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3. KKTC’NİN POLİTİK VE EKONOMİK YAPISI

3.2. KKTC’NİN EKONOMİK DEĞERLENDİRMESİ

4.2.2. KKTC’NİN EKONOMİK VERİLERİ

4.2.2.2 Makro Ekonomik Veriler

A supervisão e avaliação dos processos de trabalho do Projeto Café do Trabalhador acontecem sob duas perspectivas. A primeira da empresa terceirizada com as próprias atividades. E a segunda da SETHAS com relação às atividades da terceirizada.

Sob a primeira perspectiva a empresa terceirizada não apresentou nenhuma sistematização de avaliação das suas atividades, apenas houve o relato da verificação em duas ou três vezes na semana da nutricionista à unidade Natal. As demais unidades recebem visitas esporádicas da responsável técnica e as atividades administrativas ficam sob a responsabilidade do cozinheiro contratado nestas localidades. Foi relatado, inclusive, que os procedimentos de manipulação de alimentos são monitorados por observação direta, sem registros e a avaliação do cardápio é realizada pela verificação do rejeito. Também foi afirmado que não houve interesse por parte da empresa de realizar avaliação formal de satisfação dos usuários.

O cardápio utiliza gêneros de fornecedores atacadistas da cidade como demostra o quadro 09, não favorecendo a compra de pequenos produtores ou articulação com o programa de agricultura familiar, o que fragiliza a integração às demais ações de SAN.

GÊNERO FORNECEDOR

Carnes e derivados Sadia e JSS

Cerais Mar Azul Distribuidora

Vegetais CEASA

Material de limpeza Mar Azul Distribuidora

Quadro 09. Gêneros adquiridos pela unidade Natal-RN do Projeto Café do Trabalhador Fonte: Elaboração dos autor, 2012.

O resultado apresentado é coerente com o perfil de aquisição de gêneros encontrado por Paes-Souza e Vaitsman (2005). Analisando 65 restaurantes populares, sob a perspectiva da origem dos alimentos e especificamente da participação em outros programas que estimulam a otimização do acesso a alimentos, constata-se que os resultados indicam uma desarticulação das ações propostas pelos programas Banco de Alimentos e Compra Direta do Governo Federal e das iniciativas dos restaurantes populares investigadas. Apenas 5 unidades das 65 indicaram alguma participação em projetos de Banco de Alimentos e destas, duas unidades estão localizadas no Município de Belo Horizonte. Sobre a compra direta dos pequenos produtores, apenas nove unidades indicam vinculação com o governo federal para efetivá-la, sendo que quatro delas estão em implantação. Em geral, não se está conciliando a ação de oferta de refeições a baixo custo com programas que favoreçam o pequeno agricultor. A respeito da segunda perspectiva de avaliação (SETHAS-Terceirizada) a SETHAS não apresentou procedimento sistemático de avaliação para o projeto em especifico. A alegação recai sobre a recente entrada do grupo na administração da coordenadoria e a prioridade no monitoramento por outros programas como o Barriga Cheia e o Programa do Leite por terem um maior número de usuários. Segundo a responsável da empresa terceirizada desde a saída do MEIOS a unidade não recebeu nenhuma visita de avaliação por parte da SETHAS. Até mesmo a comunicação de quantas refeições foram distribuídas por dia não acontece.

Durante o período em que o MEIOS avaliava a política era solicitado que o cardápio mensal fosse enviado com antecedência de 1 mês para a avaliação e a própria ONG por meio dos funcionários que atuavam em loco no projeto monitorava o número de refeições distribuída, registros das sobras do dia, adequação das instalações físicas, controle de qualidade das refeições distribuídas e apresentação dos funcionários da empresa terceirizada,

por meio de um formulário na forma de check-list em anexo 2. A satisfação dos usuários era aferida de modo quantitativo por meio de fichas de cor diferenciada para cada grau de satisfação.

Para Trevisan e Van Bellen (2008) o ponto em questão é a neutralidade da avaliação. Apoiados em Arretche (1998) eles elucidam que quanto a posição do avaliador, este devem pertencer a um órgão independente, e uma vez que avaliação visa exercer o controle sobre as intervenções publicas, seja dos cidadãos sobre o governo, seja do governo sobre si mesmo. De acordo com a autora, é muito difícil que as avaliações realizadas pelas próprias equipes governamentais encarregada da execução de uma dada política seja crível e isenta.

Mesmo na antiga configuração de arranjo (SETHAS, MEIOS e Empresa Terceirizada) a possibilidade de avaliação isenta de tendenciosidade também era questionável uma vez que a ONG tinha ligação direta com antiga gestão do Governo do Estado. Nesta atual configuração ( SETHAS e Empresa Terceirizada) nota-se uma ausência de ações tanto por parte da terceirizada sobre seus próprios processos, quanto da SETHAS sobre a supervisão técnica da política;

A mudança de governo resultou em ajustes operacionais no projeto. Com a saída do MEIOS as relações entre as partes que permaneceram se distanciaram, como mesmo relata a responsável técnica pela empresa terceirizada.

Para Trevisan e Bellen (2008) as avaliações muitas vezes não são realizadas pois podem ser vistas como “problema” para os governantes, executores e gerentes de projetos porque os resultados podem causar constrangimentos públicos. As informações e resultados das avaliações podem ser usadas pelo público e pela mídia para criticar os governos, da mesma forma que, em caso de “boas noticias”, os governos podem usá-la para legitimar as próprias políticas, como ganho politico.

No Rio Grande do Norte, a política partidária faz uso das ações de SAN considerando como sucesso o número de usuários atendidos. Considera-se que existam, através deste estudo de caso, ajustes a serem feitos considerando os municípios onde são implementados, os critérios para escolha das empresas que irão compor estes programas e o monitoramento e avaliação dessas ações.