmente o que podemos chamar pneumatização, que quer dizer que Jesus ressuscitado não só possui corpo pneumático (cf. 1Cor 15,44), mas que ele próprio já se tornou o pneuma vivificante. Seu corpo, isto é, ele próprio em seu ser para nós, transformou-se, a partir de então, no lugar permanente de Deus para voltar-se a nós, a fim de possibilitar-nos e dar-nos nova vida. Podemos entender isto da seguinte maneira: em Jesus, que se entregou totalmente a Deus e que, livre de todo egoísmo, viveu para os outros doando sua vida por eles, Deus se comunicou de modo definitivo com toda a força e plenitude vivificante de seu Espírito.

Assim, levou à plenitude sua vida e sua morte em favor dos outros. Por isso, a humanidade do ressuscitado e glorificado como kyrios se acha tão impregnada e penetrada pelo pneuma, que ela concentra e encarna em si a força vivificante de Deus, de modo tal que age para todos como transmissora de vida e salvação.

Além da presença ativa de Cristo na pregação da palavra, há outro protagonista importante: o Espírito Santo. A Palavra, que soa e é eficaz há milhares de anos, torna-se viva e atual, para nós aqui e agora, pelo Espírito Santo 165.

Estamos acostumados a reconhecer o protagonismo do Espírito na parte “sacramental” da Eucaristia, com a primeira invocação ou epíclese sobre o pão e o vinho, para que os tornem Corpo e

Sangue de Cristo, e com a segunda invocação ou epíclese sobre a comunidade, para que a torne também o Corpo de Cristo no qual não haja nenhuma divisão.

Também costumamos atribuir ao Espírito uma ajuda muito eficaz em nossa oração, porque é ele que, segundo já nos dizia São Paulo, nos ajuda a rezar, ou inclusive ora, dentro de nós com gemidos inenarráveis e nos faz dizer: “Abbá, Pai!” (Rm 8,15).

Não estamos tão acostumados a relacionar o Espírito com a primeira parte da celebração: a proclamação da palavra, contudo, foi ele que inspirou os autores sagrados. Ele inspira os cristãos de hoje que celebrem a Palavra. Ele faz com que a palavra escrita se torne palavra viva aqui e agora.

Essa é uma convicção que provém da própria revelação. Jesus prometeu que o Espírito conduziria os crentes à verdade plena: “Essas coisas vos disse [...] mas o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse” (Jo 14,25-26); o primeiro efeito da vinda do Espírito sobre os discípulos de Éfeso foi o impulso para missão profética da palavra: “Quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles: puseram-se então, a falar em línguas e a profetizar” (At 19,6).

“Na introdução ao Lecionário, a eficácia salvadora da Palavra de Deus, tanto na celebração como na vida, é atribuída insistentemente á atividade do Espírito” 166. Por ele se faz a realidade hoje e

aqui a História da Salvação proclamadora pela Palavra. É ele que nos abre o coração para entendê-la e sintonizar com sua força salvadora. “Ele inspirou os livros sagrados” 167, “ele age internamente em cada fiel” 168, “por seu poder se faz viva e eficaz a Palavra na liturgia” 169, “é ele que dá eficácia à

resposta dos fiéis à Palavra” 170, “que congrega a Igreja na celebração litúrgica para escutar e

proclamar a Palavra” 171 e faz todos, pelo dom do Batismo e da Confirmação, pregoeiros da palavra,

se são dóceis a ele. O diálogo entre os fiéis e Deus se faz com sua ajuda. A Palavra, na celebração, torna-se por ele sacramento e ilumina os fiéis 172.

“É o Espírito Santo que dá aos leitores e ouvintes, segundo as disposições de seus corações, a compreensão espiritual da Palavra de Deus. Através das palavras, das ações e dos símbolos que formam a trama de uma celebração, o Espírito Santo coloca os fiéis e os ministros em relação viva

166 Cf. Instrução Geral ao Elenco das Leituras na Missa ( IGELM), nº 1 167 Cf. IGELM, nº2 168 Cf. IGELM, nº 3 169 Cf. IGELM, nº 4 170 Cf. IGELM, nº 6 171 Cf. IGELM, nº 7 172 Cf. IGELM, nº 47

com Cristo, palavra e imagem do Pai, a fim de que possam fazer passar à sua vida o sentido daquilo que ouvem, contemplam e fazem na celebração” 173.

O anúncio da Palavra de Deus não se limita a um ensinamento; quer suscitar a resposta de fé, como consentimento e compromisso, em vista da aliança entre Deus e seu povo. É ainda é o Espírito Santo que dá a graça da fé, que fortifica e faz crescer na comunidade.

Atuando dinamicamente no plano da revelação, o Espírito, de fato, não somente é a origem da Palavra inspirada – o querigma encontra no Espírito a sua fonte (Spiritus spirat), como também é no próprio Espírito que a Escritura encontra a sua meta: inspirar e comunicar Deus (spirat Spiritum).

Isso significa que Deus se compraz em “expirar”, por meio do Ressuscitado, seu sopro de vida sobre a “tenda da Reunião” convocada para celebrar o seu nome; este alento é comunicado à Igreja, como primeiro fruto do Mistério Pascal (cf. Jo 20,22), tendo em Pentecostes sua plena realização.