1.2. Enformasyon Sistemleri
1.2.5. Örgütlerde kullanılan enformasyon sistemleri
1.2.5.3. Karar Destek Sistemleri
A amostra composta por textos jornalísticos seguiu critérios específicos. A razão para a adoção desses critérios está firmemente atrelada ao fato de ser essa uma fonte que exige tratamento distinto do já apresentado para as cartas pessoais por serem materiais distintos. A principal diferença está no fato de termos nos corpora formado por cartas pessoais apenas textos manuscritos assinados e datados, ao passo que nos corpora formado por textos jornalísticos temos notícias15 e cartas de leitores16 impressas, no caso das notícias, na maioria das vezes sem assinatura e, no caso das cartas de leitores sempre assinadas ou por pseudônimos ou por nomes. A consequência desta diferença entre a amostra manuscrita e a amostra impressa é que esta última se mostra de difícil identificação dos escreventes e a datação, muitas vezes, só pode ser recuperada por meio da datação do jornal ou quando é mencionada a data em que a notícia ou carta foi recebida de outra fonte. Por essa razão, apresentamos critérios que ajudaram na composição da amostra de forma que pudéssemos ter um controle maior sobre as suas idiossincrasias. Esses critérios passaram, então, a funcionar como suporte para as diretrizes que definimos para a identificação dos escreventes dos textos jornalísticos. Apresentaremos a seguir tais critérios:
1) Os jornais não foram escolhidos de acordo com o perfil ou o rótulo. Não nos foi possível selecionar jornais de acordo com o posicionamento político, por exemplo, pois não há correspondência temporal entre os perfis políticos adotados pela imprensa periódica nos dois países. E, também, para mantermos a simetria da amostra não pudemos nos ater a apenas um rótulo como diário ou gazeta, por exemplo, por não haver quantidade suficiente de exemplares nos três períodos recortados de um mesmo rótulo ou perfil. A própria história da imprensa periódica nos mostra que os rótulos foram sendo alterados, amalgamados e desenvolvidos ao longo do tempo. E ainda o contexto estrutural do jornal é decorrente do contexto sócio-histórico a que pertence. Tomamos apenas o cuidado de não utilizarmos jornais apenas literários e jornais caricatos, pois esses jornais trazem uma maior inserção da linguagem literária e imagética que a grande maioria dos jornais que traz seções sobre esses temas, mas não os trazem como a espinha dorsal do próprio jornal. Além disso, os jornais literários fundam-se em um conceito de informação muito distinto do que encontramos nos outros tipos de jornal. Os jornais caricatos não foram utilizados devido à pequena quantidade de texto escrito neles vinculado.
15 Para definição do gênero notícias, ver Castilho da Costa (2008).
2) Não foram recolhidos dados das primeira e segunda décadas de cada período delimitado, uma vez que a imprensa periódica tornou-se difundida no Brasil a partir de 1820. Assim sendo, para controlarmos o tamanho da amostra, optamos por utilizar as três últimas décadas de cada período.
3) Quanto à periodicidade da publicação, por não ter sido possível utilizar jornais semanais para todos os períodos de tempo do recorte, para as duas variedades da língua, optamos por não considerar a periodicidade como um critério de seleção, muito embora seja um elemento a ser considerado na análise qualitativa dos dados.
A seguir, apresentamos os jornais selecionados, uma relação completa dos jornais utilizados pode ser consultada no anexo 3:
Quadro 2.1: Jornais mineiros utilizados, por ano de publicação.
Jornais Data O Universal 1825, 1826, 1827, 1828, 1829, 1836, 1841, 1842 Correio de Minas 1838 O Publicador Mineiro 1845 O Itamontano 1848 O Povo 1849 O Conciliador 1851 O Bom senso 1854, 1855
Correio Official de Minas 1858,1860
Minas Geraes 1862 O Constitucional 1866, 1868, 1878 Diário de Minas 1873, 1875,1876, 1878 A Actualidade 1878, 1879 A Província de Minas 1880, 1947 Liberal Mineiro 1886 A Camélia 1887 A Derrocada 1894 O Diabinho 1884, 1887, 1889 O Cysne 1895 O Estado de Minas 1896 A Caridade 1898 Minas Central 1922 O Ouro Preto 1922 Ouro Pretano 1928 Oito de Julho 1929
Quadro 2.2: Jornais portugueses utilizados, por ano de publicação. Jornais Data O Português 1826 O Nacional 1834, 1835, 1836 O Patriota 1846 Diário de Notícias 1876, 1886 A Imprensa 1886 O Século 1896 Diário de Notícias 1926 A Capital 1926 Diário de Notícias 1936, 1946
O tamanho dos corpora foi medido por meio da contagem de palavras, mesmo sendo marcados pela diversidade de fontes (imagens digitalizadas, fotocópias e arquivos editáveis) que dificultaram muito a contagem. Não adotamos como medida o número de laudas, por estarem os textos jornalísticos condicionados à divisão das seções, ao tamanho do periódico, à quantidade de páginas que possui e a sua periodicidade. Na primeira metade do século XIX, os jornais eram menores em tamanho, em número de páginas e em número de seções. Na segunda metade, tornaram-se maiores e assim continuaram até o século seguinte.
Dessa forma, o número de palavras foi condicionado à menor amostra das cartas pessoais. Esse recurso foi utilizado por necessitarmos de amostras do mesmo tamanho para a garantia da simetria. E essas amostras têm que ter o mesmo tamanho tanto para os textos manuscritos quanto para os textos impressos. Como a localização de cartas pessoais escritas na primeira metade do século XIX foi restrita à amostra, ela ficou condicionada ao tamanho de 7.500 palavras por período de tempo e por variedade da língua portuguesa. Computamos um somatório de aproximadamente 22.500 palavras para o corpus de cartas pessoais do PB e o mesmo valor para o PE; aproximadamente 24.000 palavras para o corpus de cartas de leitores do PB; aproximadamente 24.000 palavras para o corpus de cartas de leitores do PE; de aproximadamente 24.000 palavras para o corpus de notícias do PB e; aproximadamente 24.000 palavras para o corpus de notícias do PE. Trabalhamos, então, com um total de 141.000 palavras, como já foi explicitado na introdução.