Farklı bütçe modelleri ve bütçe okuma
KOD GİDERLERİN EKONOMİK SINIFLANDIRMASI 01 Personel Giderleri
Quanto aos efeitos do álcool, segundo Pearson, Dawe e Timney (1999), as investigações fisiológicas tem mostrado alterações significantes nas respostas neuronais
61 auditivas. A amplitude dos potenciais neurais do córtex é diminuída pela ingestão de álcool, sugerindo uma redução da sensibilidade para a detecção de sinais auditivos.
No entanto, os achados a respeito do limiar auditivo, obtidos através de testes de detecção de sons, ainda apresentam-se de forma não conclusiva e contraditória. Alguns estudos concluem não existir algum efeito do álcool na detecção auditiva. Outros sugerem que os limiares auditivos são aumentados pelo seu consumo (Pearson, Dawe & Timney, 1999).
Estudo de Jääskeläinen, Hirvonen, Saher, Pekkonen, Sillanaukee, Näätänen e Tiitinen (2000), realizado com 10 participantes, de 20 a 28 anos, apresentou supressão auditiva transitória, demonstrada em exames de eletroencefalografia, ocasionada pela ingestão de álcool à 0,05% BAC em uma tarefa de atenção seletiva. Os participantes tinham que atentar para uma determinada orelha enquanto ignorava os tons de uma outra. Eles tinham que detectar um som desviante de um tom padrão atendido. Um padrão de 300 Hz e um tom desviante de 330 Hz foram apresentados à orelha esquerda, e um padrão de 1000 Hz e um desviante 1100 Hz para a orelha direita dos indivíduos.
As tarefas de discriminação de sons são mais suscetíveis aos efeitos do álcool (Pearson, 1997). Segundo estudo de Pearson, realizado com seis participantes (sendo três homens e três mulheres), no qual testava o limiar para a discriminação de frequências sonoras, a ingestão de álcool a 0,08% BAC, alterou negativamente apenas a habilidade de discriminação para as frequências mais altas (acima de 1.000 Hz).
Deste modo, estudar o uso do álcool pelos indivíduos é de grande importância, tanto por sua relevância epidemiológica quanto pela potencialidade para a decorrência de consequências biológicas, psicológicas e sociais ligadas às possíveis alterações na audição humana. Então, sabendo dos danos nos mais diversificados aspectos acarretados pelo uso do álcool (incluindo os prejuízos pessoais e sócio-econômicos),
Vieira, Serafim e Saffi, (2007) o consideram um problema de saúde pública. Por conseguinte, afirmam a necessidade de compreender os possíveis efeitos que a ingestão dessa substância pode trazer para os indivíduos e para a sociedade como um todo.
Desse modo este estudo pretende avaliar a suposição de que a ingestão do etanol presente nas bebidas alcoólicas altera a percepção de notas musicais. Supõe-se ainda que essas mudanças ocorram de forma diferenciada em mulheres e homens.
I
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G
Geerraall
Avaliar, em mulheres e homens adultos jovens, as consequências da ingestão de etanol na percepção de notas musicais na quarta oitava do piano (notas RÉ, FÁ e LÁ), tendo como parâmetro a concentração de 0,08% BAC, que é o limite máximo legal americano em porcentagem de álcool por litro de sangue.
E
Essppeeccííffiiccooss
Mensurar a quantidade de acertos na discriminação entre as notas musicais RÉ, FÁ e LÁ e suas duas notas vizinhas em adultos jovens dos sexos masculino e feminino sem a ingestão de álcool;
Mensurar a quantidade de acertos na discriminação entre as notas musicais RÉ, FÁ e LÁ e suas duas notas vizinhas em adultos jovens dos sexos masculino e feminino sob o efeito da ingestão de álcool na concentração de 0,08% BAC; Comparar a percepção das notas musicais RÉ, FÁ e LÁ nas condições
experimental (com a ingestão do álcool) e controle (com a ingestão do placebo) para adultos jovens dos sexos masculino e feminino.
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V
V..11..LLooccaallddeeEEssttuuddoo
A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Percepção, Neurociências e Comportamento (LPNeC), do Núcleo de Percepção Humana: Processos Sensoriais, Cognitivos e Psicossociais, situado no Departamento de Psicologia (DP) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus I, João Pessoa.
