• Sonuç bulunamadı

2.2. Partilerin Seçim Propagandaları ve Seçim Beyannameleri

2.5.7. Mehmet Avni Doğan’ın Biyografisi

Alguns resultados fundamentais obtidos nos modelos acima apresentados, s˜ao agora sinte- tizados. Estes resultados constituem a referˆencia sobre a qual iremos verificar se o modelo a ser proposto pode ser usado para os objetivos a que propˆoe. Assim, temos:

1. Existe uma rela¸c˜ao inversa entre a taxa m´ınima garantida e o coeficiente de partic- ipa¸c˜ao, fixas as demais condi¸c˜oes .

2. Na ausˆencia de risco de cr´edito, o aumento na volatilidade dos ativos implica, numa redu¸c˜ao no coeficiente de participa¸c˜ao, fixos os demais argumentos. Havendo risco de cr´edito, essa rela¸c˜ao mostra-se amb´ıgua, dependendo da rela¸c˜ao entre os efeitos da volatilidade sobre a op¸c˜ao de participa¸c˜ao, dos segurados, e a op¸c˜ao de respons- abilidade limitada, dos acionistas.

3. Quanto maior a alavancagem, maior a taxa m´ınima garantida.

4. O valor do contrato ´e relativamente pouco sens´ıvel `a correla¸c˜ao entre os retornos dos ativos e a taxa de juro.

Cap´ıtulo 3

Desenvolvendo um Modelo

Neste cap´ıtulo vamos:

1. Descrever sinteticamente o desenho dos contratos VRGP, do ponto de vista pura- mente financeiro.

2. A partir de um conjunto de premissas, estabelecer um contrato gen´erico, objeto de modelagem.

3. Construir um modelo de avalia¸c˜ao relativo ao produto gen´erico.

3.1

VRGP- Vida com Remunera¸c˜ao Garantida e Per-

formance

A descri¸c˜ao, e posterior modelagem financeira, dos contratos VRGP est´a baseada no seguinte conjunto de dispositivos legais:

• RESOLUC¸ ˜AO CNSP n96, de 30 de setembro de 2002. • CIRCULAR SUSEP n212, de 3 de dezembro de 2002. • CIRCULAR SUSEP n209, de 3 de dezembro de 2002.

• Regulamento Padr˜ao Individual VRGP Vers˜ao janeiro de 2003. • Regulamento Padr˜ao Individual VAGP Vers˜ao janeiro de 2003. • Nota T´ecnica Atuarial VRGP Vers˜ao janeiro de 2003.

• Nota T´ecnica Atuarial VAGP Vers˜ao janeiro de 2003.

Embora possam ser conjugados com coberturas de risco de vida, VRGP e VAGP s˜ao, em essˆencia, contratos de seguro vida do tipo cobertura por sobrevivˆencia. Ainda assim, abstraindo-se aqui o tipo de cobertura associada, estes produtos podem ser considerados de natureza exclusivamente financeira. Deve ser observado que neste contexto n˜ao h´a, do ponto de vista da estrutura financeira do contrato, quaisquer diferen¸cas entre os produtos de seguro e os correspondentes de previdˆencia, PRGP e PAGP, a n˜ao ser pelos aspectos tribut´arios, que est˜ao inteiramente fora do escˆopo deste trabalho. Como j´a foi mencionado, o VAGP pode ser visto como um caso particular do VRGP, em que a remunera¸c˜ao m´ınima garantida ´e zero, existindo apenas a atualiza¸c˜ao pelo ´ındice de pre¸cos e a participa¸c˜ao no resultado financeiro. Por essa raz˜ao consideraremos essencialmente os contratos VRGP, lembrando que os resultados aqui derivados s˜ao inteiramente aplic´aveis aos casos, quer de VAGP como de PRGP e PAGP.

Nestes contratos portanto, o segurado deposita uma quantia, o prˆemio - seja na forma de montante ´unico inicial, seja na forma de montantes fixos com periodicidade estabele- cida, ou ainda mesmo sob forma inteiramente discricion´aria, nos montantes e momentos em que bem entender - que ´e investido pela companhia num Fundo de Investimento Ex- clusivo F IE. Em contrapartida ao pagamento do prˆemio, o segurado adquire o direito a uma indeniza¸c˜ao, quer sob forma de pagamento ´unico, quer sob a forma de renda, a partir de uma data T que se pode designar por maturidade ou, seguindo a nomenclatura da legisla¸c˜ao, t´ermino do per´ıodo de diferimento. De fato, o tempo de vigˆencia ou de cobertura de um contrato de seguro vida pode ser dividido em dois per´ıodos: per´ıodo de diferimento, que compreende o espa¸co de tempo entre o in´ıcio do contrato e o instante em que ´e paga a primeira parcela da indeniza¸c˜ao; per´ıodo de indeniza¸c˜ao, que se inicia

no instante da primeira parcela de indeniza¸c˜ao. No caso de indeniza¸c˜ao paga em mon- tante ´unico, em T , o per´ıodo de indeniza¸c˜ao degenera-se ao pr´oprio instante T . O valor da indeniza¸c˜ao ´e calculado tomando-se por base os prˆemios depositados, sendo composto por:

- Uma remunera¸c˜ao m´ınima de, no m´aximo, 6%a.a., e apenas no VRGP. - Atualiza¸c˜ao, segundo um ´ındice de pre¸cos especificado.

