BÖLÜM II İlgili Araştırmalar
2.1. Matematik Okuryazarlığı ile İlgili Araştırmalar
6.1. REFLETINDO SOBRE ALGUMAS AFIRMAÇÕES
Na Parte 5 do inquérito tentamos conhecer a sensibilidade dos membros dos órgãos de gestão sobre o valor autónomo da comunicação no domínio da gestão de um tribunal que, não estando dentro da sua especialidade, se impõe cada vez mais como prioridade.
Seguindo o modelo do grupo de questões anteriores, concebido igualmente pelo sistema de tabela, este segundo grupo assenta na definição de uma lista de afirmações. O valor de avaliação menor é o 1, que corresponde ao menos importante, indo esta tabela apenas até ao 5 como a referência de valor mais importante. A fórmula então seguida não foram “questões”, mas sim “afirmações”, que dentro da escala se poderiam classificar como mais ou menos importantes.
Observamos que o meio da tabela foi a área mais expressiva, sendo a opção escolhida em três afirmações das cinco que propusemos. Todos os quadros tiveram a classificação final de “valor” sempre no valor 3. Leva-nos a pensar que tal pode ter acontecido por se tratarem de propostas de atuação pouco, ou nada, ainda convencionadas nos tribunais,
ou, tão só, por falta de valores intermédios menos distintivos. Em qualquer dos desafios propostos a escala de maior força percentual de adesão foi sempre do valor 3, de média importância, para o valor 5, de muito importante.
A primeira afirmação detinha-se sobre a sinalização precoce das situações de crise pela caracterização dos processos. Dezoito respondentes escolheram o valor 5, correspondente a uma representação de 34%. Dezasseis o valor 3, representando 30,2% e quinze respondentes posicionaram-se no valor 4, correspondendo a 28,3%. Os valores 1 e 2 tiveram três respondentes entre si.
A segunda afirmação era correlacionada com a primeira ou uma sua natural consequência. Ao sinalizar processos com valor-notícia dever-se-ia proceder à recolha de dados e sua monitorização como gerador de previsibilidade. Nesta afirmação a tabela posicionou-se numa expressiva percentagem no valor 3, com dezanove respondentes, o equivalente a 35,9%. Quinze no valor 4 e quinze no valor 5. Os valores 1 e 2 tiveram cinco respondentes entre si.
A terceira afirmação proponha a promoção com alguma regularidade de conferências ou notas de imprensa, dando particular atenção à imprensa regional. O valor 4 foi o mais expressivo com dezassete respondentes, equivalente a 32,7%, seguido do valor 3 com catorze respondentes (26,9%). O valor 5 teve oito respondentes, o 2 sete respondentes e o valor 1 seis respondentes.
A afirmação seguinte interrogava os membros dos órgãos de gestão sobre qual o seu posicionamento perante a edição e criação de um histórico das decisões que tenham despertado o interesse da Comunicação Social. Novamente a grande opção foi o valor 3, com dezanove respondentes, no valor 4 com dezassete respondentes e sete no valor 5. O valor 2 teve oito respondentes, correspondendo a 14,8% da amostra e o valor 1 teve a adesão de três respondentes.
Este grupo de reflexões fechava com a proposta da criação de suportes de divulgação geral dos procedimentos do tribunal, como a criação de uma newsletter. Inequivocamente o valor 3 foi o mais atribuído com vinte um respondentes, o
equivalente a 38,9%. Treze respondentes no valor 4, o equivalente a 24,1%. Dez respondentes no valor 2, o equivalente a 18,5%. E nas extremidades da tabela houve seis respondentes no valor 1 e quatro respondentes no valor 5.
6.2. REFLETINDO SOBRE ALGUMAS SOLUÇÕES
Questionados sobre qual deverá ser a fase do processo mais ativa para as práticas da comunicação, a questão 32.7. apuraram-se resultados que nos levam a crer que a
matéria é vista de forma descomprometida por este grupo de profissionais. A percentagem mais significativa de respondentes de 43,4%, acha que a comunicação deve ser ativa em todas as fases do processo, e a segunda, igualmente expressiva de 39,6%, acha que a fase deve ser no momento da sentença/acórdão, momento processualmente adequado para cumprimento do principio da publicidade, onde já estão apaziguados problemas de incompatibilidade como o do segredo de justiça. 9,4%, com cinco respondentes, considera que a comunicação pode ser feita durante o julgamento e 3,8%, com dois respondentes, considera que pode ser feita nas fases preliminares. Dois respondentes, representando igualmente 3,8%, surpreendentemente considera que tal não deve ocorrer em nenhuma fase do processo, o que para um sistema constitucional em que vigora o princípio da publicidade das audiências e da justiça é, no mínimo, estranho e incongruente.
A questão 33.8. reportava-se a um assunto muito discutido na Justiça e quase sempre
vindo a lume em conferências, colóquios e palestras, mesmo quando o tema da dimensão externa da atividade da Justiça é simplesmente aflorado, quando se fala na reputação e no escrutínio externo da Justiça: trata-se de saber se deve, ou, não, existir um porta-voz nos tribunais de comarca. Os membros dos órgãos de gestão também o consideraram assim ao responder que sim, com 92,5% de respostas nesta opção, num total de quarenta e nove respondentes.
A questão seguinte, a 34.9., estava diretamente conexionada com a anterior, e
pressupunha a concordância com o princípio de que se deveria designar um porta-voz nas comarcas. E, agora, a questão colocada pretendia saber quem estava em melhor condições de comunicar com o exterior e, dessa forma, para melhorar o ambiente reputacional da Justiça e criar dela uma melhor imagem a partir dos tribunais de
comarca: um assessor ou o juiz presidente? A opção de que quem deve cumprir a função de porta-voz deve ser um assessor reuniu maior concordância com 56% das escolhas, representando opção para vinte e oito pessoas.
A última questão, a 35.10. deste inquérito, pretendeu conhecer a sensibilidade dos
membros dos órgãos de gestão para a criação de um plano estratégico de comunicação para a Justiça.
Esta era questão de ampla ressonância para o modo como o sistema se relaciona com o cidadão em geral. Vinte e oito respondentes, representando 51,9% acha que lhe parece muito importante e vinte e dois, correspondendo a 40,7%, acha importante. A dois respondentes pareceu-lhe pouco importante e a outros dois respondentes não lhe pareceu importante.