V
V..22..TTiippooddeeEEssttuuddoo
Este estudo tratou-se de uma pesquisa:
Básica, por envolver questões acerca da natureza do comportamento; Quantitativa, por ocorrer mensuração de valores comportamentais;
Experimental, por demandar manipulação de variáveis, tendo como variáveis independentes as notas musicais (RÉ, FÁ e LÁ), o sexo dos participantes (homem e mulher) e o uso de etanol (ingesta e não ingesta) e como variável dependente a quantidade de acertos na discriminação das notas musicais;
Transversal, por utilizar grupos de indivíduos em um corte temporal.
V
V..33..AAssppeeccttoossÉÉttiiccooss
Para sua realização, o estudo foi submetido à apreciação do Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Universitário Lauro Wanderley (CEP – HULW – UFPB), obtendo aprovação sob o protocolo nº. 075/10 (Anexo 1). A participação na pesquisa aconteceu mediante a assinatura de um termo de consentimento livre e esclarecido (Apêndice A), no qual os participantes eram informados sobre o protocolo de estudo e elucidados sobre o objeto do trabalho.
A integração do indivíduo ao estudo ocorria de forma voluntária, já que ele não recebia para isso nenhum tipo de pagamento. Respeitava-se também a autonomia do
65 participante, uma vez que ele podia recusar-se e/ou retirar-se da pesquisa sem prejuízo para ambas as partes, a qualquer momento. Por não ter ocorrido nenhum risco na realização dos experimentos, não foi fornecido nenhum tipo de indenização.
Foi garantido ainda o anonimato do participante, assegurando a sua privacidade através da confidencialidade dos dados obtidos, complementando, deste modo, todos os preceitos regidos pela Resolução nº. 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Esta resolução trata das diretrizes e normas de pesquisas envolvendo seres humanos.
V
V..44..CCaarraacctteerriizzaaççããooddaaAAmmoossttrraa
C
CrriittéérriioossddeeIInncclluussããoo::
Os critérios de inclusão na amostra foram: ser adulto, tendo de 18 a 30 anos de idade; não ter experiência com música, como por exemplo, não tocar qualquer instrumento; estar em boa saúde física e mental; não fazer uso de fármacos ou de outras substâncias tóxicas, exceto de etanol; fazer uso moderado contínuo de bebidas alcoólicas sem nenhuma intercorrência pessoal e/ou familiar (como dependência à substância ou problemas legais relacionados ao uso da mesma).
C
CrriittéérriioossddeeEExxcclluussããoo::
Os critérios de exclusão da amostra foram: ser menor de 18 anos; ser músico amador ou profissional; apresentar qualquer patologia física ou mental que afete direta ou indiretamente as funções auditivas; fazer uso de fármacos ou de outras substâncias tóxicas, exceto de etanol; apresentar qualquer intercorrência pessoal e/ou familiar pelo uso de álcool.
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Deessccrriiççããooddaaaammoossttrraa::
Participaram do estudo 40 estudantes universitários de graduação e de pós- graduação (sendo 20 homens e 20 mulheres) provenientes da cidade de João Pessoa, Paraíba. Os voluntários encontravam-se clinicamente estáveis e sem queixas auditivas, já tinham feito uso de bebidas alcoólicas, não eram músicos, e estavam na faixa etária de 18 a 29 anos de idade (Mulheres - M = 21,95; DP = 3,14 e Homens - M = 21,65; DP = 2,73).
Considerando o total de participantes, na sua maioria eram destros (97,5%), brancos (55%) e estavam fazendo graduação (90%). O curso de maior representatividade foi o de Psicologia (82,5%), tendo maior participação os estudantes do primeiro (32,5%), quarto (17,5%), sexto (10%) e oitavo (10%) semestres. Maior parte da amostra era composta por solteiros (97,5%), católicos (55%), com renda de três a cinco salários mínimos (52,5%).
A maioria dos participantes tomavam bebidas alcoólicas há 3 (22,5%), 4 (17,5%), 5 (12,5%), 6 (10%) e 7(10%) anos, sendo que maior parte deles bebiam pelo menos uma (80%) e duas vezes (15%) por semana. Estes costumavam beber em sua maioria 4 (22,5%), 5 (22,5%), 2 (17,5%), 6 (10%) e 8 (10%) copos ou doses de bebida, que na maior parte das vezes era cerveja (57,5%), seguida por vodka (20%) e vinho (12,5%).
