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YARDIMLARININ MUHASEBELEŞTİRİLMESİ Devletin desteği olmadan, işletmeler tarafından yapılma ihtimali zayıf olan faaliyetleri

9 SAYILI TEBLİĞİ Devlet Teşviklerinin

3.6. Devlet Teşviklerinin Muhasebeleştirilmesi

3.6.2. Devlet Teşviklerini Muhasebeleştirilme Yöntemi

3.6.2.2. Koşullu Yapılan Teşvikler

Recentemente, a investigação de processos de fracionamento em sills de diabásio localizados na borda leste da Bacia do Paraná tem ganhado a atenção de pesquisadores das universidades paulistas (Oliveira et al., 2000; Alves et al., 2002; Nardy et al., 2003).

Um desses sills, explorado para obtenção de brita em pedreiras pouco a sul da cidade de Limeira (SP), é em particular alvo de recentes estudos (Faria, 2005; Faria & Janasi, 2006, 2007; Machado et al., 2005a, 2005b, 2007; Oliveira & Dantas, 2008). Esse sill aflora em meio a

arenitos da Fm. Itararé e tem sido visitado em excursões didáticas de cursos de geologia das três universidades paulistas por mostrar uma expressiva variedade de estruturas, texturas e composições.

O sill de Limeira, cuja ocorrência é exposta na pedreira Cavinatto e também explorada em outra pedreira vizinha (Basalto 4) exibe uma ampla variação composicional (basalto- diabásio-monzodiorito-riolito), que por si só favorece a investigação de processos de fracionamento magmático de magmas toleíticos. Em adição, observam-se diversas feições estruturais peculiares, raramente reportadas em outras ocorrências semelhantes, como: (a) monzodioritos extremamente grossos, com expressivas manchas de composição granofírica; (b) feições ocelares em diabásios da porção superior do sill; (c) veios centimétricos a decimétricos de rocha ácida (riolítica), freqüentemente associados a microvenulações de

 

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natureza pós-magmática (e.g., preenchidas por zeólitas, apofilita); (d) intensa transformação da

mineralogia primária (Faria, 2005).

Observando-se mapas geológicos locais,a ocorrência não se encontra exposta em área muito expressiva (pouco mais de 2,5 km2). No entanto Carvalho et al. (1988), denominaram na

região o que foi designado sill Limeira–Cosmópolis, que compreenderia diversos corpos de diabásio, em forma de sills e de lacólitos que em superfície não exibem continuidade lateral. Esse sill atingiria 60 km de extensão linear e espessuras da ordem de 280 metros, e se encontraria intrudido nos sedimentos do Subgrupo Itararé em diversos níveis estratigráficos. Evidências de que ocorre continuidade desses corpos foram identificadas em perfurações feitas para água subterrânea, na região de Cosmópolis e Paulínia (Soares, 1985 apud Carvalho et al., 1988).

Machado et al. vêem estudando diversas ocorrências na borda leste da Bacia do

Paraná no estado de São Paulo, incluindo as exposições de Limeira, Pedreira Cavinatto e Basalto 4. Dados geoquímicos indicam que essas rochas são mais evoluídas que as demais (concentração de MgO de 1,9 a 3,8%), com acidez intermediária e maior tendência sódico- potássica (Machado et al., 2007). Na classificação do diagrama TAS (Zanettin, 1984; Le Bas et al., 1986) as amostras analisadas por esses autores se situam no campo dos traqui-andesito

basaltos, possuem teor de SiO2 entre 54 e 55% e de álcalis entre 5,3% e 6,4% (Machado et al.,

2005a).

Com base nos resultados obtidos, Machado et al. (2005b) classificaram as rochas de

Limeira como de “Alto-Ti”, pois possuem teor de TiO2>2%, e mais especificamente do Tipo Pitanga, da classificação dos basaltos de Peate et al. (1992). No entanto os autores

desconsideram essa classificação nas publicações de 2005a e 2007, por se tratar de uma rocha intermediária, mais diferenciada que as demais, e não se enquadrar na classificação de rochas básicas proposta por Peate et al. (1992).

Recentemente Oliveira & Dantas (2008) divulgaram dados isotópicos de Sr e Nd para rochas do sill. Os dados de Sr mostram que os diferentes litotipos presentes no sill apresentam comportamento similar entre si, com pouca variação na razão inicial Sr87/Sr86. Os resultados são fortemente indicativos de origem co-magmática para as diferentes rochas do sill. Os dados indicam também origem mantélica, com baixa ou nenhuma assimilação crustal.

