3. BURGAZADA’NIN FİZİKSEL VE DOĞAL ÖZELLİKLERİ
3.1. Kentsel Doku Özellikleri
Este estudo demonstra que a intervenção do Estado na economia através das agências reguladoras tem raízes na cultura anglo-saxônica, que coligada pelos Estados Unidos da América pós independência, o qual passa a regular atividades de interesse público efetuadas por particulares.
Assim essa indireta atuação do Estado se mostra de maneira mais incisiva devido a conflitos bélicos mundiais, primeira guerra com a concepção do War
Industries Board – WIB e pós-segunda guerra com a criação do National Recovery Act – NRA.
Destaca-se então que com o NRA o Estado norte-americano passou a interferir no fomento e produção de economias capazes de fazer retroceder o quadro deflacionário e recessivo, gerando inovações nas ingerências sobre certos fundamentos econômicos que, até neste período, eram tabus da economia liberal considerados ainda como garantidos e protegidos constitucionalmente.
Evidencia-se que o começo e primórdio das agências reguladoras coincidem com a fase do Walfare State nos Estados Unidos, sendo que nesta fase a ação das agências reguladoras se dava na ordem econômica sendo que a regulação através da intervenção indireta envolvia especialmente a ordem econômica, com o desígnio de evitar cartéis e quais formas de dominação do mercado. Sendo que esta fase destaca-se através do Estado providência, do produtor de bens e serviços, denominado, nos Estados Unidos Walfare State - Estado do Bem-Estar - derivando dele boa parte das reformas que levaram a criação das agências regulatórias brasileiras.
É certo então que o modelo de agências reguladoras brasileiras teve sua inspiração no direito norte-americano, o qual, por sua vez, teve influência do sistema de regulação implantados vigente no direito consuetudinário britânico.
Assim pode-se concluir que o modelo de agência reguladora que foi adotado pelo Brasil é um modelo híbrido, pois nasceu inspirado no modelo norte-americano filiado que é ao modelo europeu-continental.
Entretanto as peculiaridades do modelo de agência reguladora brasileira não se restringem às inspirações dos modelos adotados. Verificamos neste estudo que o
velho hábito de importar “modelos” – quer sejam econômicos, políticos, jurídicos e administrativos, sempre causaram polêmicas e estudos elaborados no Brasil, pois não se trata de simplesmente importar um modelo e colocá-lo em ação, é mais do que isso, é necessário adaptações e estudos e averiguações da possibilidade de sucesso frente à realidade brasileira.
Com o modelo de agências reguladoras adotado pelo Brasil, não foi diverso, pois o sistema norte-americano de agências surgiu num processo político-jurídico próprio o qual é totalmente diverso da realidade vivenciada no Brasil. Não podemos deixar de observar que nos Estados o sistema de regulação foi implantado em decorrência de um momento histórico diferente do vivido pelo Brasil. Assim, a bem da verdade, não há que se falar em adaptação do modelo norte americano à realidade brasileira. Antes, devemos dizer que nosso sistema regulatório através das agências reguladoras é próprio e único, já que possui características peculiares ao nosso ordenamento jurídico e sistema político.
Na realidade norte americana, o sistema regulatório foi sendo desenvolvido e implantado nas unidades federadas e somente depois foi aspirado pela Federação. Isso, na verdade, já faz parte da história dos Estados Unidos, pois não se pode esquecer que a Federação norte-americana aparece com os Estados abrindo mão de parte de sua independência, em favor do Estado federado. Porém, os Estados membros não perdem, neste cenário, sua autonomia em relação à Federação, sendo este um fator distintivo e determinante do modelo de Estado norte-americano e um diferencial na estrutura político administrativa brasileira.
No Brasil ocorreu o inverso, onde se partiu de um Estado unitário, para um Estado Federado, sendo que além dos Estados Federados existe a figura ímpar dos Municípios, sendo este um ente político autônomo, devido a isso é necessário pensar e refletir antes e importar modelos de outros Estados para o Brasil, podendo ser este um dos motivos pelo qual as agências reguladoras no Brasil passam por dificuldades diversas, ou seja, nem todo modelo que serve para um país serve para outro.
Pode-se, por fim, ainda, afiançar que diferente do modelo norte-americano, que foi consolidado ao longo de séculos, o modelo brasileiro precisa ainda ser aprimorado, não podendo esquecer que mesmo com a existência longa de institutos com estas características, a concepção destes entes não apresentavam as mesmas
competências, nem as mesmas atribuições das agências reguladoras atuais devendo neste caso ser atualizada e analisada agora sob a realidade atual no Brasil, para que só então possa apresentar sucesso e resultados satisfatórios.
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