KONSOLİDE FİNANSAL TABLOLAR
6. Şerefiyenin ya da Pazarlıklı Satın Almadan Doğan Kazancın Belirlenmesi ve Ölçülmes
3.2. Konsolide Finansal Tablolar
3.2.4 Konsolide Finansal Tablolarda Temel Kavramlar
3.2.4.1 Kontrol ve Kontrolün Kaybedilmes
Criando pela Lei nº 9.989, de 21 de julho de 2000, o Plano Avança Brasil, em suas diretrizes relacionadas ao comércio exterior, argui que a participação do Brasil no comércio internacional ainda é pequena. Com um mercado interno de grandes dimensões, que absorve a maior parte da produção, a grande maioria das empresas não tem a preocupação de colocar seus produtos no mercado internacional. A participação brasileira nas exportações mundiais está hoje em menos de 1%, apesar de já ter alcançado 1,5% das vendas globais em 1984 (BRASIL, 2000).
O País exportou, em 1998, um total de US$ 51 bilhões, sendo 26% de produtos básicos, 16% de semimanufaturados e 58% de manufaturados (BRASIL, 2000).
O desafio exige maior competitividade dos produtos made in Brazil. É preciso mudar a mentalidade de que exportar representa apenas um aumento da arrecadação de divisas. No esforço para chegar ao mercado externo, que exige produtos de alta
qualidade e menor preço, as empresas vão passar por mudanças que certamente contribuirão para elevar suas vendas no mercado interno.
Para atingir a meta de US$ 100 bilhões, o governo Fernando Henrique criou o programa Financiamento às Exportações, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito. O programa incluiu a concessão de financiamentos oficiais, equalização de taxas de juros, linhas de crédito para as empresas exportadoras nordestinas, seguro de crédito às exportações e financiamento em longo prazo.
Trata-se de um conjunto de ações para alcançar o mercado externo com maior competitividade, pois exportar com prazos de pagamento adequados e taxas de juros moderadas tem sido uma prática crescente no comércio exterior. O seguro de crédito, por sua vez, é o instrumento ideal para oferecer ao exportador a segurança de que vai receber o valor correspondente aos bens exportados.
O programa Cultura Exportadora tem por objetivo preparar as empresas de pequeno, médio e grande porte para atuar no mercado internacional. O programa prevê a capacitação de profissionais, a formação de negociadores em comércio exterior, a criação de instituição certificadora da qualidade e a promoção de encontros de comércio exterior.
O Desenvolvimento do Setor Exportador objetivava dar assessoria e suporte técnico às empresas nacionais, sobretudo àquelas que ainda não ingressaram no comércio exterior, para que voltem suas atenções e seus esforços para o mercado externo.
O crescimento do agronegócio depende do aumento da competitividade dos produtos nacionais. Para isso, é necessário reduzir o chamado "Custo Brasil" - taxas de juros e encargos sociais elevados, sistema tributário complexo que onera a produção, altos custos de transporte -, que atinge não apenas o agronegócio, como também os demais setores da economia.
Num segmento vital para o agronegócio - o de transportes -, o programa Brasil em Ação deu prioridade à implantação de uma logística integrada, buscando aproximar os produtores e a agroindústria dos mercados interno e externo.
Outro programa dentro deste plano é o Desenvolvimento da Fruticultura, especialmente no semi-árido do Nordeste. Em articulação com os governos estaduais e
o setor privado, o governo estimularia campanhas de promoção de frutas brasileiras no exterior, capacitação de fruticultores, controle de pragas e de resíduos químicos, além de pesquisas voltadas para o desenvolvimento tecnológico, com o objetivo de gerar produtos com características exigidas pelo mercado.
O esforço se justifica. A produção de frutas e de hortaliças figura como importante vetor de desenvolvimento no semi-árido nordestino (BRASIL, 2000). Cada hectare gera três empregos diretos e indiretos e uma renda média de R$ 14 mil, superior às demais atividades agrícolas. O setor tem um enorme potencial de crescimento, pois o Brasil exportava apenas US$ 140 milhões em frutas frescas por ano para um mercado internacional que movimenta cerca de US$ 23 bilhões anualmente. Entre 1992 e 1996, esse mercado cresceu, em média, US$ 1 bilhão por ano.
Como as condições climáticas são favoráveis, a implantação de sistemas de irrigação permite a produção de frutas em quase todos os meses do ano no Nordeste. Além disso, a maior proximidade de mercados consumidores importantes para frutas tropicais, como Europa e América do Norte, aumenta as chances de sucesso da fruticultura irrigada na região.
Para o desenvolvimento regional, o plano buscava como caminho o incentivo ao crescimento dos setores dinâmicos da economia regional, especialmente a agroindústria alimentar e a produção de frutas e hortaliças. Sob o enfoque do desenvolvimento local integrado, o programa valoriza o envolvimento das comunidades na tomada de decisões e fortalece o papel das prefeituras.
