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3. KKTC’NİN POLİTİK VE EKONOMİK YAPISI

3.2. KKTC’NİN EKONOMİK DEĞERLENDİRMESİ

4.2.1. ADANIN EKONOMİK GELİŞİMİ DEĞERLENDİRMESİ

Desde sua concepção o projeto previa a contratação de uma empresa para terceirização das refeições através de processo licitatório. Essa empresa teria finalidade a prestação de serviços de preparo, o fornecimento e a distribuição de refeições. Apesar de idealizado em 2004 o pregão eletrônico que resultou na escolha da empresa Sol refeições ocorreu apenas julho em 2008 (segundo mandato da Governadora Wilma de Faria), sendo seu processo administrativo desencadeado em 2007. Nota-se que a ideia foi concebida no primeiro mandato, mas seu processo administrativo só foi realizado em 2007 com a reeleição da então governadora.

A SETHAS considerou como critérios técnicos e financeiros na licitação as exigências prévias para que as empresas se candidatassem ao pregão. Como critérios financeiros: comprovação de capital social compatível com o capital de giro necessário para o fornecimento diário de refeições; apresentar balanço anual do último exercício financeiro e apresentar certidões negativas de falência ou concordata. Quanto aos critérios técnicos a empresa deveria apresentar provas de possuir em seu quadro de pessoal, profissional de nível superior reconhecido pelo Conselho Regional de Nutricionistas; apresentar alvará de funcionamento da Vigilância sanitária da Secretária Municipal de Saúde.

Segundo o processo administrativo de nº 130.64/07- 4 da SETHAS, o processo licitatório do projeto aconteceu após pesquisa mercadológica para levantamento do valor unitário para o atendimento do desjejum. A pesquisa apresentou como principais resultados os dados descritos na tabela 04.

O valor de dois reais e oitenta e um centavos (R$ 2,81) por refeição (empresa A) foi escolhido como referência, resultando no montante de seiscentos e trinta e nove mil oitocentos e trinta e sete reais mensais. O valor foi estabelecido como máximo admitido no lance de oferta pelas empresas que se submeteram à licitação. A distribuição de custo do fornecimento desta refeição foi estimada pela assessoria técnica da SETHAS para subsidiar comparações de valores de mercado.

Tabela 04. Dados referentes a pesquisa mercadológica realizada pela SETHAS para definir valor unitário de

refeição proposto para licitação do projeto Café do Trabalhador

N Especificações Valor Unitário (R$) Nº de desjejum/dia Dias/ano Valor Total (R$)

1 Empresa A 2,81 900 253 639.837,00

2 Empresa B 3,21 900 253 730,917,00

3 Empresa C 3,39 900 253 771.930,00

Fonte: Elaborado a partir de SETHAS (2007)

O custo de produção da refeição foi estimado em um real e trinta e nove centavos conforme especifica a tabela 05. Considerando o valor de venda escolhido, dos dois reais e oitenta e um centavos do preço de venda, cinquenta centavos são pagos pelo beneficiário, e dois reais e trinta e um centavos pelo Estado por cada desjejum. Segundo assessoria técnica da SETHAS o custo para o Estado previsto em até trinta e nove mil oitocentos e trinta e sete reais mensais representa um baixo investimento tendo em vista o grande benefício para a população alvo.

Tabela 05. Estimativa da distribuição de custos da refeição do Café do Trabalhador segundo assessória técnica

da SETHAS. Especificação Valor (R$) Água 0,02 Energia elétrica 0,04 Funcionários 0,20 Gás de cozinha 0,05 Gêneros alimentícios 0,86 Manutenção 0,05 Material descartável 0.05 Tributos 0,12 TOTAL 1,39

Fonte: Elaborado pelo autor a partir de SETHAS (2007)

O processo licitatório ocorreu em 2008 na modalidade de pregão utilizado para aquisição de bens e serviços comuns, definidos como aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado, nos termos do art. 1º, parágrafo único, da Lei nº 10.520 de 2002. Foi escolhido o tipo eletrônico, em conformidade com o Decreto nº 5.450/2005 que permite o pregão realizado por meio de utilização de recurso de tecnologia de informação, nos termos de regulamentação específica.