O comportamento dos isótopos de Nd também mostra valores muito similares, consistentes com sistema fechado, e os valores ligeiramente negativos (-4,99 a -5,27) obtidos foram interpretados pelos autores também como indicativos de uma relação co-magmática entre as rochas e indicam que os riolitos não possuem uma origem associada as rochas encaixantes.

Os resultados de Sr e Nd das rochas encaixantes (arenitos e siltitos) são típicos de rochas crustais, distinguindo-se muito das rochas do sill, mostrando que não há relação

genética aparente entre elas. Tal comportamento valida a hipótese de que a evolução magmática do sill ocorreu em ambiente fechado, sem a refusão das encaixantes para a geração dos riolitos.

3.5 GEOLOGIA

O mapa geológico da região da cidade de Limeira (Figura 6) mostra que as principais rochas aflorantes são pertencentes às seqüências de deposição do Carbonífero Superior ao Permiano Médio e Permiano Superior, além das rochas intrusivas associadas ao magmatismo da Bacia do Paraná:

Carbonífero Superior à Permiano Médio - Grupo Tubarão

Formação Itararé

A Formação Itararé apresenta uma grande diversidade de ambientes de deposição, ocasionando uma grande variação faciológica. Entre esses ambientes são refletidas influências glaciais, tratando-se assim de depósitos periglaciais e pós-glaciais, de idade Permocarbonífera. Seus depósitos são constituídos predominantemente por arenitos de granulação variada (muito fina a conglomerática), argilosos e pacotes de diamictitos, que revela o caráter glacial da formação. Há também a presença de sedimentos pelíticos (siltitos cinza, folhelho e ritmitos).

 

Figura 6 – Mapa Geológico da região de Limeira, SP, com principais Unidades aflorantes e localização do sill alvo do atual estudo. Extraído de CPRM – Mapa do Brasil ao Milionésimo.

 

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Essa variação é evidência de ambientes lacustres-flúvio glaciais (mais comuns no topo), continentais (comuns na base da formação), deltáicos e marinhos.

Os registros fósseis são escassos, no entanto existem vegetais e em menor escala lamelibrânquios, gastrópodos e braquiópodos (Sousa, 1997).

Formação Tatuí

A Formação Tatuí, correspondente às Formações Rio Bonito e Palermo, é constituída por depósitos pós-glaciais de idade Neopaleozóica.

Estudos realizados na região do Domo de Pitanga, em SP, permitiram a separação da Formação em dois membros, um inferior e outro superior, sendo o inferior um pacote de siltitos marrom-arroxeados, escuro, as vezes branco, incluindo arenitos finos com estratificação plano paralela e delgadas camadas calcárias cinza-arroxeada e sílex. O membro superior é um pacote de siltito cinza-esverdeado ou amarelo-esverdeado, maciços, freqüentemente intercalados com arenitos finos, com pequenas concreções de calcário, podendo haver siltitos argilosos.

A Formação Tatuí apresenta conteúdo fossilífero, como troncos silicificados, lamelibrânquios, dentes e restos de barbatanas de tubarões, bivalves e escamas de peixes (Sousa, 1997).

Riccomini et al. (1997) realizaram uma reconstituição paleogeográfica indicando uma

transição de ambiente deposicional, de marinho (arenitos fossilíferos e com hummocky cross estratification) a fluvial. Assim, define-se um ambiente inicialmente flúvio-deltáico com processo

de transgressão marinha.

Permiano Superior - Grupo Passa Dois

Subgrupo Iratí

O Subgrupo Iratí é dividido em duas formações: Taquaral e Assistência, de idade Permiana.

Consiste em folhelhos e argilitos cinza-escuros, folhelhos pirobetuminosos e a calcários associados, que segundo Hachiro (1991) foram depositados em ambientes de plataforma rasa de um mar epicontinental do Neopermiano.

Formação Taquaral

A Formação Taquaral corresponde à base do Subgrupo Iratí, e é predominantemente de natureza pelítica. Constituída por argilitos, folhelhos cinza-escuro a cinza-claros e siltitos cinza, com laminação plano-paralela, onde são encontrados fósseis de peixes, crustáceos e de flora Dadoxylon (Sousa, 1997).

A Formação Taquaral apresenta características litológicas e estruturais de depósito em águas calma, abaixo do nível da ação das ondas.