Em estudo realizado, Gabbay (2003), constatou que a meta do governo de duplicar as exportações no período de 1997-2002 não foi atingida, ficando bem aquém (14%) da meta.
2.6.2 - Nova Política Industrial
Nos últimos anos, o Brasil implementou um grande número de reformas estruturais visando a fortalecer a influência dos mecanismos de mercado nas decisões de aplicação de recursos. Entre estas, deve-se mencionar a liberalização do comércio exterior, a privatização, o fim dos controles de preços e um comportamento mais liberal
perante o investimento estrangeiro. Por outro lado, conseguiu-se, com a adoção do Plano Real em 1994, criar um ambiente macroeconômico mais estável, com baixos níveis de inflação, o que favorece os estímulos à poupança e ao investimento.
A Nova Política Industrial, implementada pelo Governo Fernando Henrique, também conhecida como Política de Desenvolvimento e Competitividade, foi definida no contexto de um novo paradigma de relacionamento Estado-Sociedade, em que a ação do agente público procura, sobretudo, criar um ambiente de negócios favorável ao investimento produtivo, cabendo ao agente privado identificar oportunidades e realizar investimentos.
A estratégia voltada para a modernização produtiva, por meio da atração de investimentos e de ganhos de competitividade, apresentou sinais animadores também no plano externo.
Em 1997, o valor total das exportações apresentou um incremento de 11%, com destaque para as vendas externas de manufaturados, que cresceram 10,3%, o que representa uma expressiva melhoria em comparação com a média de 3,1% nos anos 1995/96 (PRESIDENCIA DA REPÚBLICA, 1998). Essa evolução favorável foi devida, sobretudo, ao bom desempenho do volume exportado.
A referida política desdobra-se nas seguintes linhas mestras:
i) Promoção de Competitividade
Nesta linha de ação, as iniciativas do Ministério das Relações Exteriores somam- se ao Programa Novos Pólos de Exportação (PNPE).
Implantado em 14 estados, esse programa baseia-se na interiorização do comércio exterior brasileiro. Ou seja, procura expandir as exportações de setores que têm vocação para vendas externas, mas que ainda não participam do comércio exterior. Em sua maioria, tais empresas localizam-se distantes dos grandes centros metropolitanos.
Mais diretamente relacionadas com a Nova Política Industrial, destacam-se as seguintes metas do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade:
a) Indústria mais competitiva;
b) Dobrar o valor das exportações até o ano 2002; c) Pequenas empresas mais produtivas.
Até 2002, a meta do PBQP é exportar US$ 100 bilhões, dobrando em valor percentual a participação de produtos com crescimento dinâmico na pauta de exportação brasileira.
iii) Redução do "Custo Brasil"
Dos diversos fatores que contribuem para definir a competitividade da indústria, muitos se referem ao ambiente que envolve as atividades industrial e comercial. No caso brasileiro, alguns desses fatores, também chamados "sistêmicos", haviam sido herdados de anos anteriores.
Como resposta ao problema, há um grande esforço dirigido à redução do que se convencionou chamar de "Custo Brasil".
A eliminação dos diversos componentes que encarecem a produção interna apresenta os primeiros resultados positivos. Isso pode ser notado no início da recuperação da competitividade externa de vários setores, assim como no resultado das exportações brasileiras em 1997. Os ganhos de competitividade da indústria nacional para fazer frente às importações é outro aspecto relevante.
A redução do "Custo Brasil" é o vértice de inúmeras iniciativas. Entre elas, duas ações políticas são fundamentais para a consecução desse objetivo:
a) Investimentos em infra-estrutura;
iv) Criação de Ambiente Institucional Favorável à Maior Competitividade
A quarta linha seria a criação de um ambiente institucional adequado às melhores práticas competitivas. Inserem-se nesta linha os mecanismos e instrumentos de defesa comercial contra práticas desleais de parceiros no exterior, a defesa contra práticas restritivas ao pleno funcionamento do mercado (defesa da concorrência) e a proteção dos direitos do consumidor.
Mecanismos e instrumentos podem ser acionados por equipes técnicas especializadas para averiguação de práticas de dumping, subsídios e medidas de salvaguarda.
v) Estímulo à Educação e Qualificação do Trabalhador
A quinta linha mestra da Política Industrial é a habilitação da força de trabalho para a competitividade. A tarefa está sendo realizada pela política educacional do Governo, orientada para a implementação de medidas que solucionem os graves problemas educacionais ainda existentes, assim como pelas iniciativas voltadas para a formação profissional. Essas iniciativas são desenvolvidas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério do Trabalho (MT).
