ROMA EYALETİ OLMASINDAN İTİBAREN GALATYA EYALETİ İLE BİRLEŞTİRİLMESİNE KADAR KAPADOKYA BÖLGESİ
3.1. Kapadokya Bölgesinde Sosyal Hayat 1 K apadokya Bölgesinde İdari Yapılanma
3.1.3. Kapadokya Bölgesindeki Yerleşim Yerler
3.1.3.1. Mazaka /Caesarea (Kayseri)
Contrário à intenção legitimadora das três escolas de pensamento mencionadas, Milton Friedman, um clássico crítico do discurso sobre RSE, defende que a mobilização de recursos que maximizem os lucros deve constituir a única responsabilidade social de um negócio, desde que não viole as regras de mercado, nem as normas legais, nem implique o recurso a comportamentos fraudulentos (FRIEDMAN, 1962). O autor considera que os gestores, no exercício das suas funções, representam essencialmente os interesses dos acionistas (proprietários), não tendo, por isso mesmo, legitimidade para destinar lucros a outros fins que não beneficiem os investidores, devendo as contribuições para projetos de solidariedade social ser uma decisão da esfera individual e não imposta por critérios organizacionais de gestão. Além disso, Friedman questiona ainda a capacidade dos gestores privados decidirem sobre o que é o interesse coletivo e quais as carências sociais mais urgentes que merecem a atenção das empresas. Contemporâneo de Friedman, Theodore Levitt (1958) reforça a defesa de um mercado livre, no qual a empresa deve procurar o ganho material, assumindo apenas a responsabilidade de obedecer aos padrões elementares de civismo que caracterizam as relações sociais equilibradas (LEVITT, 1958). Para ambos os autores, compete ao Estado a função de redistribuir a riqueza privada que recolhe por meio de impostos, ocupando-se de
procurar soluções adequadas para a resolução dos problemas de ordem social. É possível identificar em ambos, no entanto, uma preocupação com a conduta empresarial que, não sendo moralmente obrigada a prestar assistência social, deve obedecer a um código implícito de ética para que o próprio Estado possa desempenhar plenamente a sua função social.
Alguns autores defendem que na origem do discurso atual sobre a RSE está uma concepção equivocada do sistema capitalista, dos seus mecanismos, da forma como funciona e como beneficia a sociedade. A este respeito, Crook (2005: p. 3) refere que a RSE é, hoje em dia, “o tributo que o capitalismo presta à virtude”15, decorrente das enormes pressões sociais que recaem sobre a forma como a riqueza gerada pela atividade empresarial é socialmente distribuída. O autor esclarece que o medo irracional do capitalismo que parece conduzir o discurso sobre RSE baseia-se em duas premissas fundamentais: primeiro, o lucro, por si só, não tem qualquer relação com o interesse público; segundo, na busca de um ganho privado, as empresas são movidas por uma lógica que não hesita em sacrificar a sociedade e o ambiente em seu benefício. Crook (2005) questiona a validade destas premissas, invocando o pensamento de Adam Smith, o qual, não defendendo a ação egoísta, demonstrou como a benevolência não é necessária para que se cumpra o interesse público, desde que seja possível a transação voluntária de bens e serviços entre as pessoas num mercado livre16. Para que a busca do lucro contribua para o bem-estar público, é apenas necessário que se verifiquem duas condições, nem sempre satisfeitas: as empresas devem poder competir entre si e os preços devem refletir verdadeiros custos e benefícios sociais (CROOK, 2005). Portanto, para Crook (2005), os guardiões do interesse público devem ser os governos, eleitos democraticamente e responsáveis perante todos os cidadãos, enquanto os gestores devem concentrar esforços na realização dos interesses econômicos dos acionistas, cujo capital representam. Alinhada com o pensamento de Friedman (1962) e de Levitt (1958), esta posição remete a responsabilidade social das empresas para a essência da sua finalidade econômica.