V
V..55..IInnssttrruummeennttoosseeEEqquuiippaammeennttoossUUttiilliizzaaddooss
Para esta pesquisa foram utilizados:
Um questionário composto por questões sócio-demográficas (como idade, sexo, escolaridade, entre outras) e clínicas (comprometimentos físicos e psicológicos, uso de substâncias tóxicas, entre outras) que pode ser observado no Apêndice B;
67 O Dosagem, um software elaborado pelo LPNeC-UFPB, que calcula a
quantidade de bebida alcoólica a ser ingerida por mulheres e homens de forma diferenciada para se atingir o valor da porcentagem BAC pretendida no estudo;
O PsySounds - um software gerador de notas musicais especificamente desenvolvido pelo LPNeC-UFPB, para a realização deste experimento. Esse programa foi processado por um micro-computador, ao qual foram conectados uma placa de som externa da marca “Creative”, modelo “X-Fi Surround USB 5.1 Sound Blaster” (Figura 5) e um mouse, para indicação das respostas dos participantes aos estímulos apresentados;
Figura 5. Placa de som externa da marca “Creative”, modelo “X-Fi Surround USB 5.1 Sound Blaster”
Dois fones de ouvidos, sendo um para o experimentador e outro para o participante. O fone do participante era da marca “Sennheiser”, modelo “HD 205” (Figura 6). Foi também utilizado um adaptador para a conexão dos fones à placa de som;
Figura 6. Fone de ouvido da marca “Sennheiser”, modelo “HD 205”
Uma venda de tecido que foi colocada sobre os olhos dos participantes, para evitar que estimulações visuais interfirissem nas suas respostas auditivas;
Um etilômetro digital da marca “Instruterm”, modelo “BFD-50” (Figura 7) que permitiu determinar a quantidade de álcool no sangue, proporcionando resultados em mg/lBRAC, podendo ser convertido para % BAC dividindo o valor obtido por 5;
Figura 7. Etilômetro digital da marca “Instruterm”, modelo “BFD-50”
V
V..66..EEssttíímmuullooss
O PsySounds foi programado em linguagem Java. Os estímulos gerados simulavam as sete oitavas de um piano, sendo que para cada oitava apresenta as sete
69 notas musicais de uma escala padrão (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si). Depois de selecionadas pelo experimentador, as notas musicais eram apresentadas em pares, de modo que podiam ser discriminadas com base em uma nota musical padrão apresentada inicialmente.
Além da escolha das notas, podia ser feito também a escolha de uma das sete oitavas na qual se queria que a nota musical fosse apresentada. Assim, o programa dava a possibilidade de que fossem escolhidas na tela principal, a “nota teste”, em seu lado esquerdo, e uma ou mais “notas distratoras”, localizadas no lado direito da tela, como apresentado na Figura 8.
Figura 8. Interface do software “Psysounds”
Para este estudo, foram acionadas para cada participante em uma sessão experimental as notas RÉ, FÁ e LÁ da quarta oitava na opção nota-teste, em
comparação com as duas notas mais próximas da escala a que ela pertencia, como será apresentado na Tabela 4 a seguir. Os sons apresentados pelas notas utilizadas nesta oitava podiam ser considerados de média frequência.
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TAABBEELLAA44..
Conjunto de notas testes e distratoras a serem utilizadas no experimento de discriminação de notas musicais
N NoottaaTTeessttee NNoottaaDDiissttrraattoorraa R Réé44 DDóó44oouuMMii F Fáá44 MMii44oouuSSooll44 L Láá44 SSooll44oouuSSii44 V V..77..PPrroocceeddiimmeennttooss
Antes de cada sessão experimental o participante deveria responder a um questionário, no qual eram feitas indagações sócio-demográficas, como idade, sexo, lateralidade, raça, escolaridade, profissão, estado civil, renda, religião e habilidades musicais. O questionário continha ainda indagações de natureza clínica, relacionadas à saúde física e psicológica geral do participante, principalmente da saúde auditiva, e também ao uso de substâncias como tabaco, café, bebidas alcoólicas e fármacos.
As luzes do ambiente ficaram desligadas no momento do experimento. Além disso, era colocada uma venda sobre os olhos dos participantes para evitar que estimulações visuais pudessem ter interferência nas suas respostas auditivas. As estimativas eram realizadas com um método de escolha forçada entre duas alternativas. A Figura 9, a seguir, apresenta a simulação de uma sessão experimental.
