Beş Faktör Kişilik Özellikleri (Büyük Beşli)
H 5 c Öğretmenlerin kiĢilik özelliklerinin normatif bağlılıkları ile olan iliĢkisinde örgütsel adalet algılarının aracılık rolünün etkisi vardır.
5.2 ARAġTIRMANIN BULGULAR
5.2.5 Kullanılan Modelin Uygunluğunun Ölçümü
Entre as experiências internacionais de aplicações do modelo de multiestado à força de trabalho, destacam-se os estudos de Hoem e Fong (1976), que aplicaram esta metodologia ao caso da Dinamarca e Willekens (1980), aos Estados Unidos, sendo que os dois estudos foram feitos com dados de histórias de vida. Schoen e Woodraw (1980) e Smith (1982), por outro lado, aplicaram a metodologia de incrementos e decrementos a dados retrospectivos dos Estados Unidos. Na América Latina, encontram-se o estudo feito por Partida (1999) e alguns trabalhos sobre o Brasil, que são discutidos na próxima sessão. A seguir, apresentam-se dois destes estudos que foram feitos com informação semelhante
à utilizada nesta tese: o de Schoen e Woodraw (1980), que é uma aplicação prática semelhante a aqui realizada e o de Partida (1999), cujos resultados relatam o comportamento do mercado de trabalho que podem ser comparados aos resultados aqui encontrados.
Schoen e Woodraw (1980) utilizaram a metodologia das tabelas de incrementos e decrementos aplicada aos dados retrospectivos da força de trabalho dos Estados Unidos, em dois momentos no tempo: janeiro de 1972 e janeiro de 1973. A população em estudo foi dividida em dois estados: na força de trabalho e não na força de trabalho. A conclusão é que, para análise do mercado de trabalho, as tabelas de vida de incrementos e decrementos são melhores que as tabelas de vida convencionais porque exigem menos pressupostos, refletindo melhor o comportamento do mercado de trabalho. Além disso, os autores destacam que os homens passavam 57,0% de seu tempo de vida na força de trabalho e as mulheres, 31,5%. A idade média de entrada dos homens no mercado de trabalho era de 27 anos e das mulheres, em torno de 30 anos de idade.
Partida (1999) aplicou a metodologia da tabela de multiestados aos dados da força de trabalho do México. O objetivo foi analisar a mudança no mercado de trabalho urbano mexicano, baseado em transições, ou seja, mediante os movimentos que os indivíduos realizam entre a atividade e a inatividade, entre o emprego formal e informal e o desemprego aberto. O autor utilizou os dados da Pesquisa Nacional de Emprego Urbano (ENEU)15, provenientes de 45 das principais cidades do México. Trata-se de uma pesquisa de dados tipo painel, realizada a cada três meses. A pesquisa permitiu conferir a condição de atividade de cada indivíduo em duas entrevistas sucessivas, contabilizando os movimentos da população economicamente ativa e inativa.
Entre as principais conclusões, o autor destacou que embora persistisse uma ampla proporção de trabalhadores ocupados no setor informal da economia, ela era decrescente. Assim, as esperanças de vida dos ocupados mostraram um aumento dos empregos formais durante o último período de estudo, 1997 a 1999, sendo para os homens de 15 anos de idade, no biênio 1995 a 1997, equivalente a
27,35 anos de vida, ao passo que, no biênio 1997 a 1999, equivalia a 28,99 anos. Quanto às mulheres, as esperanças de vida foram de 26,38 e 26,46 anos de vida nos biênios 1995 a 1997 e 1997 a 1999, respectivamente. Observou-se, também, uma diminuição na permanência no desemprego, passando de 5,43 anos a 3,90 anos de vida para os homens e de 5,65 a 4,11 anos de vida para mulheres entre os biênios 1995 a 1997 e 1997 a 1999.
Murray Gendell, em Population Today, (2000), apresentou um artigo sobre as tendências laborais usando informação existente para os anos 1950, 1970, 1979 a 1980, 1992 a 1993 e 1997 a 199816, estimando anos de vida laboral da PEA, classificada por sexo e educação.
Todas as estimações, exceto as correspondentes a 1950, foram calculadas utilizando o método multiestado. Os dados correspondentes a 1950 foram obtidos utilizando o método convencional17 e ajustado, para serem comparáveis com as demais estimações. As estimações de vida laboral representam uma extensão das tabelas de vida, que, além do estado laboral da pessoa incluiu também a mortalidade. O autor assinala que o método multiestado (também chamado “método de incremento-decremento”) é mais realista, já que está baseado no grau em que os adultos de cada idade entram ou saem da força de trabalho (ou morrem), durante um período específico.
