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I.2. Hunların Yaşadıkları Bölgenin Coğrafi Özellikleri

I.2.1. Hun Coğrafyasının Yeri ve Sınırları

I.2.1.5. Irmaklar

1.2. Asya Hun Devleti’nin Kuruluşu ve Kısa Siyasi Tarihi

1.2.2. Mao-tun Devri (M.Ö 209-M.Ö 174)

Este espaço foi destinado ao sufrágio feminino, assunto em evidência no período que o autor escreveu o livro em análise. Dessa forma, assunto recorrente ao longo do livro estudado, o autor descreve o movimento sufragista das mulheres em diversas nacionalidades.

Durante o pleito pelo sufrágio feminino, duas mulheres empossaram dois assentos no parlamento inglês, este foi um grande avanço para as mulheres. Na França também houve o

mesmo processo do sufrágio universal. As mulheres foram pleitear o direito ao voto em 20 de maio de 1919, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei foi apresentado por Lucien Dumont e Jean Bom: "As disposições regulamentares sobre alistamento eleitoral e elegibilidade a todas as assembleas políticas são aplicáveis a todos os cidadãos franceses, sem distinção de sexo" (AUSTREGÉSILO, 1923, p. 56). Essas palavras do autor referem-se à conquista das mulheres do direito ao voto na França.

O autor cita alguns nomes de destaque na época que participaram da luta em busca da igualdade entre homens e mulheres. Entre elas, Chapman Catt, principal mulher à frente do movimento feminista nos Estados Unidos. O autor transcreve algumas falas de Chapman de um discurso da Conferência pelo progresso feminino, que ocorreu em dezembro 1922, no Rio de Janeiro, onde Austregésilo esteve presente: "ela espera que um dia se faça justiça ao direito igualitário da mulher perante o homem, porque não se trata de rivalidade, e sim de colaboração mútua na obra social humana" (AUSTREGÉSILO, 1923, p. 60).

Na fala de Chapman transcrita por Austregésilo, vemos a essência do discurso das diversas mulheres que lutaram pela igualdade de direito na sociedade ao redor do globo.

Todavia, na Rússia, as mulheres não encontraram resistência, tiveram direito ao voto, frequentaram as universidades livremente e ainda alguns cursos superiores das universidades foram criados e dirigidos pelas mulheres (AUSTREGÉSILO, 1923).

Já no Brasil, o autor relaciona o aparecimento do feminismo a uma fatalidade da evolução social, "no Brasil, em recentes anos, o feminismo complacente brota, não pelo desejo de escritoras, ou partidos, mas pela fatalidade da evolução social" (AUSTREGÉSILO, 1923, p. 60).

O autor esclarece em parte seu ponto de vista: o espaço conquistado pelas mulheres na sociedade é uma fatalidade, iria acontecer pela evolução social, independente das feministas atuantes em lutas pelos direitos das mulheres. E acrescenta que o feminismo não mudará a função da mulher no progresso humano, pois ela sempre vai contribuir com o homem como parte complementar dele, "a noção teórica do feminismo não aumentará nem diminuirá a sua função paulatina no seio do progresso humano. A mulher cooperará como parte integrante do homem, em toda a vez que isto for solicitado" (AUSTREGÉSILO, 1923, p. 60).

Assim, esse trecho reforça a análise feita acima: coloca a mulher como parte integrante do homem, soa um tom de dependência, e não de individualidade e igualdade entre ambos, mas de superioridade do homem sobre a mulher.

Contudo, o autor cita uma escritora portuguesa, Ana de Castro Osório, autora do livro

As Mulheres Portuguesas. Em seu livro, a autora dá o seguinte conselho a suas leitoras:

Após a grande conflagração europeia, o feminismo tomou em todo mundo um enorme surto. O Brasil não se houve indiferente ao movimento feminista, e vieram naturalmente as melhorias sociais da mulher entre nós. Os costumes de grande metrópole do Rio de Janeiro transmutaram também os hábitos provincianos e caseiros da brasileira, que hoje possui prerrogativas que se não registravam há 10 ou 15 anos atrás. Várias associações tem surgido; artigos em jornais e revistas aparecem defendendo os direitos da mulher, e no parlamento o senador Justo Chermont apresentou o projeto acerca do direito do voto feminino (AUSTREGÉSILO, 1923, p. 121).

Vemos nessa citação a disseminação do movimento feminista e sua evolução em alguns campos da sociedade brasileira.

Entretanto, segundo o autor, o sufrágio feminino no Brasil ainda divergia opiniões. Embora, na maioria dos países, a mulher já tivesse o direito ao voto adquirido, no Brasil um dos argumentos contrários a este direito era que a própria mulher não tinha interesses políticos, tampouco interesse em votar (AUSTREGÉSILO, 1923).

Todavia, as justificativas anexadas ao projeto de lei que pleiteavam o direito da mulher votar eram diversas, entre elas: "A mulher paga impostos: por que proibir a sua participação em regulá-los” (AUSTREGÉSILO, 1923, p. 122).

Vemos uma relação com o exercício da cidadania, quando comparado o direito de votar à obrigação de pagar impostos, uma relação inteligente e um tanto óbvia de expressar o direito da cidadania da mulher.

Porém, o texto nos aponta o fato de que, por mais diversas as opiniões existentes, a grande maioria acreditava ser uma medida precoce conceder o voto para a mulher naquele momento, conforme opinião relatada até mesmo por mulheres ativas na época, como a nobre escritora Albertina Berta. Sendo que até a publicação do livro estudado, a lei do sufrágio feminino não havia sido aprovada no Brasil (AUSTREGÉSILO, 1923).

Berta Lutz foi uma grande propagadora do feminismo no Brasil, segundo Austregésilo, a feminista possuía ideias justas sobre o feminismo. Assim, foi para os Estados

Unidos representando o Brasil na Conferência Pan-Americana de Mulheres que ocorreu em Baltimore, em abril de 1922, onde foi muito bem tratada e encontrou diversas lideranças e representantes feministas de diversos países (AUSTREGÉSILO, 1923).

Alves de Souza, em brilhante colaboração d'O Pais, A Mulher e o Trabalho, a propósito da Conferência da senhorita Berta Lutz, feita no Congresso da Agricultura, julga que o feminismo brasileiro não deve estar na conquista de lugares burocráticos, de sufrágio político. Nada disso. O feminismo deve estar na reconquista moral do lar e da família brasileira, e sobretudo no trabalho doméstico, operário, de toda maneira em que ela possa contribuir com seus esforços e capacidades (AUSTREGÉSILO, 1923, p. 128).

Dessa forma, podemos observar o quanto o discurso feminista está carregado das ideias vigentes da época. Logo, reduzindo a mulher às questões domésticas, de educação dos filhos, cuidados com o marido e o lar. Assim, remetendo às mulheres fora desse contexto, apenas como operárias de fábricas. Ou seja, praticamente sem mudanças das convicções vigentes na época sobre a mulher. Todavia, o intuito era reforçar ainda mais essas ideias. Vemos, dessa forma, como a desigualdade social de gênero era abrangente e intensa, pois tínhamos mulheres que se intitulavam feministas, mas que traziam um discurso totalmente contrário à essência do movimento feminino e um dos seus principais objetivos: o direito ao voto.

Enfim, o autor descreve em detalhes como foi a Conferência e a representação do Brasil, as lideranças mundiais presentes, o foco em fazer com que os países latino-americanos avançassem nas questões relacionadas às mulheres e a Liga das Mulheres Eleitoras. Porém, no Brasil, nesse mesmo período, as mulheres ainda não tinham o direito ao voto (AUSTREGÉSILO, 1923).