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Figura 9. Simulação de uma sessão experimental
Em cada sessão experimental eram apresentados aleatoriamente para cada participante três grupos de 20 pares de estímulos (estímulo de teste e estímulo distrator), sendo um grupo para cada nota utilizada. A tarefa dos participantes era escolher sempre o estímulo de teste, que era uma nota musical padrão. Essa nota padrão, denominada de “nota teste” era apresentada para o indivíduo por cinco vezes consecutivas antes que a sessão experimental tivesse início.
O estímulo distrator era sempre uma nota musical diferente daquela de teste, e randomicamente variava entre as duas notas mais próximas da nota padrão. Os estímulos eram apresentados com um intervalo de 1 segundo entre eles. A ordem de apresentação em relação ao estímulo teste e o estímulo distrator era aleatória.
Os participantes eram instruídos a falar a palavra “primeiro”, indicando que o experimentador deveria pressionar o botão esquerdo do mouse, quando julgavam que a nota musical de teste tinha sido apresentada em primeiro lugar. Quando consideravam que a nota musical de teste tinha sido apresentada em segundo lugar deveria dizer a palavra “segundo” e o experimentador, pressionar o botão direito do mouse.
Antes que cada sessão tivesse início era verificado se o participante realmente havia entendido as instruções transmitidas e começava-se então uma sessão de treino.
Confirmada a compreensão dos participantes sobre o teste, começava-se o experimento (As instruções que eram dadas aos participantes encontram-se na íntegra no Apêndice C).
O mesmo grupo de voluntários composto por mulheres e homens passou pelas duas condições (ingestão de álcool e placebo) em dias diferentes. Foi utilizada a técnica do contrabalanceamento para controlar o efeito da ordem de ocorrência das condições para cada indivíduo. Todas as pessoas que eram convidadas a participarem do estudo e o aceitavam eram solicitadas a não consumirem alimentos duas horas antes da pesquisa e a não ingerirem álcool nas 24 horas que a antecediam (ainda assim, a concentração de álcool no sangue era aferida antes do início de cada sessão experimental).
Na ocasião do teste, a quantidade de bebida alcoólica ingerida por cada participante (para a obtenção do valor de 0,08% BAC) foi conseguida através do Dosagem, em função dos valores de peso e altura, e no caso dos homens do valor da idade também, a partir das fórmulas sugeridas por Brick (2006). Os cálculos realizados eram diferentes para homens e mulheres, e baseavam-se na quantidade de água corporal. A administração de álcool era realizada sob a forma de vodka da marca “Stolichinaya”, com concentração de 40%, diluída em suco de maracujá, na proporção de 1 : 3. Já na condição placebo, era feita a substituição da bebida alcoólica por duas colheres de sopa de suco de limão em pó. Algumas gotas da vodka também eram acrescentadas para disfarçar o aroma da bebida.
Padronizou-se o tempo médio para ingestão do conteúdo em 15 minutos. O pico de álcool no sangue era alcançado em média com 30 minutos. O etilômetro era utilizado para estimar o teor de álcool no sangue no início e ao fim da sessão experimental, bem como na chegada do participante ao laboratório, para confirmar se realmente o mesmo
73 não havia ingerido álcool nas 24 horas antecedentes. A sessão experimental era iniciada quando o teor de álcool sanguíneo alcançava a marca aproximada de 0,08% BAC.
Deste modo, a estimativa da quantidade de álcool que os indivíduos deveriam ingerir no presente estudo foi computada na seguinte sequência:
1) Cálculo da quantidade total de água corporal, sendo, a) fórmula para os homens:
2.44 – (0,09516 x idade) + (0,1074 x altura) + (0,3362 x peso) b) fórmula para mulheres:
-2,097 + (0.1069 x altura) + (0.2466 x peso);
2) Cálculo da quantidade em gramas de álcool a ser ingerida para o valor em BAC (Blood Alcohol Concentration ou Concentração de Álcool no Sangue) desejado, sendo a fórmula,
80 + (15 x 0,75) x quantidade total de água corporal/80,65;
3) Transformação da quantidade em gramas para a quantidade em mls de álcool através de uma regra de três simples relacionando 1ml à 0,8g, já que se pretende chegar ao teor de 0,08 BAC;
4) Transformação da quantia em mls para a quantia de vodka a ser ingerida, através de uma regra de três simples relacionando 1.000 mls a 400ml, considerando a porcentagem alcoólica da vodka em 40%.