- Percentual estabelecido do resultado financeiro positivo, tal como a seguir definido. De modo mais espec´ıfico, os prˆemios depositados pelo segurado s˜ao, a menos das de- spesas de carregamento1, inteiramente investidos em quotas do F IE. Por contrapartida,

´e criada uma conta de passivo, correspondente `a indeniza¸c˜ao devida ao segurado, des- ignada por Provis˜ao Matem´atica de Benef´ıcios a Conceder, P M BC. A P M BC ´e, num produto de capitaliza¸c˜ao financeira, remunerada mensalmente `a taxa m´ınima garantida e acrescida ainda da atualiza¸c˜ao segundo ´ındice de pre¸cos determinado (fff). Ao fim de cada mˆes i, ´e apurado o resultado financeiro:

RFi = P M BCi−1. [(1 + δi) − (1 + gm)(1 + θi)] (3.1)

onde:

- RFi ´e o resultado financeiro apurado no fim do mˆes i.

- P M BCi−1´e a base de c´alculo e corresponde `a P M BC do final do mˆes anterior. - δi ´e o retorno do F IE entre i − 1 e i.

- gm ´e a taxa, equivalente mensal, de remunera¸c˜ao m´ınima fixa. No caso do VAGP,

como h´a apenas a atualiza¸c˜ao, gm = 0.

- θi ´e taxa de varia¸c˜ao do ´ındice de pre¸cos observada no mˆes. 1

Despesas de carregamento referem-se `as despesas administrativas, de corretagem e de coloca¸c˜ao do plano

Se RFi > 0 ent˜ao uma percentagem α desse resultado financeiro ´e creditada numa

conta designada por Provis˜ao T´ecnica de Excedentes Financeiros, P T EF . O restante, (1 − α)RFi, ´e creditado numa conta de resultados da companhia.

Se RFi < 0, o rendimento do F IE n˜ao ter´a sido suficiente para remunerar a P M BC.

Esta diferen¸ca dever´a ser ent˜ao coberta pelos recursos da P T EF e da conta da companhia nas propor¸c˜oes α e (1 − α) respectivamente. Caso o saldo da P T EF seja, nesse momento, inferior a αRFi, a diferen¸ca ser´a coberta pela conta da companhia, devendo ser posterior-

mente ressarcida em montante atualizado pelo rendimento do F IE. Em outras palavras, o saldo da P T EF voltar´a a ser positivo depois de ressarcidas as parcelas α das diferen¸cas anteriormente cobertas `a P M BC.

Observe-se ainda que o percentual α pode variar, sempre de forma crescente, em fun¸c˜ao do tempo ou do pr´oprio n´ıvel da P M BC, sendo essa varia¸c˜ao obrigatoriamente estipulada no pr´oprio regulamento do produto.

A conta P T EF ´e remunerada diariamente pelo retorno do F IE e, ao final do mˆes, creditada por α.RFi ou, debitada por um montante que n˜ao exceder´a α.RFi.

Segundo uma peridiocidade que n˜ao pode ultrapassar os 5 anos consecutivos e, obri- gatoriamente, ao final do per´ıodo de diferimento, o saldo positivo da P T EF ´e revertido `a P M BC. Caso seja negativo, esse saldo ´e inteiramente absorvido pela companhia.

A revers˜ao ´e obrigat´oria no per´ıodo de diferimento e facultativa no per´ıodo de ind- eniza¸c˜ao. A existˆencia de revers˜ao no per´ıodo de indeniza¸c˜ao, bem como as periodicidades desta em ambos os per´ıodos, s˜ao estabelecidas no regulamento de cada plano espec´ıfico.

Uma vez no per´ıodo de indeniza¸c˜ao, o segurado recebe seu benef´ıcio, sob forma de renda ou de montante ´unico. As rendas podem ser estruturadas nas mais diversas formas: mensal vital´ıcia, mensal tempor´aria, mensal vital´ıcia com prazo m´ınimo garantido, mensal vital´ıcia revers´ıvel ao benefici´ario indicado ou mensal vital´ıcia revers´ıvel ao cˆonjuge com continuidade aos menores.

Al´em desta estrutura de benef´ıcios, ´e tamb´em dada ao segurado a possibilidade de resgates antecipados parciais ou totais, ap´os um prazo m´ınimo de carˆencia e segundo intervalos determinados. Da mesma forma, os planos prevˆeem ainda a portabilidade, ou

seja, a possibilidade de transferˆencia do contrato para outros planos do mesmo tipo. Varia¸c˜oes adicionais nos contratos podem ser oriundas da forma de pagamento das despesas de carregamento.