Respeitando o principio da publicidade, a divulgação do pregão eletrônico ocorreu no Diário Oficial e em jornal de circulação local em 10 de abril de 2008. Três

empresas comprovaram estar aptas a participar do processo pois apresentaram habilitação jurídica, qualificação técnica (determinada pela detenção de alvará sanitário), regularidade fiscal, estando de acordo com o artigo 27 da Lei nº 8.666/93.

No tocante à etapa da classificação, as propostas foram avaliadas de acordo com o critério de melhor lance, utilizado quando “o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e oferta do menor preço.”( §1ºdo artigo 45). As propostas foram obtidas conforme a tabela 06, sendo a empresa do lance dois reais e sessenta e nove centavos a contratada.

Tabela 06. Dados referentes a pregão eletrônico realizado pela SETHAS para definir empresa contratada para o

projeto Café do Trabalhador.

N Especificações Valor Unitário (R$) Nº de desjejum/dia Dias/ano Valor Total (R$) 1 Sol Refeições LDTA ME 2,69 900 253 612.513,00 2 Restaurante LDTA ME Recife Antigo Bar e 2,81 900 253 639.837,00 3 Paisagem Comércio e Serviços LTDA ME 2,81 900 253 639.837,00

Fonte: Elaborado pelo autor a partir de SETHAS (2008)

Analisando as propostas, houve uma coincidência dos valores de preços das outras duas empresas que não ganharam a licitação. Ressalta-se que o valor cobrado pela Sol Refeições LTDA ME foi R$ 0,12 menor que as outras duas. O contrato é renovado a cada doze meses através de termos aditivos. No processo administrativo não existe descrição de avaliação sistemática de cumprimentos das atribuições previstas como critério de renovação. Após o processo licitatório as renovações ocorram 05/2009 e 05/2010 e 06/2011 e não houve nenhuma reavaliação de custo-benefício de outras empresas que tivessem o interesse de participar do projeto

Segundo estudo realizado por Paes-Souza e Vaitsman (2005) sobre o perfil de 65 restaurantes populares de todo o Brasil, verificou se que em grande parte existe uma heterogeneidade no que diz respeito a composição do arranjo organizacional. Dos 65 restaurantes estudados, 23 unidades são administradas por associação, organização social, fundação ou outra entidade social; 16 por instituição pública, sendo que 10 correspondem a órgão público estadual e seis a municipal; e 26, por empresa privada. Desse quadro, conclui- se que a composição entre instituições de administração e participantes é bastante diversa e, do total de 65 questionários retornados, identificou-se 30 arranjos aparentemente diferentes.

Entretanto, algumas regularidades ou semelhanças de comportamento foram identificadas no estudo de Paes-Souza e Vaitsman (2005), valendo a sua sistematização nos pontos a seguir apresentados:

1. o preparo das refeições é de responsabilidade principalmente de empresa privada e sua execução pode ocorrer de formas diferentes;

2. o financiamento dos restaurantes populares é feito com recursos públicos, em geral de origem estadual, e nesses casos o poder público responde igualmente pela fiscalização e controle financeiro;

3. as refeições são basicamente originadas da empresa privada, mesmo nas iniciativas em que existe a participação de entidade social e poder público.

Quanto ao arranjo organizacional a saída do MEIOS tornou o projeto sem mediação social. Considerando os aspectos específicos, nota-se algumas similaridades que são coerentes com o perfil encontrado no estudo de Paes-Souza e Vaitsman (2005) no projeto Café do Trabalhador no que diz respeito a terceirização de refeições e financiamento das refeições.