Formação Assistência

A Formação Assistência corresponde ao topo do Subgrupo Iratí. É constituída por folhelhos cinza escuros a pretos, pirobetuminosos associados a bancos ou camadas de calcário dolomítico ou dolomito em formas de lentes. Os leitos pirobetuminosos têm como estrutura a laminação plano-paralela. Já nos leitos carbonáticos observam-se marcas onduladas, laminação cruzada e convoluta, bem como oólitos. É muito comum a presença de nódulos de sílex. Em São Paulo são ainda reconhecidos depósitos de rochas evaporíticas.

A Formação é rica em fósseis, principalmente de Mesosauros brasiliensis e Stereosternum tumidum, além de restos de peixes, carapaças de crustáceos e vegetais

(Sousa, 1997).

O ambiente de deposição foi em ambiente marinho de águas rasas e folhelhos pirobetuminosos se desenvolveram preferencialmente em áreas de plataforma, como em São Paulo.

Formação Corumbataí

A Formação Corumbataí, de idade Permiano Superior (Riccomini, 1992) pode ser dividida em duas porções:

Inferior - constituíndo-se de siltitos cinza-escuros a pretos, argilitos e folhelhos cinza- escuro a roxos, maciços, exibindo fraturas conchoídes;

Superior - constituído principalmente de rocha com coloração vermelha arroxeada, caracterizada pela intercalação de argilitos, siltitos, arenitos finos e leitos carbonáticos. São encontradas estratificação plano-paralelas, laminação flaser, marcas onduladas.

Na porção superior também estão presentes enxames de diques clásticos constituídos de areia fina, com espessura variando de 15 a 40 cm, ocorrendo ramificações de alguns para o topo.

São também encontrados na Formação Corumbataí fósseis de peixes, vegetais, pelecípodes, lamelibrânquios e ostracódes.

O pacote sedimentar inferior indica uma deposição em ambiente marinho raso e de águas calmas; já o pacote superior, indica deposição também em ambiente marinho, porém em águas rasas sobre influência de marés (Sousa, 1997).

Formação Pirambóia

A Formação Pirambóia consiste em arenitos argilosos com intercalações de camadas de siltito e folhelho. Trata-se de bancos arenosos de coloração avermelhada ou rosada, de granulação fina-média, de grãos foscos, subangulares a subarredondados, estratificação cruzada planar, acanalada e plano-paralela, intercalado com camadas de lamitos arenosos claros (Sousa, 1997).

 

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Há fosseis de peixes, restos vegetais, ostracódes e conchostráceos. Localmente, ocorrem arenitos conglomeráticos com seixos de argila e, na porção basal da formação, uma camada areno-argilosa de 1 a 2 metros de espessura, com seixos angulares de sílex.

Tratam-se de deposição em um ambiente continental fluvial, oxidante, com depósitos eólicos de dunas e interdunas, de rios meandrantes, planícies de inundação e pequenas lagoas (IPT, 1981).

Triássico-Jurássico - Grupo São Bento

Formação Botucatu

A Formação Botucatu é constituída por arenitos avermelhados, finos a médios, bimodais, friáveis, grãos foscos e geralmente bem arredondados. Na parte basal encontram-se arenitos argilosos mal selecionados.

As principais estruturas são estratificações cruzadas tangenciais em grandes cunhas, estratificações plano-paralelas e cruzadas acanaladas.

As características litológicas e sedimentares desta formação indicam deposição eólica em ambiente desértico, depósitos de dunas e interdunas, com contribuição de sedimentação fluvial, na parte basal (Sousa, 1997).

Formação Serra Geral

Compreende a seqüência de derrames de lavas, de caráter toleítico, com intercalações de lentes e camadas arenosas da Formação Botucatu, sobre a qual se assenta.

Estão associados a essa Formação corpos intrusivos, diques e sills, que ocorrem intercalados por toda a seção da Bacia, incluindo a Fm. Itararé, na região de Limeira.

Depósitos Cenozóicos (Paleógeno/Neógeno)

Sobre a cobertura da Bacia do Paraná ocorrem depósitos detrito-lateríticos com concreções ferruginosas, de idade Paleoceno a Plioceno.

Depósitos mais recentes, do Neógeno, ocorrem nas imediações das principais drenagens. São sedimentos arenosos a areno-argilosos, de granulação bastante variada (cascalho, areia, argila) de origem fluvial. A espessura desse pacote sedimentar é variável, geralmente com 6 metros, podendo atingir até 15 ou 20 metros nas planícies mais desenvolvidas (IPT, 1981).