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Kuzey Kafkasya’da Müridizme Geçiş ve Şeyh Şamil’in Rolü

2.3. RUS ÇARLIĞININ KUZEY KAFKASYA POLİTİKASI

2.3.1. Kuzey Kafkasya’da Müridizme Geçiş ve Şeyh Şamil’in Rolü

O recente crescimento do cultivo da banana no Rio Grande do Norte concentra-se nos Vales do Açu e do Litoral Oriental, sendo explicado, predominantemente, pelo crescimento da pro-

dução das grandes empresas agroindustriais exportadoras, entre as quais se destacam a Del Monte e a Banassú. A Del Monte é uma multinacional produtora e exportadora de frutas fres- cas. A Banassú é uma agroindústria paulista que foi atraída pelos incentivos fiscais do Governo do Estado e se instalou no Centro Industrial de Macaíba (CEI), na Região Metropolitana de Natal.

O aumento da demanda por frutas frescas, causado pelo crescimento das exportações e da população e pelo aumento do fluxo turístico, conjugado a um ambiente institucional propício, explicam o crescimento da área cultivada com bananeira, que passou de 3 mil hectares em 1990, para mais de 5 mil hectares em 2009 (Figura 3.5). Assim como para o caso do melão, o cultivo da banana foi parcialmente prejudicado no estado em 2008 e 2009 devido aos efeitos da crise econômica internacional sobre as exportações da fruta, ao clima e a algumas perdas nas áreas dos projetos da Del Monte no município de Ipanguaçu.

Figura 3.5: Evolução do cultivo de banana no Rio Grande do Norte (1990–2009) – Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal

A despeito disso, e apesar de ter sido incluída recentemente na pauta de exportação de frutas frescas do estado, a banana ocupou a terceira posição no valor das exportações, com US$ 15,3 milhões em 2005, de acordo com dados da SECEX. O restante da produção é comercializado no mercado interno, no qual se sobressaem os supermercados e as feiras livres, onde o produto é comercializado in natura. No entanto, é importante registrar que além da grande agroindús- tria, existem algumas iniciativas de semi-processamento de banana de caráter familiar – sob a forma de doces, farinha de banana e banana cristalizada, o que poderá, se ampliado, e, como

consequência, reduzir os efeitos negativos da perecibilidade do produto.

3.2.4 Fruticultura: mamão

O cultivo de mamão no estado do Rio Grande do Norte evoluiu de uma área de cerca de 200 hectares, em 1990, para pouco mais de 1700 hectares em 2009 (Figura 3.6). Apesar da pequena área, o cultivo do mamão vem crescendo e se difundindo em propriedades e assentamentos rurais, nos quais os agricultores familiares cultivam o produto mediante contratos de integração com as empresas agroindustriais exportadoras, além de fornecerem para os supermercados e outros tipos de venda no varejo.

Figura 3.6: Evolução do cultivo de mamão no Rio Grande do Norte (1990–2009) – Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal

O valor das exportações de mamão em 2009 foi de mais de US$ 5 milhões, com toda produção comercializada por empresas integradoras, as quais, pela sua natureza oligopsônica, têm um grande poder na fixação de preços e na classificação da produção em seus próprios benefícios. A empresa Calimã, por exemplo, de origem catarinense, e instalada no estado há cerca de 10 anos, responde, isoladamente, por mais de 65% das exportações de mamão papaya no Rio Grande do Norte.

Para compensar esse tipo de falha de mercado os agricultores familiares estão diversificando a produção e buscando canais alternativos de comercialização no mercado interno, como é o caso dos supermercados e da venda direta nas feiras.

3.2.5 Carcinicultura

As primeiras iniciativas de criação de camarão em cativeiro no Rio Grande do Norte datam do início da década de 1970, quando o Governo do Estado criou um projeto integrado de desen- volvimento da carcinicultura para ser implantado nas áreas das antigas salinas que haviam sido desativadas em decorrência da crise que se abatera sobre a produção de sal marinho.

Para os idealizadores daquele projeto, entre os quais se incluíam o então Governador Cortez Pereira, os dirigentes e técnicos do Banco de Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (BDRN) e pesquisadores ligados ao Governo do Estado e à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o estado possuía as condições propícias para a criação do camarão em cativeiro, à seme- lhança do que já havia ocorrido em outros países como a Tailândia e o Equador.

No entanto, dificuldades relativas às espécies cultivadas, à alimentação e ao manejo, retar- daram o desenvolvimento da criação de camarão em cativeiro no estado. No início dos anos 1980, a EMPARN passou a liderar o processo de pesquisa, dando início às experiências com a criação da espécie Penaeus japonicus. Os resultados não foram satisfatórios, o que levou os pesquisadores a testarem espécies nativas como o Penaeus brasiliensis e o Penaeus schimitti, os quais, também, não trouxeram os resultados esperados em termos de velocidade de reprodução e de produtividade.

Os elevados índices de crescimento do cultivo de camarão em cativeiro ocorreram, efetiva- mente, em 1996, com a introdução da espécie Litopenaeus vannamei – um camarão de menor porte, mas capaz de gerar 2,5 safras por ano –, e o aumento da demanda nos mercados na- cional e internacional. Todavia, novos problemas estão sendo enfrentados, principalmente os relacionados com a variação cambial. Por outro lado, ainda persistem problemas relaciona- dos com a pequena diversificação das espécies cultivadas no estado, às doenças, ao manejo, aos custos operacionais, ao aumento da produtividade, aos impactos ambientais e ao grau de beneficiamento do camarão que ainda é vendido in natura, na sua maior parte.

Para o enfrentamento desses problemas e a otimização do sistema agroindustrial do ca- marão, o Governo do Estado isentou o Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Servi- ços (ICMS) para operações internas e interestaduais, o imposto sobre o óleo diesel para embar- cações, os impostos sobre as saídas de pós-larvas de camarão, e, além disto, obteve a extensão da taxa verde (subsídio à energia elétrica na agricultura) para o camarão. A implantação do Cen- tro Tecnológico de Carcinicultura do Rio Grande do Norte (CTC), que resulta de uma parceria do Governo do Estado com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tem por objetivo desenvolver pesquisas aplicadas que levem à

otimização do sistema agroindustrial do camarão como um todo.

A carcinicultura é uma das atividades que se desenvolveram no Rio Grande do Norte em que o papel institucional do Governo do Estado e de suas políticas específicas mais se mostrou determinante. Dos 11 mil hectares licenciados pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (IDEMA) para a expansão da carcinicultura, mais de 8 mil hectares estão produzindo. O estado é hoje o principal produtor de camarão do país, e foi responsável por mais de 60% das exportações brasileiras em 2008, segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Camarão – ABCC (2008)–, em suas mais de 400 fazendas de cultivo.