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II. KAVRAMSAL ÇERÇEVE

2.7. Kuyumculukta Kullanılan Araç ve Gereçler

Uma das competências matemáticas que deve ser priorizada pelo professor em sua prática é o desenvolvimento do raciocínio lógico, estimulado pelo pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas; afirma Oliveira (2007). Para tanto, os educadores devem buscar alternativas para aumentar a motivação pela aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização e estimular a socialização. Segundo a autora, as atividades lúdicas revelam um ingrediente indispensável neste processo, viabilizam a afetividade, autoconhecimento, cooperação, autonomia, imaginação; oportunizando que o outro construa novos saberes por meio da alegria e do prazer de querer fazer e construir:

Atividades lúdicas são atividades que geram prazer, equilíbrio emocio- nal,levam o indivíduo a autonomia sobre seus atos e pensamentos, e contribuem para o desenvolvimento social. O conceito de atividades lúdicas está relacionado com o ludismo, ou seja, atividade relacionadas com jogos e com o ato de brincar, utilizando variados recursos; tais como livros, jogos com materiais manipuláveis e digitais. [...](ARAUJO,2000, p.60).

Santos(2010) destaca que qualquer indivíduo, independente da sua idade, pode brincar a sua maneira. Oliveira(2007) enriquece esta discussão, afirmando que quando crianças ou jovens brincam, mostram prazer e alegria em aprender. Eles têm oportunidade de lidar com a curiosidade que os move para participar da atividade; é, em certo sentido, a mesma que move os cientistas em suas pesquisas. Assim, é notável que o educador deve buscar conciliar a alegria da brincadeira com a aprendizagem escolar. Nesta perspectiva, o ensino deve voltar-se para uma Matemática que favorece a experimentação, a construção

dos significados e o levantamento de hipóteses com base na observação e, posteriormente, na resolução de desafios.

A utilização de recursos lúdicos em Matemática não é uma inovação do nosso tempo. Há uma citação de Arquimedes Ephodos (287/212 a.C.) que mostra sua preocupação em não usar apenas a abstração em suas demonstrações, diferente dos demais gregos de sua época. Em suas pesquisas ele utilizava instrumentos, aparelhos, materiais manipuláveis que estavam ao seu alcance, tais como argila, madeira.1

Para mim algumas coisas ficaram claras através do método concreto, para, em seguida, serem demonstradas geometricamente, porque aquele método não fornece verdadeira demonstração. É mais fácil chegar a demonstra- ção quando se tem algum conhecimento prévio concreto, do que a partir do desconhecido (SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAICcãO DE MINAS GERAIS,1994, p.17).

Freitas(2014) propõe a adoção de materiais manipuláveis para trabalhar com os anos iniciais do Ensino Fundamental. A autora utiliza, em seu trabalho, o Material Dourado2

e as Barras de Cuisenaire3, por exemplo, para trabalhar com a pré-álgebra no 6o ano do Ensino Fundamental.

ParaOlival(2007) as situações lúdicas mobilizam esquemas mentais. Sendo, por- tanto, uma atividade física e mental; a ludicidade aciona e ativa as operações mentais, estimulando o pensamento. Nesta perspectiva, a linguagem lúdica pode se tornar facilita- dora da aprendizagem matemática. Este trabalho, propõe a utilização dos recursos lúdicos para dinamizar a aprendizagem algébrica em todos os anos do 3o e 4o ciclos do Ensino Fundamental.

1 <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/78563/178530.pdf?sequence=1>

2 O Material Dourado foi idealizados pela médica e educadora italiana Maria Montessori e destina-se às ativi-

dades que auxiliam a aprendizagem matemática; dentre elas a dos princípios do Sistema de Numeração De- cimal. Com esse material, as relações numéricas abstratas passam a ter uma imagem concreta, facilitando a compreensão<https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/78563/178530.pdf?sequence=1>.

3 O Material Cuisenaire foi idealizado pelo professor belga Georges Cuisenaire. Ele é formado por peças de

madeira (barras) em 10 cores e em comprimentos que variam de 1 a 10 centímetros. A peça-unidade é o cubo de 1 cm x 1 cm x 1 cm. Para cada comprimento há uma cor<www.utfpr.edu.br/cornelioprocopio/ cursos/licenciaturas/.../material.../escala-cuisenaire>.