No âmbito da política educacional, destacam-se entre os principais programas e atividades:
1) Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério;
2) Programa Toda Criança na Escola; 3) Melhoria da qualidade do ensino; 4) Dinheiro na Escola;
5) Projeto Nordeste;
2.6.3 - Lei Kandir
A Lei Complementar N.º 87, de 13 de setembro de 1996, desonerou, do pagamento do ICMS, as exportações de produtos industrializados semi-elaborados e produtos primários, e permitiu o aproveitamento de créditos do imposto referente à compra de bens de capital, fornecimento de energia elétrica e serviços de comunicações. O texto original previa a compensação financeira aos estados e municípios pela perda de arrecadação decorrente da medida, durante seis anos (podendo chegar até a dez anos, conforme o comportamento das perdas). O ressarcimento só ocorreria se houvesse um comportamento negativo do ICMS, no comparativo entre o período base e o de referência, respeitado um teto limite. Mensalmente, era calculado o chamado "seguro-receita", diferença entre a média dos últimos dozes meses com a média do período base (junho/95 a julho/96); e o saldo, se positivo, era repassado pelo Banco do Brasil no último dia útil do mês para os Estados. Como no ICMS, 25% da compensação é destacada aos Municípios, pelo mesmo índice do ICMS.
Desde o inicio da implantação, essa medida gerou protestos dos estados exportadores e, conseqüentemente, de seus municípios, porque o período base adotado, de julho de 1995 a junho de 1996, estava muito aquém da realidade, uma vez que se tratava do período de implantação do Plano Real, uma época de contenção de consumo e baixa arrecadação, acarretando mais perda de receita.
A partir de agosto de 2000, o mecanismo de cálculo do ressarcimento foi alterado por força da Lei Complementar N.º 102, de 11 de julho de 2000. A partir de então, o valor que a União entregará é fixo. Cada Estado recebe de acordo com seu coeficiente de participação (LC 102/00, Anexo 2.1), não mais dependendo do comportamento da arrecadação.
2.6.4 - Programa Brasil Exportador
Brasil Exportador é o Programa do Governo Lula que objetiva formular, consolidar e racionalizar as ações de Promoção das Exportações.
O Brasil Exportador tem a participação de diversas instituições que possuem distintos papéis no comércio exterior. A idéia central é, além de exportar mais, exportar melhor. A base de sustentação desse grande Programa é uma série de programas e projetos: alguns já existentes, mas que passaram por uma readequação de foco; e outros que foram e estão sendo criados, complementando um conjunto de ações necessárias para o êxito da Política de Promoção de Exportações.
Suas principais ações são:
- difusão da cultura e da imagem do Brasil no exterior por meio de campanha institucional;
- fortalecimento do seguro de crédito à exportação; - criação de linhas de crédito para o pequeno exportador; - treinamento de profissionais em comércio exterior;
- capacitação de micro e pequenas empresas em relação ao design do produto;
- criação de consórcios de exportação; - adequação tecnológica dos produtos.
Uma visão dos principais programas pode ser observada no quadro dois, a seguir:
Tabela 2 – Programa Brasil Exportador
Programa/Projeto Objeto Executor
Intensificação do apoio às PME Fortalecimento do Financiamento aos Arranjos Produtivos Locais –
APL BNDES
Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas – FAMPE
Concessão do aval em financiamentos destinados à produção e comercialização de
bens para exportação
SEBRAE
Brasil Financiamento à exportação Financiamento e Equalização de juros para promoção das
exportações – PROEX BNDES Redução da alíquota do Imposto
de Renda incidente sobre as remessas para promoção
comercial de produtos brasileiros no exterior
Redução da alíquota do Imposto de Renda sobre a Promoção
Comercial
SECEX / Grupo Interministerial
Financiamento do Seguro de Crédito à Exportação
Adequar a concessão de Seguro de Crédito às Exportações para as
empresas de pequeno porte.
SBCE / APEX / SECEX
Financiamento à promoção Comercial
Linha de crédito, com recursos do FAT, para financiamento de capital de giro para as micro e pequenas empresas exportadoras
ou com potencial exportador.
Banco do Brasil
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Dados coletados pelo autor (2007)
Este quadro sintetiza os esforços do programa no sentido de fomentar as exportações através de programas de foco financeiro, comercial e tributário de forma que estivesse alinhado com a proposta central do programa que é exportar mais e melhor.
Neste cenário de aumento das exportações encontra-se a atividade agroexportadora, principalmente através de seus pólos de produção, tornam-se cada vez mais importantes para à atividade exportadora do país, dado o potencial existente, conforme mostra o gráfico a seguir:
Gráfico 1 – Potencial Importador a ser explorado
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Dados coletados pelo autor (2007)
Como pode ser observado no gráfico acima, de todo o potencial importador de frutas a ser explorado, o País tem atingido no mercado externo apenas cerca de ¼. Deixando grande fatia de mercado a ser explorada. Daí a necessidade de fomento a produção nos pólos de produção de agronegócio, uma vez que a produção de frutas tem grande parte de sua produção nestes pólos. A produção existe, porém não tem sido direcionada fortemente de maneira a aproveitar o potencial de mercado existente internacionalmente.