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3. TERMAL TESİS BÜNYESİNDE BULUNAN FİZİK TEDAVİ VE

3.2. Termal Tesislerde Bulunan FTR Merkezleri Mekân Tasarım İlkeleri

3.2.1. Dış Mekân Tasarım İlkeleri

As simulações realizadas indicam que os padrões das duas áreas foram divergentes, com pares de espécies mais segregados que o esperado, com padrões globais de antianinhamento para a Fazenda Areão, e mais agregados que o esperado para o Monte Olimpo.

Para as duas áreas, foi observada a existência de dois pares de espécies não aleatórios que segregaram: A. pseudoparallela x A. obliqua na Fazenda Areão, e A.

fraterculus x A. pseudoparallela no Monte Olimpo, indicando que existe competição

por algum recurso ou espaço dentro do nicho. Considerando-se que A.

pseudoparallela (especialista) desenvolve-se quase que exclusivamente em

maracujá, pode-se supor que a segregação dessa espécie com A. fraterculus (generalistas) tenha sido em razão da exploração de hospedeiro, visto que A.

fraterculus também ocorre em maracujá. A segregação com A. obliqua,

pseudoparallela também pode se desenvolver em manga (ZUCCHI, 2008). Em

trabalho realizado em pomares de pêssego, goiaba e nêspera, em Monte Alegre, SP, A. pseudoparallela também segregou com A. obliqua, A. sororcula e A. bistrigata somente no pomar de nêspera (LOPES et al., submetido).

A análise também apresentou três pares agregados: A. bistrigata x A. montei e A. fraterculus x A. barbiellinii para a Fazenda Areão, e A. fraterculus x A. bistrigata para o Monte Olimpo, indicando que não há competição por recurso ou espaço, e apontando que cada par coexiste pacificamente, sem que haja interferência na permanência das populações. A coexistência dos dois pares de espécies na Fazenda Areão (A. bistrigata x A. montei e A. fraterculus x A. barbiellinii) é devido à exploração muito particular de hospedeiros principalmente de A. montei e de A.

barbiellinii, ambas especialistas, que se desenvolvem em hospedeiros,

respectivamente euforbiáceas e cactácea, não explorados, por A. bistrigata e A.

fraterculus. No Monte Olimpo, a coexistência de A. fraterculus e A. bistrigata

implicaria em grande disponibilidade de goiaba, hospedeiro preferencial de A.

bistrigata, e também pela possibilidade de A. fraterculus explorar, além da goiaba,

outros hospedeiros da área, por ser espécie que desenvolvem-se em grande quantidade de hospedeiros.

A permanência de uma população sofre influência, além dos fatores já mencionados anteriormente, da competição com outras populações ocorrentes na mesma área (DUYCK; DAVID; QUILICI, 2004). No entanto, populações que ocorrem concomitantemente podem conviver pacificamente, sem que uma afete a permanência da outra (GOTELLI; GRAVES 1996). As interações agressivas entre adultos de C. capitata x A. obliqua foram examinadas por Camargo; Odell e Jirón (1996), concluindo que A. obliqua deslocou com sucesso C. capitata de manga em 60,4% dos encontros. Contudo, isso pode ter ocorrido porque os frutos de manga são hospedeiros preferenciais de A. obliqua.

A co-ocorrência entre tefritídeios (Anastrepha spp. e lonqueídeos) foi observada em Monte Alegre do Sul, SP. Todavia, esses parâmetros não foram avaliados e, portanto, não revelam a relação entre essas populações (SOUZA- FILHO et al., 2009). Para a mesma área, C. capitata exerce uma forte pressão nas populações de Anastrepha, com pares segregados em grande parte das análises (LOPES et al., submetido). Essa pressão é imposta normalmente por espécies exóticas, as quais possuem comportamento mais agressivo, podendo deslocar as

populações pré-existentes ou expulsá-las completamente do nicho (GOTELLI; GRAVES 1996).

Na Ilha de La Réunion, tanto na competição por interferência de larvas quanto na de adultos, foram observadas interações assimétricas e hierárquicas de três espécies de tefritídeos introduzidas e uma espécie nativa (DUYCK et al., 2006). Confirmando a hipótese de que a invasão é limitada por competição, a hierarquia competitiva coincidiu com a sequência temporal de estabelecimento, ou seja, cada uma das espécies recém-estabelecidas teve a tendência de ser competitivamente dominante sobre aquelas previamente estabelecidas. Pelo princípio de deslocamento competitivo, espécies com nicho ecológico idêntico não podem coexistir por muito tempo no mesmo habitat (DeBACH; SUNDBY, 1963).