V
75 A alcoolemia na condição experimental tanto para as mulheres quanto para os homens atingiu o nível médio esperado de aproximadamente 0,08% BAC (Mulheres - M = 0,076; DP = 0,018 / Homens - M = 0,080; DP = 0,012 / Mulheres e Homens agrupados - M = 0,078; DP = 0,016). Ao final de cada experimento, o próprio programa PsySounds produzira uma folha de resposta que apresentava os principais resultados obtidos. Entre os dados dispostos no relatório da sessão experimental estava a quantidade de acertos, que correspondia ao número de vezes que o participante conseguia detectar o estímulo sonoro de teste, o que pode ser conferido no Anexo 2.
Estes índices de acertos conseguidos foram reunidos, tabulados e analisados por condição (experimental ou controle), de acordo com o sexo dos participantes, no programa estatístico SPSS for Windows, versão 15. A inserção dos dados no programa referente se deu através de uma tabulação cruzada entre o sexo e a ingestão ou não de álcool pelos voluntários. Como no teste para cada nota musical eram apresentados a cada indivíduo 20 pares de estímulos, no total foram proporcionados para cada participante, no conjunto das três notas da sessão experimental, 60 pares na condição de ingesta de etanol e 60 na condição sem ingesta de etanol.
Assim, para o grupo de 20 pessoas de cada sexo, o total de estímulos mostrados foi de 1.200, sendo 600 em cada condição e 400 em cada nota. As Tabelas 5 e 6 apresentam a seguir, respectivamente, o somatório total e a média de respostas corretas apresentadas pelo grupo de mulheres e de homens para cada nota musical em função da ingestão de etanol. Os valores apresentados devem ser considerados com base nas 400 respostas possíveis de cada nota musical testada (20 pessoas x 20 estímulos).
Pela observação da Tabela 5, é possível perceber que as respostas para os indivíduos do sexo feminino foram superiores quando as mesmas não haviam ingerido o
etanol. Deve-se voltar atenção particular para a nota Ré, que na condição de ingesta de álcool teve 32 respostas corretas a menos.
Esse efeito ocorreu em cada uma das três notas musicais utilizadas no presente estudo, sendo que o número de respostas corretas sem ingestão alcoólica (na condição controle) apresentou-se de forma descendente da nota Ré para a nota Lá. É importante saber que os valores das frequências sonoras dessas notas se dão de forma ascendente, sendo 293.7 Hz, 349.2 Hz e 440.0 Hz, respectivamente para as notas Ré, Fá e Lá. Com a ingestão de álcool (condição experimental), a sequência do número total de respostas corretas não apresentou um padrão definido, passando a ser Fá, Lá e Ré.
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TAABBEELLAA55..
Número total e média das respostas corretas obtidas no teste de discriminação de notas musicais para as mulheres
R Réé FFáá LLáá M Muullhheerreess R Reessppoossttaass C Coorrrreettaass MMééddiiaa R Reessppoossttaass C Coorrrreettaass MMééddiiaa R Reessppoossttaass C Coorrrreettaass MMééddiiaa Á Állccooooll 227711 1133,,5555 ( (DDPP==22,,8899)) 2 28855 1144,,2255 ( (DDPP==33,,5522)) 2 28833 1144,,1155 ( (DDPP==33,,5577)) S SeemmÁÁllccooooll 330033 1155,,1155 ( (DDPP==33,,1133)) 2 29966 1144,,88 ( (DDPP==22,,2266)) 2 28855 1144,,2255 ( (DDPP==22,,5555)) Nota: DP = Desvio-Padrão.
Na Tabela 6, observa-se que nas notas musicais Fá e Lá, as respostas certas para os indivíduos do sexo masculino foram maiores quando eles não haviam feito ingestão de álcool. O que não corresponde à quantidade de respostas da nota Ré, que se
77 apresentou de forma inversa. Para a nota musical Fá, os homens tiveram 33 acertos a menos em comparação a eles mesmos quando estavam sob os efeitos do etanol. Para a nota musical Lá, foram 13 respostas certas a menos. As respostas para a nota musical Ré foram maiores quando os homens haviam ingerido etanol, ainda que para essa média tenha se considerado apenas sete respostas a mais.
