• Sonuç bulunamadı

3.8. MÇP İkinci Olağan Kongresi

3.10.1. MÇP, RP ve IDP İttifakı (Kutsal İttifak)

A análise dos dados constitui o processo de ordenação, estruturação e interpretação da massa de dados colhida. Os dados qualitativos são complexos e sua conversão para medidas ou uni- dades padronizadas não é algo automático ou rápido. Isso acontece porque, geralmente, os dados obtidos variam em termos de abstração, freqüência de ocorrência e relevância para os propósitos do estudo. Provavelmente uma das partes mais importantes na análise dos dados é o processo de descobrimento ou desenvolvimento de classes ou categorias que os caracterize apropriadamente (Schatzman e Strauss, 1973, apud Marshall e Rossman, 1999). A seguir se- rão apresentados a técnica e o método utilizados.

3.2.2.1 Técnica

Uma análise de conteúdo foi efetuada sobre as entrevistas realizadas. Segundo Bardin (1977), a análise de conteúdo constitui “um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores – quantitativos ou não – que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção e recepção destas mensagens”.

Para o presente estudo, a técnica de análise de conteúdo utilizada foi a análise categorial te- mática sobre os textos transcritos das entrevistas. Desse modo, os textos de todas as entrevis- tas realizadas foram divididos em temas – cada tema identificado constituiu uma unidade de significação isolada – que, por meio de reagrupamentos analógicos, foram classificados em categorias temáticas. A análise realizada foi essencialmente transversal, na medida em que as entrevistas foram recortadas em torno dos temas identificados. Esta técnica se mostrou conve- niente para os propósitos deste estudo, pois é rápida e eficaz para aplicação em discursos dire- tos e simples como as entrevistas (Bardin, 1977).

3.2.2.2 Método

A análise dos dados foi realizada em quatro etapas:

I. Coleta das evidências empíricas por meio de entrevistas – As entrevistas tiveram a duração de aproximadamente uma hora, foram realizadas pelo mesmo indivíduo – a autora deste estudo – foram gravadas e transcritas.

II. Identificação de temas – A partir dos textos transcritos das entrevistas foram identi- ficados os temas. Como colocado por Bardin (1977) um tema constitui uma unidade de significação complexa e de comprimento variável, cuja validade não é de ordem lingüística, mas sim de ordem psicológica. Podem constituir um tema tanto uma a- firmação quanto uma alusão. Assim, as frases, os enunciados ou trechos dos textos transcritos que portavam significações que pudessem ser isoladas foram considera- dos temas. A identificação de temas constitui uma etapa importante no estudo, já que

a partir deles se torna possível a identificação de crenças, tendências e valores conti- dos nas mensagens dos entrevistados (Bardin, 1977).

É importante regatar aqui que o estudo utilizou-se de uma abordagem qualitativa, e, por este motivo, baseou-se não somente na freqüência e aparição dos temas, mas sim em sua presença ou ausência. Tanto a presença quanto a ausência de certos elemen- tos nas mensagens constituíram informações válidas e preciosas. Dessa forma, as in- ferências realizadas estiveram fundamentadas na presença ou ausência do tema e não somente em sua freqüência de aparição (Bardin, 1977).

III. Formação das categorias temáticas – Depois de identificados, os temas foram agru- pados em categorias temáticas. Os critérios para formação das categorias foram se- mânticos, ou seja, os temas que possuíam os mesmos significados e que remetiam aos mesmos conceitos foram reunidos na mesma categoria. O processo de formação da categoria foi feita do particular para o geral, isto é, os temas com mesmo signifi- cado foram reagrupados progressivamente para que ao final fosse constituída a cate- goria. As categorias formadas são mutuamente excludentes, homogêneas em si e pertinentes ao objetivo do trabalho.

No entanto, um aspecto relevante a ser citado nesta etapa de análise dos dados e de formação das categorias temáticas foi o de que – embora as categorias tenham sido formadas do particular para o geral – foram consideradas também, como “guias” neste processo, as categorias pré-analíticas originadas do referencial teórico. Ou seja, a formação das categorias temáticas na apresentação dos dados foi influenciada tam- bém pelos traços culturais delineados no referencial teórico e ilustrados no Quadro 6.

IV. Identificação das categorias mais marcantes e das categorias menos marcantes – Para a identificação e separação das categorias ou traços culturais em mais marcan- tes e menos marcantes foram utilizados os seguintes critérios:

• Grau de explicitação – significando o grau de facilidade ou dificuldade com que as evidências empíricas puderam ser associadas a temas e em seguida a categori- as temáticas. Isto é, aquelas categorias temáticas, cujos temas foram facilmente identificados foram consideradas categorias ou traços mais fortes. De modo con- trário, as categorias cuja aglutinação dos temas necessitou um grau de reflexão

maior foram consideradas menos fortes. Considerou-se esse critério como algo importante para classificação das categorias ou traços culturais em mais marcan- tes ou menos marcantes na medida em que se assume que aquelas categorias menos explícitas necessitaram maior esforço de interpretação da pesquisadora por estarem, por assim dizer, menos evidentes também para os entrevistados. • Freqüência – considerou-se tanto a quantidade de comentários sobre cada tema

assim como a quantidade de indivíduos que comentaram cada tema – e conse- quentemente a categoria temática – como um indicativo dos traços serem mais ou menos marcantes. Os traços que tiveram maior quantidade de comentários e maior diversificação de indivíduos comentando foram considerados mais mar- cantes e vice-versa.

• Ordem – a ordem com que os temas apareceram nas entrevistas também foi con- siderado um indicador da intensidade da presença dos traços na gestão. Isto é, assumiu-se que os temas que foram colocados primeiramente pelos indivíduos nas entrevistas seriam aqueles mais presentes e mais marcantes. Assume-se que aquilo que vem à tona primeiro é mais consciente e aquilo que aparece depois – ou que foi obtido por meio de uma provocação ou pergunta mais direta – seria menos consciente e, adota-se aqui, menos marcante.

• Percepção da pesquisadora – paralelamente aos três critérios acima citados que buscaram “mensurar” a intensidade das categorias ou traços culturais por meio de uma tentativa de racionalização das percepções obtidas, considerou-se tam- bém como um critério de intensidade das categorias ou traços a percepção da pesquisadora. Assume-se essa percepção como algo relevante, pois aquilo que está mais explícito, que é citado com mais freqüência ou que aparece primeiro pode refletir estereótipos ou percepções do tipo senso comum.

Portanto, o posicionamento dos traços como mais ou menos marcantes levou em consideração os quatro critérios acima conjuntamente.