As tendências laborais, a partir de 1950, foram bastante diferentes para homens e mulheres. A média de duração da vida laboral dos homens diminuiu de 39 anos, em 1950, para 36 anos, no início da década de 1990. Em seguida, esta média voltou a crescer, até atingir os 37 anos no final desta mesma década. Ao contrário, a duração da vida laboral das mulheres cresceu de maneira contínua e
16 Fontes: Para os anos 1950, 1970 e 1979-1980: U.S. Bureau of Labor Statistics, "Worklife estimates: race and education”, Bulletin 2254, fevereiro 1986. Para 1992-1993 e 1997-1998: dos arquivos escritos por James Ciecka, Thomas Donley e Jerry Goldman, "A Markov process model of worklife expectancies based on labor market activity in 1992-1993" ("1997-1998"), Journal of Legal Economics, invierno 1995 e invierno 1999-2000.
17O método convencional utiliza taxas de participação laboral que são específicas por idade e sexo em um momento determinado. Este método parte do suposto (que não corresponde à realidade) que os homens entram e saem da força de trabalho uma única vez durante toda a sua vida e que as mulheres o fazem com uma frequência apenas um pouco mais alta, geralmente quando se casam ou têm filhos.
acelerada durante esse mesmo período, passando de 14 anos, em 1950, para quase 32 anos, no final da década de 1990. Ou seja, a duração da vida laboral das mulheres deixou de representar menos de um terço da vida laboral dos homens, em 1950, para atingir 86,0% da vida laboral dos homens no fim da década de 1990 (Murray Gendell, 2000).
O aspecto mais importante destes dados é que aquelas pessoas que não terminaram seus estudos secundários têm vida laboral muito mais curta que aquelas que os terminaram. Ou seja, os níveis mais altos de educação estão associados com uma vida laboral mais longa. As diferenças entre níveis altos e baixos do modelo mostram variações entre 7 a 10 anos, para os homens, e entre 11 a 15 anos, para as mulheres.
Estudo realizado na Espanha, apesar de não estar diretamente relacionado com a força de trabalho, relata a utilização das tabelas de multiestados na estimação atuarial do custo individual dos serviços destinados ao cuidado de pessoas dependentes por incapacidade18. O estudo procura quantificar a probabilidade de que uma pessoa passe a ser dependente, incorporando simultaneamente informação sobre a evolução da mortalidade. Estimando-se o valor esperado do custo das pessoas com alguma dependência na Espanha, tendo em conta a evolução dos custos de cuidados de longa duração da população maior de 64 anos de idade. Para tal fim, utilizou-se porcentagem de incapacitados por idade e sexo, obtida na Pesquisa sobre Incapacidade, Deficiências e Estado de Saúde (EDDS)19 ,realizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) da Espanha em 1999 e as taxas de mortalidade para o mesmo período.
Como se mencionou acima, a metodologia utilizada para estimar as probabilidades de sobrevivência ou de falecimento segundo o estado de saúde em que se encontra o indivíduo é um modelo de multiestado. Considera-se os seguintes estados: a) sem incapacidade e b) com incapacidade. Com base nestes estados, elaborou-se uma matriz de probabilidades anuais de transição e
18A dependência pode ser entendida como a necessidade de ajuda de terceiros dada a presença de uma incapacidade.
com estas mesmas probabilidades elaborou-se uma Tabela de Dependência para a população espanhola acima de 65 anos de idade.
Os resultados mostram que a probabilidade de morte das mulheres incapacitadas é menor que a probabilidade de morte dos homens incapacitados, resultado que confirma a maior esperança de vida em estado de incapacidade das primeiras, como já apontado por outros estudos. A probabilidade de morrer sem sofrer nenhum tipo de incapacidade é superior para os homens que para as mulheres. Assinala-se, ainda, que as diferenças em termos de esperanças de vida livre de incapacidade, calculadas utilizando o método tradicional de Sullivan ou uma tabela de incremento-decremento (Preston et al. 2001), são pequenas. Finalmente, as probabilidades também foram utilizadas nas fórmulas atuariais e permitiu quantificar o valor atuarial dos custos de cuidado das pessoas com incapacidade.
4.3 Aplicações do modelo multiestado no mercado de trabalho