O somatório das respostas para cada nota, quando os indivíduos não haviam ingerido álcool, apresentou-se sem padrão determinado na seguinte sequência: Fá, Ré e Lá. Já na ocasião da ingestão alcoólica o valor total de respostas corretas deu-se de forma regressiva do Ré para o Lá, como nas mulheres na condição controle.
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TAABBEELLAA66..
Número total e média das respostas corretas obtidas no teste de discriminação de notas musicais para os homens
R Réé FFáá LLáá H Hoommeennss R Reessppoossttaass C Coorrrreettaass MMééddiiaa R Reessppoossttaass C Coorrrreettaass MMééddiiaa R Reessppoossttaass C Coorrrreettaass MMééddiiaa Á Állccooooll 330077 1155,,3355 ( (DDPP==11,,8844)) 2 28800 1144 ( (DDPP==33,,6622)) 2 28822 1144,,11 ( (DDPP==22,,9933)) S SeemmÁÁllccooooll 330000 1155 ( (DDPP==22,,9900)) 3 31133 1155,,6655 ( (DDPP==22,,9900)) 2 29955 1144,,7755 ( (DDPP==22,,9988)) Nota: DP = Desvio-Padrão.
A Tabela 7, apresentada a seguir, demonstra os valores brutos e as frequências médias de acertos no teste de discriminação das notas musicais para o conjunto de participantes agrupados sem a distinção de sexo. Os valores diferenciam-se apenas nas
condições controle e experimental para cada uma das notas musicais avaliadas. Os índices apresentados devem ser considerados com base nas 800 respostas possíveis de cada nota musical testada (40 pessoas x 20 estímulos).
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TAABBEELLAA77..
Número total e média das respostas corretas obtidas no teste de discriminação de notas musicais para o conjunto de voluntários agrupados
R Réé FFáá LLáá R Reessppoossttaass C Coorrrreettaass MMééddiiaa RRCCeeoossrrpprrooeessttttaaaassss MMééddiiaa RRCCeeoossrrpprrooeessttttaaaassss MMééddiiaa Á Állccooooll 557788 1144,,4455 ( (DDPP==22,,5566)) 5 56655 1144,,1133 ( (DDPP==33,,5533)) 5 56655 1144,,1133 ( (DDPP==33,,2233)) S SeemmÁÁllccooooll 660033 1155,,0088 ( (DDPP==22,,9988)) 6 60099 1155,,2222 ( (DDPP==22,,6611)) 5 58800 1144,,55 ( (DDPP==22,,7755)) Nota: DP = Desvio-Padrão.
Como visto na tabela anterior, as médias de respostas corretas foram sempre maiores na condição em que os indivíduos não haviam ingerido álcool, sendo que esse número de acertos aumentou segundo as notas musicais na sequência Lá, Ré, e Fá. Na condição em que os participantes estavam alcoolizados as médias de respostas certas segundo as notas musicais foram iguais para as notas Fá e Lá.
Na nota musical Ré, os voluntários tiveram 25 acertos a menos em comparação a eles mesmos quando estavam alcoolizados. Para a nota musical Fá, foram 44 acertos a menos. Já para a nota Lá, foram apenas 15 respostas a menos quando haviam ingerido
79 etanol. Esses valores sugerem que o etanol altera a discriminação de notas musicais na sequência Fá, Ré e Lá.
Aplicaram-se os testes não-paramétricos X2 (Qui-quadrado) de aderência e de independência para confirmação estatística dos resultados obtidos. O X2 de aderência foi usado para a comparação entre o grupo de homens e de mulheres nas condições com e sem a ingestão de etanol tomadas separadamente, para cada uma das notas musicais utilizadas (Ré, Fá, Lá). Considerou-se como referência o índice de acertos na discriminação das mesmas. Esse teste foi utilizado também para a comparação entre as condições de ingestão e não ingestão alcoólica para os sexos dos voluntários observados individualmente.
O X2 para independência foi usado para que fosse avaliado o efeito da ingestão de álcool, considerando as condições experimental e controle para o grupo dos participantes sem a distinção de sexo (mulheres e homens agrupados). A escolha desses testes se deu tanto pelos valores calculados serem números inteiros, sendo assim variáveis discretas, quanto por se tratarem de frequências de acertos obtidas através de