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Performans Yönetim

A. Mağazacılıkta Finansal Muhasebe Uygulamaları 1 Zincir Mağazalarda Kullanılan Muhasebe Belgeleri:

EM UM PRODUTOR MUSICAL 37

36 Revita Backstage. Ano 12, nº 136 – Março/2006. Rio de Janeiro: HSheldon, 2006. 37

Segundo Bahia, o único curso superior [sic] existente no Brasil de Produção Musical (e mostrarei a seguir que este dado só era válido na época em que a matéria foi publicada, isto é, em 2006) era o oferecido pela Universidade Estácio de Sá, na cidade do Rio de Janeiro 38 . Realizando uma pesquisa hoje, constatei que atualmente existem, principalmente na cidade de São Paulo, uma série de cursos oferecidos. Porém, são cursos não-acadêmicos, em nível técnico, de curta duração (o curso da Estácio de Sá citado na matéria é do tipo tecnólogo) e, embora se intitulem “Curso de Produção Musical”, em sua maioria são focados na operação de softwares utilizados na processo produtivo e não no desenvolvimento das competências necessárias à carreira de produtor. Em nível acadêmico, a Universidade do Vale dos Sinos (UNISINOS), localizada na cidade de São Leopoldo / RS, lançou em 2006 o curso tecnólogo intitulado “Formação de Produtores e Músicos de Rock” 39 . A Universidade Anhembi Morumbi localizada na cidade de São Paulo / SP possui, também, um curso tecnólogo de “Produção Musical” 40 . Na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), dentro da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS), desde o segundo semestre de 2007, ministro duas vezes ao ano o “Curso de Extensão em Produção Musical” 41 . O que se pode concluir a partir do que foi apresentado acima é que a oferta de cursos em nível acadêmico (extensão e tecnólogo) está aumentando, o que sugere um incremento de interesse pela carreira de produtor musical. Ainda que já existissem anteriormente no Brasil outros cursos (de bacharelado e licenciatura) voltados à música, em sua maioria eram focados exclusivamente em música erudita e não em produção musical.

Além dos cursos em nível técnico, tecnólogo e de extensão, existem outros caminhos alternativos e/ou complementares àqueles que desejam ingressar neste mercado. A matéria publicada na Backstage (2006) diz que o ingresso na profissão pode partir de caminhos diversos. Há aqueles ligados à área musical (músicos), à área técnica

38 Para maiores detalhes, acesse o site do curso em

<http://www.estacio.br/_cursos/politecnico/producao_fonografica/default.asp> acesso em 22/01/2010.

39 Para maiores detalhes, acesse o site do curso em <http://www.unisinos.br/rock/index.php>

acesso em 22/01/2010

40 Para maiores detalhes, acesse o site do curso em

<http://portal.anhembi.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?=undefined&UserActiveTemplate= _template04%3F&infoid=433&rndval=1264196702230&sid=48> acesso em 22/01/2010

41 Mais detalhes em

<http://mixtapetothepeople.blogspot.com/2010/01/novos-cursos-na-pucrsfamecos-em-2010.html> e <http://www.youtube.com/watch?v=2X4AXIp9Yg4> acesso em 24/01/2010

(técnicos de estúdio, engenheiros de som) e de áreas alheias à música. O diretor do selo Trama, João Marcelo Bôscoli, declara que

Tão subjetivos quanto as músicas são os processos que envolvem o desenvolvimento dela. Às vezes o cara é músico, às vezes ele vem de outra praia. Tem produtor que não é exatamente músico mas entende de pessoas, de processos emocionais, o que às vezes é tão importante ou mais que o processo técnico. (JOÃO MARCELO BÔSCOLI, in: Backstage, p. 54, 2006)

O relato acima reforça o que expus neste sub-capítulo quando afirmei que o produtor deveria possuir, dentre inúmeras competências, um bom relacionamento com os artistas, analogamente fazendo às vezes de um psicólogo.

O produtor Carlos Eduardo Miranda, um dos mais conceituados atualmente, também é citado na matéria. Antes de ser produtor, foi jornalista. Como diferenciais, a matéria aponta a sua capacidade de se relacionar bem com as pessoas e amplo conhecimento sobre tendências musicais. Conforme palavras do próprio Miranda: “Não sou instrumentista, mas eu entendia o som como um todo. É muito ligado ao relacionamento e outra coisa: ouvir muita música.” (CARLOS EDUARDO MIRANDA in: Backstage, p. 54, 2006)

Fig. 8 – Produtor Carlos Eduardo Miranda 42

A revista Backstage (2006) ainda aponta que alguns dos produtores que mais venderam discos no Brasil iniciaram suas carreiras como técnicos de estúdio. A vivência diária dentro do estúdio se mostra uma escola importante. Como cada trabalho é diferente dos demais e exige soluções distintas, quanto mais trabalhos forem

realizados, mais experiência se adquire, o que permite que o profissional se capacite gradualmente até o momento de sentir-se seguro e em condições para começar a produzir de fato. Existem produtores que transitam por diversos estilos musicais, embora o mais comum seja aperfeiçoarem-se em um ou num pequeno grupo de estilos. Desse modo, se o produtor X se especializa em rock e consegue produzir trabalhos exitosos neste foco, as chances de ser chamado sucessivamente para álbuns de rock é grande. Outro ponto apresentado na matéria da Backstage (2006) que reforça o caráter interdisciplinar da profissão refere-se à formação do produtor Mayrton Bahia. É dito que ele iniciou sua carreira como técnico da gravadora EMI (no Brasil), estudou composição na Universidade Federal do Rio de Janeiro e, também, engenharia eletrônica. Esse dado parece confirmar o que o “TRIÂNGULO DE ATRIBUTOS” apresentado anteriormente representa.

Músicos de estúdio também podem tornar-se produtores: “Quando me mudei para o Rio me tornei músico de estúdio e então passei a produzir” afirma o produtor Liminha (in: Backstage, p. 56, 2006), conhecido, principalmente por integrar a banda Mutantes 43 .

Por fim, existem aqueles que começam produzindo para amigos, cobrando um cachê simbólico ou até nenhum cachê, encarando o trabalho como aprendizado e oportunidade de mostrar as suas potencialidades e incrementar seu “repertório” (G), isto é, o conjunto de trabalhos produzidos pelo produtor.