Capítulo 3

Aspectos Metodológicos

Quanto à abordagem, esta pesquisa pode ser identificada como qualitativa, visto que a mesma não se preocupa com representatividade numérica, mas sim, com a produção de novas informações a respeito do tema pesquisado, neste caso, a aprendizagem algébrica a partir das atividades lúdicas e tecnológicas.

Com base emBogdan e Biklen(1994), a investigação qualitativa tem como caracte- rísticas básicas;

• A fonte direta de dados é o ambiente natural; os dados são recolhidos em situação e complementados pela informação que se obtém por meio do contato direto;

• O pesquisador é o instrumento principal, não se concebendo mais a ideia da sua neutralidade;

• É descritiva; e a análise dos dados é feita respeitando, tanto quanto possível, a forma em que os dados recolhidos foram registrados ou transcritos;

• A análise é indutiva, construída ao longo do processo e não visa, necessariamente a confirmação de hipóteses.

As pesquisas qualitativas são, segundoMazzotti(2004), multimetodológicas, isto é, usam uma grande variedade de procedimentos e instrumentos, dentre os quais foram eleitos para este estudo: a entrevista, o questionário, os pré-testes e a sequência didática. Acredita-se que esta diversidade de recursos aumentam a validade dos resultados.

Em relação aos procedimentos utilizados pela pesquisadora, este trabalho se ca- racteriza como uma pesquisa de campo . Para Fonseca (2002) uma pesquisa de campo caracteriza-se pelas investigações em que, além da pesquisa bibliográfica e/ou documental, se realiza coleta de dados junto à pessoas, com o recurso de diferentes tipos de pesquisa (pesquisa ex-post-facto, pesquisa-ação, pesquisa participante, estudo de caso, etc.)

Desde o inicio da coleta de dados, a pesquisadora percebeu que só a teoria não seria suficiente para que se pudesse fundamentar a proposta; por isso, se fez necessário a pesquisa de campo. Esta pesquisa teve o objetivo de diagnosticar a forma como é abordada, na Educação Básica, a linguagem matemática em sala de aula e como a sua conexão com a língua materna é possibilitada ou não pelos recursos pedagógicos utilizados pelo professor.

Esta pesquisa está organizada em três etapas: preparação, desenvolvimento e análise dos dados. Na preparação estão a revisão bibliográfica; a delimitação dos sujeitos da pesquisa; elaboração e desenvolvimento da entrevista com os professores; a elaboração e a coleta dos questionários e dos pré-testes e; a elaboração da sequência didática. Na segunda etapa, desenvolvimento, houve a aplicação da sequência didática. Na terceira etapa, a análise dos dados, as informações coletadas foram analisados e avaliados considerando o referencial teórico desta pesquisa. Neste capítulo, pretende-se descrever a preparação e no capítulo quarto, será apresentado o desenvolvimento e a análise dos dados.

As etapas da investigação, nas quais aconteceram a participação dos sujeitos da pesquisa, foram realizadas durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2015, conforme as informações doQuadro 2. .

Quadro 2 – Cronograma com as etapas da investigação

Data/Período Tarefas Participantes

05/10 Entrevista com os professo- res

Professores dos alunos que responderam o pré-teste e participaram da Sequência Didá- tica

06/10 e

07/10

Questionário e Pré-teste Alunos dos 7o, 8o e 9o anos do Ensino Funda- mental

16/11 a

01/12

Atividades da Sequência Di- dática

Alunos do 6o Ano do Ensino Fundamental

17/11 a

07/12

Atividades da Sequência Di- dática

Alunos do 7o Ano do Ensino Fundamental

17/11 a

08/12

Atividades da Sequência Di- dática

Alunos do 8o Ano do Ensino Fundamental

17/11 a

09/12

Atividades da Sequência Di- dática

Alunos do 9o Ano do Ensino Fundamental Fonte:Elaboração própria