Desde os seus inícios, é freqüente a argumentação do movimento que defende a RSE incluir uma recomendação explícita ao exercício da filantropia empresarial, ou seja, incluir no conjunto de responsabilidades sociais das empresas a exigência destas transferirem alguns dos
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Tradução livre.
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Segundo Adam Smith, num sistema de livre concorrência, o valor que é atribuído pela sociedade a cada bem ou serviço é traduzido pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar por ele, enquanto os seus custos de produção traduzem a medida de quanto a sociedade tem de prescindir para consumir esse produto. Por isso, quando o que as pessoas estão dispostas a pagar excede o custo de produção, é alcançado um ganho social, além do lucro econômico que beneficia a empresa diretamente. Assim, quanto maior o ganho para a sociedade, maior deverá ser o lucro (CROOK, 2005).
TESE DE DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO Responsabilidade Social das Empresas e Valores Humanos
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seus recursos e da sua riqueza para apoio a causas sociais com interesse direto no bem-estar público. Carroll (1979), um dos principais teóricos da RSE, chega mesmo a considerar a Responsabilidade Filantrópica como uma das quatro obrigações da empresa perante a sociedade (além da Econômica, Legal e Ética). No entanto, esta posição também não é isenta de crítica. Alguns autores questionam a moralidade da filantropia quando ela corresponde à decisão gerencial de transferir recursos da empresa para fins distintos da sua função econômica, comprometendo os lucros da empresa e, por inerência, o patrimônio dos proprietários (CROOK, 2005; BARRY, 2000). Neste sentido, sendo os gestores pagos para representar os interesses dos acionistas, será eticamente questionável a aceitabilidade de realizarem caridade à custa do patrimônio de quem representam, desviando fundos da empresa e prejudicando a sua rentabilidade financeira. A filantropia será então apenas aceitável quando for exercida no domínio restrito da esfera privada ou quando, sendo realizada pelas empresas, promova também o seu crescimento econômico (CROOK, 2005).
De acordo com esta visão crítica da filantropia empresarial, as obrigações morais a que está sujeita a gestão de empresas não devem incluir a Responsabilidade Filantrópica, uma vez que esta não pode constituir uma obrigação universal das empresas. Pelo contrário, a filantropia deve depender do julgamento circunstancial que tenha em conta os benefícios globais do financiamento de causas sociais, incluindo o retorno para a própria empresa. Segundo Crook (2005), a ética empresarial será plenamente cumprida se as decisões gerenciais incluírem padrões rigorosos do que ele designa de decência comum e de justiça
distributiva. O primeiro corresponde ao cumprimento dos princípios éticos que devem
orientar a conduta do homem bom em sociedade, regulando a moralidade das ações para além do estrito cumprimento da lei, e o segundo implica a consideração de critérios justos de distribuição de encargos e de benefícios entre as pessoas afetadas pela atividade da empresa. O primeiro verifica-se, por exemplo, na adoção de um discurso honesto e na construção de uma relação transparente com os parceiros e o segundo verifica-se, por exemplo, na implementação de sistemas de incentivos variáveis com o desempenho ou de planos de carreira baseados no mérito (CROOK, 2005). Assim, com estes critérios, os limites da RSE definem-se apenas pelo fim lucrativo, pelo cumprimento da lei e pela regulação moral
impostas pela decência e pela justiça, passando a filantropia à condição de boa prática gerencial se promover simultaneamente o bem-estar social e o crescimento econômico17.
Os opositores do discurso sobre a RSE não negam, portanto, a existência de responsabilidades da empresa perante a sociedade. Essencialmente, restringem essas responsabilidades à finalidade econômica e ao cumprimento da lei, alertando para o perigo da transferência de poder sobre a resolução de problemas sociais da esfera pública para esfera privada. Embora reconhecendo a necessidade de padrões morais mínimos de comportamento, os críticos da RSE questionam a capacidade de gestores privados decidirem com critérios socialmente justos quais as causas sociais a apoiar e a própria legitimidade de disporem de patrimônio alheio para fazê-lo.