Correlacionando as flutuações populacionais dos pares agregados, na Fazenda Areão, onde foram obtidos dois pares agregados. O par formado por A.

montei x A. bistrigata apresentaram os maiores índices populacionais em agosto de

1998. Entretanto, como não há registro de hospedeiros semelhantes, pois A. montei, que foi acidental (Tabela 5), tem preferência por Euphorbiaceae, enquanto A.

bistrigata (acessória) ocorre em espécies de Anacardiaceae, Myrtaceae, e

Sapotaceae (ZUCCHI, 2008), a competição por esse recurso é inexistente (ZUCCHI, 2008). Além disso, sendo pequenas as populações dessas espécies, a competição por espaço também é minimizada. Esses dois fatores favorecem a coexistência entre essas duas espécies. No outro par, formado pro, A. fraterculus x A. barbiellinii, também não ocorre competição por hospedeiros entre, já que A. barbiellinii (acessória) possui como hospedeiro uma espécie de Cactaceae (ZUCCHI, 2008). O pico populacional de A. barbiellinii ocorreu em novembro de 1998 e de A. fraterculus (constante) foi em setembro de 1998. Mesmo com a população sofrendo decréscimo, em novembro ainda se registrou grande população de A. fraterculus na área, em razão da diversidade de hospedeiros explorada por essa espécie.

No Monte Olimpo, só houve um par agregado, A. bistrigata x A. fraterculus, a primeria foi acessória e a segunda foi constante (Tabela 6), ambas com pico populacional em setembro. Dentre os hospedeiros de A. bistrigata, somente goiaba foi encontrada na área (ZUCCHI, 2008). A armadilha 8, localizada em área com a presença de goiaba (Tabela 3), foi responsável por coletar 81% dos exemplares dessa espécie na área, sugerindo, portanto, a atração por esse hospedeiro. No entanto, a maior ocorrência dessas espécies foi em de setembro, período que a

goiabeira não produz. Provavelmente, a população de A. bistrigata teve seu desenvolvimento relacionado à mirtáceas fora da área. A coexistência dessas duas espécies pode ter-se dado pela baixa população de A. bistrigata, não oferecendo risco competitivo para a população de A. fraterculus.

Quanto aos pares segregados na Fazenda Areão, A. pseudoparallela x A.

obliqua (ambas constantes) apresentaram picos populacionais em agosto de 1998 e

fevereiro de 1999, respectivamente. Quando a população de A. pseudoparallela teve seu acme, A. obliqua não foi coletada, provavelmente devido à presença na área de passiflorácea, que não é atacada por A. obliqua. Entretanto, considerando-se que essas espécies não exploram os mesmos hospedeiros, esperava-se poderiam ocorrer concomitantemente no ambiente.

No Monte Olimpo, a segregação ocorreu entre A. fraterculus e A.

pseudoparallela, as quais também foram constantes. O primeiro pico populacional de A. pseudoparallela ocorreu em agosto, seguido de uma queda brusca nos dois

meses seguintes, quando houve grande aumento populacional de A. fraterculus. Na ocorrência do segundo pico de A. pseudoparallela, não foram coletados espécimes de A. fraterculus.

Para as duas áreas, a competição por hospedeiros não existe, já que A.

pseudoparallela é hospedeira de Passifloraceae, não correspondendo aos

hospedeiros das outras duas espécies (ZUCCHI, 2008). Sendo assim, a concorrência nesses pares pode ser atribuída a outros aspectos, como território e abrigo.

Apesar de não ser estudado neste trabalho, não pode ser descartada a possibilidade de competição com outras espécies de moscas-das-frutas, como a espécie exótica C. capitata. Por ter característica polífaga, essa espécie disseminou- se por todo território nacional e apresenta, atualmente, 84 hospedeiros conhecidos no país (ZUCCHI, 2012) e, em algumas áreas, tem deslocado as espécies de

3 CONCLUSÕES

Com base nos resultados obtidos a partir das coletas de espécies de

Anastrepha, com armadilhas tipo McPhail, ocorridas de julho de 1998 a junho de

1999, em duas áreas antropizadas do campus “Luiz de Queiroz”, ESALQ/USP, Piracicaba, SP, conclui-se que:

1) Anastrepha fraterculus é a espécie com maior quantidade de indivíduos na Fazenda Areão e no Monte Olimpo;

2) Anastrepha fraterculus, e A. pseudoparallela são predominantes na Fazenda Areão e no Monte Olimpo;

3) Anastrepha obliqua é predominante na Fazenda Areão;

4) A diversidade de espécies de Anastrepha é maior no Monte Olimpo do que na Fazenda Areão;

5) Nas duas áreas, A. fraterculus, A. obliqua e A. pseudoparallela são superdominantes, superabundantes e superfrequentes;

6) Para as duas áreas, os nichos ecológicos das espécies se sobrepõem;

7) Na Fazenda Areão, há agregação nos pares A. bistrigata x A. montei e A.

fraterculus x A. barbiellinii e segregação entre A. pseudoparallela x A. obliqua.

8) No Monte Olimpo, há agregação entre A. fraterculus x A. bistrigata e segregação entre A. fraterculus x A. pseudoparallela.

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