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Mali Velayet Yetkisini Kötüye Kullanan Veli ve Vasiye Yönelik Tedbirler

D) Çocukların Malî İstismarını Önleyici Bir Tedbir Olarak Malî Velayet

3- Mali Velayet Yetkisini Kötüye Kullanan Veli ve Vasiye Yönelik Tedbirler

Outras questões éticas que derivariam dos avanços tecnológicos estariam ligadas aos desenvolvimentos da bioquímica e da medicina. Esses avanços afetariam não somente a psicologia, o vigor, a saúde e a longevidade, mas também a constituição genética dos seres humanos do futuro. Os futuristas acreditavam que diferentes desenvolvimentos aconteceriam, não só dos medicamentos, mas também da consciência sobre como prevenir alguns problemas. Na questão dos problemas do coração, tais avanços poderiam, por exemplo, reduzir o número de mortes na faixa dos 50 e 60 anos, ou mesmo resultar em corações artificiais ou de substitutos para algumas funções cardíacas. O câncer também poderia ter seu índice de mortalidade reduzido, como resultado da prevenção, da detecção nos estágios iniciais, da cirurgia, da radiação, da terapia por remédios e da estimulação do sistema imunológico. A possibilidade de re-implante de membros decepados, assim como o transplante de tecidos e órgãos e a aplicação de novos materiais – como os microeletrônicos ou órgãos e membros artificiais – também é considerada. Outra prática médica relevante seria a dedicada ao controle do envelhecimento. Contudo, ela não resultaria em um grande aumento da expectativa de vida, mas sim em uma queda dos efeitos debilitantes da senilidade. O aprimoramento de técnicas para salvar vidas prematuras também ocorreria, assim como o desenvolvimento da farmacologia e dos diversos remédios e vacinas contra vírus489.

Dessa forma, os avanços influenciariam as taxas de mortalidade e as de nascimento. Um exemplo, para Kahn e Wiener, desse avanço na medicina e do controle do nascimento foram os métodos anticoncepcionais. Baseados nisso, acreditavam que, dentro de 15 anos, as técnicas de controle de nascimento se tornariam um fenômeno universal. O avanço dessas técnicas, assim como seu barateamento, poderiam alterar as previsões de 6,9 a 7 bilhões de

                                                                                                                         

pessoas como população mundial do mundo no ano 2000, diminuindo este número em um ou dois bilhões490.

O avanço genético também levantaria importantes dilemas éticos, pois, assim que a ciência permitisse às mães escolher como seriam os filhos, poder-se-ia, então, alterar a própria evolução e o destino humano. Frente a isso, os autores citam a idéia de “eugenia negativa”, que não se dá pela manutenção de genes que parecem os melhores, mas por evitar reproduzir aqueles que são defeituosos491.

Novamente, seguindo a integração das tecnologias, Kahn e Wiener admitem o impacto dos computadores na área médica, servindo para o controle e a monitoração dos pacientes, para dar ordens às estações de enfermaria, etc. No futuro, os computadores também serviriam para guardar o conhecimento médico e para executar programas que permitiriam ao médico consultar tal conhecimento para diagnósticos e prescrições. Porém, para os futuristas, seriam duas as áreas de grande implicação desse sinergismo: a constituição genética e o controle da mente. No caso da segunda área, pesquisas relacionadas à descoberta do funcionamento do cérebro seriam importantes, pois, a partir de seus resultados, seria possível desenvolver drogas e agentes químicos que poderiam controlar e aliviar os problemas de esquizofrenia, de esquecimento com a idade, entre outros. Haveria, ainda, a possibilidade de apagar a memória recente, tanto para esquecer lembranças ruins, quanto para os criminosos não lembrarem o que confessaram. A aplicação de tais técnicas para trabalhar com as massas a partir da alimentação ou do ar também seria possível. E, por fim, a tecnologia médica sobre a mente poderia ser usada, ainda, para produzir cérebros inferiores em contraposição aos com capacidades intelectivas superiores. Frente a isso, os autores concordam que há um ditame ético por trás dessas possibilidades, que foge, então, do âmbito da ciência492.

Defronte, tanto aos avanços genéticos, quanto ao conhecimento sobre a mente, os futuristas questionam a necessidade e a vontade do controle sobre as doenças, o que poderia conduzir, então, a novas tendências de eugenia positiva. Na questão do controle da mente, por exemplo, perguntam: quem controlará os controladores de mentes? Ou, transportando para o campo da genética: quem controlará os engenheiros genéticos e de acordo com que valores493? Contudo, esses problemas provavelmente não atingiriam, em um curto espaço de tempo, os países subdesenvolvidos. Estes países passariam por um grande progresso,                                                                                                                          

490 KAHN, H.; WIENER, A.J, 1967, ., p. 114-115. 491

Ibid., p. 111-112. 492

Ibid., p. 109-111. 493 Ibid., p. 113.

reduzindo algumas doenças, porém, tal processo, na visão dos autores, dependeria bastante de interações sinergísticas. Assim, o desenvolvimento médico nesses países seria diretamente proporcional à quantidade de investimento para nutrição adequada, para práticas sanitárias melhores e às clínicas de saúde pública494.

Dessa forma, os autores encerram as considerações tecnológicas referentes tanto à questão nuclear, como abordado no capítulo anterior, quanto às abordadas aqui. Essas afirmações sobre o futuro da tecnologia remetem, claramente, aos itens 3, 4 e 12 da tendência múltipla. Kahn e Wiener reconhecem a dificuldade de trabalhar com os avanços tecnológicos, devido à amplidão do tema e das possibilidades dos inúmeros desenvolvimentos. De forma geral, portanto, a tecnologia traz os problemas da acelerada proliferação nuclear, da perda da privacidade e do poder privado ou governamental excessivo sobre o indivíduo. Tudo isso resultaria, então, em uma super-centralização vulnerável, ilusória e degradante, já que as decisões necessárias se tornariam muito amplas, complexas, importantes e incertas para serem deixadas aos meros mortais. Acompanhariam-nas, ainda, novas capacidades perigosas e que poderiam ser usadas desastrosamente, além de mudanças tão rápidas ou cataclísmicas para que se pudesse fazer um simples ajuste495.

Ou seja, por conta desse incremento da mudança ser praticamente exponencial, os autores afirmam que as previsões tecnológicas atingiriam no máximo os anos 80. Haveria, portanto – e aparentemente sem limites de previsão – o crescimento das capacidades de realização, o crescimento econômico, o controle sobre o meio externo e interno e o aumento da inovação, aplicação e difusão tecnológica. As capacidades, portanto, da cultura e das instituições para se adaptarem a tais mudanças em um tempo relativamente curto se tornariam questões cruciais. Assim, os futuristas preocupam-se com essa busca constante e faustiana do homem, uma vez que ela poderia levá-lo a uma forma de desumanização ou de degradação política e ecológica496. Dessa forma, remetemo-nos ao capítulo anterior, sobre os diversos acordos possíveis e a utilidade de controlar esses avanços tecnológicos no sentido de não suprimir a coexistência e, então, as boas concretizações que poderiam advir dela. Esse conjunto de avanços seria fulcral também para as mudanças culturais que antecederiam e acompanhariam a sociedade pós-industrial. A essas mudanças culturais que nos dedicaremos agora.

                                                                                                                          494

KAHN, H.; WIENER, A.J., 1967, p. 115. 495

Ibid., p. 116. 496 Ibid., p. 116-117.