IV. Türk Edebiyatında Şehr-engîz
1.1. XVI. Yüzyıl Şehr-engîzleri
1.1.6. Lâmi‘î Çelebi, Şehr-engîz-i Bursa
O comportamento térmico dos solários depende das trocas de calor ocorridas entre o ambiente exterior, o solário e o ambiente interior.
2.2.3.1.T
ROCAS DE CALOR POR RADIAÇÃOO vão envidraçado desempenha um papel fundamental no funcionamento do solário pois é o elemento responsável pela absorção e transmissão da radiação solar para os elementos estruturais da habitação, onde é convertida em calor. Na figura 2.7 é possível observar as trocas de calor por radiação ocorridas entre o envidraçado do solário e a parede comum ao solário e à habitação.
Figura 2.7- Esquema exemplificativo de trocas de calor por radiação nos elementos do solário: parcela da radiação absorvida (α), parcela da radiação reflectida (ρ) e parcela da radiação transmitida (τ)
A radiação solar incidente num elemento pode ser absorvida, transmitida ou reflectida, conforme sejam os seus coeficientes de absorção, α, de transmissão, Շ, e de reflexão, ρ. Apenas os corpos transparentes são capazes de transmitir parte da radiação incidente. No geral, a parcela reflectida será tanto maior quanto o ângulo de incidência da radiação solar. A parcela absorvida é convertida em calor no interior do elemento, podendo ser reemitida sob a forma de radiação de onda longa [19]. Deste modo, o tipo de vidro deve ser escolhido em função do objectivo a atingir - potenciar ou minimizar os efeitos da radiação. Existem vários tipos de vidros, como os coloridos, que possuem reduzido coeficiente de transmissão e elevado coeficiente de absorção, os reflectantes, que reflectem a radiação solar, os de baixa emissividade, que reduzem a emissividade da radiação de onda longa, e os translúcidos, que têm baixa transmissão térmica e são difusos à passagem da luz solar. É também possível alterar as propriedades dos vidros com a aplicação de tintas ou capas [19].
Os envidraçados são caracterizados por serem transparentes à radiação de onda curta e por serem opacos à radiação de onda longa, o que origina o efeito de estufa no interior do solário, já que a radiação de onda longa emitida pelos elementos do edifício não é transmitida ao exterior, acabando por ser absorvida e transmitida na forma de calor.
Os dispositivos de sombreamento tanto podem ser exteriores como interiores e têm como propósito diminuir o coeficiente de transmissão do sistema. A sua utilização é prática corrente na estação de arrefecimento de modo a evitar o sobreaquecimento do sistema [19].
No quadro 2.1 encontram-se descritas as propriedades dos vidros correntemente utilizados.
Quadro 2.1 - Propriedades dos vidros correntemente utilizados [20]
Tipo de vidro Transmissão (%) Reflexão (%) Absorção (%)
Simples 79 7 14
Duplo 67 13 20
2.2.3.2.A
RMAZENAMENTO DEC
ALORA radiação solar, após ser transmitida através dos envidraçados, é absorvida pelos elementos estruturais e transformada em calor. Uma característica fundamental neste processo é a inércia térmica dos elementos que absorvem a radiação solar, pois quanto maior a inércia térmica do elemento maior capacidade o elemento tem de moderar e desfasar o fluxo de calor que o atravessa [21]. A inércia térmica varia em função da massa e da condutibilidade térmica do elemento, já que quanto maiores estas características maior será a inércia térmica do elemento.
As paredes comuns ao solário e à habitação devem ter uma boa inércia térmica para armazenarem e transmitirem de forma eficaz o calor para o interior da habitação. Para desempenhar esta função são geralmente utilizadas paredes simples de tijolo, pedra ou betão [19].
No quadro 2.2 apresentam-se as propriedades dos materiais constituintes dos elementos de armazenamento de calor.
Quadro 2.2 - Propriedades de materiais correntemente utilizados com boa inércia térmica [22]
Material Massa Condutibilidade térmica [Kg/m3] [w/(m.ºC)]
Pedra (Granito) 2600 2,8
Betão 2500 2,0
Tijolo (0,20m) 1900 0,38
2.2.3.3.T
ROCAS DEC
ALOR POR CONDUÇÃOA condução é um fenómeno de transferência de calor que ocorre em duas zonas do solário: entre o ambiente exterior e o solário, através do envidraçado, e entre o solário e o interior da habitação, através da paredes e janelas, como se pode observar na figura 2.8.
Figura 2.8 - Esquema exemplificativo do fluxo de calor por condução no solário
O envidraçado é o elemento que separa o solário do ambiente exterior. Sendo um material com um coeficiente de transmissão térmica elevado, as trocas de calor entre o ambiente exterior e o interior ocorrem mais facilmente, pelo que a temperatura exterior tem elevado impacte na temperatura do solário. Neste elemento de separação é comum utilizar-se vidro simples ou duplo com caixa-de-ar, que actua como isolamento térmico, pelo que o vidro duplo tem menor coeficiente de transmissão térmica do que o vidro simples, o que se reflecte em menores trocas por condução através do vidro. A escolha do tipo de vidro a aplicar estará dependente do clima exterior [23].
É desejável que uma das características dos elementos de separação entre o solário e a habitação seja um elevado coeficiente de transmissão térmica, de modo a transmitir, por condução, os ganhos solares para o interior da habitação [19].
No quadro 2.3 apresentam-se os coeficientes de transmissão térmica de várias soluções construtivas. De referir que as soluções construtivas dos envidraçados possuem caixilharia de alumínio. Estes valores foram obtidos através de consulta do ITE50 [22].
Quadro 2.3 - Coeficientes de Transmissão Térmica dos elementos do sistema
Elemento Solução construtiva U ⁄ . °
Envidraçado Vidro Simples 3,5mm 5,2
Vidro Duplo 3,5mm com caixa‐de‐ar 2,8
Parede
Parede Simples Tijolo 20' 1,37 Parede Simples de Betão 3,24 Parede Simples de Pedra 3,57
2.2.3.4.T
ROCAS DEC
ALOR POR CONVECÇÃOA abertura de janelas ou portas entre o solário e a habitação desencadeia trocas de calor por convecção que aceleram o aquecimento do interior da habitação [23], já que o ar frio daí proveniente é aquecido no solário e posteriormente conduzido para o seu interior.
Da mesma forma, na estação de arrefecimento, a abertura de janelas do solário provoca trocas de calor por convecção com o exterior, o que faz com que a temperatura no interior do solário diminua, contribuindo assim para evitar o sobreaquecimento do espaço.
Na figura 2.9 é possível observar-se as trocas de calor por convecção referidas.